Resumos
UFG · Campus Cidade de Goiás
Resumos dos trabalhos
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179 trabalhos em 19 sessões temáticas
PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
15/10 · Sala 96 · Grupo A / 16/10 · Sala 96 · Grupo B
ST01-01Grupo A LIGA ACADÊMICA DE REPRODUÇÃO HUMANA UFG 15/10 · 18h50 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (A) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 18h50
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- BRUNA BEATRIZ DE SOUZA SANTOS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
A Liga de Reprodução Humana (LIREP) da Universidade Federal de Goiás atua em um contexto marcado por mitos, desinformação e lacunas na formação acadêmica em saúde reprodutiva. Diante do impacto dessa área no bem-estar de indivíduos e famílias, o projeto promove uma abordagem interdisciplinar, integrando medicina, psicologia, direito, biotecnologia, nutrição e enfermagem, com foco na formação humanizada dos discentes e na assistência ética e acessível à população. O objetivo é desenvolver uma abordagem integral em saúde reprodutiva, articulando ensino, extensão e pesquisa, com ênfase na prevenção, diagnóstico e tratamento da infertilidade. No ensino, busca capacitar estudantes para o atendimento holístico e para o estabelecimento de uma relação médico-paciente qualificada, contemplando aspectos biológicos, bioéticos, sociais e psicológicos da reprodução assistida. Na extensão, promove educação em saúde sobre planejamento familiar, infecções sexualmente transmissíveis, climatério e direitos reprodutivos, reconhecendo a infertilidade como questão de saúde pública e reafirmando os princípios de universalidade, equidade e integralidade do Sistema Único de Saúde (SUS). As atividades são desenvolvidas continuamente ao longo do ano e incluem aulas teóricas quinzenais com especialistas, visitas a ambulatórios, acompanhamento de procedimentos e discussões multidisciplinares em maternidades. A extensão ocorre por meio do Projeto Itinerante e de campanhas educativas em praças, escolas e hospitais, com rodas de conversa, grupos de apoio, promoção do aleitamento materno e distribuição de preservativos. A pesquisa é incentivada mediante orientação para elaboração de trabalhos destinados a congressos e publicações científicas. Como resultados, os discentes desenvolvem fundamentação técnico-científica, experiência prática e competências de liderança, comunicação e trabalho multiprofissional. A comunidade acadêmica e externa tem acesso a informação qualificada e acolhimento, abrangendo diferentes fases da vida reprodutiva, da adolescência ao puerpério. A produção científica e a divulgação em mídias digitais ampliam o alcance das ações. Conclui-se que a LIREP contribui para a formação médica e multiprofissional qualificada em saúde reprodutiva, articulando conhecimento científico, prática assistencial e atuação comunitária. Dessa forma, fortalece a Atenção Básica, reafirma os princípios do SUS e contribui para a promoção da qualidade de vida e da justiça social.
- Palavras-chave
- Reprodução Humana, Liga Acadêmica, Educação Reprodutiva
ST01-02Grupo A Do Papel ao Protótipo: Robótica Educacional Livre como Metodologia de Ensino em Três Etapas 15/10 · 19h00 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (A) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h00
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- CARLOS ANTONIO PEREIRA JUNIOR
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
A robótica educacional livre vem se consolidando como metodologia pedagógica capaz de articular pensamento computacional (Wing, 2006), criatividade e protagonismo estudantil. Este trabalho apresenta uma reflexão sobre a robótica educacional a partir da abordagem fundamentada em softwares livres, materiais de baixo custo e reaproveitamento, entendida como metodologia de ensino estruturada em três etapas complementares, aplicável à educação básica e a contextos de baixo investimento tecnológico. O objetivo central é refletir sobre o potencial pedagógico da robótica educacional livre enquanto metodologia de ensino, evidenciando como sua organização em etapas favorece a aprendizagem de conceitos de eletrônica, lógica de programação e trabalho colaborativo e ciências, além de estimular autonomia e resolução de problemas. Metodologicamente, a proposta se organiza em três etapas. Na primeira, o planejamento, os estudantes produzem manualmente o projeto do protótipo robótico, por meio de desenhos ou descrições escritas, exercitando abstração (Piaget, 1974), planejamento e representação de ideias antes da execução técnica. Na segunda etapa, ocorre a estruturação do projeto em ambiente virtual, utilizando a plataforma Tinkercad para simulação de circuitos, testes de montagem e programação em blocos, permitindo identificar e corrigir erros sem custo de material. Na terceira etapa, realiza-se a produção do protótipo real, na qual o projeto validado virtualmente é materializado com componentes físicos, promovendo a integração entre pensamento abstrato e prática manual (Piaget, 2006). Os resultados observados nesta perspectiva metodológica indicam maior engajamento dos estudantes nas atividades, redução do desperdício de materiais em função dos testes prévios na simulação, melhor compreensão da relação entre lógica de programação e funcionamento físico dos protótipos, e fortalecimento do trabalho colaborativo durante as três fases do processo. A transição gradual do desenho ao virtual e do virtual ao real mostrou-se eficaz para consolidar aprendizagens de conceitos de forma interdisciplinar. Por fim, entende-se que a robótica educacional livre, organizada nessa sequência metodológica, constitui alternativa viável e replicável para o ensino de ciências, tecnologia, especialmente em escolas com recursos limitados, contribuindo para a democratização do acesso às novas tecnologias e ao pensamento computacional.
- Palavras-chave
- Robótica Educacional Livre, Metodologia de Ensino, Prototipagem
ST01-03Grupo A Memória negra e educação patrimonial na Cidade de Goiás: uma experiência extensionista sobre Leodegária Brazília de Jesus 15/10 · 19h10 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (A) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h10
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ELLEN GEOVANA ARAUJO MATOS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
Esta comunicação resulta de um trabalho desenvolvido no âmbito do Projeto Integrado de Extensão I (PIEX I), do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Goiás, componente curricular voltado à formação teórico-prática em extensão universitária, à leitura crítica da realidade e à construção de ações em diálogo com a comunidade. Nesse percurso formativo, a reduzida visibilidade de Leodegária Brazília de Jesus nos circuitos de memória e reconhecimento público da Cidade de Goiás foi problematizada pelo grupo de trabalho e definida como tema gerador da ação extensionista. Poetisa, professora e intelectual negra, Leodegária possui trajetória relevante para a história cultural e literária goiana, mas seu reconhecimento permanece atravessado por processos de invisibilização. O objetivo desta comunicação é analisar como uma primeira ação extensionista, orientada pela educação patrimonial, possibilitou problematizar a presença de Leodegária na memória pública da cidade e os processos de reconhecimento, preservação e circulação de sua memória e produção intelectual. Realizada na Feira da Agricultura Familiar, no setor João Francisco, a ação contou com uma banca composta por fotografias, livros, poemas e outros materiais sobre a poetisa, utilizados como mediadores do diálogo e da circulação de saberes com frequentadores da feira. Nas interlocuções estabelecidas durante a atividade, emergiram referências fragmentadas, dúvidas e desconhecimentos acerca de sua vida e atuação, enquanto o contato com os materiais suscitou curiosidade, interesse e reflexões sobre sua presença na memória da cidade. A experiência evidenciou que a problemática inicialmente formulada não se restringe à pouca circulação de informações sobre Leodegária, mas envolve os modos pelos quais determinadas trajetórias são reconhecidas, preservadas e inscritas no patrimônio cultural local. Nessa perspectiva, a educação patrimonial constituiu-se como eixo de leitura crítica do território em articulação com as relações étnico-raciais, reafirmando a extensão universitária como prática dialógica de formação e interação social. Como encaminhamento, a experiência fundamenta sua continuidade no PIEX II, com ações voltadas ao levantamento e à circulação de fontes e registros sobre Leodegária em espaços da cidade vinculados à sua atuação e produção intelectual, buscando tornar mais visíveis as marcas materiais e imateriais associadas à poetisa no território
- Palavras-chave
- Leodegária Brazília de Jesus, Relações étnico-raciais, Extensão universitária, Educação patrimonial, Memória negra
ST01-04Grupo A Experiências do PIBID: Cultura, infância e aprendizagem 15/10 · 19h20 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (A) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h20
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- BRENNA STEFANY DOS SANTOS SIQUEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
Este trabalho busca apresentar e compartilhar uma experiência significativa vivenciada no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), desenvolvido na Universidade Federal de Goiás, no curso de Pedagogia. Tem como principal objetivo relatar a experiência vivenciada durante a realização de uma atividade de leitura literária, seguida de desenhos livres e de uma oficina de argila, desenvolvida com crianças indígenas de diferentes faixas etárias, filhas e filhos de estudantes do curso de Licenciatura em Educação do Campo (LEDOC), que se encontravam em período de formação na universidade durante o recesso acadêmico. A experiência foi muito significativa, especialmente pela acolhida calorosa e pelo elevado nível de participação das crianças. Além disso, a vivência possibilitou uma aproximação enriquecedora com as crianças indígenas, favorecendo o diálogo, a interação e a troca de experiências entre todos os envolvidos. Nesse contexto, destaca-se a importância de promover a leitura literária articulada a diferentes formas de expressão e compreensão, como o desenho livre e a oralidade. Essa abordagem ultrapassa a prática tradicional de apenas ler um livro e responder a perguntas, transformando a atividade em uma experiência significativa de aprendizagem. Dessa forma, contribuiu para estimular a escuta, a expressão oral, o pensamento, a interação e a colaboração entre as crianças, favorecendo tanto o desenvolvimento escolar quanto a construção de vínculos afetivos entre os participantes. A oficina de argila também proporcionou momentos significativos, nos quais cada participante teve a oportunidade de criar algo com significado pessoal, expressando sua criatividade, seus sentimentos e suas experiências. Nesse sentido, a experiência reafirma a relevância do PIBID na formação inicial de professores, ao proporcionar a vivência de práticas educativas que articulam teoria e prática e contribuem para a construção de uma educação mais significativa, inclusiva e humanizada.
- Palavras-chave
- PIBID;, CULTURA INDÍGENA, APRENDIZAGEM, EXPERIENCIA
ST01-05Grupo A INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: ACESSO, PARTICIPAÇÃO E APRENDIZAGEM NA UFG – CAMPUS CIDADE DE GOIÁS 15/10 · 19h30 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (A) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h30
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- DENISE DE OLIVEIRA ALVES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
A inclusão de pessoas com deficiência na educação superior constitui um desafio que ultrapassa a garantia do ingresso e envolve a criação de condições efetivas de participação, permanência e aprendizagem. Embora o Brasil disponha de um amplo marco legal e político voltado à garantia do direito à educação inclusiva, permanecem barreiras arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais e pedagógicas que podem comprometer a experiência acadêmica dos estudantes com deficiência. Nesse contexto, esta pesquisa tem como objetivo monitorar os processos de inclusão de estudantes com deficiência na Universidade Federal de Goiás (UFG) – Campus Goiás, com foco nos eixos do acesso, da participação e da aprendizagem, buscando compreender em que medida as políticas e ações institucionais de inclusão e acessibilidade têm contribuído para a efetivação desse direito. A investigação caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e documental. Serão analisados documentos institucionais da UFG – Campus Goiás, incluindo normativas, resoluções, planos institucionais e registros relacionados às ações de inclusão e acessibilidade, articulados à produção bibliográfica sobre educação inclusiva, políticas educacionais e direito à educação. A análise dos documentos será desenvolvida à luz da Análise de Discurso, tomando como referência as contribuições de Pêcheux (1990) e Orlandi (2001), de modo a compreender como os sentidos sobre inclusão, acessibilidade e direito à educação são produzidos nos discursos institucionais, considerando também seus silenciamentos, contradições e condições de produção. Espera-se mapear e sistematizar as ações institucionais de inclusão e acessibilidade desenvolvidas no Campus Goiás, identificando avanços, limites e possíveis lacunas entre o direito formal à educação inclusiva e sua efetivação no cotidiano universitário. Pretende-se, ainda, produzir subsídios para o aprimoramento das políticas e práticas institucionais, contribuindo para a construção de uma universidade pública acessível, democrática e inclusiva. A sistematização dessas informações poderá favorecer o acompanhamento contínuo das ações institucionais, produzindo referências para a avaliação das condições de acesso, participação e aprendizagem dos estudantes com deficiência. Desse modo, a pesquisa busca articular produção de conhecimento e compromisso institucional, fortalecendo processos de inclusão e acessibilidade na educação superior.
- Palavras-chave
- Educação inclusiva, Educação superior, Pessoas com deficiência, Acessibilidade, Políticas institucionais
ST01-06Grupo A CAMPANHA PERMANENTE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA A RECICLAGEM E A COMPOSTAGEM 15/10 · 19h50 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (A) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h50
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- GABRIEL AUGUSTO SOUZA MORAES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
As atividades do presente plano de trabalho vinculado ao projeto de extensão "Recicla Goiás - Campanha permanente de educação ambiental para a reciclagem e a compostagem", realizado na cidade de Goiás, GO, ocorreram entre agosto de 2025 e junho de 2026, teve como foco central a sensibilização para a destinação adequada de resíduos sólidos. Inspirada pela pedagogia de Paulo Freire, a iniciativa prioriza o diálogo e a parceria ativa com a cooperativa de trabalho de catadoras/es Recicla Tudo e com o Coletivo Recicla Goiás. As atividades desenvolvidas tiveram três momentos e envolveu estudantes, artistas, pessoas da comunidade e servidores públicos de outras instituições de ensino.O primeiro momento concentrou suas ações educativas no Setor Aeroporto. As atividades ocorreram semanalmente às quartas-feiras. Foram realizadas em conjunto com uma catadora cooperada e envolveram visitas domiciliares porta a porta para orientar sobre a separação de materiais recicláveis e não recicláveis, além da produção de conteúdo educativo e registros fotográficos para o Instagram do Coletivo Recicla Goiás. A execução dessas ações demonstraram resultados positivos, identificando moradores que já praticam a reciclagem e engajando novos participantes através da sensibilização direta. O segundo momento do projeto contou com a construção de composteiras em algumas escolas da rede pública municipal de ensino da cidade. Foram realizadas atividades práticas, que compartilharam uma das possíveis maneiras de se construir uma composteira, sua manutenção e utilização para os resíduos orgânicos gerados nas escolas. O terceiro momento contou com o apoio para realização das apresentações teatrais para o público infantojuvenil. As apresentações foram realizadas em todas as escolas públicas da área urbana do município e algumas da área rural. O teatro teve principalmente o formato de clown, contando com música, expressões faciais e corporais A linguagem artística foi importante para aproximar a comunidade escolar de maneira artística cultural do tema da reciclagem que foi trabalhado.
- Palavras-chave
- Reciclagem, Compostagem, Educação Ambiental, Teatro
ST01-07Grupo A Experiências lúdicas no PIBID: o brincar como possibilidade de aprendizagem e desenvolvimento 15/10 · 20h00 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (A) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h00
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- HELEN FARIA DE MORAIS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo apresentar as experiências vivenciadas e as práticas desenvolvidas durante o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), do subgrupo de Pedagogia/Câmpus Goiás. Nesse contexto, foram realizadas oficinas durante o período letivo dos estudantes do curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal de Goiás – Câmpus Goiás, as quais foram destinadas aos seus filhos. As atividades tiveram como objetivo promover momentos de aprendizagem, interação e desenvolvimento, valorizando as experiências e as especificidades das crianças. O trabalho é caracterizado como um relato de experiência a partir das vivências e atividades desenvolvidas durante as oficinas. Ademais, as oficinas foram realizadas em dois dias e fundamentadas no brincar com intencionalidade pedagógica e no brincar livre. Desse modo, foram desenvolvidas brincadeiras em grupo que valorizaram a interação social, o trabalho coletivo e o desenvolvimento integral das crianças. A oficina foi iniciada com a brincadeira de passar a bola, na qual as crianças deveriam permanecer enfileiradas e passar a bola para o colega de trás, sem deixá-la cair. A atividade possibilitou o desenvolvimento da consciência corporal, da coordenação motora grossa e fina, da atenção e do trabalho em grupo. Em seguida, foi proposto um percurso motor, no qual as crianças deveriam seguir comandos como andar em linha reta, equilibrar objetos, passar por baixo de uma corda e contornar obstáculos, entre outros desafios. A atividade possibilitou a exploração do próprio corpo e contribuiu para o desenvolvimento da coordenação motora, do equilíbrio, da lateralidade e da noção espacial, além de favorecer a autonomia e a atenção. Em ambos os dias, também foi proporcionado o brincar livre, possibilitando que as crianças se sentissem à vontade e pertencentes ao espaço, explorando, criando e imaginando a partir de suas próprias escolhas e interesses. Nesse sentido, o brincar constitui uma importante forma da criança conhecer, explorar e estabelecer relações com o mundo. Como resultados, as oficinas proporcionaram experiências e aprendizagens enriquecedoras para a formação docente, especialmente no planejamento de atividades voltadas ao desenvolvimento integral das crianças. Nesse viés, foi perceptível o envolvimento e a participação das crianças durante as oficinas, evidenciando que as propostas possibilitaram momentos de interação, aprendizagem e desenvolvimento.
- Palavras-chave
- Crianças, brincar, desenvolvimento, experiências
ST01-08Grupo A MEU NOME, MEU CORPO E MINHA IDENTIDADE 15/10 · 20h10 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (A) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h10
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MARIA GABRIELLA DAS GRAÇAS PIRES DE MORAES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
O projeto Meu nome, meu corpo, minha identidade tem como objetivo promover a construção da identidade das crianças por meio de experiências lúdicas que envolvem o reconhecimento do próprio nome, do corpo, das características individuais e das interações com os colegas. A proposta surgiu a partir das observações realizadas no Agrupamento 5 do Centro Municipal de Educação Infantil, durante o Estágio Supervisionado, no ano de 2026. Observou-se que algumas crianças ainda apresentam dificuldades de identificar características pessoais e expressar aspectos relacionados à sua identidade. Considerando também os diferentes ritmos e formas de aprender presentes na turma, buscou-se elaborar experiências que favoreçam a participação de todas as crianças. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil compreendem a criança como “sujeito histórico e de direitos” que, nas interações e práticas cotidianas, “constrói sua identidade pessoal e coletiva” (BRASIL, 2009, art. 4º). Nessa perspectiva, Oliveira (2014, p. 190) afirma que “à medida que o grupo de crianças interage, são construídas culturas infantis e a identidade de cada criança”. A metodologia é relato de experiência e será desenvolvida em quatro encontros, envolvendo mediação de leitura com o livro Diversidade de Tatiane Belinky, brincadeiras, movimento corporal, exploração de materiais e produções artísticas. Espera-se que as experiências contribuam para o reconhecimento e a valorização da própria identidade, o fortalecimento da autoestima, da autonomia e do sentimento de pertencimento, além do desenvolvimento da expressão oral, corporal e artística. Assim, a proposta compreende as interações e as brincadeiras como possibilidades significativas para que as crianças conheçam a si mesmas e aos outros, reconhecendo e respeitando as diferenças.
- Palavras-chave
- educação infantil, movimento, identidade
ST01-09Grupo A BORDANDO SABERES E TERRITÓRIOS: FAUNA DO CERRADO E INTERCULTURALIDADE NO PET EDUCAÇÃO DO CAMPO 15/10 · 20h20 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (A) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h20
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- TAIMUD PARI UPTSE APTSI RE
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
O Programa de Educação Tutorial (PET) Educação do Campo “Dom Tomás Balduíno” (PET-DOM), vinculado ao curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal de Goiás (UFG), Campus Goiás, desenvolve ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas à formação docente comprometida com a Educação Popular e com a valorização dos povos do campo, indígenas e quilombolas. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de uma oficina realizada pelo PET-DOM no Encontro dos Grupos do Programa de Educação Tutorial do Estado de Goiás, ocorrido no dia 4 de julho de 2026, na Universidade Federal de Goiás. A oficina teve como eixo a fauna do Cerrado e o diálogo intercultural entre conhecimentos científicos e saberes tradicionais do povo A’uwẽ Uptabi. A oficina iniciou-se com uma roda de conversa para a apresentação de todos os participantes. Em seguida, os estudantes indígenas do PET-DOM compartilharam aspectos de seu território, de sua cultura e de sua língua. A partir desse momento inicial, foram distribuídas cartas sobre a fauna do Cerrado aos participantes, que realizaram uma atividade investigativa contemplando o nome popular, o nome científico, os hábitos e a denominação dos animais na língua A’uwẽ Uptabi. Esse momento favoreceu o ensino da língua A’uwẽ Uptabi, a construção coletiva de conhecimentos e a articulação entre diferentes formas de compreender a biodiversidade. Na sequência, foram distribuídos materiais para bordado, e cada participante pôde escolher um animal do Cerrado para representar por meio do bordado. As estudantes do PET-DOM apresentaram o bordado como um saber cultural relacionado ao modo de vida camponês e ensinaram técnicas tradicionais. A experiência evidenciou o papel que o PET desempenha na extensão, na educação e no protagonismo juvenil. Além disso, a oficina fortaleceu o vínculo entre os grupos PET, aproximando os petianos dos debates desenvolvidos pelo grupo. Em relação ao Ensino de Ciências, o potencial da oficina demonstra a possibilidade de diálogo entre diferentes saberes, reconhecendo múltiplas formas de produção de conhecimento. A oficina reafirma a importância da universidade na construção de práticas educativas comprometidas com a valorização dos povos originários e com uma formação crítica em Ciências.
- Palavras-chave
- Educação do Campo, Interculturalidade, Fauna do Cerrado, Programa de Educação Tutorial
ST01-10Grupo A O TEAR DE PAPELÃO E SACOLAS PLÁSTICAS COMO ESTRATÉGIA DE SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL: UM RELATO DO PROJETO DE EXTENSÃO 15/10 · 20h30 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (A) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h30
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- JÚLIA TAIANE ALVES CRISPIM
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
O presente relato de experiência tem como objetivo abordar atividade desenvolvida no Projeto Integrado de Extensão III (PIEX III), da Universidade Federal de Goiás (UFG), em parceria com o Coletivo Recicla Goiás. Os estudos e ações foram planejadas e articuladas no contexto das crianças que realizam atividades no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). As ações desenvolvidas tiveram como propósito promover a sensibilização ambiental e incentivar práticas de cidadania por meio da reutilização de materiais recicláveis. O objetivo da atividade foi ampliar a compreensão das crianças sobre a importância da destinação adequada dos resíduos, demonstrando como materiais descartados podem ser ressignificados e transformados em recursos educativos e lúdicos. A metodologia adotada consistiu na realização de uma oficina para a confecção de um tear artesanal produzido com papelão reutilizado e sacolas plásticas transformadas em fios para tecelagem. O desenvolvimento da atividade envolveu etapas de coleta e preparação dos materiais, favorecendo a integração entre criatividade, sustentabilidade e aprendizagem prática. Durante a oficina, as crianças foram estimulados a refletir sobre os impactos ambientais do descarte inadequado de resíduos, especialmente do plástico, e sobre as possibilidades de reaproveitamento desses materiais no cotidiano. Os resultados evidenciaram que a experiência proporcionou um ambiente de interação, aprendizado e construção coletiva de conhecimentos. A produção do tear mostrou-se uma prática pedagógica eficaz para abordar a temática ambiental de forma acessível e participativa, despertando o interesse das crianças e fortalecendo atitudes voltadas à preservação do meio ambiente. Além disso, a atividade favoreceu nas crianças o desenvolvimento do senso de responsabilidade socioambiental, coordenação motora, criatividade, atenção, interação e protagonismo. Conclui-se que a utilização de materiais recicláveis em práticas educativas e artísticas constitui uma importante ferramenta de sensibilização ambiental, capaz de promover reflexões significativas sobre consumo, descarte e cuidados ambientais. A experiência reforça a relevância das ações extensionistas na aproximação entre universidade e comunidade, contribuindo para a formação cidadã e para a construção de práticas alinhadas aos princípios do desenvolvimento sustentável entre todos os envolvidos nas ações.
- Palavras-chave
- Reciclagem, Educação Ambiental, CRAS, Sustentabilidade, Extensão Universitária
ST01-11Grupo A Vivências de leitura Partilha de Sabores 15/10 · 20h50 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (A) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h50
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ROSARIA DOS REIS FRANCISCO DOS SANTOS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
Este relato de experiência traz uma prática pedagógica interdisciplinar desenvolvida com estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental, articulando os componentes curriculares de Língua Portuguesa e Matemática a partir de atividades de leitura, oralidade, escrita, medidas e formas geométricas. A proposta teve como eixo integrador a leitura deleite do livro "Só um Minutinho" e a utilização do gênero textual "Receita" culinária, do "Bolo de cenoura". As atividades possibilitaram trabalhar medidas convencionais e não convencionais, medidas de capacidade, de tempo, números cardinais, leitura, escrita, interpretação e oralidade de maneira contextualizada.O momento de preparação do bolo, denominado “Mão na massa”,favoreceu a participação ativa dos estudantes e possibilitou relacionar os conhecimentos matemáticos ao cotidiano. Após o preparo, o bolo foi dividido em formas geométricas, como triângulos, quadrados, círculos e retângulos, permitindo aos estudantes identificar, registrar e quantificar as formas recebidas. Ao final, os dados foram organizados em um gráfico, possibilitando uma primeira aproximação com a representação e interpretação de informações. A experiência demonstra, portanto, que atividades práticas e interdisciplinares podem contribuir para aproximar o conhecimento escolar da realidade dos estudantes. O preparo do bolo tornou-se uma situação pedagógica na qual as crianças puderam ler, escrever, contar, medir, comparar, identificar formas, registrar informações e construir gráficos, desenvolvendo diferentes habilidades em uma mesma experiência. Além dos conhecimentos específicos dos componentes curriculares, a proposta favoreceu aspectos relacionados à interação, à autonomia, à cooperação e ao protagonismo infantil. Ao participar das atividades, os estudantes tiveram oportunidade de aprender fazendo, observando, perguntando e compartilhando suas descobertas. Dessa forma, a fundamentação teórica evidencia que a prática pedagógica relatada está apoiada em uma concepção de educação que valoriza a criança como sujeito da aprendizagem, o professor como mediador, a interação social, a leitura como prática significativa. A experiência demonstrou que práticas pedagógicas concretas, lúdicas e interdisciplinares podem contribuir para ampliar o interesse dos estudantes pela aprendizagem e favorecer a construção de conhecimentos de forma significativa.
- Palavras-chave
- Leitura, Vivência, Partilha
ST01-12Grupo B MISTURAS HOMOGÊNEAS E HETEROGÊNEAS: ENSINANDO POR MEIO DA EXPERIMENTAÇÃO 16/10 · 18h50 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (B) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 18h50
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MÁRCIA NUNES DOS REIS XAVIER
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
O presente trabalho relata uma experiência pedagógica desenvolvida no ensino de Ciências da Natureza, tendo como foco o conteúdo de Misturas Homogêneas e Heterogêneas e a utilização da experimentação como estratégia metodológica. A proposta teve como objetivo aproximar os conhecimentos científicos das situações vivenciadas pelos estudantes da escola Municipal Terezinha J. Rocha, favorecendo a aprendizagem por meio da articulação entre teoria e prática. Inicialmente, foram apresentados os conceitos de Misturas Homogêneas e Heterogêneas para os alunos do 6º e 7º anos, acompanhados de exemplos do cotidiano e da demonstração experimental envolvendo bicarbonato de sódio e vinagre. A observação da reação possibilitou aos estudantes identificar fenômenos relacionados à transformação das substâncias e compreender que nem todo processo de mistura corresponde apenas à formação de uma mistura, podendo ocorrer também transformações químicas. Em seguida, foram abordados métodos de separação de misturas, como catação, peneiração, filtração, decantação, evaporação, destilação e separação magnética, relacionando-os às propriedades físicas dos componentes e a situações presentes no cotidiano. Após a exposição dos conteúdos, os estudantes realizaram atividades de fixação e, posteriormente, participaram de uma atividade prática envolvendo a preparação de alimentos, como bolos, doces, tortas e canjica. Essa etapa possibilitou observar concretamente a combinação de diferentes ingredientes e retomar os conceitos científicos estudados. A experiência foi fundamentada na perspectiva da Aprendizagem Significativa de David Ausubel, considerando a importância dos conhecimentos prévios dos estudantes para a construção de novas aprendizagens, ao considerar a realidade e os conhecimentos dos educandos como elementos importantes para o ensino. Os resultados indicaram maior participação, curiosidade e envolvimento dos estudantes, além de favorecerem a compreensão dos conceitos científicos a partir de situações conhecidas. Uma avaliação realizada ao final da atividade revelou que os estudantes manifestaram interesse em participar de outras aulas utilizando metodologias semelhantes.
- Palavras-chave
- Ensino de Ciências, Misturas homogêneas e heterogêneas, Experimentação, Aprendizagem significativa, Ensino contextualizado
ST01-13Grupo B Campo e Universidades em Diálogo: a construção de uma horta escolar sustentável como prática formativa na Educação do Campo 16/10 · 19h00 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (B) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h00
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LARA XAVIER
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
Este trabalho apresenta a experiência desenvolvida por bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), acadêmicos da Licenciatura em Educação do Campo (LEDOC/UFG), na Escola Municipal Terezinha de Jesus Rocha, situada em contexto de Educação do Campo. A proposta consistiu na construção de uma horta escolar, concebida coletivamente como espaço de aprendizagem, valorização dos saberes camponeses e promoção da sustentabilidade. A iniciativa teve origem nas vivências dos autores enquanto sujeitos do campo e produtores de hortaliças, legumes e verduras, possibilitando a articulação entre os conhecimentos tradicionais e os conhecimentos científicos no ambiente escolar. A implantação da horta ocorreu desde sua fase inicial, envolvendo estudantes, professores e comunidade escolar em todas as etapas do processo. Para o preparo do solo e da adubação, foram utilizados materiais orgânicos e recicláveis, como cascas de ovos, esterco bovino e de aves, cinzas e resíduos orgânicos provenientes de alimentos, demonstrando alternativas sustentáveis e acessíveis para o cultivo. Paralelamente às atividades práticas, foram desenvolvidas ações educativas voltadas à conscientização ambiental, ao reaproveitamento de resíduos e ao manejo adequado do solo, incentivando a participação ativa dos estudantes e de suas famílias na coleta dos materiais utilizados. A experiência evidenciou que a horta escolar ultrapassa sua função produtiva, constituindo-se como um espaço pedagógico interdisciplinar que fortalece a identidade camponesa, aproxima escola e comunidade e promove o diálogo entre escola do campo e universidade. Além disso, a ação reafirma o papel do PIBID e da LEDOC na formação de professores comprometidos com uma educação contextualizada, crítica e socialmente referenciada, capaz de reconhecer e valorizar os saberes, as práticas e as culturas dos povos do campo como elementos fundamentais para a construção do conhecimento escolar.
- Palavras-chave
- Educação do Campo, Sustentabilidade, Horta Escolar, PIBID, Saberes Camponeses
ST01-14Grupo B História e Estrutura do Sistema Interamericano de Direitos Humanos 16/10 · 19h10 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (B) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h10
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MATHEUS BATISTA DIAS
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
O presente resumo do trabalho de pesquisa advindo do Programa de Iniciação Científica tem como objetivo geral estudar a história, os marcos normativos e a estrutura institucional do Sistema Interamericano de Direitos Humanos (SIDH), investigando sua formação desde a década de 1940, descrevendo a estrutura e as competências da Comissão e da Corte Interamericanas, analisando os principais tratados que fundamentam o sistema e compreendendo sua atuação na proteção de direitos humanos em países latino-americanos. Trata-se de pesquisa de natureza histórico-descritiva e bibliográfica, desenvolvida a partir do estudo da Convenção Americana, dos Estatutos da Comissão e da Corte Interamericanas e de obras doutrinárias de autores como Flávia Piovesan, Norberto Bobbio, Antônio Augusto Cançado Trindade, James Cavallaro e Stephanie Brewer. Os resultados mostram que o SIDH evoluiu de um mecanismo diplomático e discricionário, nascido com a Declaração Americana de 1948, para um sistema cada vez mais judicializado após a Convenção Americana de 1969 e a reforma regulamentar de 2001. A análise da jurisprudência da Corte revela avanços significativos em casos paradigmáticos sobre desaparecimento forçado, leis de anistia, direitos de povos indígenas, discriminação de gênero e orientação sexual. Conclui-se que, apesar de limitações de escala, orçamento e efetividade no cumprimento de suas decisões, o SIDH consolidou-se como instrumento relevante para a proteção da pessoa humana e para a construção de uma cultura de direitos no continente americano.
- Palavras-chave
- Sistema Interamericano de Direitos Humanos., Direitos Humanos, Historia e Estrutura do Sistema Interamericano de Direitos Humanos
ST01-15Grupo B Programa de iniciação a docência (Pibid); oficina bingo do alfabeto e vogais 16/10 · 19h20 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (B) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h20
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MARIA RITA DA SILVA FRAGA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
Esse trabalho é um relato de experiência o objetivo é demonstrar uma oficina feita no Programa de Iniciação a Docência (Pibid), escolhemos o bingo de letras do alfabeto, seguindo o que estava sendo trabalhado em sala de aula na turma do primeiro ano. Nós começamos com o planejamento da oficina, a professora regente nos pediu para trabalhar sobre o alfabeto e as vogais, então começamos a pensar como aplicaríamos o bingo de uma forma lúdica. Para isso, usamos imagens de objetos e animais, e na cartela, substituímos os números por letras diversas, do alfabeto (A - Z) embaralhadas, levamos uma caixa com as imagens e quando sorteadas, perguntávamos qual era a letra inicial de cada palavra, e quando tinham, marcavam na cartela, primeiro a marcar toda a cartela, gritava “bingo” e ganhava a dinâmica. O objetivo foi ajudar a associação de imagens a letras e palavras, de uma forma lúdica e diferente. Notamos algumas crianças com dificuldades para reconhecer algumas letras, mas os ajudamos a entender e compreender cada uma, todos ficaram muito animados com toda a oficina, respondiam tudo que perguntávamos e nos ajudavam com as letras iniciais das imagens. Uma dificuldade que encontramos foi em um momento que as crianças viram que não estavam ganhando e começaram a se desesperar um pouco, logo explicamos como, e o que iria acontecer, eles entenderam e se acalmaram. Vimos que o resultado foi o esperado por nós, saímos muito satisfeitas com tudo, pelo engajamento e pelo aprendizado que passamos para eles e eles para nós. Essa oficina do Pibid nos insere no mundo da docência, me instiga a cada vez mais querer transformar a sociedade, mostrar como a educação pode ser algo diferente, divertido, e não algo mecânico, com uma formação pautada na práxis, com aprendizado dinâmico andando lado a lado com o lúdico.
- Palavras-chave
- Oficina, Dinâmica, Alfabeto
ST01-16Grupo B TENDÊNCIAS DA MERCADORIZAÇÃO DOS SERVIÇOS SOCIAIS PÚBLICOS 16/10 · 19h30 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (B) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h30
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- NAYSA LIMIRIO DE BARROS
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
A pesquisa teve como objetivo analisar as tendências da mercadorização dos serviços sociais públicos, buscando compreender as formas pelas quais a lógica de mercado tem incidido sobre as políticas sociais e sobre a garantia de direitos. Desenvolvida a partir de uma abordagem qualitativa e de revisão bibliográfica, a pesquisa envolveu o levantamento e a leitura de artigos científicos publicados entre 2023 e 2025, além de pesquisas complementares e discussões realizadas em reuniões de pesquisa. A análise dos materiais permitiu identificar diferentes formas de aproximação entre o setor público e o privado, como processos de privatização, parcerias público-privadas, contratos, participação de organizações privadas, atuação filantrópica e mudanças jurídicas e institucionais. Os estudos também evidenciaram uma redefinição do papel do Estado, que não se caracteriza simplesmente por sua retirada, mas pela reorganização de suas funções e pela criação de condições para a ampliação da participação privada nas políticas sociais. Entre os impactos identificados, destacam-se a desuniversalização dos direitos, a transferência de responsabilidades públicas e a transformação dos serviços sociais em espaços de valorização do capital. Um resultado que se destacou no levantamento foi a predominância de produções relacionadas à política de educação, especialmente nas discussões sobre privatização e participação do setor privado. Esse resultado suscitou uma questão central para a pesquisa: a maior presença da educação nos estudos estaria relacionada a uma maior incidência da mercadorização nessa política ou à maior produção e visibilidade acadêmica sobre as relações entre educação pública e setor privado? Embora o levantamento não permita responder definitivamente a essa questão, a análise indica a necessidade de ampliar os estudos comparativos entre educação, saúde, assistência social e previdência, considerando as diferentes formas pelas quais a lógica mercantil se manifesta em cada política. Conclui-se que a mercadorização dos serviços sociais públicos constitui um processo amplo, que modifica as relações entre Estado, mercado e direitos sociais e coloca desafios à universalização das políticas sociais.
- Palavras-chave
- mercadorização, Estado, Serviços Públicos
ST01-17Grupo B Estágio Supervisionado na Assistência Estudantil: aprendizagens na formação em Serviço Social 16/10 · 19h40 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (B) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h40
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- WANESSA THOMÉ SILVEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
O Estágio Supervisionado I foi realizado na Coordenação de Assuntos Estudantis (CAE) da Universidade Federal de Goiás - Campus Goiás, entre 13 de março e 10 de julho de 2026, com carga horária de 150 horas. O objetivo foi compreender o trabalho do assistente social na Política de Assistência Estudantil, acompanhando atendimentos, orientações, encaminhamentos e atividades da equipe. Durante o estágio, acompanhei atendimentos sobre bolsas, editais, programas de assistência estudantil, Restaurante Universitário e documentação. Ao longo dessas experiências, percebi que as demandas dos estudantes nem sempre se limitavam às questões financeiras. Em diferentes situações, apareceram dificuldades familiares, emocionais, acadêmicas, de saúde, acessibilidade e adaptação. Essa vivência mostrou que a permanência estudantil envolve diferentes aspectos da vida dos estudantes e exige uma escuta atenta e compreensão ampla de cada realidade. A metodologia foi a observação participante, com registros no diário de campo, supervisões e reflexões sobre as situações acompanhadas. Também participei de reuniões de planejamento e atividades coletivas, com destaque para a organização do I Fórum de Assuntos Estudantis e do I Fórum Intercultural de Assistência Estudantil. Esses espaços permitiram acompanhar discussões sobre permanência, inclusão, acessibilidade e participação estudantil. Durante minha trajetória, houve mudança de supervisão acadêmica. A coordenação do estágio esteve sob responsabilidade da docente Tereza Cristina Pires, e a supervisão acadêmica ficou com a docente Janice Gusmão. No campo, a supervisão foi realizada pelo assistente social Wellington Macedo Coutinho. Esse acompanhamento foi importante para a formação e para aproximar os conhecimentos da graduação da realidade profissional. As supervisões também contribuíram para refletir sobre as situações observadas, os limites institucionais e as possibilidades de atuação profissional. Por fim, compreendi que o Serviço Social na educação não se resume à concessão de benefícios. O trabalho envolve acolhimento, orientação, registros, planejamento, articulação com outros setores e defesa dos direitos dos estudantes. O estágio ampliou minha compreensão sobre as expressões da questão social presentes na universidade e sobre a importância da assistência estudantil para criar condições de permanência e conclusão da formação acadêmica com dignidade.
- Palavras-chave
- Educação, social, serviço, trabalho, estágio
ST01-18Grupo A O BRINCAR COMO TERRITÓRIO FORMATIVO: O RESGATE DAS BRINCADEIRAS NA FORMAÇÃO EM PEDAGOGIA 15/10 · 21h20 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (A) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 21h20
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- DANIELLE MARIA DE OLIVEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
Há um saber que a criança guarda no corpo quando brinca, e que a formaçãodocente, apressada por conteúdos, muitas vezes esquece. É desse esquecimento que parte este trabalho, ao discutir o resgate do brincar e das brincadeiras como eixo formativo no curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de Goiás, Campus Goiás.Parte-se da constatação de que, tensionada por exigências produtivistas e por umaracionalidade escolarizante, a formação docente tende a reduzir o brincar a técnica ou a mero recurso didático, esvaziando sua potência como linguagem, cultura e modo próprio de a criança conhecer o mundo. Contra esse esvaziamento, o estudo pergunta como a experiência lúdica, vivida e refletida ao longo da graduação, pode reposicionar futuras pedagogas e pedagogos diante das infâncias e das crianças, concebendo-as como sujeitos de direitos, produtoras de cultura e presenças estéticas e políticas. A investigação ancora-se na Pedagogia da Infância, em diálogo com Eloísa Candal Rocha, Maria Carmen Silveira Barbosa e Tizuko Morchida Kishimoto, e na pedagogia engajada de bell hooks, para quem a educação é uma prática da liberdade. O resgate do brincar é experimentado em trêsterritórios formativos entrelaçados: a disciplina Trabalho e Formação Docente na Educação Infantil, o Estágio Supervisionado e o projeto de extensão "O brincar intercultural como prática de extensão: oficinas lúdicas com as crianças do curso de Licenciatura em Educação do Campo", nos quais teoria, prática e comunidade se atravessam. Metodologicamente, assume-se uma abordagem qualitativa de caráter narrativo e experiencial, atenta ao gesto, ao silêncio e à repetição como formas legítimas de saber. Argumenta-se que resgatar o brincar não significa acrescentar mais um conteúdo à grade curricular, mas restituir à formação o direito à experiência, brincar com a matéria, com o outro e com o mundo, reconhecendo na brincadeira, a um só tempo, a pesquisa que a criança faz do mundo e o fundamento ético-estético do trabalho docente. Espera-se, assim, formar professoras e professores que não tenham medo de sentar no chão para brincar, sustentando práticas escutantes, corporais, interculturais e sensíveis na educação das infâncias.
- Palavras-chave
- Brincar, formação de professores, Pedagogia da Infância, Experiência
ST01-19Grupo B brincar e aprender e cultura 16/10 · 19h50 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (B) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h50
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- CRISTIANO TEIXEIRA ROSA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
O seguinte documento, vem com o intuito de relatar a experiencia da oficina realizada no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação á Docência- PIBID: para uma turma de 5º ano, da escola-campo. Foi utilizada a metodologia utilizada é a do tipo relato de experiência. O relato, começa no ponto do planejamento da oficina, a partir dados compartilhados mostrando os conteúdos que seriam abordados assim começamos a analisar formas de aplicada a oficina no qual o tema era brincadeiras populares, depois de decidimos oque seria feito, produzimos um quebra cabeça dom palitos de picolé com figuras folclóricas que assim ainda abordaríamos uma brincadeira popular e Folclore brasileiro, assim construímos os quebras cabeça manualmente, durante a realização da oficina chegamos nos apresentamos, e explicamos aos alunos que seria aplicada a oficina e que seria sobre figuras folclóricas, e foi distribuído o quebra cabeça com as figuras a eles, em quanto se passa um áudio na caixinha de som contando sobre cada uma das figuras folclóricas, como boitatá, cuca, curupira, Iara, entre outras as crianças foram muito participativas no momento de montar os quebras cabeças, sempre estavam pedindo outras figuras para montar, quando o áudio passava pegava-se as a imagem referente em entregávamos as criança pra eles irem conciliando. E com essa dinâmica acreditamos ter alcançado uns resultados satisfatórios, no qual conseguimos passar para os alunos o que colocamos no nosso planejamento, atendo a participação das crianças e no fim ficamos satisfeitos de termos concluído a nossa oficina, cativado a atenção e acrescentado na evolução da aprendizagem da turma.
- Palavras-chave
- PIBID, OFICINA, CULTURA
ST01-20Grupo B RELATO DE EXPERIÊNCIA: CONTAÇÃO DE HISTÓRIA COMO PRÁTICA DE INCENTIVO À LEITURA E À EXPRESSÃO INFANTIL NO 1º ANO 16/10 · 20h00 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (B) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 20h00
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- GABRIELY ALMEIDA FERREIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
A literatura infantil constitui um importante recurso para o desenvolvimento da imaginação, da criatividade, da escuta e da expressão das crianças, possibilitando experiências de aprendizagem por meio do contato com diferentes narrativas. Nesse sentido, a contação de histórias pode favorecer a participação e a interação dos estudantes, contribuindo para a compreensão e a interpretação de acontecimentos e personagens presentes nas obras literárias. Este trabalho é um relato de experiência sobre a oficina de contação de história do livro João esperto, leva o presente certo, da autora Candace Fleming realizada em uma turma de 1º ano do Ensino Fundamental. A atividade foi realizada no contexto do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). A metodologia foi executada em quatro etapas. Primeira etapa: a organização de uma roda de conversa onde as pibidianas e os estudantes disseram seus respectivos nomes e livros favoritos. Segunda etapa: Exploração da capa, do título e das ilustrações do livro, estimulando a curiosidade e a formulação de hipóteses sobre a narrativa, Terceira etapa: a contação da história de maneira expressiva, utilizando diferentes entonações de voz, gestos e expressões faciais, além de pausas para a participação das crianças. Quarta etapa: após a contação, foi promovida uma conversa coletiva sobre os personagens, acontecimentos e elementos da história, e subsequente os estudantes fizeram desenhos representando que presentes eles gostariam de levar para à Princesa. Durante a realização da atividade, observou-se a participação e o envolvimento das crianças nos momentos de escuta, diálogo e interpretação da narrativa, bem como a expressão de suas ideias por meio da conversa e dos desenhos. A experiência evidenciou que a contação de histórias possibilita momentos de interação, imaginação e expressão infantil, contribuindo para aproximar as crianças da literatura. Conclui-se que a utilização da literatura infantil por meio da contação de histórias constitui uma estratégia pedagógica significativa para favorecer a participação, a oralidade, a escuta e o desenvolvimento da imaginação no processo de aprendizagem.
- Palavras-chave
- PIBID, Literatura infantil, Contação de história, relato de experiência
ST01-21Grupo B FORMAÇÃO DE PROFESSORES E AMBIENTALIZAÇÃO CURRICULAR DIANTE DA EMERGÊNCIA CLIMÁTICA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA 16/10 · 20h10 · Sala 96Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 1 (B) · PROLICEN / PIBID / Estágio / PET - Pesquisa, Extensão e Cultura na Formação de Professores
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 20h10
- Local
- Sala 96 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- KATIEL CORREA DE SOUSA CASTRO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Carlos Antônio Pereira Júnior; Vitor de Almeida Silva; Elisandra Carneiro de Freitas Cardoso
Resumo
A emergência climática amplia os desafios educacionais e exige que a Educação Ambiental supere abordagens pontuais e conservacionistas, assumindo caráter crítico, transversal e articulado às realidades socioambientais. Nesse cenário, a formação de professores ocupa importante relevância, especialmente diante da Lei nº 14.926/2024, que alterou a Política Nacional de Educação Ambiental para ampliar a atenção às mudanças do clima, à biodiversidade e aos riscos e vulnerabilidades socioambientais, e da Lei nº 15.388/2026, que instituiu o novo Plano Nacional de Educação e estabeleceu, em seu Objetivo 8, a promoção da Educação Ambiental e do enfrentamento das mudanças climáticas em todos os estabelecimentos de ensino. O estudo objetiva analisar como a formação docente e a ambientalização curricular, orientadas pela Educação Ambiental Crítica, podem contribuir para o enfrentamento pedagógico da emergência climática. Trata-se de pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental, fundamentada na análise da Lei nº 9.795/1999, da Lei nº 14.926/2024, da Lei nº 15.388/2026 e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental, em diálogo com a pedagogia crítica de Paulo Freire (2024) e com autores da Educação Ambiental Crítica, entre eles Loureiro (2019), Layrargues e Sato (2024), Guimarães (2022), Carvalho (2025) e Tozoni-Reis e Campos (2014). A análise considera a crise socioambiental como fenômeno indissociável das relações de poder, das desigualdades e das formas historicamente constituídas de apropriação da natureza e do território. Estudos recentes sobre políticas de Educação Ambiental e formação docente apontam tensões entre os avanços normativos e sua efetivação nos processos formativos e curriculares (Longo; Bonotto, 2024; Resende; Aquino, 2025). O novo PNE reforça essa perspectiva ao prever a qualificação de professores para o desenvolvimento didático-pedagógico da Educação Ambiental e programas de formação continuada com ênfase em sustentabilidade, biodiversidade e emergências climáticas. Conclui-se que a formação inicial e continuada, articulada à ambientalização curricular, pode fortalecer práticas pedagógicas críticas, contextualizadas e interdisciplinares, relacionando problemas ambientais locais às suas determinações sociais, econômicas, políticas e culturais e ampliando a compreensão da justiça socioambiental como dimensão da formação docente.
- Palavras-chave
- Formação de professores, Educação Ambiental Crítica, Ambientalização curricular, Mudanças climáticas, Justiça socioambiental
Crimideia: Criminologia, Direitos Humanos e Segurança Pública
16/10 · Sala 98
ST02-01ST 2 MÍDIA BRASILEIRA E A CONSTRUÇÃO DO CONCEITO DE HOMICIDA EM SÉRIE COMO INIMIGO NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO. 16/10 · 18h50 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 2 · Crimideia: Criminologia, Direitos Humanos e Segurança Pública
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 18h50
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ANA FLAVIA CASTRO OLIVEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Fernanda Rezek Andery; Allan Hahnemann Ferreira
Resumo
O presente trabalho analisa criticamente a construção social, midiática e jurídica da figura do homicida em série no Brasil, confrontando-a com a violência institucional promovida pelo próprio Estado por meio da letalidade policial. Utilizando o caso emblemático de Pedro Rodrigues Filho ("Pedrinho Matador") como ponto de partida, a pesquisa investiga como o sistema de justiça penal e os veículos de comunicação em massa constroem a imagem do "monstro" ou "inimigo" para justificar a expansão do controle penal e o avanço de discursos punitivistas. Paralelamente, o estudo evidencia de que modo a reiteração e o padrão de mortes promovidos por agentes estatais nas periferias brasileiras — cujas vítimas são majoritariamente jovens, negros e socialmente vulneráveis — são sistematicamente neutralizados e invisibilizados pelo ordenamento jurídico sob a fundamentação burocrática do "estrito cumprimento do dever legal" e do "auto de resistência". A partir do referencial teórico da criminologia crítica, da sociologia do desvio e do garantismo penal, fundamentando-se em autores como Eugenio Raúl Zaffaroni, Vera Malaguti Batista, Alessandro Baratta, Erving Goffman, Luigi Ferrajoli e Achille Mbembe, o artigo problematiza a seletividade do sistema penal, a espetacularização da violência pela indústria do entretenimento e do true crime, a gestão do estigma e o exercício da necropolítica. Conclui-se que a estigmatização do homicida em série civil atende a uma precisa função política de ocultar e legitimar a "serialidade" institucional e burocrática das mortes perpetradas pelo braço armado do Estado, ressaltando a urgência de impor limites garantistas à intervenção estatal e desconstruir a naturalização da violência institucional na sociedade brasileira.
- Palavras-chave
- Direito penal., seletividade penal., necropolitica., estigmatização., letalidade policial.
ST02-02ST 2 A responsabilidade civil do Estado e o dever de proteção à saúde mental do policial penal: uma análise à luz da Lei nº 14.531/2023 16/10 · 19h00 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 2 · Crimideia: Criminologia, Direitos Humanos e Segurança Pública
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h00
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- VITOR GABRIEL DA SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Fernanda Rezek Andery; Allan Hahnemann Ferreira
Resumo
Este trabalho tem como objetivo analisar, sob a perspectiva do Direito, a responsabilidade civil do Estado pelo adoecimento psíquico do policial penal, bem como o alcance do dever estatal de proteção à sua saúde mental no âmbito das políticas de segurança pública brasileiras, com especial atenção ao Estado de Goiás. A pesquisa parte da premissa de que o Estado, na condição de empregador, possui o dever constitucional de zelar pela integridade física e psíquica de seus agentes, nos termos do art. 37, §6º, da Constituição Federal, que prevê a responsabilidade objetiva do Poder Público por danos causados a terceiros e a seus próprios servidores no exercício da função. Nesse sentido, discute-se o possível nexo causal entre as condições de trabalho no sistema prisional brasileiro, marcado por superlotação, violência estrutural e precariedade, e o desenvolvimento de transtornos mentais entre os policiais penais, categoria que recebeu status constitucional autônomo com a Emenda Constitucional nº 104/2019, mas que ainda carece de políticas específicas de cuidado psíquico. Paralelamente, examina-se a Lei nº 14.531/2023, que instituiu diretrizes de assistência social, promoção da saúde mental e prevenção ao suicídio entre profissionais de segurança pública, avaliando-se criticamente os limites de sua efetividade quando aplicada à polícia penal, inclusive quanto ao dever legal de produção de dados sobre adoecimento psíquico e comportamento suicida nessa categoria. Metodologicamente, propõe-se pesquisa bibliográfica e documental, com levantamento da legislação, doutrina e jurisprudência aplicáveis à responsabilização estatal por doença ocupacional, complementada por eventual pedido de acesso à informação junto a órgãos estaduais, nos termos da Lei nº 12.527/2011, a fim de verificar a existência de dados e políticas voltadas à saúde mental da polícia penal em Goiás. O trabalho encontra-se em estágio inicial, com recorte temático definido, revisão bibliográfica preliminar em curso e problema de pesquisa delimitado, buscando contribuir para o debate sobre a responsabilização estatal diante da omissão em matéria de saúde mental de agentes de segurança.
- Palavras-chave
- Policia Penal, Saúde Mental, Responsabilidade Civil do Estado, Lei nº 14.531/2023, Segurança Pública
ST02-03ST 2 De Beccaria ao BOPE: a morte sem pena como herança autoritária da segurança pública brasileira 16/10 · 19h10 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 2 · Crimideia: Criminologia, Direitos Humanos e Segurança Pública
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h10
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- DJALMA OLIVEIRA DE SOUSA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Fernanda Rezek Andery; Allan Hahnemann Ferreira
Resumo
O presente trabalho parte de uma contradição que se estrutura em dois movimentos: a abolição da pena de morte pelos ordenamentos jurídicos modernos e a permanência de mortes sem condenação sobre as populações mais vulneráveis do Brasil. Com Cesare Beccaria, a segunda metade do século XVIII consolidou a humanização do direito penal e o consenso de que a pena capital viola os direitos humanos. Esse consenso, contudo, não se traduz em proteção efetiva: o Estado brasileiro segue decretando a morte de jovens negros e pobres, mulheres, pessoas trans, encarcerados e em situação de rua, sem processo, sentença ou responsabilização, com o aval da sociedade. Segundo o estudo Pele Alvo (2025), 64,8% das vítimas da letalidade policial no Brasil eram jovens negros de até 29 anos: a morte sem pena não é exceção, é padrão. Nesse sentido, a pesquisa busca compreender como esses grupos são constituídos como matáveis, articulando a necropolítica de Achille Mbembe e a vida precária de Judith Butler aos sentidos de República construídos na história brasileira e à sua tradição autoritária, examinada à luz de Lilia Schwarcz. O objetivo geral é investigar as matrizes históricas e teóricas da extinção da pena de morte e a persistência da morte sem pena como prática estatal, considerando a herança da Ditadura Militar (1964-1985) e os legados do autoritarismo à ordem democrática. A metodologia é qualitativa e interdisciplinar, perpassando história, direito e sociologia por meio de revisão bibliográfica e análise fílmica. A análise do filme Tropa de Elite (2007), de José Padilha, ilustra essa hipótese: o BOPE executa sem julgar, tortura e trata moradores de periferia como inimigos descartáveis, revelando a necropolítica em ato e a permanência do autoritarismo na segurança pública. Por fim, espera-se contribuir para repensar a efetividade dos direitos humanos no Brasil e tensionar o discurso punitivista que naturaliza a morte dos vulneráveis.
- Palavras-chave
- Necropolítica, Direitos humanos, Autoritarismo, Segurança pública, Tropa de Elite
ST02-04ST 2 Instrumentos para a diminuição da criminalidade: Entre políticas sociais e o enfrentamento da violência estatal 16/10 · 19h20 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 2 · Crimideia: Criminologia, Direitos Humanos e Segurança Pública
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h20
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- JADY BEATRIZ SIQUEIRA ALVARENGA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Fernanda Rezek Andery; Allan Hahnemann Ferreira
Resumo
A criminalidade constitui um fenômeno social complexo e multifatorial, cuja compreensão exige superar explicações centradas exclusivamente na conduta individual e em respostas repressivas. Este trabalho analisa instrumentos capazes de contribuir para a diminuição da criminalidade no Brasil, contrapondo a ampliação de políticas públicas voltadas à garantia de direitos sociais às estratégias baseadas no endurecimento penal, na expansão do aparato policial e na violência estatal. A pesquisa adota abordagem teórico-crítica, de natureza bibliográfica e documental, fundamentada nas contribuições de Achille Mbembe, Loïc Wacquant, Émile Durkheim, Heleieth Saffioti, Eugenio Raúl Zaffaroni, Ingo Wolfgang Sarlet e Luís Roberto Barroso, além de dados e documentos institucionais. Parte-se da hipótese de que a redução sustentável da criminalidade depende do enfrentamento de fatores estruturais, como desigualdade social, exclusão, precariedade de serviços públicos, seletividade penal e violência institucional. A análise da necropolítica demonstra que a atuação repressiva do Estado pode produzir e legitimar formas seletivas de controle, atingindo de maneira desproporcional grupos socialmente vulneráveis. O caso de Genivaldo de Jesus Santos é utilizado para evidenciar como o uso da força pode ultrapassar os limites da proteção da ordem pública e converter-se em violência estatal. A teoria da anomia social também contribui para compreender como o enfraquecimento dos vínculos coletivos e a ausência de direitos básicos podem gerar distanciamento entre indivíduo, Estado e ordem jurídica. Paralelamente, o estudo discute a insuficiência do aumento de penas e da criação de novos tipos penais quando desacompanhados de medidas preventivas, destacando a violência de gênero como exemplo dos limites do punitivismo. Em contraposição, sustenta-se que educação, saúde, saneamento básico, cultura, esporte e lazer, embora não eliminem isoladamente a criminalidade, constituem instrumentos fundamentais de prevenção social, pois reduzem vulnerabilidades, fortalecem vínculos comunitários, ampliam oportunidades e favorecem perspectivas de vida digna. Conclui-se que a construção de uma sociedade mais segura exige políticas públicas contínuas, intersetoriais e comprometidas com a dignidade humana, associadas à responsabilização institucional e à superação de uma lógica estatal predominantemente punitiva, seletiva e excludente, com prioridade à efetivação concreta dos direitos fundamentais.
- Palavras-chave
- Criminalidade, Políticas Públicas, Necropolítica, Violência policial, Direitos Sociais
Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
15/10 · Sala 97 · Grupo A / 15/10 · Sala 98 · Grupo B / 16/10 · Sala 97 · Grupo C
ST03-01Grupo A Escolas Criativas em Goiás: criatividade, transdisciplinaridade e inovação na Escola Pluricultural Odé Kayodê 15/10 · 18h50 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 18h50
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ADRIANA FERREIRA REBOUCAS CAMPELO
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Nesse contexto, ganham relevância propostas educacionais fundamentadas na criatividade, na transdisciplinaridade e na formação humana integral. A presente pesquisa volta-se à experiência da Escola Pluricultural Odé Kayodê, apresentada na obra Escolas Criativas de Referência: Rede Internacional de Escolas Criativas (RIEC), por articular educação, cultura, território e comunidade em uma proposta intercultural, antirracista e decolonial, alinhada a perspectivas contemporâneas de inovação pedagógica. O objetivo é analisar como a narrativa da experiência da Escola Pluricultural Odé Kayodê expressa os princípios da criatividade, da transdisciplinaridade e da inovação pedagógica, identificando seus fundamentos teórico-metodológicos e suas contribuições para a construção de práticas educativas transformadoras. Trata-se de pesquisa qualitativa, de natureza básica, com objetivos exploratórios e descritivos, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica e documental. O corpus documental é constituído pela obra Escolas Criativas de Referência: Rede Internacional de Escolas Criativas (RIEC), especificamente o capítulo referente à Escola Pluricultural Odé Kayodê, e pelo Projeto Político-Pedagógico da instituição selecionada. Os dados serão produzidos por meio de fichamento analítico e protocolo de análise e examinados à luz da Análise de Conteúdo proposta por Laurence Bardin, contemplando as etapas de pré-análise, exploração do material e tratamento, inferência e interpretação. A pesquisa parte da hipótese de que a narrativa da Escola Pluricultural Odé Kayodê evidencia criatividade, transdisciplinaridade e inovação pedagógica ao articular educação, cultura, território e comunidade. A análise deverá permitir compreender como esses princípios se materializam em práticas educativas, destacando o diálogo entre diferentes saberes, a valorização da diversidade cultural, o fortalecimento do protagonismo dos sujeitos e o reconhecimento do território como espaço de aprendizagem. Espera-se ainda identificar contribuições relacionadas à articulação entre escola e comunidade, à formação humana integral, à sustentabilidade e à construção de uma educação transformadora. A análise pretende contribuir para o fortalecimento das discussões sobre criatividade, complexidade e inovação na educação, ampliando a compreensão sobre práticas pedagógicas comprometidas com a diversidade cultural, a participação comunitária, a formação humana integral e a transformação da escola contemporânea.
- Palavras-chave
- Escolas Criativas, criatividade, transdisciplinaridade, inovação pedagógica
ST03-02Grupo A Tecnologias Digitais e Autonomia Pedagógica Docente: Contribuições para a Aprendizagem no 5º Ano do Ensino Fundamental 15/10 · 19h00 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h00
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MILENA COELHO SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
As Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) reconfiguram as relações entre docentes e estudantes, os modos de produzir conhecimento e as próprias dinâmicas escolares, impondo à instituição educativa a necessidade de reelaborar suas práticas pedagógicas. Mas, incorporar recursos tecnológicos à sala de aula não assegura, por si só, aprendizagens significativas. Diante disso, esta pesquisa parte de um ideal em que a autonomia pedagógica docente constitui condição essencial para que as TDIC sejam apropriadas de forma crítica, reflexiva e significativas com as demandas dos estudantes. O objetivo é analisar como a articulação entre o uso das TDIC e a autonomia pedagógica do(a) docente favorece o desenvolvimento da aprendizagem em uma turma do 5º ano do Ensino Fundamental. Baseando teoricamente em Freire, Kenski, Moran, Libâneo, Nóvoa e Contreras, o estudo das tecnologias não deve ser visto como instrumento, mas como elemento constitutivo da cultura digital que atravessa as práticas sociais e educativas na atualidade. Discute-se também, a autonomia pedagógica como base para que o(a) docente construa sua identidade profissional, faça escolhas didáticas contextualizadas e proponha experiências que estimulem a investigação, a participação e o protagonismo dos estudantes, dentro de suas próprias realidades. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, que tem como instrumentos a observação participante e entrevista semiestruturada com a professora de uma turma do 5º ano de uma escola pública municipal de Goiás (GO). O projeto já obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e está atualmente na fase de coleta de dados. Por fim, é esperado que os resultados ampliem o debate sobre os desafios e as possibilidades de integração das TDIC em contextos de planejamento em rede, evidenciando de que maneira a autonomia docente pode potencializar práticas pedagógicas mais significativas.
- Palavras-chave
- Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação, Autonomia Pedagógica, Ensino Fundamental, Aprendizagem, Cultura Digital
ST03-03Grupo A As contribuições do PIBID para minha formação como futura professora alfabetizadora 15/10 · 19h10 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h10
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MARIA EDUARDA COSTA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Este relato de experiência tem como objetivo refletir sobre as contribuições do PIBID para minha formação como futura professora alfabetizadora, destacando aprendizagens vivenciadas durante minha participação no programa.Minha trajetória iniciou-se em outubro de 2025, quando passei a acompanhar uma turma do primeiro ano do Ensino Fundamental, e teve continuidade em 2026, em outra escola, com uma turma do segundo ano. A inserção no cotidiano escolar possibilitou aproximar os conhecimentos construídos na universidade da realidade da sala de aula, permitindo-me observar práticas pedagógicas, acompanhar a aprendizagem das crianças e participar de situações relacionadas à leitura e à compreensão textual.Entre as experiências mais significativas, destaco o contato com o Protocolo da Descoberta do Texto, proposto por Élie Bajard (2012). Essa experiência ampliou minha compreensão sobre a alfabetização, mostrando-me que o ensino da leitura não deve se limitar à decodificação de letras e sons, mas favorecer a construção de sentidos, a interpretação e a autonomia dos estudantes. Em uma das intervenções, trabalhamos com a fábula “O Cão e seu Reflexo”, envolvendo leitura silenciosa, levantamento de hipóteses, exploração de pistas do texto, discussão coletiva e leitura em voz alta após a compreensão.Embora tenha realizado apenas uma intervenção direta, devido à organização da professora regente, continuei participando do processo educativo, auxiliando os estudantes na interpretação de atividades, esclarecendo dúvidas e acompanhando momentos individuais de leitura.Aprendi que alfabetizar exige mais do que ensinar letras, sílabas e palavras: é necessário observar as crianças, compreender suas estratégias, respeitar seus diferentes ritmos e criar situações que favoreçam sua participação na construção do conhecimento.O PIBID também me mostrou que a formação docente acontece na relação entre teoria e prática, por meio da observação, da reflexão e dos desafios cotidianos. As experiências fortaleceram minha compreensão do professor como mediador da aprendizagem e reafirmaram meu desejo de atuar como professora alfabetizadora, valorizando a leitura como prática de compreensão, autonomia e participação.Assim, considero que o PIBID foi fundamental para a construção da minha identidade profissional, ensinando-me diferentes possibilidades de trabalhar com a leitura e, principalmente, a reconhecer a criança como sujeito capaz de pensar, interpretar, questionar e construir sentidos.
- Palavras-chave
- alfabetização, leitura, pibid
ST03-04Grupo A TOQUES E SONS: UMA VIVÊNCIA SENSORIAL 15/10 · 19h20 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h20
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- DANIELLE DOS REIS RAMOS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
O projeto Toques e sons: uma vivência sensorial tem por finalidade proporcionar aos bebês experiências de exploração sensorial, motora e auditiva por meio de diferentes materiais, texturas, sons e espaços lúdicos, favorecendo o desenvolvimento integral, a curiosidade, a autonomia e a interação com o ambiente, e contar o relato de experiência.O objetivo é possibilitar aos bebês momentos de descoberta e exploração do ambiente por meio de experiências diversificadas e significativas. Incentivar a livre experimentação de materiais e espaços organizados, favorecendo o desenvolvimento da autonomia e da confiança em suas próprias ações. A proposta surgiu à partir de observações feitas no âmbito do Estágio no agrupamento 1, pela pouca oferta feita na instituição, pois as atividades sensoriais na educação infantil têm como principal objetivo ajudar no desenvolvimento global da criança. Elas promovem o amadurecimento neurológico e fortalecem as habilidades necessárias para aprender, se comunicar e interagir. Durante as observações identifiquei que os bebês são muito curiosos e estão constantemente em busca de novas descobertas. Eles observam atentamente tudo o que acontece ao seu redor e demonstram interesse por experiências que lhes permitam investigar, manipular e explorar diferentes materiais. A música é um dos elementos que mais desperta o interesse da turma. Os bebês apreciam momentos musicais, reagindo com entusiasmo às canções, aos sons e aos diferentes ritmos.A exploração do agrupamento 1 acontece por meio do toque, da observação, dos movimentos e das interações, características próprias dessa faixa etária, na qual a aprendizagem ocorre principalmente por meio das experiências concretas. Os resultados estão em andamento, espera-se com este projeto que os bebês tenham contato com diferentes texturas, sons, formas e materiais favorecendo o desenvolvimento cognitivo, motor, sensorial, afetivo e social, contribuindo para a construção de novas aprendizagens, que estimule a atenção e a percepção auditiva por meio da escuta e da manipulação de objetos que produzem variados sons.
- Palavras-chave
- bebês, sensorial, exploração
ST03-05Grupo A A ALFABETIZAÇÃO HUMANIZADORA NA PRÁTICA: EXPERIÊNCIAS VIVÊNCIADAS NO PIBID 15/10 · 19h30 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h30
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- SUZANA PABLINE DA SILVA CABRAL
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
O presente relato de experiência tem como objetivo apresentar as experiências vivenciadas no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) do subprojeto Alfabetização da Universidade Federal de Goiás (UFG) campus Cidade de Goiás, bem como apresentar o impacto do programa na formação inicial das bolsistas. As atividades do PIBID tiveram início em novembro de 2024, ao longo de toda a trajetória estudamos e realizamos leituras mensais de vários teóricos da área da alfabetização, entre eles Arena e Arena (2023) e Bajard (2012).Entre os autores estudados, Bajard (2012) teve uma relevância significativa para nossa formação, as leituras dos seus textos nos permitiram compreender e aprofundar diferentes formas de aprendizagem na alfabetização e entender que ela vai muito além da decodificação de letras e sons, valorizando a criança como centro do processo de ensino e o contato visual com diferentes textos para o ensino do ato de ler. A partir de nossos estudos pudemos desenvolverduas propostas pedagógicas: a cerimônia do nome e a descoberta de texto (Bajard, 2012) as quais valorizam uma alfabetização humanizadora e a importância do uso social da escrita no processo de alfabetização. A princípio podemos afirmar que as propostas pedagógicas de Bajard (2012) ganhamsentido quando colocadas em prática, principalmente ao observar a participação das crianças, suas descobertas e a maneira como cada uma vai construindo sua relação com a escrita. As vivências no PIBID têm contribuído para aproximar os conhecimentos estudados na universidade de maneira que possamos experienciar momentos como esses nas escolas, possibilitando refletir sobre nossas práticas e sobre o papel do professor como mediador do processo de aprendizagem. Dessa forma fortalecemos nosso olhar para uma alfabetização mais humanizadora, significativa e que valorize a criança como sujeito ativo em seu processo de aprendizagem.
- Palavras-chave
- PIBID, Alfabetização, Bajard, Formação docente;
ST03-06Grupo A Resumo da atividade com as crianças indígenas. 15/10 · 19h50 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h50
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- JULIA RODRIGUES TOME DA CRUZ
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Durante o Tempo Comunidade com os povos indígenas, realizado pelos estudantes da LEDOC da UFG, tive a oportunidade de vivenciar uma experiência muito importante e significativa com as crianças indígenas. A atividade aconteceu enquanto os pais estavam em aula, ficando nós responsáveis por acompanhá-las e proporcionar um momento de convivência, aprendizagem e diversão. Pensando em uma atividade simples e participativa, levei algumas frutas para prepararmos juntos uma salada de frutas. Antes de iniciar, organizei os alimentos e conversei com as crianças sobre o que faríamos. Expliquei que todas poderiam participar, ajudando a organizar e montar a salada. A intenção não era apenas preparar um alimento, mas proporcionar uma experiência coletiva, estimulando a interação, a colaboração e a aprendizagem por meio da prática. Durante a preparação, as crianças demonstraram curiosidade e entusiasmo. Conversamos sobre as cores, sabores, tamanhos e formas das frutas, enquanto cada uma contribuía de acordo com suas possibilidades. O momento possibilitou trabalhar a cooperação, o compartilhamento dos materiais, a espera pela vez e a ajuda entre os colegas. Também conversamos sobre alimentação saudável e a importância de consumir frutas variadas, tornando a aprendizagem natural e relacionada ao cotidiano. Outro aspecto muito importante foi a interação entre nós e as crianças. Foi um momento leve, marcado por conversas, participação e alegria. Percebi que as crianças se envolvem ainda mais quando são incluídas no processo e quando suas contribuições são valorizadas. Essa experiência também foi muito significativa para minha formação enquanto estudante de Pedagogia, pois mostrou que a aprendizagem pode acontecer em diferentes espaços, não estando limitada à sala de aula. Uma atividade simples, como preparar uma salada de frutas, pode envolver conhecimentos relacionados à alimentação, higiene, linguagem, matemática, coordenação motora, autonomia, socialização e trabalho coletivo. Ao final, compartilhamos a salada de frutas que havíamos preparado juntos. Foi um momento simples, mas muito especial, pois as crianças puderam experimentar algo que ajudaram a construir. Essa experiência me ensinou que educar também envolve cuidado, escuta, diálogo, respeito e presença. Mais do que ensinar, também aprendi com as crianças e com a comunidade, levando comigo uma experiência significativa para minha formação como futura pedagoga.
- Palavras-chave
- crianças, indígenas, Ledoc
ST03-07Grupo A BNCC E A MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS: DESAFIOS, HEGEMONIAS E PRÁTICAS DOCENTES 15/10 · 20h00 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h00
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- GALDINEIA SILVA MOURA BRASIL
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
O presente artigo tem como objetivo identificar, analisar e discutir produções acadêmicas que abordam a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no ensino de Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, de caráter bibliográfico, que realizou um levantamento de dissertações e teses disponíveis na plataforma CAPES entre os anos de 2020 a 2025, utilizando descritores relacionados a BNCC e ao ensino de Matemática. A partir do refinamento das buscas, foram selecionados 20 trabalhos, agrupados em três eixos: (1) Produção de materiais e propostas didáticas baseadas na BNCC; (2) BNCC e práticas docentes; e (3) Análise de documentos curriculares e comparações entre diretrizes. A análise concentrou-se no terceiro grupo, utilizando a Análise de Conteúdo (Bardin, 2016) para identificar os principais temas e categorias emergentes. Os resultados indicam que, embora a BNCC tenha se consolidado como documento orientador do ensino de Matemática, ainda apresenta limitações quanto à orientação metodológica, à contextualização dos conteúdos e à participação efetiva de docentes na construção curricular. Além disso, as pesquisas revelam tensões ideológicas no processo de implementação, expressando dimensões de coerção e hegemonia, conforme os pressupostos de Gramsci (Sheen, 2007). Conclui-se que a BNCC, apesar de propor o desenvolvimento progressivo de habilidades matemáticas e a formação integral dos estudantes, reflete um viés neoliberal, ao priorizar a inserção social e o protagonismo individual, demandando uma postura crítica dos professores para promover uma aprendizagem matemática significativa e socialmente contextualizada.
- Palavras-chave
- Base Nacional Comum Curricular, Ensino de Matemática, Anos Iniciais, Política Educacional, Currículo
ST03-08Grupo A POVOS DO CERRADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CAMINHOS PARA UMA EDUCAÇÃO PLURAL E DECOLONIAL NO MUNICÍPIO DE GOIÁS/GO 15/10 · 20h10 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h10
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- JULIETE PRADO DE FARIA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
A pesquisa trata da inclusão da educação sobre os Povos do Cerrado no currículo da Educação Infantil do município de Goiás, considerando os princípios da educação plural e da pedagogia decolonial. A escola desempenha papel fundamental na valorização da diversidade cultural e na construção de práticas educativas que reconheçam os saberes,memórias e formas de vida historicamente invisibilizadas. Nesse contexto, busca responder à seguinte questão: como o ensino sobre os Povos do Cerrado pode ser incorporado à Educação Infantil, contribuindo para a valorização da diversidade cultural e para a construção de uma educação decolonial? Parte-se do entendimento de que os Povos do Cerrado abrangem indígenas, quilombolas, ribeirinhos, agricultores familiares e outros grupos que historicamente constroem suas formas de vida em estreita relação com o território. Apesar da relevância desses sujeitos (as) para a constituição histórica, cultural e socioambiental da região, sua presença nos currículos escolares ainda é limitada, especialmente na Educação Infantil. O estudo justifica-se pela necessidade de fortalecer práticas pedagógicas comprometidas com a diversidade cultural e com o cumprimento dos princípios legais que orientam a educação para as relações étnico-raciais. Considera-se, ainda, a realidade do município de Goiás, que recebe estudantes indígenas em diferentes níveis de ensino e apresenta forte diversidade sociocultural, tornando pertinente a ampliação do debate sobre os Povos do Cerrado desde os primeiros anos da escolarização. A pesquisa é qualitativa, por meio de revisão bibliográfica. Fundamenta-se em produções acadêmicas, documentos normativos e referenciais teóricos relacionados à Educação Infantil, à educação para as relações étnico-raciais, aos Povos do Cerrado, à educação plural e à pedagogia decolonial. A análise da literatura busca identificar possibilidades de inserção da temática no currículo da Educação Infantil, contribuindo para a valorização da diversidade cultural, dos saberes tradicionais e para a construção de práticas pedagógicas interculturais e decoloniais. Espera-se que os resultados contribuam para a formação de professores e professoras, bem como para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas, críticas e interculturais, fortalecendo a valorização dos saberes dos Povos do Cerrado e ampliando as possibilidades de construção de uma Educação Infantil comprometida com a pluralidade cultural e a justiça social.
- Palavras-chave
- Educação Infantil, Povos do Cerrado, interculturalidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais, Currículo Intercultural
ST03-09Grupo A O ESPAÇO POTENCIAL DE FORMAÇÃO DOCENTE EM ARTES VISUAIS: ESTÁGIO NA ESCOLA PLURICULTURAL ODÉ KAYODÊ 15/10 · 20h20 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h20
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- RENATA TAVARES DE BRITO FALLETI
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
O presente Resumo consiste em reflexões acerca da formação docente em Artes Visuais mediada pelas experiências de Estágio Supervisionado - como campo de conhecimento, com epistemologia própria e que não se reduz à instrumentalização técnica (PIMENTA, 2012) -, realizados nos últimos cinco anos, especificamente na Escola Pluricultural Odé Kayodê, em turmas de Educação Infantil e Ensino Fundamental I, em Goiás. Para além da obrigatoriedade do Estágio na integralização do Curso de Licenciatura em Artes Visuais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), prevista no Projeto Pedagógico do Curso (PPC, 2019); na Lei de Estágio Nº11.788/2008, nas DCNs Formação, 2024, o Estágio configura-se como espaço-tempo da constituição da identidade e profissionalidade docente, o que requer concebê-lo e realizá-lo na perspectiva da pesquisa, conforme defendem Pimenta e Lima, (2012, p. 142), num processo permanente de aproximação à realidade da Educação Básica, aliando estudos teóricos às ações e práticas cotidianas da escola. Neste intento, o Estágio pressupõe o movimento da relação entre teoria e prática, a denominada práxis. A pesquisa constitui, deste modo, metodologia de Estágio e, ao mesmo tempo, método formativo da docência investigativa, curiosa, crítica e sensível que por meio da observação participativa; levantamento e problematização; realização de projetos de ensino e aprendizagem em Arte desenvolvem postura e habilidades de pesquisadoras/es da realidade escolar, incentivando reflexões, ampliando o conhecimento e suscitando novas práticas. O Estágio como processo de pesquisa encontra na Escola Pluricultural Odé Kayodê elementos que potencializam a formação docente em Arte: “a realidade não se apresenta em módulos, em temas estanques que aguardam aprofundamento. Ela se apresenta inteira, e teima em ser dinâmica em sua complexidade”. (OSTETTO, 2019, p.4). A formação “tecida com os fios do ensino” conjuga-se com a experiência estética, de acordo com (LOPONTE, 2025, p.9). “[...] trabalho urgente de imaginação, inconformado, inquieto e perturbador, sobre o que se pensa a respeito da educação, escola e docência." A Odé Kayodê, escola insurgente e com perspectiva intercultural crítica, concebe a arte e a estética como dimensões da educação integral da criança e da prática de ensino. Neste sentido, o espaço-tempo do Estágio tem sido profícuo de sentidos, fundamental à formação docente em Artes Visuais.
- Palavras-chave
- Formação Docente;, Artes Visuais;, Estágio;, Escola Pluricultural Odé Kayodê.
ST03-10Grupo A BRINCADEIRAS POPULARES E LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS INDÍGENAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA NO PIBID 15/10 · 20h30 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h30
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- VITORIA DA SILVA AGUIAR
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
A ludicidade está presente em diferentes momentos da infância e pode contribuir para experiências de aprendizagem, interação e convivência. A partir dessa perspectiva, foi realizada uma oficina pedagógica com crianças indígenas, filhos de estudantes do curso de Licenciatura em Educação do Campo, como parte das experiências do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). Como aluna participante do programa, essa experiência possibilitou uma aproximação com diferentes contextos educativos e contribuiu para minha formação enquanto futura professora. A oficina foi planejada para acontecer durante uma tarde, inicialmente com uma gincana de brincadeiras populares e, posteriormente, uma oficina de confecção de massinha de modelar. Estavam previstas atividades como corrida da colher com ovo, corrida no saco, amarelinha e caça ao tesouro. Entretanto, o número de crianças participantes foi menor do que o esperado, sendo necessário adaptar o planejamento. Assim, a amarelinha e a caça ao tesouro não foram realizadas, e concentramos a experiência nas atividades que melhor se adequavam ao pequeno grupo. Iniciamos com a acolhida e uma conversa sobre as atividades. Em seguida, realizamos a corrida da colher com ovo e a corrida no saco, proporcionando momentos de diversão e socialização. Durante as brincadeiras, buscamos incentivar a participação de todos, valorizando não apenas o resultado, mas também a cooperação e a convivência. Depois, realizamos a oficina de massinha de modelar feita com maizena e condicionador. Elas puderam explorar o material livremente e criar diferentes formas, utilizando a imaginação. A atividade favoreceu a criatividade, a coordenação motora fina e a exploração sensorial. A experiência mostrou que o planejamento precisa estar aberto a mudanças. Mesmo com a redução das atividades, foi possível alcançar os objetivos da oficina e respeitar o ritmo e as possibilidades das crianças presentes. Para mim, enquanto aluna do PIBID, essa vivência reforçou que saber observar, adaptar e reorganizar uma proposta também faz parte da prática docente. Concluo que a oficina proporcionou momentos significativos de aprendizagem demonstrando como as atividades lúdicas podem contribuir para o desenvolvimento infantil. Essa experiência fortaleceu minha compreensão sobre a importância de planejar, mas também de estar preparada para adaptar a prática às diferentes situações do cotidiano educativo.
- Palavras-chave
- PIBID, Ludicidade, Brincadeiras populares, Crianças indígenas, Educação do Campo
ST03-11Grupo A EXPERIÊNCIAS DE ALFABETIZAÇÃO NO PIBID: A ESCRITA COMO PRÁTICA SOCIAL POR MEIO DOS CARACTERES MÓVEIS 15/10 · 20h50 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h50
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- YALLIS MARIA MONTEIRO DE ALMEIDA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
O presente trabalho reúne as experiências vivenciadas por bolsistas do subprojeto Alfabetização do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), desenvolvidas em turmas do 2° ano do Ensino Fundamental, e tem o objetivo de refletir sobre suas contribuições para a formação de futuros professores. As ações partiram de uma concepção de alfabetização que não se limita à decodificação de palavras, mas que valoriza a leitura, a interpretação e o contato com diversas formas de escrita, fundamentando-se nos estudos de Èlie Bajard (2022) sobre os caracteres móveis. Metodologicamente, foram planejadas e desenvolvidas intervenções pedagógicas como a Descoberta de Texto e o manuseio de Caracteres Móveis, buscando apresentar às crianças a escrita ligada à sua função social, e não apenas como um conjunto de sons representados por grafemas. Observou-se que, inicialmente, os estudantes manifestaram certa resistência diante de propostas que se afastavam dos métodos tradicionais, como a decodificação fônica e a letra bastão. Contudo, à medida que as intervenções avançavam, notou-se progressivo aumento da autonomia e da compreensão das crianças, que passaram a identificar diferentes tipos de caracteres e a perceber sua presença em espaços do cotidiano, como livros, jornais, produtos de supermercado, computadores e celulares. Ao manipular os caracteres, as crianças compreenderam que era possível formar palavras e que estas mesmas letras formam diversas outras palavras, aproximando-as do verdadeiro sentido da escrita como prática social. Os resultados evidenciaram que o contato com formas variadas de escrita favoreceu o avanço no processo de leitura e maior segurança das crianças diante de situações antes desafiadoras. As vivências do PIBID/Alfabetização representaram uma oportunidade concreta de articular teoria e prática, ampliando a compreensão sobre os desafios e as possibilidades do processo de alfabetização. Conclui-se que as experiências proporcionadas pelo subprojeto contribuíram significativamente para a formação docente, aproximando a universidade da escola e reforçando a importância do PIBID na formação inicial de professores comprometidos com uma alfabetização humanizadora e significativa.
- Palavras-chave
- PIBID, Alfabetização, Caracteres Móveis, Formação Docente
ST03-12Grupo A ATELIÊS QUINTAIS BRINCANTES: BEBÊS, ARTE E NATUREZA NO ENCONTRO COM OS QUATRO ELEMENTOSRIANÇAS NO ESPAÇO UNIVERSITÁRIO 15/10 · 21h00 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 21h00
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- DANIELLE MARIA DE OLIVEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Uma criança de mãos na terra, olhos na poça, o corpo atravessado pelo vento: édessa cena que partem os ateliês "quintais brincantes", propostas estético-pedagógicas para a Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, que tomam o quintal brasileiro como território de encontro entre infância, arte e natureza. Compreendido como paisagem de origem e ambiente educador, o terceiro educador (VECCHI, 2017), o quintal deixa de ser cenário e torna-se instalação: um espaço composto para ser habitado, no qual bebês entre doze e dezoito meses exploram os quatro elementos da natureza: terra, água, fogo e ar. O ateliê se organiza como instalação sensorial que oferece tempo, espaço e matéria a uma investigação livre e continuada. O objetivo é compreender como as crianças bem pequenas experienciam o mundo ao manipular, atravessar e habitar essas materialidades de corpo inteiro, não com os sentidos fragmentados, e como o adulto sustenta esse processo por meio de uma mediação sensível, compreendida como um fazer docente próprio da educação da infância. Entende-se a mediação não como intervenção que dirige, mas como escuta que oferece provocações, prepara o ambiente e acompanha o gesto sem apressá-lo, sustentando o encontro entre a criança e o mundo. A fundamentação articula os estudos sociais da infância e a pedagogia da escuta às epistemologias sensíveis do Sul Global, em diálogo com Ailton Krenak e Gandhy Piorski, com a herança experimental de Lygia Clark e HélioOiticica, para quem a arte se faz acontecimento no corpo, e com as contribuições das artes da cena sobre presença e corporeidade. Metodologicamente, assume-se a prática como pesquisa, tecida por uma cartografia sensível e poética que se vale de diários e do registro atento de gestos, deslocamentos e pausas. Nos quintais brincantes, a lama, a poça,a folha e o vento tornam-se linguagem: a criança não ilustra um conteúdo, ela pensa com a matéria. Argumenta-se que esses ateliês configuram um modo de educar que recusa o adultocentrismo e a neutralização da experiência, afirmando a sensorialidade como conhecimento e o quintal como instalação viva e situada no território. Espera-se, assim, contribuir para uma educação infantil que floresça no encontro entre corpo, natureza e invenção, ali onde brincar é um modo de habitar o mundo
- Palavras-chave
- ateliê, educação básica, quintais, corpo-bebê, arte-educação
ST03-13Grupo A Alfabetização e Formação de Professores 15/10 · 21h10 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 21h10
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MOREAH RODRIGUES DO AMARAL
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Este texto tem o objetivo de relatar uma experiência formativa no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), subprojeto Alfabetização, da Universidade Federal de Goiás, campus Cidade de Goiás. Começamos o PIBID com a intenção de aprender mais sobre a sala de aula e entender melhor como é ser professora alfabetizadora. Nos primeiros dias na escola, tivemos um pouco de vergonha e achamos desafiador lidar com as crianças, principalmente porque elas chamavam bastante e queriam atenção durante o desenvolvimento das atividades propostas pela professora. Com o passar dos dias, fomos ganhando mais confiança e criando vínculo com a turma, que está passando pelo processo de alfabetização. Percebemos que algumas crianças já conseguem ler com mais facilidade e fluência, enquanto outras ainda precisam de mais ajuda e atenção. Mesmo com algumas dificuldades, percebemos que as crianças gostam de participar das atividades, além de gostarem muito de brincar, ler livros e realizar desafios. Em uma das atividades que acompanhamos, a professora trabalhou matemática utilizando números no quadro e algumas situações-problema para que as crianças pensassem e resolvessem. Nesse momento, tivemos a oportunidade de auxiliar alguns alunos que estavam com dificuldades para compreender a atividade. Foi interessante perceber que, com uma pequena ajuda e uma explicação diferente, eles conseguiam avançar. Também percebemos que as crianças demonstram gostar das atividades propostas pela professora da turma e possuem bastante união entre elas, ajudando umas às outras em alguns momentos. Para nós, essa experiência tem sido muito importante, pois estamos podendo observar de perto a rotina de uma sala de aula, entender que cada criança aprende de uma maneira e perceber a importância de ter paciência, atenção e criatividade para ensinar. Mesmo nos primeiros dias, já conseguimos aprender bastante com a professora, com as crianças e com os estudos desenvolvidos no PIBID.
- Palavras-chave
- PIBID, Alfabetização, Formação de Professores
ST03-14Grupo A Descobrindo Sensações: Experiências" 15/10 · 21h20 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (A) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 21h20
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- CRISTIANO TEIXEIRA ROSA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
O seguinte projeto de estágio denominado "Descobrindo Sensações: Experiências", teve sua realização com o Agrupamento 1. Utilizando a metodologia do tipo relato de experiência, o projeto contou com um tempo de 50 minutos para cada dia, somando uma carga de 1 hora e 40 minutos, sendo divididos em: acolhida e apresentação dos materiais; exploração da pintura sensorial; e para higienização e encerramento. As atividades eram realizadas tanto na área interna quanto na área externa, e têm o objetivo de proporcionar experiências sensoriais por meio da exploração ativa com a tinta e a areia. O intuito é favorecer o desenvolvimento integral dos bebês, ao incentivar a interação entre eles, a curiosidade e a descoberta do ambiente ao seu redor por meio das texturas (como a da tinta e da areia). Essas atividades são fundamentais para o desenvolvimento dos bebês, pois vêm a favorecer a construção do conhecimento através da interação com o ambiente ao seu redor. Foi possível perceber, durante as observações de estágio na escola-campo, que os bebês são bem curiosos e ativos: gostam sempre de pegar, balançar e observar, notando-se que têm preferência por coisas coloridas. Assim, oferece-se a eles a experimentação dessas dinâmicas propostas no projeto, que contará com os seguintes materiais: potes, pás de brinquedo, tintas e papéis para aplicação da atividade no dia. A partir dessas dinâmicas, os resultados estão em andamento e serão apresentados até a data do evento, mostrando quais foram os dados obtidos com a aplicação do projeto.
- Palavras-chave
- Projetos., bebês., descobrimentos.
ST03-15Grupo B O Mundo das Historias na Educação Infantil 15/10 · 18h50 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (B) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 18h50
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ANDREINA MARIA RODRIGUES DE SOUZA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
O projeto “O Mundo das Histórias na Educação Infantil” tem como objetivo incentivar a vivência literária e aproximar as crianças do mundo da leitura. A proposta surgiu a partir das observações realizadas no CMEI, no Agrupamento 4, durante as atividades de estágio, onde foi possível perceber o interesse das crianças pelos livros e pelas histórias, além da necessidade de diversificar as práticas de leitura no ambiente escolar. Dessa forma, o projeto busca proporcionar experiências significativas com os livros e com diferentes formas de apresentar as histórias, incentivando o gosto pela leitura, estimulando a imaginação e a criatividade das crianças e desenvolvendo a escuta, a oralidade e a expressão. A leitura na infância é muito importante para o desenvolvimento da linguagem e também contribui para que a criança amplie seus conhecimentos, conheça diferentes realidades e consiga expressar seus sentimentos e suas ideias. Além disso, o contato com as histórias possibilita momentos de interação entre as crianças e o professor, criando oportunidades para conversar, fazer perguntas, imaginar, participar e construir novos conhecimentos. Por meio das histórias, a criança também pode desenvolver sua autonomia, sua criatividade e seu interesse pelo mundo ao seu redor.Assim, trabalhar a leitura na Educação Infantil vai além de apenas ouvir uma história. É proporcionar momentos em que a criança possa participar, imaginar, criar e se expressar, tornando a leitura uma experiência prazerosa e significativa. Conclui-se que as práticas de leitura e de apresentação de histórias podem aproximar a criança do professor e dos livros, favorecendo novos diálogos e aprendizagens, reconhecendo a criança como protagonista do seu processo de aprendizagem.
- Palavras-chave
- Educação, Leitura, Imaginação, Literatura
ST03-16Grupo B VIVÊNCIAS NO PIBID ALFABETIZAÇÃO :UM RELATO DE EXPERIÊNCIA 15/10 · 19h00 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (B) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h00
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ANA CLARA DA CRUZ OLIVEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Neste trabalho, temos como ponto de análise as atividades realizadas no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Docência (PIBID) subprojeto Alfabetização, a partir de um relato de experiência que contempla as observações e as propostas pedagógicas desenvolvidas na escola-campo, bem como os estudos de textos e as reuniões formativas realizadas ao longo do programa. Essas experiências contribuíram significativamente para ampliar e ressignificar nossa compreensão acerca do processo de alfabetização, o que nos permitiu analisar criticamente o processo de alfabetização mecânico e desconectado da realidade que é adotado na maioria das escolas. O principal objetivo deste trabalho é relatar as nossas vivências no PIBID, mostrar sua importância para nossa formação como futuras pedagogas e destacar a importância de uma alfabetização humanizadora, na qual seja valorizada a vivência de cada criança, seus conhecimentos e sua realidade. Além disso, buscamos refletir sobre as experiências vivenciadas na escola-campo e como elas contribuíram para ampliar nosso olhar sobre a alfabetização e sobre a nossa futura prática pedagógica. Ao longo de dezoito meses, realizamos observações na escola-campo, estudos de textos e reuniões desenvolvidas ao longo do programa. A partir dessas experiências, buscamos refletir sobre as vivências no programa e suas contribuições para nossa formação como futuras professoras alfabetizadoras. Por isso, considerando todas as atividades realizadas no PIBID, compreendemos que a alfabetização precisa ser desenvolvida por meio de atividades lúdicas e que envolvam o cotidiano das crianças no processo de alfabetização. Ademais, o uso de textos de diferentes gêneros precisam ser o foco do trabalho pedagógico pois fomentam nas crianças o interesse pela leitura e pela escrita de forma contextualizada e ligada com a vida. A partir das vivências no PIBID, passamos a ter um olhar mais crítico sobre o processo de alfabetização. As experiências vivenciadas nos levaram a compreender a importância de uma alfabetização mais humana e significativa, na qual as crianças tenham voz, sejam ouvidas e tenham suas vivências e conhecimentos respeitados e validados no processo de aprendizagem.
- Palavras-chave
- PIBID, ALFABETIZAÇÃO, FORMAÇÃO DOCENTE
ST03-17Grupo B Literatura e Natureza: Descobrindo Pequenos Tesouros 15/10 · 19h10 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (B) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h10
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ANA CLARA DA CRUZ OLIVEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Neste trabalho irei abordar sobre o projeto ‘’ Literatura e Natureza: Descobrindo Pequenos Tesouros’ que tem como objetivo promover, por meio da literatura, a sensibilização das crianças para a importância da natureza, estimulando a curiosidade, a observação e a investigação, busca-se também favorecer a expressão oral, as interações e a criatividade por meio de experiências e produções artísticas. A proposta surgiu a partir de observações no Agrupamento 3 do Centro Municipal de Educação Infantil, considerando que essas crianças do demonstram interesse por histórias, explorações e atividades artísticas e se tem poucas atividades que envolvam, a proposta possibilita experiências que dialogam com suas características e necessidades de desenvolvimento. A abordagem da temática relacionada à natureza na Educação Infantil é fundamental para favorecer a construção de atitudes de cuidado, respeito e valorização do meio ambiente desde os primeiros anos de vida. Por meio da história “ A Árvore Generosa”, as crianças têm a oportunidade de refletir, de maneira lúdica e significativa, sobre a importância das árvores e dos recursos naturais para a vida, compreendendo que a natureza merece atenção e preservação. O objetivo geral é promover experiências significativas que possibilitem às crianças reconhecer a importância da natureza para a vida, desenvolvendo atitudes de cuidado e respeito com o meio ambiente. A metodologia é um relato de experiência, e as técnicas adotadas inclui rodas de conversa, contação da história “A Árvore Generosa”, exploração ao ar livre e produções artísticas. O professor atua como mediador, incentivando a troca de ideias e organizando os processos criativos, de modo a garantir um espaço de escuta, exploração e colaboração. Como resultados estão em andamento mas são esperados, pretende-se ampliar o repertório linguístico e narrativo das crianças, fortalecer sua autonomia e autoestima e estimular maior interesse pela leitura e valorizar as diferentes formas de participação e expressão, a proposta busca fortalecer atitudes de cooperação, sensibilização ambiental e respeito à diversidade presente no contexto educativo.
- Palavras-chave
- literatura, natureza, exploração
ST03-18Grupo B Resumo do relato de experiência-pibid 15/10 · 19h20 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (B) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h20
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MARIA CLARA DIAS SIQUEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Este breve relato de experiência apresenta parte das atividades desenvolvidas no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID)subprojeto Alfabetização da Universidade Federal de Goiás, cidade de Goiás, e tem o objetivo de refletir a importância do programa na formação de professores desde o primeiro semestre do curso. A experiência do nosso primeiro contato com a sala de aula foi muito especial e enriquecedora, pois desde o início, fomos recebidas com muito carinho pelas professoras e pelas crianças, o que nos deixou muito à vontade para participar e aprender durante todo o semestre. As atividades e as brincadeiras pedagógicas eram propostas de forma tranquila e divertida pela professora da turma, e as crianças participavam demonstrando interesse, entusiasmo e interação. Foi uma experiência muito importante para a nossa formação, pois nos possibilitou conhecer melhor a rotina da sala de aula e compreender a importância do carinho, da paciência e da criatividade no processo de aprendizagem. Ademais, compreendemos que as relações construídas no interior da sala aula, entre professores e estudantes, favorecem a formação humana e que elas podem ser tecidas no interior da escola, passando pela linha do afeto, do cuidado e do respeito. Por isso, afirmamos que a experiência vivida na sala de aula durante o desenvolvimento das ações do PIBID/Alfabetização foi um período de muitos aprendizados, oque contribuiu para nosso crescimento pessoal e profissional, por isso acreditamos que essa experiência poderia ser ampliada e vivenciadapor alunas ingressantes desde o primeiro semestre no curso de Pedagogia.
- Palavras-chave
- Pibid, Formação de professores, pedagogia
ST03-19Grupo B OFICINAS NO PIBID 15/10 · 19h30 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (B) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h30
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ELIZANGELA LOPES DE OLIVEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
O presente trabalho tem sido uma experiência de grande importância, realizado no Projeto Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID, do subprojeto Pedagogia/Câmpus Goiás. O objetivo deste é relatar as atividades aplicadas em sala de aula, em que foi trabalhado: Cerrado e Literatura por meio da contação de história, Consciência Negra - Boneca Abayomi, Plano Cartesiano (matemática). Portanto, a proposta metodológica deste resulta em um relato de experiência. Desse modo, relatamos aqui que durante a realização das oficinas na escola-campo compreendemos como é fundamental trabalhar com as crianças a ludicidade, pois assim elas além de interagir, aprendem com maior facilidade. É perceptível o interesse dos mesmos quando levamos métodos lúdicos para a sala de aula. Durante a oficina Cerrado e Literatura fizemos uma contação de história com apoio de um livro ilustrado com imagens com frutas que se encontram no cerrado, em seguida promovemos uma discussão guiada sobre os elementos do cerrado presentes na narrativa, as crianças construíram um livro com desenhos, usando suas imaginações, e elementos do cerrado. Consciência Negra - Boneca Abayomi além da história contada da personagem, mediamos os alunos na confecção da boneca. Já no Plano Cartesiano trabalhamos com eles atividades com intuito de desenvolver noções de direção com;(subir,descer,esquerda e direita) estimulando o raciocínio lógico/orientação espacial das mesmas. Portanto, essa experiência foi de grande contribuição para o meu aprendizado como futura professora, pois vi na prática o que já estudamos teoricamente, percebendo assim, o movimento de práxis, que a ludicidade permite que os alunos possam se conectar de uma forma diferente. Diante disso, as experiências que tive no Pibid, conclui-se que as oficinas desenvolvidas contribuíram consideravelmente tanto para a aprendizagem dos alunos quanto para nossa formação docente. As atividades lúdicas possibilitaram a construção de conhecimentos de forma participativa, criativa e significativa, despertando o interesse das crianças e favorecendo seu desenvolvimento. Além disso, a vivência na escola-campo permitiu articular teoria e prática, fortalecendo a compreensão sobre a importância de metodologias diversificadas no processo de ensino e aprendizagem. Dessa forma, o Pibid firma a importância na formação de futuros docentes, ajudando na construção de profissionais comprometidos com uma educação significativa, crítica, inovadora e de qualidade.
- Palavras-chave
- Experiência., Oficina., Pibib., Lúdico.
ST03-20Grupo B CAMINHOS PARA A CONSOLIDAÇÃO DA ESCRITA EM PRODUÇÕES TEXTUAIS NOS ANOS INICIAIS 15/10 · 19h50 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (B) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h50
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- NAYHARA CORREA NETO DO PRADO
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Este texto apresenta parte de uma pesquisa de Trabalho de Conclusão de Curso em andamento desenvolvido no âmbito do curso de Especialização em Práticas Pedagógicas em Educação Básica da Universidade Federal de Goiás, do Campus Cidade de Goiás. Este estudo surgiu em decorrencia dos muitos desafios que os professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental está enfrentando no cotidiano escolar da cidade de Itaberai, e parte, principalmente da minha experiência com as turmas de 4° e 5° ano. Observo que as crianças que chegam a essa série escolar com muita dificuldade nos processos de ler e de escrever textos decorrentes de um ensino mecânico e descontextualizado, focado no ensino de letras e sílabas isoladas. Por isso, esta investigação tem o objetivo de analisar como o trabalho do professor pode contribuir no processo de produção de textos com as crianças nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Para isso, desenvolverá uma pesquisa bibliografica baseada nas contribuições de teóricas de Jolibert (1994), Mello (ANO), Vygotski (Ano), em que compreendemos que a escrita é um instrumento cultural e social que possui a função de expressar ideias, sentimentos, pensamentos e que seu desenvolvimento inicia-se com gestos, brincadeiras de maneira gradual e processsual, até atingir a apropriação formal dos gêneros textuais. A priori, os primeitos dados mostram que o trabalho didático-pedagógico do professor alinhado aos interesses e necessidades das crianças podem favorecer a formaçao da criança produtora de textos na escola, desde que alinhado a fundamentos epstemológicos e didáticos que compreendam a lingagem escita e sua função social.
- Palavras-chave
- Produção de texto., Gêneros textuais., Criança., Professor.
ST03-21Grupo B A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES NO ENSINO SUPERIOR: ESTUDO DOS PPCs DOS CURSOS DE PEDAGOGIA E AS CONCEPÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO 4.0 15/10 · 20h00 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (B) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h00
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- GABRIELY ALMEIDA FERREIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
As transformações tecnológicas e sociais das últimas décadas têm provocado mudanças significativas na educação e nas formas de ensinar e aprender. Nesse contexto, a Educação 4.0 surge relacionada às demandas da sociedade contemporânea e da Indústria 4.0, valorizando o uso das tecnologias digitais e o desenvolvimento de competências como autonomia, criatividade, colaboração e pensamento crítico. As metodologias ativas, por sua vez, destacam-se por promover a participação dos estudantes na construção do conhecimento e por atribuir ao professor o papel de mediador do processo educativo. Diante dessas transformações, torna-se necessário compreender como a formação inicial de professores tem incorporado essas perspectivas em seus currículos. Assim, este estudo tem como objetivo investigar como a Educação 4.0 é apresentada nos Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) dos cursos de Pedagogia, buscando mapear as menções à Educação 4.0, verificar a fundamentação teórica relacionada às metodologias ativas e discutir possíveis lacunas entre as propostas de inovação e a organização curricular para a formação dos saberes docentes. A pesquisa possui abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e documental, tendo como documentos centrais os PPCs dos cursos de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás – Campus Colemar e Natal Silva, da Unidade Acadêmica Especial de Ciências Humanas da UFG – Campus Goiás e da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A análise será realizada de forma descritiva e interpretativa, considerando os referenciais teóricos e as diretrizes presentes nos documentos. Como resultados esperados, pretende-se identificar de que maneira os princípios da Educação 4.0 e das metodologias ativas aparecem nos PPCs, verificando se são incorporados de forma articulada à formação inicial ou apresentados de maneira pontual e fragmentada. Espera-se, ainda, contribuir para a compreensão dos desafios enfrentados pelos cursos de Pedagogia diante das demandas educacionais contemporâneas. Conclui-se que a análise dos PPCs pode contribuir para refletir sobre a necessidade de uma formação inicial que articule teoria, prática, tecnologias, metodologias ativas e saberes docentes, preparando futuros professores para atuar de forma crítica e reflexiva diante das transformações da educação.
- Palavras-chave
- Formação inicial de professores, Educação 4.0, PPCs, Pedagogia
ST03-22Grupo B Ressignificação do papel do professor no processo de alfabetização 15/10 · 20h10 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (B) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h10
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ALINNE MENDES MARTINS DE ANDRADE
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Este trabalho aborda a ressignificação do papel do docente no processo de alfabetização destacando a necessidade de superar modelos tradicionais baseados apenas na repetição e memorização. O estudo sobre esse tema se originou como proposta para um Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Práticas Pedagógicas na Educação Básica (EPPEB) da Universidade Federal de Goiás, Campus Cidade de Goiás. A pesquisa ancora-se nos pressupostos da pesquisa qualitativa, e pauta-se da pesquisa bibliográfica para se desenvolver. Para este texto, tem o objetivo repensar o papel do professor alfabetizador diante do trabalho no contexto escolar atual. A análise inicial mostra que alfabetizar vai muito além de codificar e decodificar letras, trata-se de um processo em que o professor assume um papel de articulador de experiências, criando um ambiente investigativo e significativo que considera o contexto sociocultural de cada criança, possibilitando-a apropriar da linguagem escrita e utilizá-la na esfera da vida. Ademais, os estudos mostraram que o trabalho do professor alfabetizador ou professora alfabetizadora é essencial no planejamento de atividades com a linguagem escrita que ensine os enunciados que circulam socialmente, ou seja, os gêneros textuais, e não o código pelo código. No entanto, a excessiva carga de trabalho, as avaliações externas e o preenchimento das plataformas vêm reduzindo o papel do professor em mero aplicador de provas e testes, e preenchedor de plataformas. Por isso, é urgente a problematização do contexto atual das escolas e a ressignificação do trabalho do professor alfabetizador frente as demandas impostas.
- Palavras-chave
- Alfabetização., Trabalho docente., Ressignificação.
ST03-23Grupo B Resumo do relato de experiência -pibid 15/10 · 20h20 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (B) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h20
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ANA VITORIA GONCALVES FERREIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Este breve relato de experiência apresenta parte das atividades desenvolvidas no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID)subprojeto Alfabetização da Universidade Federal de Goiás, cidade de Goiás, e tem o objetivo de refletir a importância do programa na formação de professores desde o primeiro semestre do curso. A experiência do nosso primeiro contato com a sala de aula foi muito especial e enriquecedora, pois desde o início, fomosrecebidas com muito carinho pelas professoras e pelas crianças, o que nos deixou muito à vontade para participar e aprender durante todo o semestre. As atividades e as brincadeiras pedagógicas eram propostas de forma tranquila e divertida pela professora da turma, e as crianças participavam demonstrando interesse, entusiasmo e interação. Foi uma experiência muito importante para a nossa formação, pois nos possibilitouconhecer melhor a rotina da sala de aula e compreender a importância do carinho, da paciência e da criatividade no processo de aprendizagem. Ademais, compreendemos que as relações construídas no interior da sala aula, entre professores e estudantes, favorecem a formação humana e que elas podem ser tecidas no interior da escola, passando pela linha do afeto, do cuidado e do respeito. Por isso, afirmamos que a experiência vivida na sala de aula durante o desenvolvimento das ações do PIBID/Alfabetização foi um período de muitos aprendizados, oque contribuiu para nosso crescimento pessoal e profissional, por isso acreditamos que essa experiência poderia ser ampliada e vivenciada por alunas ingressantes desde o primeiro semestre nocurso de Pedagogia.
- Palavras-chave
- Pibid, Formação de professores, Pedagogia, Relações interpessoais
ST03-24Grupo B PIBID: Caminhos, Experiências e Aprendizagens 15/10 · 20h30 · Sala 98Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (B) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h30
- Local
- Sala 98 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LAYZZA LEITE DE OLIVEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
O presente trabalho tem como finalidade relatar algumas experiências vivenciadas no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), por meio de um relato de experiências. O PIBID teve início no ano de 2024, possibilitando-nos, desde o início da graduação, o contato com o cotidiano escolar e com o processo de alfabetização. Ao longo dessas vivências, tivemos a oportunidade de ouvir, planejar e construir diferentes propostas pedagógicas, sempre articuladas aos estudos e às leituras de textos que contribuíram para a construção de um aporte teórico fundamentado em autores como Freinet (1977), Bajard (2012) e Arena (2015), além das orientações recebidas e das constantes trocas com os colegas do PIBID. Vale destacar que grande parte das atividades desenvolvidas esteve voltada para a área da alfabetização, considerando que essa constitui o foco do nosso projeto. Ao chegarmos ao término dessa experiência, podemos afirmar que as atividades realizadas representaram um processo enriquecedor tanto para as crianças quanto para nós, pibidianos. Percorremos uma longa e desafiadora trajetória, marcada por tentativas, descobertas, reflexões e acertos, compreendendo que o processo de alfabetização exige escuta, planejamento, estudo e disposição para repensar práticas já estabelecidas. Nesse percurso, podemos afirmar que uma alfabetização humanizadora é possível, eficiente e capaz de contribuir para a aprendizagem das crianças. Romper com práticas tradicionais não é uma tarefa simples, mas construir novas possibilidades de ensinar e aprender torna esse processo significativo e gratificante.
- Palavras-chave
- PIBID, Experiências, alfabetização, Criança, Formação de professores
ST03-25Grupo C A importância do PIBID em nossa vida. 16/10 · 18h50 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (C) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 18h50
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ANA BEATRIZ SANTIAGO FERREIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Este texto tem o objetivo de apresentar um relato de experiência formativo vivenciado no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) subprojeto Alfabetização da Universidade Federal de Goiás, campus cidade de Goiás. Desde meu ingresso, minha jornada no PIBID está sendo incrível, uma experiência que não imaginava que seria tão importante para mim e para minha formação docente. Antes eu não pensava que a alfabetização poderia ser algo tão importante e incrível na vida de uma criança, mas com os estudos do programa e as experiências na escola, estou vendo o quanto ela faz diferença e como cada aprendizado durante a alfabetização são essenciais na vida social das crianças. Observo que os livros proferidos nas sessões de mediação literária e o trabalho planejado impactam diretamente na formação da criança leitora. Nas escolas, outra experiência que está sendo muito enriquecedora, tanto com os professores quanto com as crianças, são as relações interpessoais, percebo o respeito dos professores e o carinho das crianças, o que faz a experiência mais enriquecedora e valorativa. Por isso, posso afirmar que o PIBID está me proporcionado um espaço de formação humana e profissional, estou aprendendo muito, conhecendo novas formas de ensinar e entendendo melhor a importância da educação na formação humana.O PIBID tem sido fundamental na minha formação docente, pois me permite vivenciar na prática o que estudamos na universidade, aproximando a teoria da realidade da sala de aula. Tenho tido muitos aprendizados que vão além do conteúdo, principalmente sobre como lidar com a criança em seu processo de alfabetização, respeitando seu tempo, suas dificuldades e suas potencialidades. Aprendi a observar com mais atenção, a escutar, a ter paciência e a criar estratégias para ajudá-las a avançar, seja no reconhecimento das letras, na leitura ou na escrita. Percebo também como o incentivo, o acolhimento e uma palavra de apoio fazem toda diferença para que a criança se sinta segura para aprender. Essa experiência está me mostrando o quanto ser professora é um ato de cuidado e responsabilidade, e como o PIBID está contribuindo para me tornar uma profissional mais humana, sensível e preparada para os desafios da educação.
- Palavras-chave
- Pibid, Formação docente, Alfabetização
ST03-26Grupo C Resumo de relato de experiência do PIBID na formação como professora alfabetizadora 16/10 · 19h00 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (C) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h00
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ANA LUISA SILVERIO COSTA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Este relato de experiência tem como objetivo apresentar a experiência vivenciada no período que estive acompanhando uma turma de 2° ano do ensino fundamental de uma escola pública no município de Goiás-GO. Como discente do 2° período, estar na sala de aula no início do curso se configurava como uma realidade um pouco distante, e com a oportunidade de ingressar no PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) a distância foi rompida e esse primeiro contato com a sala de aula tornou-se uma experiência prazerosa e de muito aprendizado. A partir dos estudos sobre a proposta pedagógica “Descoberta de Textos” de Bajard (2012) foi possível perceber o quanto os alunos conseguem, e tem total capacidade, de compreender os textos de forma autônoma e de maneira coletiva com seus pares. Ascrianças durante a descoberta do texto e em contato com textos reais, ou seja, que circulam socialmente, conseguem construir sentidos e serem leitores críticos, sendo protagonistas da própria leitura e não apenas receptores do que está sendo transmitido pelo professor em sala de aula. Esse período em que estive presente, me fez perceber que as crianças precisam fazer descobertas de texto, não com textos aleatórios, mas sim, com textos que estão ligados com o contexto histórico e social e diretamente ligados a vida delas, pois neste viés elas conseguem fazer conexões, perceber a linguagem escrita e ir se formando leitores. A experiência nas atividades do PIBID contribuiu significativamente para a minha formação, possibilitandorelacionar os conhecimentos teóricos estudados com a prática. Além disso, me permitiu compreender a importância da alfabetização nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e refletir sobre a atuação professor diante das situações vivenciadas no espaço escolar.
- Palavras-chave
- PIBID, Alfabetização, Descoberta de texto, Formação de leitores, Linguagem escrita
ST03-27Grupo C VIVÊNCIAS NO PIBID: RELATO DE UMA OFICINA SOBRE O PLANO CARTESIANO 16/10 · 19h10 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (C) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h10
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ANA CLÁUDIA RODRIGUES DE CARVALHO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Esse trabalho tem sido uma experiência de grande importância, realizado no Projeto Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID, do subprojeto Pedagogia/Câmpus Goiás. O objetivo é relatar a experiência da oficina que foi aplicada em sala de aula, na qual foram trabalhados conhecimentos matemáticos a partir temática do Plano Cartesiano. Portanto, a proposta metodológica caracteriza-se como um relato de experiência. Durante a realização da oficina sobre o Plano Cartesiano, na escola-campo compreendemos o quão importante é trabalhar com as crianças conceitos matemáticos simples partindo da sua realidade, dessa maneira, além de favorecer a interação e a participação dos alunos, a utilização de uma linguagem acessível contribui para uma melhor compreensão dos conteúdos. Para introduzir o conteúdo do plano cartesiano, adaptamos para uma história de um pescador que estava em busca do tesouro perdido, com auxílio de um quadro, foi desenhado um plano cartesiano para que as crianças pudessem visualizar melhor. Após a história, foram fornecidas algumas pistas para que os alunos encontrassem tesouro, as pistas correspondiam às coordenadas do eixo X e eixo Y, conforme íamos passando as coordenadas deveriam localizar os pontos no plano e, ao final, formar o desenho de um navio. Em seguida dois alunos foram escolhidos para mostrar no plano as coordenadas que foram passadas. Posteriormente, foi entregue uma folha para os alunos responderem três questões sobre o plano, como desenvolver noções de direção (subir, descer, esquerda, direita) e estimular o raciocínio lógico e a orientação espacial. A oficina foi finalizada com a correção e o esclarecimento das dúvidas apresentadas pelos alunos. Essa experiência contribuiu significativamente para minha formação como futura professora, pois consegui vivenciar na prática, conhecimentos que já haviam sido estudados teoricamente. Nesse sentido, foi possível perceber o movimento de práxis, compreendendo que os conceitos teóricos podem ser relacionados à realidade e trabalhados por meio de metodologias mais dinâmicas e de uma linguagem simples e acessível para conceitos complexos quando se trata da matemática.
- Palavras-chave
- PIBID;, RELATO DE EXPERIÊNCIA, PRÁTICA DOCENTE
ST03-28Grupo C Revisitando cantigas trovadorescas a partir da criação de um jogo de tabuleiro 16/10 · 19h20 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (C) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h20
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LAURA CARMO XAVIER
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Este trabalho apresenta a experiência docente vivenciada no Estágio em Ensino de Literatura 1, do curso de Letras: português da Universidade Federal de Goiás (UFG). A intervenção pedagógica ocorreu no formato de uma aula de 100 minutos do componente curricular de Língua Portuguesa, num Centro de Ensino em Período Integral, com uma turma de 1º ano do Ensino Médio, em Goiânia/GO. A motivação partiu de uma solicitação da professora-regente para a realização de uma revisão do conteúdo sobre o Trovadorismo, alinhada à proposta do Revisa Goiás — material didático fornecido pela SEDUC/GO. Fundamentada a partir de uma perspectiva dialógica da linguagem (Volochinov, 1995) considera-se a aula de literatura como um espaço de interações construído entre os sujeitos a partir de determinantes sociais, históricos, culturais e geopolíticos. Essa abordagem transforma a aula em um acontecimento singular e de múltiplas possibilidades de aprendizagem (Geraldi, 1997; Antunes, 2003). Nesse sentido, buscou-se nos jogos de tabuleiro uma tecnologia didática capaz de instigar e favorecer o diálogo entre os alunos. O jogo, nesta proposta, não funciona como disfarce da complexidade do conteúdo, mas sim como a construção de um espaço pedagógico que promove o brincar, garantindo uma aprendizagem cognitiva e socialmente produtiva (Toledo; Silva Junior, 2025). Para atender a solicitação da professora-regente da turma, desenvolveu-se o jogo de investigação inédito O desaparecimento de Leon Dumont. Na dinâmica, os alunos tornam-se investigadores que precisam descobrir o paradeiro de um jovem cavaleiro medieval por meio da leitura de seu diário. Para desbloquear as pistas, os estudantes devem ler e classificar diferentes cantigas trovadorescas, promovendo a partilha de diferentes leituras sobre as narrativas, informações, reflexões e cantigas apresentadas no diário do cavaleiro. A avaliação desta experiência considerou os critérios de envolvimento, cooperação na escuta e participação ativa nas ações de leitura e diálogo coletivo. Além disso, foi possível observar o desenvolvimento da habilidade de reconstrução narrativa, a compreensão da estrutura sintática e lexical do galego-português e das características gerais do Trovadorismo. A partir da experiência deste relato, considera-se que o uso pedagógico dos jogos de tabuleiro possibilita uma recontextualização do conteúdo curricular de literatura, promovendo sua funcionalidade e tornando o processo de ensino-aprendizagem mais produtivo.
- Palavras-chave
- Jogo de tabuleiro, Ensino de literatura, Formação docente, Relato de experiência, Trovadorismo
ST03-29Grupo C ENTRE FÁBULAS, CARTAS E POESIA: uso dos caracteres móveis na produção de sentido na alfabetização 16/10 · 19h30 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (C) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h30
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- DAVI GABRIEL TEIXEIRA DE SOUZA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Este trabalho trata-se de um relato de experiência vivenciado no subprojeto de Alfabetização do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), desenvolvido durante todo o projeto, com uma turma do 2º ano do Ensino Fundamental em uma escola do município de Goiás-GO. Tendo como objetivo central discutir e refletir o uso social da linguagem escrita das crianças como condição para a alfabetização, sustentada pelas escolhas pedagógicas adotadas nas intervenções. A experiência envolveu o planejamento e a execução de três intervenções, organizadas a partir dos gêneros poema, fábula e carta, seguindo a proposta de descoberta do texto de Élie Bajard (2012). Também foram realizadas atividades com caracteres móveis, voltadas à construção e ao reconhecimento de palavras, complementando as intervenções principais. A fundamentação teórica dialoga com Freinet (1927), que valoriza a tipografia como prática pedagógica que possibilita às crianças participar ativamente da produção escrita, por meio da manipulação e organização dos caracteres. Bajard (2012), por sua vez, propõe a descoberta de texto, destacando a importância de colocar a criança diante de textos reais e desconhecidos, favorecendo a construção de sentidos e o desenvolvimento do ato de ler. Nessa mesma perspectiva, Arena e Arena (2024) defendem o uso dos caracteres como unidades da linguagem escrita, ressaltando sua manipulação em situações de alfabetização. A aplicação do referencial ao longo das intervenções permitiu observar que a escrita, quando vinculada ao contexto social, histórico e cultural das crianças, deixa de ser tratada apenas como um código a ser decifrado e passa a ser vivenciada como instrumento de expressão e relação com o outro. Isso ficou evidente nas atividades de manipulação dos caracteres, com o uso da dupla caixa de caracteres móveis, que colocou as crianças em contato direto com o uso social da grafia, permitindo que manipulassem, organizassem e recombinassem letras na construção autônoma de novas palavras e significados, aproximando-se da concepção freinetiana da tipografia escolar como instrumento de produção textual coletiva. A práxis pedagógica articulada entre os autores e o cotidiano escolar apresenta possibilidades de uma proposta metodológica capaz de reconhecer a criança como sujeito ativo do processo de alfabetização, respeitando seu tempo e valorizando suas produções.
- Palavras-chave
- PIBID, Alfabetização, Caracteres Móveis, Escrita, Crianças
ST03-30Grupo C PIBID: RELATO DE EXPERIÊNCIA COM OFICINAS LÚDICAS E CULTURAIS COM CRIANÇAS INDÍGENAS 16/10 · 19h40 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (C) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h40
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- AMAURICIA DO NASCIMENTO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) constitui uma importante iniciativa para a formação de professores ao possibilitar a aproximação entre os conhecimentos construídos na universidade e as práticas educativas desenvolvidas em diferentes contextos. Este relato tem como objetivo apresentar experiências vivenciadas durante a participação no PIBID, a partir da realização de oficinas com crianças indígenas, com idade entre 4 e 10 anos. Portanto, a proposta metodológica caracteriza-se como um relato de experiência. As oficinas foram desenvolvidas em dois encontros, no período matutino dentro da universidade, com atividade lúdica e participativa. No primeiro encontro, foi realizada a confecção de petecas com TNT, jornal e barbante, seguida de brincadeiras. Diante da diminuição do interesse pelas petecas, o planejamento foi adaptado sendo realizadas brincadeiras de pega-pega e atividades livres com bolas e carrinhos. No segundo encontro, foram desenvolvidas atividades de pinturas de desenhos relacionados a animais e elementos conhecidos pelas crianças, além de brincadeiras com massinha e a produção coletiva de um cartaz com desenhos relacionados à sua cultura deles. Como resultado, observou-se maior participação e envolvimento das crianças nas atividades que possibilitaram movimento, criatividade e liberdade de expressão. Também se destacou a valorização dos conhecimentos culturais, especialmente quando as crianças compartilharam os nomes dos animais em sua língua indígena. A experiência contribuiu para a formação docente, evidenciando a importância da flexibilidade no planejamento e da valorização da diversidade cultural nas práticas pedagógicas. Conclui-se que a participação no PIBID proporcionou uma experiência significativa de articulação entre teoria e prática, contribuindo para a construção de práticas educativas lúdicas inclusivas e culturalmente respeitosas.
- Palavras-chave
- RELATO DE EXPERIÊNCIA, PIBID, CULTURA INDÍGENA
ST03-31Grupo C PIBID Alfabetização: Um relato de experiência na construção da docência na Alfabetização 16/10 · 19h50 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (C) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h50
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- JÚLIA TAIANE ALVES CRISPIM
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) tem como intuito a experiência entre a teoria e a prática na realidade escolar, representando um marco nas nossas trajetórias enquanto estudantes de Pedagogia. Este relato busca refletir sobre o impacto do programa na nossa construção identitária como professoras e educadoras, unindo a bagagem teórica construída ao longo dos encontros na universidade e as vivências práticas na realidade pulsante da escola pública, com foco na formação voltada para os anos iniciais do Ensino Fundamental, especificamente, nas turmas do primeiro ao segundo ano. As atividades foram desenvolvidas no âmbito do PIBID, com o subprojeto Alfabetização na Universidade Federal de Goiás (UFG), em uma escola municipal na Cidade de Goiás. O programa divide-se entre a observação participativa do cotidiano escolar e o planejamento de intervenções focadas na alfabetização. A experiência no PIBID Alfabetização tem sido muito importante para nossa formação enquanto professoras alfabetizadoras. Durante as atividades na escola, foi possível acompanhar o desenvolvimento das crianças, observando suas dificuldades e avanços. Nesse contexto, compreendemos como uma teoria e uma prática alfabetizadoras adequadas podem auxiliar no processo de ensino e aprendizagem das crianças e entendemos como o papel do professor é importante na alfabetização. Essa vivência permitiu trazer os estudos abordados nos encontros na universidade para a prática em sala de aula. O trabalho desenvolvido une as ideias de Élie Bajard (2012), que valoriza a compreensão do texto de forma significativa, sem reduzir a alfabetização apenas à decodificação de letras e sons. Ver essa teoria se materializar na evolução dos estudantes e no brilho dos olhos de cada criança ao participar das intervenções foi o aspecto marcante dessa trajetória. A vivência proporcionada pelo programa solidificou a importância de uma intencionalidade pedagógica que supera métodos mecânicos e a apropriação dos saberes da prática. Conclui-se que a imersão promovida pelo PIBID Alfabetização/UFG transformou nossa visão sobre o ato de alfabetizar, provando ser um espaço formativo insubstituível. O programa não é apenas uma política de incentivo, mas uma ação essencial de valorização do professor, garantindo que, nós, futuros docentes chegue à sala de aula com maturidade teórica, sensibilidade social e o compromisso ético de promover uma alfabetização humanizadora, significativa e transformadora.
- Palavras-chave
- Relato de Experiência, Alfabetização, PIBID Alfabetização, Professora Alfabetizadora
ST03-32Grupo C UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA “ADOCICADA” NA EDUCAÇÃO DO CAMPO 16/10 · 20h00 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (C) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 20h00
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MÁRCIA NUNES DOS REIS XAVIER
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
O presente trabalho apresenta e analisa uma experiência pedagógica desenvolvida a partir do projeto de leitura “Do Dia a Dia se Faz Poesia”, realizado no primeiro bimestre de 2015 na Escola Municipal Terezinha de Jesus Rocha, localizada no Distrito de Buenolândia. A proposta envolveu professores da Educação Infantil, do Ensino Fundamental I e II, estudantes, funcionários, familiares e moradores da comunidade, buscando articular os conhecimentos escolares às experiências cotidianas e aos saberes produzidos no contexto do campo. O conto “As Cocadas”, de Cora Coralina, constituiu-se como eixo norteador das atividades, especialmente nas aulas de Língua Portuguesa, possibilitando o desenvolvimento de práticas de leitura, interpretação, identificação dos elementos narrativos e produção textual. A partir da narrativa, a equipe escolar propôs uma atividade prática de produção coletiva de cocadas, estabelecendo relações entre literatura, cultura, trabalho, alimentação e cotidiano. A experiência foi organizada em duas etapas: preparação dos ingredientes e produção dos doces. Durante as atividades, os estudantes participaram da divisão de tarefas, da preparação da polpa do coco e de outros procedimentos adequados à sua segurança, enquanto os educadores acompanharam e realizaram as etapas que envolviam maior risco. A produção contou com ingredientes arrecadados por meio da colaboração de estudantes, professores e moradores da região, fortalecendo a relação entre escola e comunidade. Ao final, foram produzidas aproximadamente 600 cocadas, posteriormente distribuídas aos participantes. A experiência possibilitou ainda a articulação interdisciplinar com conhecimentos relacionados outras áreas do conhecimento, demonstrando que situações concretas do cotidiano podem constituir importantes oportunidades de aprendizagem. Sob a perspectiva da Educação do Campo, a atividade contribuiu para valorizar os sujeitos, a cultura, os saberes familiares e comunitários e as práticas sociais presentes no território.Os resultados evidenciaram maior envolvimento dos estudantes, fortalecimento da cooperação, participação coletiva e aproximação entre os conteúdos escolares e a realidade vivenciada pela comunidade. Para os professores, a experiência favoreceu a reflexão sobre práticas pedagógicas contextualizadas e interdisciplinares.Conclui-se que a experiência contribuiu para fortalecer a interdisciplinaridade, a participação coletiva e a relação entre escola, cultura e realidade do campo.
- Palavras-chave
- Educação do Campo, Pratica Pedagógica, Literatura
ST03-33Grupo C Brincadeiras, culturas e extensão universitária: oficinas lúdicas com crianças indígenas no Tempo Universidade 16/10 · 20h10 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (C) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 20h10
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ANDRESSA GARCIA CASTILHO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
Desenvolvido desde 2025 na Universidade Federal de Goiás (UFG), Campus Goiás, o projeto de extensão “O brincar intercultural como prática de extensão: oficinas lúdicas com as crianças do curso de Licenciatura em Educação do Campo” articula de forma interdisciplinar os cursos de Licenciatura em Educação do Campo e Pedagogia. Vinculada à área de Educação com foco nas linhas de diversidade cultural, social e práticas pedagógicas, a iniciativa fundamenta-se no direito do brincar como linguagem essencial de expressão, interação, cuidado e aprendizagem. O público-alvo central do projeto é composto por crianças filhas de estudantes da Licenciatura em Educação do Campo com expressiva presença de povos indígenas como Karajá, Xavante e Xerente, além dos próprios licenciandos. As oficinas lúdicas ocorrem nos meses de janeiro e julho, coincidindo com as etapas presenciais do Tempo Universidade. A ação responde diretamente às necessidades dos estudantes que precisam levar seus filhos ao campus por falta de redes de apoio em suas comunidades de origem, promovendo acolhimento às infâncias no espaço acadêmico. Assim, a prática extensionista conduzida por discentes de ambos os cursos atua no fortalecimento da permanência estudantil e no direito à educação desses sujeitos. As atividades valorizam as identidades étnicas e respeitam as especificidades linguísticas e culturais de cada grupo na elaboração dos materiais pedagógicos contextualizados. Embora o projeto enfrente desafios de barreiras linguísticas, os resultados evidenciam o potencial do brincar na extensão universitária. A experiência consolida a formação de professores sensíveis às realidades socioculturais e reafirma a universidade como um espaço de diálogo intercultural, inclusão e garantia de direitos.
- Palavras-chave
- BRINCAR, EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, CRIANÇAS INDÍGENAS, LEDOC
ST03-34Grupo C ENTRE AFETOS, APRENDIZAGENS E TERRITÓRIOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DOCENTE NA ESCOLA PLURICULTURAL ODÉ KAYODÊ 16/10 · 20h20 · Sala 97Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 3 (C) · Formação de Professores, Alfabetização e Educação Básica
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 20h20
- Local
- Sala 97 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- OLINDA DA SILVA GUIMARAES
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Andressa Garcia Castilho; Raquel Pereira Soares; Alessandra Gomes de Castro
Resumo
RESUMO Este relato de experiência apresenta reflexões sobre minha trajetória docente na Escola Pluricultural Odé Kayodê, marcada por uma relação de pertencimento que se inicia ainda na infância, quando fui estudante da instituição entre aproximadamente os três e os dez anos de idade, e se ressignifica posteriormente com meu retorno como educadora, entre 2023 e 2025. A experiência compreendeu a atuação na Educação Infantil e no 1º ano do Ensino Fundamental, possibilitando vivências relacionadas à alfabetização, literatura, cultura, brincadeiras, artes, música, práticas antirracistas e protagonismo infantil. O relato busca refletir sobre como as experiências vivenciadas na escola, tanto como estudante quanto como professora, contribuíram para minha formação docente e para a construção de uma concepção de criança como sujeito histórico, cultural, criativo e participante ativo de seu processo educativo. Destacam-se, nesse percurso, as contribuições de Rosangela Magda de Oliveira Souza (Tia Rô), diretora pedagógica, cuja atuação foi referência de cuidado, parceria e construção coletiva do trabalho pedagógico, e de Elivan Andrade da Silva, educador com formação em História e referência na Biblioteca e no Cine Vila, cujas orientações contribuíram para a ampliação do repertório literário, das práticas antirracistas e da compreensão das crianças como sujeitos de criatividade, poder e protagonismo. Dialogando com Paulo Freire, bell hooks e o conceito africano de Sankofa, compreende-se a educação como prática dialógica, coletiva, afetiva e emancipatória. A experiência evidencia que retornar ao espaço onde se iniciou a própria trajetória escolar possibilitou não apenas reencontrar memórias, mas ressignificá-las na prática docente, compreendendo que educar também é construir pertencimento, valorizar saberes e participar coletivamente da formação de sujeitos.
- Palavras-chave
- Educação Infantil;, Formação Docente, Educação Pluricultural;, Literatura, Protagonismo Infantil
O Mundo do Trabalho: Organização, Sustentabilidade, Inovação e Tecnologia
15/10 · Sala 100
ST04-01ST 4 Estratégias Utilizadas para a Captação de Clientes numa Instituição Financeira na Cidade de Goiás 15/10 · 18h50 · Sala 100Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 4 · O Mundo do Trabalho: Organização, Sustentabilidade, Inovação e Tecnologia
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 18h50
- Local
- Sala 100 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- HÉLCIA DANIEL DA SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Hélcia Daniel da Silva; Iram Leandro da Silva; Marcos Ferreira de Magalhães
Resumo
A captação de clientes configura-se como um elemento estratégico fundamental para a sustentabilidade e o crescimento das instituições financeiras, especialmente em um ambiente caracterizado por instabilidade econômica, transformações tecnológicas e influências geopolíticas. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar e descrever as estratégias de prospecção de clientes adotadas por uma instituição financeira, considerando fatores econômicos, sociais e geopolíticos que impactam esse processo. A pesquisa apresenta abordagem qualitativa, de natureza descritiva, fundamentada em levantamento bibliográfico e análise de dados secundários. O referencial teórico baseia-se em autores como Churchill e Peter (2005), que destacam a importância da criação de valor para o cliente, e Assaf Neto (2020), que aborda a dinâmica do mercado financeiro e seus impactos nas decisões estratégicas. Além disso, conceitos de marketing de relacionamento e comportamento do consumidor são utilizados para compreender as estratégias de fidelização e retenção de clientes. Os resultados evidenciam que fatores econômicos, como taxas de juros, inflação e renda, influenciam diretamente o comportamento dos consumidores e suas decisões financeiras. Aspectos sociais, por sua vez, reforçam a necessidade de personalização do atendimento e da adequação dos produtos ao perfil do cliente, em conformidade com o princípio do *suitability*, regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários. Nesse sentido, o uso de ferramentas tecnológicas, como CRM, aplicativos e canais digitais, mostra-se essencial para otimizar o relacionamento com o cliente e ampliar o acesso aos serviços financeiros. Adicionalmente, verificou-se que instituições que investem em atendimento humanizado, proximidade com o cliente e fortalecimento da imagem institucional apresentam maior capacidade de atrair e fidelizar usuários. Estratégias como diversificação de produtos, capacitação de colaboradores e ampliação do marketing digital também se destacam como diferenciais competitivos. Conclui-se que a eficácia na captação de clientes está diretamente relacionada à capacidade da instituição em alinhar estratégias de mercado às necessidades dos consumidores, promovendo soluções financeiras acessíveis, personalizadas e sustentáveis. O estudo contribui para a compreensão das práticas de prospecção no setor financeiro e pode servir como referência para instituições que buscam aprimorar seu desempenho competitivo.
- Palavras-chave
- Captação de clientes, marketing de relacionamento, estratégias, Instituição financeira
ST04-02ST 4 CRÍTICA AO FETICHISMO DA TECNOLOGIA: desenvolvimento da força produtiva do capital enquanto forma social particular da técnica na sociedade burguesa 15/10 · 19h00 · Sala 100Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 4 · O Mundo do Trabalho: Organização, Sustentabilidade, Inovação e Tecnologia
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h00
- Local
- Sala 100 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- GEORGE FRANCISCO CEOLIN
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Hélcia Daniel da Silva; Iram Leandro da Silva; Marcos Ferreira de Magalhães
Resumo
O desenvolvimento tecnológico aparece como uma necessidade irreversível do tempo presente, e forma inequívoca do desenvolvimento da produtividade do trabalho no sistema produtivo, e de atendimento das necessidades da vida de todas as pessoas no planeta. No entanto, se faz necessário uma reflexão mais rigorosa do modo como a tecnologia tem se desenvolvido na particularidade da forma sócio histórico da sociedade fundada na produção e expansão ilimitada do mais valor. Para tanto, deve-se desmistificar a compreensão hegemônica de tecnologia na sociedade moderna, tem se apresentado como a vertente mais avançada da racionalidade científica dos tempos atuais, verdadeiros imperativos tecnológicos, e forma inequívoca do desenvolvimento à melhoria da vida humana de todas/os habitantes do planeta. Marx destaca no caderno V dos Manuscritos de 1861-1863 a mudança no caráter da combinação do trabalho na manufatura e na maquinaria: a combinação do trabalho na manufatura, ocorre por um princípio subjetivo, enquanto é substituída na maquinaria por um princípio objetivo. A análise dos temas expostos no caderno V está centrado na compreensão da categoria de subsunção real; onde destaca, a mudança na combinação do trabalho com o emprego desse fator mecânico; como se dá o revolucionamento da base material e a passagem da manufatura para a maquinaria e, principalmente, qual a forma e conteúdo que assumem. Para Marx, o domínio do trabalho morto sobre o vivo, que promove uma inversão do sujeito no processo de trabalho, a ponto de dar um caráter objetivo ao fetichismo na produção e de realizar de forma prática, no interior do processo de trabalho, o trabalho abstrato. No capitalismo, a técnica não é apenas um instrumento do processo de trabalho, mas um instrumento do processo de valorização, implicando e determinando uma relação específica de subsunção real do trabalho ao capital, apresentando-se como um método de extração de mais valor. Desse modo, devemos considerar a tecnologia e seu desenvolvimento tecnológico na forma social capitalista, como um instrumento da relação de exploração do trabalho visando extrair mais sobre trabalho, o que nada indica, que isso seja um progresso para a humanidade.
- Palavras-chave
- Técnica, Tecnologia, Conteúdo, Forma Social
ST04-03ST 4 Da Identificação do Débito à Baixa Automática: Pagamento de Multas Integrado, Digital e Rastreável 15/10 · 19h10 · Sala 100Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 4 · O Mundo do Trabalho: Organização, Sustentabilidade, Inovação e Tecnologia
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h10
- Local
- Sala 100 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- FABIANO SILVERIO RIBEIRO ALVES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Hélcia Daniel da Silva; Iram Leandro da Silva; Marcos Ferreira de Magalhães
Resumo
A gestão de multas em bibliotecas universitárias envolve processos de cobrança, arrecadação e baixa de débitos que, quando realizados de forma manual, podem gerar retrabalho, inconsistências e dificuldades de acompanhamento. Este trabalho apresenta o PagMultaUFU, sistema desenvolvido pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) para automatizar o processo de pagamento de multas e integrá-lo ao PagTesouro, plataforma digital da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) destinada ao processamento, pagamento e recolhimento de valores à Conta Única do Tesouro Nacional, disponibilizada por meio de APIs no ecossistema Conecta gov.br. A solução permite que o usuário, após autenticação institucional, consulte seus débitos junto ao Sistema de Bibliotecas (SISBI), selecione as multas a serem quitadas e realize o pagamento por meios digitais, como PIX e cartão. A integração é realizada por meio da camada de serviços, denominado Guatambu, responsável pela orquestração, transformação de dados, aplicação de regras de negócio, validações, registros de logs e monitoramento. Após a confirmação da transação pelo PagTesouro, o retorno é processado automaticamente pelo sistema, permitindo a atualização do status do pagamento e a baixa da multa no sistema de origem. A arquitetura modular e integrada proporciona maior agilidade ao processo, reduz a necessidade de intervenções manuais e amplia a rastreabilidade das transações. Como resultado, o sistema já possibilitou a automatização de mais de 9 mil solicitações de pagamento de multas da Biblioteca por meio do PagTesouro. A experiência demonstra o potencial da integração entre sistemas institucionais e serviços governamentais para modernizar processos administrativos, ampliar a eficiência operacional e oferecer aos usuários serviços digitais mais simples, seguros e integrados.
- Palavras-chave
- PagTesouro, Conecta gov.br, Pagamento de Multas, Integração de Sistemas, Automação de Processos
ST04-04ST 4 AUSÊNCIA DE FORMALIZAÇÃO DE PROCESSOS E SEUS IMPACTOS NA GESTÃO DE PESSOAS: ESTUDO DE CASO EM UMA EMPRESA DE SEGURANÇA 15/10 · 19h20 · Sala 100Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 4 · O Mundo do Trabalho: Organização, Sustentabilidade, Inovação e Tecnologia
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h20
- Local
- Sala 100 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- DAVI BASTOS MIRANDA DE FREITAS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Hélcia Daniel da Silva; Iram Leandro da Silva; Marcos Ferreira de Magalhães
Resumo
A formalização de processos é fundamental para a organização do trabalho e para a eficiência das empresas de serviços, sobretudo em organizações em crescimento. A ausência de procedimentos documentados pode ampliar a dependência do conhecimento tácito, dificultando a padronização, a integração de funcionários e a continuidade das rotinas. Nesse contexto, a falta de clareza sobre responsabilidades e procedimentos pode gerar ambiguidade de papéis, falhas de comunicação, retrabalho e impactos negativos na produtividade e no clima organizacional. O presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos da ausência de formalização de processos nos indicadores de Recursos Humanos da MS Sistemas de Segurança, considerando seus impactos sobre a produtividade, o clima organizacional e a rotatividade de colaboradores. A pesquisa apoia a transição de uma gestão empírica para uma gestão profissionalizada, estruturada em processos claros, padronizados e compartilhados. Adotou-se abordagem qualitativa, descritiva e caracterizada como estudo de caso, utilizando triangulação entre entrevistas semiestruturadas com gestores, análise de dados internos e avaliação das exigências do mercado. O referencial teórico foi estruturado a partir dos eixos de gestão de pessoas, processos e produtividade organizacional. Os resultados revelaram que a dependência do conhecimento tácito e a escassez de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) geraram um cenário de ambiguidade de papéis, impactando diretamente a produtividade e dificultando a execução padronizada das atividades. Também foram identificados efeitos sobre a rotatividade, especialmente nos meses iniciais de admissão, associados às dificuldades de integração e à falta de clareza quanto às funções e procedimentos. Paralelamente, os ruídos na comunicação contribuíram para a deterioração do clima organizacional, comprometendo a qualidade das relações de trabalho. Como resposta ao diagnóstico, foi elaborado um plano de ação utilizando a ferramenta 5W2H, contemplando a formalização das rotinas, a elaboração e implementação de POPs, a padronização do processo de integração de novos colaboradores. Conclui-se que a formalização dos processos pode reduzir a dependência do conhecimento individual, ampliar a clareza das responsabilidades, minimizar falhas de comunicação e contribuir para a melhoria da produtividade, do clima organizacional e da retenção de talentos, favorecendo uma transição sustentável para uma gestão profissionalizada.
- Palavras-chave
- Gestão de pessoas, Gestão de processos, Produtividade, Padronização
ST04-05ST 4 GERAÇÃO Z E O MERCADO DE TRABALHO: UM ESTUDO DE CASO EM UM COMÉRCIO VAREJISTA NA CIDADE DE GOIÁS 15/10 · 19h30 · Sala 100Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 4 · O Mundo do Trabalho: Organização, Sustentabilidade, Inovação e Tecnologia
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h30
- Local
- Sala 100 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- KEREN BORGES GOMES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Hélcia Daniel da Silva; Iram Leandro da Silva; Marcos Ferreira de Magalhães
Resumo
Atualmente, diferentes gerações coexistem no mercado de trabalho, trazendo valores, expectativas e comportamentos distintos para as organizações. Nesse contexto, destaca-se a Geração Z, cuja relação com o trabalho tem sido associada à busca por desenvolvimento, bem-estar, estabilidade e propósito. Dados recentes da pesquisa Gen Z and Millennial Survey 2026, da Deloitte, realizada com 501 brasileiros da Geração Z, indicam que o propósito possui relação significativa com a satisfação no trabalho, enquanto aspectos como estabilidade e bem-estar também assumem importância nas escolhas profissionais. Diante dessas transformações, compreender a relação dessa geração com o ambiente organizacional torna-se relevante para a gestão de pessoas. Este trabalho teve como objetivo compreender a relação da Geração Z com o trabalho, a partir da análise do clima organizacional e da satisfação dos funcionários de uma empresa varejista tradicional localizada na Cidade de Goiás. Para isso, foi realizada uma abordagem qualitativa, por meio de um estudo de caso na Loja Central. Os dados obtidos permitiram identificar percepções dos colaboradores acerca do ambiente de trabalho, da comunicação, da satisfação e do vínculo estabelecido com a organização. Os resultados indicaram baixo comprometimento de parte dos colaboradores, associado principalmente à ausência de percepção de propósito nas funções desempenhadas. Essa condição repercute negativamente nas relações entre os colegas e pode afetar o funcionamento da organização. Observou-se ainda que fatores como remuneração, comunicação clara, ambiente físico, relações interpessoais e, especialmente, a percepção de propósito podem influenciar a satisfação dos trabalhadores. A partir do diagnóstico, foram sugeridas ações voltadas à melhoria do clima organizacional, ao fortalecimento da comunicação, ao reconhecimento dos colaboradores e à construção de maior sentido nas atividades desenvolvidas. Conclui-se que compreender as expectativas da Geração Z pode contribuir para a adoção de práticas de gestão mais adequadas às novas relações de trabalho, favorecendo a satisfação, o comprometimento e o desenvolvimento organizacional.
- Palavras-chave
- Geração z, Mercado de trabalho, Clima organizacional, Satisfação no trabalho, Gestão de Pessoas
ST04-06ST 4 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO E PRODUTIVIDADE SOB BAIXA DEMANDA: ESTUDO DE CASO EM BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA FEDERAL 15/10 · 19h50 · Sala 100Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 4 · O Mundo do Trabalho: Organização, Sustentabilidade, Inovação e Tecnologia
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h50
- Local
- Sala 100 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MATHEUS VICTTOR DE SOUZA FERNANDES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Hélcia Daniel da Silva; Iram Leandro da Silva; Marcos Ferreira de Magalhães
Resumo
As bibliotecas universitárias desempenham papel estratégico no apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão, oferecendo não apenas acesso a acervos, mas também orientação, capacitação e serviços de informação. Nesse contexto, a avaliação de seu desempenho não deve considerar somente o fluxo de usuários, uma vez que atividades de orientação, organização, capacitação e apoio à pesquisa também representam resultados relevantes. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar os efeitos da capacidade ociosa sobre a produtividade e a organização do trabalho em uma Biblioteca Universitária Federal do interior do Estado de Goiás, propondo melhorias na gestão de pessoas. A pesquisa justifica-se pela necessidade de compreender como períodos de baixa demanda, podem ser convertidos em oportunidades de organização e aperfeiçoamento dos serviços, evitando que o tempo disponível resulte em desmotivação e estagnação profissional. O referencial teórico foi estruturado a partir de três eixos: gestão de pessoas, organização do trabalho e produtividade, considerando estudos e publicações contemporâneos. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa qualitativa, descritiva e caracterizada como estudo de caso, mediante observação presencial do ambiente de trabalho, entrevistas e aplicação de questionário estruturado on-line aos funcionários da unidade. Os resultados evidenciaram que o baixo fluxo de usuários contribuiu para a existência de períodos de capacidade ociosa, os quais não foram aproveitados pela instituição. Foram identificadas falhas na comunicação, ausência de capacitação e dificuldades na organização das atividades durante menor demanda. Embora tenha sido observado forte espírito de equipe entre os funcionários, a ausência de direcionamento para utilização produtiva do tempo disponível esteve associada a sentimentos de estagnação e desmotivação. Os achados indicam, portanto, que a baixa demanda não precisa representar baixa produtividade, desde que existam planejamento, distribuição adequada de tarefas, capacitação contínua e estratégias de melhoria dos processos internos. Como contribuição, foram propostas ações voltadas à reorganização dos fluxos de trabalho, ao desenvolvimento das competências, à melhoria da comunicação e ao aproveitamento estratégico dos períodos de menor atendimento. Conclui-se que a gestão planejada da capacidade disponível pode fortalecer a produtividade, a motivação dos servidores e a qualidade dos serviços prestados pela biblioteca.
- Palavras-chave
- Gestão de pessoas, Organização do trabalho, Produtividade, Biblioteca universitária
ST04-07ST 4 Da Pesquisa Acadêmica ao Mercado: Análise Comparativa de Editais de Inovação, Diretrizes Metodológicas e o Impacto do Projeto Goyaz Habitat Rural 15/10 · 20h00 · Sala 100Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 4 · O Mundo do Trabalho: Organização, Sustentabilidade, Inovação e Tecnologia
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h00
- Local
- Sala 100 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LUAN PHELIPE FERNANDES SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Hélcia Daniel da Silva; Iram Leandro da Silva; Marcos Ferreira de Magalhães
Resumo
Este trabalho apresenta uma análise reflexiva e estruturada acerca do mapeamento de iniciativas voltadas à transformação da pesquisa científica em negócios inovadores de alto impacto socioambiental, a partir do acompanhamento de três eixos documentais fundamentais: o resumo de edital institucional, a definição metodológica de capacitação e a estruturação de uma trilha livre de desenvolvimento tecnológico. O primeiro eixo consiste no Resumo do Edital, focado no Edital PRPI Nº 08/2026 (PIEMP/UFG), que visa selecionar equipes acadêmicas para transformar investigações teóricas em Produtos Mínimos Viáveis (MVPs) tangíveis, alinhados às áreas prioritárias da nova política de industrialização nacional, impulsionando o espírito empreendedor e ações de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). O segundo eixo aborda a Metodologia, alicerçada na parceria entre a incubadora CEI-UFG e o Sebrae, detalhando uma jornada imersiva que compreende módulos de ideação baseados em Design Thinking, modelagem de negócios via Business Model Canvas (BMC), validação ágil, planejamento financeiro e estratégias de inserção no mercado (B2B, B2C, B2G). O terceiro eixo aborda a Trilha Livre e a aplicação prática através da proposta Goyaz Habitat Rural Inteligente, uma iniciativa de tecnologia social escalável voltada à agricultura familiar no Cerrado. O projeto atua mitigando problemas críticos de saúde coletiva, como a precariedade habitacional, a falta de saneamento básico e os gargalos jurídico-regulatórios que barram o acesso ao crédito rural. Desenvolvida por uma equipe multidisciplinar das áreas de Arquitetura e Urbanismo (desenho modular e conforto térmico), Direito (regularização fundiária e conformidade ambiental) e Administração (estudo de viabilidade e escala no modelo SaaS), a solução converte dados territoriais em uma plataforma inteligente de automação de diagnósticos de pós-ocupação e relatórios rápidos de impacto socioeconômico. Conclui-se que a convergência entre editais bem estruturados, capacitações metodológicas enxutas e soluções transversais voltadas às cadeias produtivas do agronegócio e ao valor ESG funciona como um motor indispensável para reter talentos, mitigar riscos de mercado e consolidar soluções que geram real valor socioeconômico para o desenvolvimento regional.
- Palavras-chave
- Empreendedorismo Inovador, Goyaz Habitat Rural, Sustentabilidade ESG, Edital PIEMP, Tecnologia Social
ST04-08ST 4 Aproveitamento Integral da Semente de Cupuaçu: Estado da Arte em Inovação Tecnológica e Sustentabilidade na Bioeconomia Agroindustrial 15/10 · 20h10 · Sala 100Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 4 · O Mundo do Trabalho: Organização, Sustentabilidade, Inovação e Tecnologia
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h10
- Local
- Sala 100 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- DEBORA RAQUEL COSTA CAMPOS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Hélcia Daniel da Silva; Iram Leandro da Silva; Marcos Ferreira de Magalhães
Resumo
A bioeconomia circular tem se consolidado como estratégia para a valorização de resíduos agroindustriais, especialmente na Amazônia, ao promover o aproveitamento de matérias-primas e a geração de produtos de maior valor agregado. Nesse contexto, a semente de cupuaçu (Theobroma grandiflorum), que representa aproximadamente 20% do fruto, permanece subaproveitada, embora apresente composição e características tecnológicas de interesse. O crescente número de estudos relacionadas ao seu aproveitamento evidencia seu potencial para aplicações alimentícias e funcionais. O presente estudo tem como objetivo analisar o estado da arte das tecnologias de aproveitamento integral da semente de cupuaçu, evidenciando seu potencial de inovação e sustentabilidade na bioeconomia agroindustrial. Foi realizada uma revisão de literatura, abrangendo apenas artigos científicos publicados em português, inglês e espanhol, mediante consulta às bases Google Acadêmico, SciELO e Science Direct, abrangendo o período de 2021 a 2026. Foram selecionados estudos sobre composição, processamento e aplicações tecnológicas da semente de cupuaçu, com ênfase em pesquisas nacionais e no contexto amazônico. Os estudos relatados demonstraram que as sementes de cupuaçu apresentam potencial de aproveitamento em diferentes níveis da cadeia tecnológica, desde a estabilização por secagem até a obtenção de compostos bioativos, óleo microencapsulado e ingredientes para formulações alimentícias. A aplicação de tecnologias consideradas mais sustentáveis, como extração assistida por micro-ondas e alta pressão/temperatura, amplia a eficiência de recuperação de compostos de interesse, enquanto a incorporação da semente em produtos de panificação evidencia sua viabilidade como ingrediente de maior valor agregado. Destaca-se, também, a incorporação da semente em produtos alimentícios, como pasta de castanha de caju, que reforça seu potencial como ingrediente para produtos de maior valor agregado. Assim, o aproveitamento integral das sementes contribui para a valorização de um subproduto agroindustrial e para estratégias de bioeconomia circular na cadeia do cupuaçu. Conclui-se que a semente de cupuaçu representa um recurso estratégico e ainda subaproveitado, cujo desenvolvimento tecnológico pode ampliar a geração de trabalho e renda na cadeia agroindustrial amazônica, consolidando-se como um vetor concreto de inovação e sustentabilidade na bioeconomia.
- Palavras-chave
- Cupuaçu, Aproveitamento Integral, Bioeconomia, Inovação Tecnológica, Sustentabilidade
ST04-10ST 4 INICIAÇÃO CIENTÍFICA E FORMAÇÃO ACADÊMICA: INTEGRAÇÃO DISCENTE AO PIP/UFG EM PESQUISA SOBRE SINDICALISMO EM GOIÁS 15/10 · 20h20 · Sala 100Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 4 · O Mundo do Trabalho: Organização, Sustentabilidade, Inovação e Tecnologia
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h20
- Local
- Sala 100 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- WANDERLY NETO FAVORITO CARVALHO
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Hélcia Daniel da Silva; Iram Leandro da Silva; Marcos Ferreira de Magalhães
Resumo
O presente trabalho vincula-se ao projeto de iniciação científica “As organizações sindicais do estado de Goiás: passado e presente”, desenvolvido no âmbito do PIP/UFG. A pesquisa tem como eixo geral o estudo das lutas dos trabalhadores e das formas pelas quais os movimentos sindicais contribuíram e contribuem para transformações sociais, políticas e históricas. No caso de Goiás, a formação e a trajetória sindical relacionam-se ao contexto histórico-social do estado, às condições de precariedade das relações de trabalho e às formas de interferência e regulação do Estado (ARLINDO, 2019). Além da aproximação com o tema do sindicalismo, o processo de construção da pesquisa contribuiu para a inserção do discente em diferentes dimensões da vida acadêmica. A iniciação científica possibilitou o desenvolvimento do senso crítico, a aproximação com procedimentos de pesquisa e a preparação para futuras atividades acadêmicas, como participação em grupos de estudo, projetos de pesquisa e elaboração do trabalho de conclusão de curso. Nesse percurso, foram utilizados um diário de pesquisa e um instrumental de pesquisa. O diário registrou descobertas, dúvidas, decisões metodológicas, orientações recebidas e dificuldades encontradas. O instrumental auxiliou na organização das principais dimensões do estudo sobre sindicalismo. Nessa perspectiva, o objetivo principal deste trabalho é analisar as experiências proporcionadas pela iniciação científica e sua contribuição para a formação acadêmica do discente. Como objetivos específicos, buscou-se identificar os principais aprendizados obtidos durante a participação no PIP/UFG, compreender como o diário de pesquisa registrou dúvidas, dificuldades e avanços, e analisar como o instrumental auxiliou na organização do estudo sobre sindicalismo. A metodologia adotada foi qualitativa e exploratória, baseada na análise do diário de pesquisa e do instrumental elaborado durante o processo de iniciação científica. Como resultados parciais, observou-se que a participação no PIP/UFG favoreceu a apropriação inicial de procedimentos de pesquisa, o desenvolvimento da escrita acadêmica, a organização dos estudos e a compreensão preliminar do sindicalismo como objeto de investigação. Conclui-se que a participação no PIP/UFG contribuiu para a integração do discente ao meio acadêmico e para sua formação investigativa, preparando-o para futuras pesquisas científicas.
- Palavras-chave
- Iniciação científica, Formação acadêmica, Sindicalismo, Diário de pesquisa, PIP/UFG
Habitar, Memória e Justiça Territorial: Perspectivas Críticas e Políticas Públicas sobre o Espaço Rural no Brasil
16/10 · Sala 100
ST05-01ST 5 O auto-reconhecimento e o “reconhecimeto pela comunidade” 16/10 · 18h50 · Sala 100Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 5 · Habitar, Memória e Justiça Territorial: Perspectivas Críticas e Políticas Públicas sobre o Espaço Rural no Brasil
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 18h50
- Local
- Sala 100 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- VERONICA MODESTO SANTOS GUIMARAES
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Luciana Helena Alves da Silva; Karla Emmanuela Ribeiro Hora
Resumo
Depois que o território é finalmente reconhecido — após muita luta —, começa o processo de autorreconhecimento do restante da comunidade e daqueles que, por algum motivo, precisaram sair dali para tentar uma ''vida melhor''. Nem todos se consideram quilombolas de imediato; quando querem descobrir suas origens, buscam o resgate de seus antepassados na comunidade. O processo de reconhecimento pela comunidade quilombola fica sob a responsabilidade das lideranças, que são selecionadas, em geral, pelo papel desempenhado na comunidade e o quanto conhecem sobre sua história, além das eleições para a diretoria das associações. Algumas pessoas têm dificuldades de se aceitarem como quilombolas, enquanto outras tentam o reconhecimento apenas para obter vantagens, sem ter nenhum vínculo. A função das lideranças, em parte, é evitar essas situações e defender seu povo. Para que reconheçam uma pessoa, perguntam de quem é filho e, geralmente, pedem que montem sua árvore genealógica. As metodologias utilizadas para a realização se basearam em referências bibliograficas, estudo de campo e observação participante, os objetivos eram entender o processo de reconhecimento, ouvir sobre fraudes e relatar experiencias. E o resultado final deste trabalho consistiu na produção de um audiocast reunindo relatos de quilombolas Kalungas. No material, os entrevistados relembram suas vivências de infância atreladas ao termo "Kalungueiros'' e descrevem os desafios e as realidades da vida após saírem do território.
- Palavras-chave
- Identidade, Quilombola, Auto-reconhecimento
ST05-02ST 5 Calibração de Limites na Normalização Min-Max: Nota Metodológica para a Construção do Índice de Vulnerabilidade de Saneamento (IVS) em Moçambique 16/10 · 19h00 · Sala 100Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 5 · Habitar, Memória e Justiça Territorial: Perspectivas Críticas e Políticas Públicas sobre o Espaço Rural no Brasil
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h00
- Local
- Sala 100 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ADÁGIO BENJAMIM MÁRIO ARAMADINA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Luciana Helena Alves da Silva; Karla Emmanuela Ribeiro Hora
Resumo
A construção de índices compostos de vulnerabilidade em saneamento requer escolhas metodológicas rigorosas, pois a normalização, a ponderação e a agregação condicionam a comparabilidade e a interpretação dos resultados. Este trabalho apresenta e avalia o papel crítico da calibração de limites máximos e mínimos na normalização min-max, técnica adotada na construção do Índice de Vulnerabilidade de Saneamento (IVS-Moz) de Moçambique. Fundamentando-se nas diretrizes da OECD/JRC (2008) e em contribuições como o Índice de Pobreza Hídrica (SULLIVAN, 2002), o estudo considera a vulnerabilidade como fenômeno multidimensional, abrangendo Água, Saneamento, Higiene, condições Socioeconômicas e capacidade Institucional. A aplicação empírica aos dados das 11 províncias demonstra que a estratégia híbrida, combinando inspeção da distribuição, triagem de outliers por z-score, validação substantiva, metas setoriais e documentação dos limites, preserva a capacidade discriminatória do índice e reduz distorções provocadas por valores extremos. A escala de 0 a 1 favorece interpretação, auditoria e replicabilidade. Os indicadores normalizados são agregados por médias aritméticas dentro das dimensões e por soma linear ponderada no índice final, com pesos iguais de 0,2, escolha adequada diante da ausência de consenso sobre uma hierarquia causal entre os componentes. Os resultados territoriais produzem ranking consistente, com Cabo Delgado no nível máximo de vulnerabilidade (IVS-Moz = 1,000), Niassa em 0,938 e Maputo Cidade em 0,000; a média nacional de 0,659 situa o país na faixa Alta, e oito províncias permanecem acima do limiar de 0,61. A decomposição do índice indica que a dimensão Institucional é frequentemente a mais crítica, revelando que o déficit de saneamento envolve capacidade de planejamento e financiamento, além da cobertura física. A análise de sensibilidade mostra que uma alteração moderada dos pesos, com maior ênfase em Água, modifica o escore de 0,466 para 0,472 no cenário ilustrativo, diferença de apenas 0,006. A comparação com o contexto escolar, baseado em 13.022 escolas, evidencia vulnerabilidade superior à domiciliar nas províncias observadas. Conclui-se que limites calibrados, pesos transparentes, testes de sensibilidade e desagregação dimensional tornam o IVS-Moz tecnicamente defensável e operacionalmente útil para o planejamento territorial, a priorização de investimentos e o monitoramento das políticas públicas de saneamento em Moçambique.
- Palavras-chave
- Índices compostos, vulnerabilidade sanitária, ; normalização min-max, IVS-Moz
Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
15/10 · Sala 99 · Grupo A / 16/10 · Sala 99 · Grupo B
ST06-01Grupo A ENTRE LÍNGUAS E SABERES: PRÁTICAS DE INCLUSÃO NO RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO DO CAMPUS GOIÁS. 15/10 · 18h50 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (A) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 18h50
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MARÍLIA RESENDE CAMARGO
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
Este trabalho apresenta as ações e os resultados desenvolvidos no âmbito do projeto de iniciação científica focado na proposta e implementação sociolinguística e cultural de alimentos tradicionais de povos originários no Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Câmpus Goiás. O objetivo central do estudo é criar caminhos institucionais para valorizar a diversidade cultural e promover a inclusão de estudantes indígenas por meio da alimentação. Para tanto, a metodologia adotada consistiu na realização de um ciclo de oficinas de vivências e receitas em diálogo direto com lideranças e famílias das etnias A'uwē Uptabi/Xavante e Karajá. A última etapa prática envolveu a execução da Oficina de Vivência e Receita Indígena A'uwē Uptabi, coordenada por mulheres indígenas, na qual foi elaborada a receita tradicional Tsadai'ré — prato à base de arroz pilado dedicado aos anciãos. O modo de preparo ancestral, que envolve o uso de pilão, folhas de bananeira e fogueira com terra de cupinzeiro, foi acompanhado por registros audiovisuais, fotográficos e anotações de inventário cultural, englobando músicas e corporeidades do ato coletivo de cozinhar. Como resultado prático, discutiu-se a necessidade de adaptação técnica e pedagógica das receitas convencionais para que atendam às normas de segurança sanitária do RU sem perder o valor simbólico e o protagonismo indígena. Propõe-se a inserção de cardápios temáticos bilíngues em datas especiais, o fortalecimento da logística de insumos via agricultura familiar indígena e a incorporação desse debate no projeto pedagógico institucional de forma interdisciplinar. Conclui-se que o compartilhamento comunitário do alimento na universidade atua como instrumento de resistência, aproximação intercultural e descolonização dos saberes acadêmicos.
- Palavras-chave
- Inclusão indígena, diversidade linguística, permanência estudantil, interculturalidade, Cultura A'uwē Uptabi
ST06-02Grupo A A TELEVISÃO COMO ATOR FOMENTADOR DE POLÍTICAS PÚBLICAS: Um estudo de caso múltiplo sobre a influência de Novelas no cenário jurídico brasileiro 15/10 · 19h00 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (A) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h00
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ERCILON RIBEIRO DA SILVA FILHO
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
O presente trabalho investiga a televisão brasileira, especialmente as telenovelas, como possível ator fomentador de políticas públicas e de transformações no ordenamento jurídico brasileiro. Parte-se da compreensão de que a televisão, consolidada como um dos principais meios de comunicação de massa do país, ultrapassa a função de entretenimento e participa da construção da identidade cultural, da formação da opinião pública e da discussão de problemas sociais. Nesse contexto, as telenovelas destacam-se pela capacidade de representar situações cotidianas e questões sociais relevantes por meio de suas tramas principais e, sobretudo, de seus núcleos paralelos. Entre os recursos utilizados pela teledramaturgia, encontra-se o merchandising social, compreendido como a inserção de temas de interesse público, como saúde, violência, cidadania e direitos sociais, no desenvolvimento das narrativas ficcionais. O problema central da pesquisa consiste em verificar se esses merchandisings sociais podem ser considerados atores fomentadores da construção do ordenamento jurídico nacional e em que medida as legislações criadas ou fortalecidas em decorrência da mobilização social efetivamente atenderam às necessidades das populações retratadas. O objetivo geral é analisar o impacto normativo dos merchandisings sociais presentes em novelas brasileiras, investigando de que maneira essas produções influenciaram a criação ou o fortalecimento de legislações e políticas públicas e em que medida tais normas responderam às demandas sociais representadas nas tramas. Para isso, a pesquisa pretende contextualizar historicamente o papel da televisão e das novelas como instrumentos de comunicação de massa, examinar o merchandising social enquanto estratégia de mobilização da opinião pública e analisar casos emblemáticos de repercussão social e normativa. Entre os casos selecionados estão Laços de Família (2000), cuja abordagem da leucemia e da doação de medula óssea é relacionada ao fortalecimento do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME); Mulheres Apaixonadas (2003), especialmente pela representação da violência contra pessoas idosas e sua relação com os debates que culminaram no Estatuto do Idoso; e Vale Tudo (2025), cuja abordagem da pensão alimentícia gerou repercussão e aumento das buscas por informações jurídicas relacionadas ao tema.
- Palavras-chave
- novelas brasileiras, direito constitucional, políticas públicas
ST06-03Grupo A Entre Berços e a Faculdade: os desafios da permanência da mãe estudante na UFG – Campus Cidade de Goiás 15/10 · 19h10 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (A) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h10
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LARISSA FERREIRA RODRIGUES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
A entrada das mulheres no ensino superior ampliou horizontes, mas, quando a maternidade chega durante a graduação, a trajetória se torna muito mais íngreme. Ser mãe e estudar simultaneamente é um desafio que vai muito além da gestão do tempo: é enfrentar estruturas que historicamente não foram projetadas para acolher quem também exerce o cuidado. Este trabalho discute os obstáculos vividos pelas mães estudantes na Universidade Federal de Goiás (UFG) — Campus Cidade de Goiás, trazendo à luz uma realidade presente, mas ainda pouco visibilizada no campus. Os desafios se desdobram em várias frentes. Primeiro, a precariedade econômica: muitas estudantes-mães conciliam os estudos com a responsabilidade de manter o lar e criar os filhos, sem contar com uma rede de apoio familiar ou financeira suficiente. A assistência estudantil existe — como isenção no restaurante universitário, bolsas de alimentação e moradia —, mas nem sempre chega a tempo ou em valor suficiente. Segundo, a ausência de infraestrutura adequada: não há espaço exclusivo para amamentação, troca de fraldas ou permanência de crianças no ambiente acadêmico. Não há creche universitária próxima e a falta de políticas de flexibilização de frequência e prazos torna a evasão uma ameaça constante. Terceiro, o peso emocional e o sentimento de culpa: dividir-se entre provas, trabalhos, estágios e o cuidado com o filho gera exaustão física e psicológica. A legislação ampara a estudante gestante com direito a exercícios domiciliares e reposição de atividades, mas, na prática, muitos desconhecem esses direitos ou enfrentam resistência para que sejam efetivados. Conclui-se que a permanência da mãe estudante não pode depender apenas de esforço individual. É preciso reconhecer a maternidade como uma questão política e estrutural: implementar creche/cuidoteca no campus, ampliar os auxílios, criar espaços de cuidado e garantir políticas claras de flexibilização acadêmica. A UFG, como instituição pública e democrática, deve acolher essas estudantes não como casos excepcionais, mas como sujeitas de direito — pois formar essas mulheres é também fortalecer a sociedade que elas ajudam a construir.
- Palavras-chave
- Maternidade educação, Direitos humanos, Permanência estudantil
ST06-04Grupo A O ACESSO À LITERATURA NA EDUCAÇÃO DE SURDOS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A PROMOÇÃO DA ACESSIBILIDADE. 15/10 · 19h20 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (A) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h20
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- GUILHERME HENRIQUE DOS SANTOS SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
O acesso à literatura pela comunidade surda tem sido cada vez mais discutido como um direito linguístico, cultural e educacional. Embora a Língua Brasileira de Sinais (Libras) tenha sido reconhecida como meio legal de comunicação e expressão pela Lei nº 10.436/2002, ainda são poucos os materiais literários disponíveis nessa língua, o que limita o acesso dos surdos às obras literárias e às experiências proporcionadas pela leitura. Considerando que a literatura é um importante instrumento para a formação crítica, o fortalecimento da identidade cultural e a efetivação dos direitos linguísticos, este trabalho tem como objetivo analisar a importância do acesso à literatura para a comunidade surda, destacando sua contribuição para o letramento literário, a valorização da cultura surda e a garantia dos direitos linguísticos. A metodologia utilizada consiste em pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, fundamentada em estudos sobre direitos linguísticos, Literatura Surda, educação de surdos e letramento literário. Para o desenvolvimento da pesquisa, foram analisadas a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos (UNESCO, 1996), a Lei nº 10.436/2002, que reconhece a Libras como meio legal de comunicação e expressão, a obra Educação de Surdos: a aquisição da linguagem (QUADROS, 2004), os estudos de Literatura Surda (KARNOPP, 2006), a obra Qual política linguística? Desafios glotopolíticos contemporâneos (LAGARES, 2018) e as contribuições de A Literatura Infantil na Escola (ZILBERMAN, 1994) e Literatura Infantil Brasileira: uma nova/outra história (ZILBERMAN, 2015), que discutem a literatura como elemento de formação humana, cultural e crítica. Os resultados apontam que o acesso à literatura em Libras favorece o desenvolvimento da compreensão leitora, da reflexão crítica, da identidade cultural e do sentimento de pertencimento. Nessa perspectiva, a Literatura Surda, definida por Karnopp (2006) como a produção de textos sinalizados que representam a cultura e as experiências da comunidade surda, contribui para a valorização da Libras e para a formação de leitores mais autônomos. Assim, conclui-se que ampliar a oferta de obras literárias em Libras constitui uma medida essencial para a efetivação dos direitos linguísticos, culturais e educacionais da comunidade surda, fortalecendo sua inclusão, participação social e valorização cultural.
- Palavras-chave
- Direitos Línguísticos., Letramento Literário., Literatura.
ST06-05Grupo A Brincar, inclusão e cidadania: uma experiência educativa com crianças no CRAS 15/10 · 19h30 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (A) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h30
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MARCELLE VITÓRIA ÁZARA BORGES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
Relata-se a experiência da oficina realizada em abril de 2026, pelas discentes Marcelle Vitória Ázara Borges e Júlia Rodrigues Tomé da Cruz com o apoio das demais discentes da disciplina “Projeto Integrado de Extensão III”, do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Goiás (UFG), realizada no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade de Goiás, GO. A atividade teve como objetivo proporcionar momentos de aprendizagem por meio do brincar e da reutilização de materiais. Desde o planejamento, buscou-se pensar em atividades que possibilitasse a inclusão de todas as crianças, considerando suas diferentes habilidades, ritmos e formas de se expressar. A oficina foi realizada em dois momentos. No primeiro momento, as crianças interagiram no contato com “o jogo da velha” produzido com papelão e barbante, além de um pião feito com CD reutilizado, bolinha de gude e tampinha. As crianças tiveram a oportunidade de decorar e personalizar os materiais, utilizando a criatividade. Por serem propostas realizadas de forma coletiva, as crianças puderam colaborar umas com as outras e participar de acordo com suas potencialidades, valorizando o respeito e a participação de todos. No segundo momento, foi proposto uma brincadeira chamada “telefone sem fio” com copos descartáveis e barbante. A atividade possibilitou momentos de interação entre as crianças e favoreceu o desenvolvimento da linguagem oral, da escuta e da expressão verbal. As oficinas proporcionaram experiências de aprendizagem de forma lúdica e participativa, mostrando que materiais reutilizáveis podem se tornar recursos educativos. Além disso, as atividades possibilitaram reflexões sobre a importância de construir práticas que considerem as diferenças presentes entre as crianças e garantam oportunidades de participação para todos. Como resultado, foi possível observar o interesse e o envolvimento das crianças durante as propostas, assim como o desenvolvimento de aspectos cognitivos, motores, sociais e afetivos. Conclui-se que pensar em atividades que valorizem o brincar, a inclusão e a participação contribui para a construção de experiências mais acolhedoras e significativas, fortalecendo valores como respeito, cooperação, educação ambiental, convivência e a formação cidadã para todos os envolvidos, sejam as crianças atendidas, seja para as discentes envolvidas.
- Palavras-chave
- Inclusão, Cidadania, Brincar., Educação Ambiental, Materiais reutilizáveis.
ST06-06Grupo A Fortalecimento da Agricultura Familiar em Itapuranga-GO: Estrategias de Divulgação e Valorização da Feira do Produtor Rural 15/10 · 19h40 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (A) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h40
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- BRUNA SILVA VIEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
TÍTULO: FORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR DE ITAPURANGA-GO: ESTRATÉGIAS DE DIVULGAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA FEIRA DO PRODUTOR RURAL RESUMO: A agricultura familiar desempenha papel fundamental no desenvolvimento econômico, social e cultural dos municípios brasileiros, contribuindo para a produção de alimentos, a geração de renda e a preservação dos saberes tradicionais do campo. Nesse contexto, a Feira da Agricultura Familiar de Itapuranga-GO constitui um importante espaço de comercialização, convivência comunitária e valorização da produção rural local. O presente trabalho apresenta os resultados de uma ação extensionista desenvolvida no âmbito da Atividade Curricular de Extensão (ACEx) da disciplina Vivência em Direitos Humanos e Sistemas de Justiça, do curso de Direito da Universidade Federal de Goiás. O objetivo do projeto foi fortalecer a visibilidade da feira por meio de estratégias de comunicação comunitária, contribuindo para a valorização dos agricultores familiares e para a ampliação do diálogo entre universidade e comunidade. Para tanto, adotou-se uma abordagem participativa, que envolveu visitas à feira, observação de sua dinâmica e diálogos com agricultores, representantes do poder público municipal e demais atores envolvidos em seu funcionamento. A partir dessas interações, foram identificadas demandas e potencialidades que subsidiaram o desenvolvimento das ações propostas. Entre as atividades realizadas, destacam-se a produção e publicação de conteúdos para o perfil oficial da feira no Instagram, contribuindo tanto para a ampliação de sua visibilidade quanto para o acesso dos agricultores a informações sobre políticas públicas e ações municipais voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar. Além disso, realizamos um debate na rádio local sobre o papel das mulheres na agricultura familiar, com a presença da presidente da Central de Associações Rurais de Itapuranga. As ações contribuíram para ampliar a visibilidade da feira, fortalecer a valorização dos agricultores familiares e estimular reflexões sobre a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento local. PALAVRAS-CHAVE: Feira de Itapuranga; Redes Sociais; Engajamento Local, Divulgação Digital.
- Palavras-chave
- Feira de Itapuranga, Redes Sociais, Engajamento local, Divulgação Digital
ST06-07Grupo A Análise da Sobrecarga Materna e TEA na Idade Escolar: Qualidade de Vida e Suporte Familiar como pauta de Direitos Humanos 15/10 · 19h50 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (A) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h50
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- PAULO CESAR SOARES DE OLIVEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
A presente pesquisa, de cunho bibliográfico, analisa a sobrecarga e o desgaste psicoemocional vivenciados por familiares de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na fase escolar. Nesta etapa da vida, estudantes com comprometimento no neurodesenvolvimento exigem uma demanda exaustiva de cuidados para seu pleno desenvolvimento biopsicossocial. São árduas rotinas de consultas, terapias multidisciplinares e demandas educacionais, como reforço escolar e Atendimento Educacional Especializado (AEE), além de atividades lúdicas e físicas complementares. Tal demanda produz elevado estresse parental que recai, predominantemente, sobre a mãe do estudante neurodivergente. Diante disso, o estudo problematiza a relação entre família e escola no contexto do cuidado familiar como uma questão central de direitos humanos, cidadania e justiça social. A pauta apoia-se na perspectiva da educação em direitos humanos como instrumento de emancipação e na necessidade de políticas sociais que reconheçam as vulnerabilidades inerentes ao cuidado para combater as desigualdades estruturais. Embora a legislação brasileira tenha avançado significativamente na visibilidade e na garantia de acessibilidade da pessoa com TEA, as políticas públicas ainda falham severamente no acolhimento ao núcleo familiar. A literatura atual evidencia que a sobrecarga rotineira, as batalhas diárias por direitos e a ausência de redes de apoio estruturadas afetam drasticamente a saúde mental e a qualidade de vida das mães, agravando o adoecimento familiar e impactando, por consequência, o próprio desenvolvimento do aluno. A premissa central é que uma sociedade democrática exige que a inclusão abrace não apenas o estudante, mas todo o seu ecossistema afetivo. Abordar este tema sob a ótica dos direitos humanos é exigir transformações sociais sob a máxima de precisar "cuidar de quem cuida". Conclui-se que a escola e o Atendimento Educacional Especializado-AEE devem se consolidar também como espaços efetivos de participação cidadã e de escuta ativa. Ao acolher as angústias das famílias e fomentar redes de apoio intersetoriais, a Educação Especial consolida práticas verdadeiramente equitativas, afirmando a qualidade de vida e a saúde mental das mães e cuidadores como um direito humano inalienável e fundamental para a construção de uma sociedade plenamente inclusiva.
- Palavras-chave
- Educação Inclusiva, Direitos Humanos, Sobrecarga Materna, Transtorno do Espectro Autista, Qualidade de Vida
ST06-08Grupo A INCLUSÃO EM GOIÁS, AÇÃO DISCENTE E ASPECTOS DE DESENVOLVIMENTO SÓCIO-EDUCACIONAIS NO PODER EXECUTIVO ESTADUAL 15/10 · 20h10 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (A) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h10
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- JOSE HENRIQUE GOUVEIA RAIMUNDO
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
O presente trabalho objetiva esboçar a particip(ação) do estudante estagiário na construção das políticas públicas para pessoas com deficiência em Goiás. A partir deste viés, apresentar contribuições acadêmicas e profissionais à formação discente. A metodologia é pautada pelo relato de experiência do discente do curso de Bacharelado em Ciências Sociais - Políticas Públicas da Universidade Federal de Goiás, enquanto exerce o papel de pesquisador-observante no estágio profissional na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Goiás. Em Goiás, de acordo com estudos do Instituto Mauro Borges (Macêdo; Lima, 2023), o número de pessoas com deficiência equivale a 8,5% da população. O que implica ação pública neste âmbito social que clama por atenção à garantia de direitos fundamentais, como postos no art. 5º da Constituição Federal e no Estatuto da Pessoa com Deficiência. Assim, vem a SEDS-GO, parte do Executivo estadual, para atender, entre outros setores públicos, à pessoas com deficiência(s). O poder Executivo, ainda que não disponha de todos os atributos como o Legislativo, é importante figura na manutenção das políticas a independer da oriunda área (Freitas, 2015). Logo, é seu papel também acurar-se sobre o atendimento das mais diversas demandas do referido setor. Deste modo, por via da Secretaria, fora possível o acesso à ações de formação e capacitação em políticas públicas e direitos humanos em eventos de cunho local e regional. Com isto, tornou-se possível participar de comitês de execução de políticas já implementadas, bem como participar da estruturação e do desenvolvimento de novas, como a política de Estado Plano Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o que fora imprescindível para a apreciação dos conteúdos da grade curricular, e também da boa execução programática das atividades na Secretaria. Assim sendo, o estágio se mostrou como uma atividade indispensável para colocar em prática as teorias acerca das políticas públicas da sala de aula. Como para Freire (2008), a construção do saber também se dá nas relações deste processo de construção. Isto em função do amplo aprendizado desde a participação em cursos, até a participação em comissões organizadoras de importantes eventos para a referida área em Goiás.
- Palavras-chave
- politicas publicas, formação, poder executivo estadual, pessoas com deficiência
ST06-09Grupo A Políticas de inclusão no ensino superior: a experiência da primeira estudante surda da UFG – Campus Goiás 15/10 · 20h20 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (A) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h20
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- NAYARA BENTO DA SILVA QUEIROZ
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
A educação inclusiva não se limita ao acesso. Para que ela aconteça de fato, é preciso garantir condições de permanência e participação. Ball (2001) destaca que as políticas públicas são recontextualizadas no cotidiano das instituições, enquanto Mantoan (2003) e Sassaki (2009) defendem que a inclusão requer mudanças nas práticas e na organização educacional. No caso da surdez, Skliar (1998) e Quadros (2019) ressaltam a importância de reconhecer as especificidades linguísticas e culturais dos sujeitos surdos. Este trabalho tem como objetivo compreender como a implementação das políticas de inclusão é vivenciada pela primeira estudante surda da Universidade Federal de Goiás – Campus Goiás. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, desenvolvido por meio de revisão bibliográfica e entrevista semiestruturada. A entrevista foi analisada a partir das percepções da participante sobre sua experiência acadêmica, considerando aspectos relacionados à acessibilidade, às relações sociais, às barreiras linguísticas e às práticas pedagógicas. A estudante destaca a atuação das tradutoras e intérpretes de Libras, das bolsistas de apoio e a aproximação de colegas interessados em aprender a língua de sinais como aspectos que favorecem sua experiência na universidade. Também relata sentir-se sozinha por ser a única estudante surda do campus e enfrentar desafios relacionados ao aprendizado do Português como segunda língua. As metodologias predominantemente expositivas utilizadas em algumas disciplinas são apontadas como uma dificuldade, enquanto recursos visuais e atividades mais dinâmicas são percebidos como facilitadores da compreensão dos conteúdos. A experiência relatada mostra que os recursos e serviços de acessibilidade são importantes para a participação acadêmica, mas não respondem, isoladamente, a todas as necessidades de inclusão. Sem pretender generalizar a experiência para toda a instituição, o estudo contribui para a reflexão sobre as condições de permanência e participação de estudantes surdos no ensino superior, destacando a importância de práticas pedagógicas acessíveis e de ações institucionais voltadas à inclusão.
- Palavras-chave
- Educação Inclusiva, Surdez, Ensino Superior, Políticas públicas
ST06-10Grupo A A Gestão da Educação Especial Inclusiva como Efetivação dos Direitos Humanos: Diretrizes, Intersetorialidade e Equidade 15/10 · 20h30 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (A) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h30
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- FELIPE GABRIEL ALVES MARTINS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
O presente trabalho analisa as diretrizes contemporâneas de gestão para a consolidação da Educação Especial Inclusiva no Brasil, compreendendo o acesso, a permanência e a aprendizagem de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação como direitos fundamentais incondicionais. A partir das diretrizes da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC), o estudo fundamenta-se no modelo social da deficiência e no paradigma anticapacitista, superando abordagens biomédicas e assistencialistas ao deslocar a responsabilidade da adaptação individual para a eliminação das barreiras arquitetônicas, atitudinais, pedagógicas e comunicacionais existentes nos sistemas de ensino. Trata-se de uma pesquisa de caráter teórico-documental que investiga os marcos legais vigentes, com destaque para a Lei Brasileira de Inclusão, a instituição do Sistema Nacional de Educação e a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva. A análise evidencia que a efetivação do direito à educação inclusiva pressupõe a superação do ato meramente formal de matrícula, exigindo a estruturação articulada de dimensões estratégicas de gestão: o fortalecimento do regime de colaboração federativa; o planejamento orçamentário com equidade (potencializado pela dupla matrícula no Fundeb e programas como o PDDE Equidade); a formação continuada em serviço; a ampliação das Salas de Recursos Multifuncionais; a institucionalização do Estudo de Caso como procedimento pedagógico autônomo (não condicionado a laudos médicos); e a consolidação de redes intersetoriais com as áreas de saúde e assistência social. Conclui-se que a gestão inclusiva opera como instrumento crucial de transformação social e redução de disparidades regionais, assegurando a cidadania plena e a justiça cognitiva no cotidiano escolar.
- Palavras-chave
- Educação Especial Inclusiva, Direitos Humanos, Gestão Educacional, Modelo Social da Deficiência, Equidade
ST06-11Grupo A VOZES DA PERMANÊNCIA: CONSTRUÇÃO DEMOCRÁTICA DA ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL NO CAMPUS CIDADE DE GOIÁS 15/10 · 20h40 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (A) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h40
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MAIARA BATISTA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
A democratização do acesso ao Ensino Superior diversificou o perfil discente em aspectos sociais, culturais, econômicos e étnico-raciais. Esta pluralidade exige que a universidade saiba ouvir, acolher, apreender, debater e executar ações que garantam a permanência e o respeito às especificidades de cada sujeito nesse território. Os Fóruns de Assistência Estudantil surgem como importantes ferramentas de participação social para problematização acerca das condições de permanência estudantil destes múltiplos sujeitos e fomentem o protagonismo discente na formulação e na avaliação das ações e diretrizes da Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES). Reconhecendo o potencial destes espaços, a Coordenação de Assuntos Estudantis (CAE) juntamente ao movimento estudantil do Campus Cidade de Goiás promoveram dois fóruns: o I Fórum de Assuntos Estudantis do Câmpus Goiás, com o tema “Territorializar: o desafio de ser e permanecer na universidade”, e o I Fórum Intercultural de Assistência Estudantil: perspectivas dos povos do campo, das águas e das florestas. Os eventos ocorreram nos dias 22 e 23 de maio de 2026. No primeiro dia houve os debates em grupos temáticos sobre cultura, saúde e bem-estar estudantil; grupos de atendimento prioritário e os Serviços e Programas da Assistência Estudantil. No segundo dia o enfoque foi a reflexão sobre as particularidades da permanência para os povos dos campos, das águas e das florestas, a partir de roda de conversa constituída por estudantes e egressos/as da UFG oriundos/as de territórios indígenas, quilombolas, de agricultura tradicional e de áreas da Reforma Agrária. Além disso, a comissão organizadora preocupou-se na garantia de uma programação que valorizasse à dimensão cultural e resgatasse o legado dos movimentos sociais na discussão da democratização da universidade. Assim, houve apresentação de grupo de capoeira, exposição de fotografia denominada “Quem sou eu?”, com autoria de discente, e o uso de outras metodologias que objetivaram a participação dos/as estudantes como painéis interativos, partilha de lanche coletivo e criação de Espaço Ciranda, para acolhimento das crianças participantes dos eventos. Os eventos tiveram expressiva adesão dos/as estudantes possibilitando rico espaço de troca de saberes e levantamento das principais demandas do cotidiano dos/as estudantes do Campus. Estas reflexões subsidiarão a elaboração do documento final dos eventos que contribuirão no planejamento das ações da CAE.
- Palavras-chave
- Assistência estudantil, Participação social, Democratização, Movimento estudantil, Serviço Social
ST06-12Grupo A Entre o Saber Jurídico e a Luta Popular: a Educação Jurídica Popular na Defesa de Direitos Humanos 15/10 · 20h50 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (A) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h50
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- AMANDA PEREIRA SOUZA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
Tradicionalmente, o acesso ao conhecimento jurídico encontra-se concentrado entre aqueles que possuem formação na área, o que pode dificultar o reconhecimento e a reivindicação de direitos pela população. Nesse sentido, a educação jurídica popular, ao utilizar uma linguagem acessível, busca aproximar o Direito da realidade social, possibilitando que sujeitos sem formação jurídica compreendam seus direitos, onde estão assegurados, como reivindicá-los e quais mecanismos podem ser utilizados diante de sua violação. Assim, o Direito deixa de ser percebido apenas como conhecimento técnico restrito aos profissionais da área e passa a constituir ferramenta de participação social e exercício da cidadania. A partir dessa perspectiva, o curso “Educação Jurídica Popular com Defensores e Defensoras de Direitos Humanos em Goiás”, vinculado à Cerrado Assessoria Jurídica Popular e realizado por meio do projeto Fundo Brasil de Direitos Humanos, constitui experiência formativa que articula conhecimento jurídico e proteção de agentes populares. Sob a perspectiva da educação popular, o curso pode ser compreendido como prática dialógica e emancipadora, na qual o conhecimento é construído coletivamente. Os encontros, ao abordarem a criminalização da luta popular, ameaças e estratégias de proteção, partem das vivências dos defensores e defensoras, promovendo o diálogo entre saber popular e conhecimento técnico-jurídico. A metodologia da pesquisa é qualitativa, de caráter bibliográfico, fundamentada na análise de artigos científicos, teses e demais produções acadêmicas sobre educação jurídica popular. Também é analisada a experiência formativa do curso, buscando compreender como a aproximação entre conhecimento jurídico e saberes dos participantes contribui para o fortalecimento da participação social e da defesa de direitos. Como resultado parcial, a análise indica que a educação jurídica popular constitui importante instrumento de aproximação entre o Direito e sujeitos que historicamente enfrentam dificuldades de acesso ao conhecimento jurídico. A experiência evidencia a relevância de processos formativos que valorizem as vivências dos defensores e defensoras de direitos humanos, articulando saberes populares e técnicos de forma horizontal e crítica. Dessa forma, destaca-se a importância do fortalecimento da educação jurídica popular e de sua articulação com políticas públicas de proteção.
- Palavras-chave
- Educação Jurídica Popular, Educação Popular, Direitos Humanos, Cidadania
ST06-13Grupo B Atenção psicossocial e cuidado ampliado a mães e familiares de vítima de violência de Estado: Experiência de extensão na pós-graduação da UFBA 16/10 · 18h50 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (B) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 18h50
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MAGALI DA SILVA ALMEIDA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
O projeto de extensão ora apresentado foi contemplado no Edital Conjunto PROEXT-PG-UFBA nº 01/2024, financiado pela CAPES, e tem como objetivo promover a formação de trabalhadores(as) das políticas sociais e mobilizar as organizações dos movimentos sociais, especialmente do Movimento Negro e de Mulheres Negras, para o enfrentamento da violência letal de Estado contra a juventude negra. Essa realidade, a partir das lutas sociais de mães e familiares enlutados, tem demandado a formulação de políticas de promoção da igualdade racial e novas formas de cuidado e atenção psicossocial nos dispositivos de atendimento. Desenvolvido por meio de eventos, cursos e tecnologias da informação, como a criação de um site, o projeto visa qualificar a atenção psicossocial destinada às mães e aos familiares de vítimas da violência de Estado em Salvador e Feira de Santana, Bahia, com base no conceito de cuidado ampliado. A proposta dá continuidade à iniciativa desenvolvida pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), no âmbito do Programa Juventude Negra Viva, iniciada em 2023 e finalizada em 2026, através de termo de Execução Descentralizada. O projeto envolveu docentes, discentes e técnico da pós-graduação do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos da UFBA, em diálogo com instituições públicas e organizações da sociedade civil, buscando responder aos desafios da implementação de práticas antirracistas no enfrentamento à violência letal de Estado e ao racismo institucional contra a população negra. A violência letal de Estado produz impactos objetivos e subjetivos nas condições de saúde física e mental e nas condições de vida das mulheres negras e de suas famílias, cujo sofrimento não é reconhecido como “dor humana”, face ao constante e sistemático processo de desumanização promovido pelo colonialismo/imperialismo e seus efeitos contemporâneos. Os encontros formativos e as visitas técnicas evidenciaram a necessidade de processos de formação continuada para trabalhadores(as) da assistência social, saúde, educação e segurança pública, fundamentados na atenção psicossocial enquanto cuidado ampliado, interseccional e intersetorial. Apontaram, ainda, para a necessidade de estruturas de supervisão técnica das equipes responsáveis pelo atendimento às mães e aos familiares de vítimas da violência de Estado, considerando as demandas do Movimentos de Mães e Familiares enlutados.
- Palavras-chave
- formação continuada, mães e familiares enlutados, atenção psicossocial e cuidado ampliado, políticas públicas, antirracismo
ST06-14Grupo B VULNERABILIDADE SOCIAL E AMBIENTE DOMÉSTICO: EFEITOS DA VIOLÊNCIA FAMILIAR NO COMPORTAMENTO E NA APRENDIZAGEM DA CRIANÇA 16/10 · 19h00 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (B) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h00
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LUCAS MATEUS DE LIMA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
A violência contra crianças é um grave problema de saúde pública e direitos humanos, cujas consequências afetam diretamente o desenvolvimento físico, psicológico e social infantil (Rocha et al., 2024). Embora a família seja o primeiro grupo social e espaço primário de proteção, o ambiente doméstico converte-se frequentemente no principal local de agressões (Nascimento; Leite; Castro, 2022). O Artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece ser dever prioritário da família, da comunidade e do poder público assegurar a efetivação dos direitos fundamentais da infância. Dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) e da SPDM indicam que as denúncias de violência infantil subiram de 73.635 em 2020 para 165.413 em 2025, representando um crescimento superior a 120%. Essa problemática é agravada pela descontinuidade de ações governamentais (Lima et al., 2021). Relatórios do Atlas da Violência mostram que 66% dos casos concentram-se na faixa de 5 a 14 anos, enquanto o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o IBGE apontam altos índices de violência sexual praticada por familiares. No contexto educacional, tais vivências adversas resultam em prejuízos cognitivos, baixo rendimento escolar, evasão, problemas de conduta e dificuldades de socialização (Yazgan et al., 2021). Diante disso, o trabalho tem como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura sobre o impacto da violência familiar no comportamento e no desempenho escolar infantil. Caracterizada como um método racional e imparcial de integração de evidências (Roever, 2017), a pesquisa adotou um recorte temporal entre 2017 e 2026, com buscas nas bases SciELO e Google Acadêmico, aliada à Análise Exploratória de Dados (Lemos, 2022). Por fim, destaca-se que as políticas de enfrentamento da violência e da negligência infantil demandam ações intersetoriais contínuas e articuladas entre três eixos: educação, saúde e assistência social, de modo a romper ciclos históricos de vulnerabilidade. A escola assume papel principal na identificação precoce de sinais de violência e promoção de práticas pedagógicas inclusivas e na transformação social das vivências estudantis. Dessa forma, ao abranger conhecimento científico, políticas públicas e práticas educativas humanizadas, torna-se possível avançar na construção de ambientes seguros e equitativos, capazes de assegurar às crianças não apenas o seu direito à educação plena.
- Palavras-chave
- desenvolvimento infantil, proteção social, desempenho escolar
ST06-15Grupo B Geografia Escolar: Cidadania, espaço e inclusão social. 16/10 · 19h10 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (B) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h10
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- CARLOS ALEXANDRE PEREIRA FERNANDES
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
A Geografia Escolar desempenha papel essencial na formação de sujeitos críticos, capazes de compreender as dinâmicas espaciais, sociais e ambientais que estruturam a realidade. Nesse contexto, o presente trabalho discute como o ensino de Geografia pode contribuir para a construção da cidadania, da consciência socioespacial e da inclusão social, articulando conhecimentos científicos, experiências cotidianas e práticas pedagógicas comprometidas com a democratização do espaço. A proposta fundamenta-se na compreensão do espaço geográfico como produto das relações sociais e na valorização da diversidade como princípio educativo.A metodologia consiste em uma pesquisa de caráter bibliográfico e qualitativo, baseada na análise de referenciais sobre educação geográfica, inclusão e teoria histórico-cultural, bem como na sistematização de conceitos relacionados à formação cidadã, mobilidade, acessibilidade, participação social e leitura crítica do território. Também foram considerados os princípios presentes em documentos educacionais e estudos voltados ao ensino de Geografia. O conteúdo foi organizado de forma analítica, relacionando os fundamentos teóricos às possibilidades de aplicação na educação básica.Os resultados evidenciam que a Geografia Escolar favorece o desenvolvimento do pensamento crítico, da consciência territorial e do pertencimento ao espaço vivido. A abordagem integrada entre conceitos geográficos, práticas inclusivas e participação ativa amplia as possibilidades de aprendizagem, permitindo que os estudantes compreendam as desigualdades socioespaciais, reconheçam diferentes formas de exclusão e desenvolvam atitudes voltadas à transformação da realidade. Destacam-se, ainda, a importância da acessibilidade, da mobilidade urbana e do respeito às diferenças como elementos constitutivos de uma educação democrática e inclusiva.Conclui-se que o ensino de Geografia ultrapassa a transmissão de conteúdos ao promover a formação cidadã, o fortalecimento das relações sociais e a valorização da diversidade. Ao articular conhecimento científico, leitura crítica do espaço e práticas pedagógicas inclusivas, a disciplina contribui para a construção de uma sociedade mais justa, participativa e comprometida com os direitos coletivos.
- Palavras-chave
- Geografia Escolar, Cidadania, Políticas Públicas, Educação Inclusiva
ST06-16Grupo B Tecnologia, Diversidade e Acessibilidade no centro histórico da cidade de Goiás-GO: experiências da metodologia da Deriva e autoetnografia com PCDs 16/10 · 19h20 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (B) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h20
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MARCO AURÉLIO PEDROSA DE MELO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
O turismo, enquanto atividade socioeconômica de grande impacto, capaz de promover a valorização cultural, a geração de renda e o desenvolvimento local, deve ser acessível a todos. A acessibilidade, compreendida como a garantia do direito de ir e vir e da plena participação social para todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais ou cognitivas, representa um pilar fundamental para a construção de uma sociedade equitativa e inclusiva. Nos anos de 2024 e 2025, alguns estudantes PCD (Pessoas com Deficiência) de um curso superior público de Turismo na cidade de Goiás verificaram se o direito ao turismo inclusivo enfrenta desafios em locais que conjugam valor histórico e arquitetônico, como os centros históricos. Dentro de um curso de extensão sobre uso de tecnologias para levantamentos de opinião e consultoria, utilizando a pesquisa qualitativa, com uso do método da deriva e da autoetnografia, sendo uma pesquisa de observação participante exploratória. Nestes métodos os sentidos e o cognitivo estão associados com o espaço e tempo permitindo avaliar as relações entre os habitantes locais e seu cotidiano, sendo que pessoa que fala ou informa criando um imaginário analítico das realidades percebidas nas conversas e nas impressões dos objetos ou espaços. A falta de regulamentação específica não apenas impede a plena fruição desse direito por pessoas com deficiência, mas também priva os destinos turísticos de um mercado consumidor significativo e da oportunidade de construir uma imagem de acolhimento e responsabilidade social. Os resultados revelam cinco lacunas estruturais críticas: a ausência de regulamentação específica para o setor turístico; a invisibilidade de deficiências sensoriais e intelectuais nas normas; a falta de articulação entre as políticas de turismo e preservação do patrimônio; a subutilização de tecnologias assistivas; e a inexistência de mecanismos de monitoramento participativo. Conclui-se que, embora as leis federais garantam direitos fundamentais, as normas locais permanecem genéricas e desatualizadas, tratando a acessibilidade e o turismo como campos desconectados. A superação desse cenário exige uma revisão legislativa que incorpore a diversidade das deficiências e promova o uso de tecnologias digitais como ferramentas de inclusão, especialmente em patrimônios de sítios históricos e arqueológicos.
- Palavras-chave
- Turismo Acessível, Patrimônio Histórico em Goiás, Metodologia experimental, Legislação Turística, Pessoas Com Deficiência
ST06-17Grupo B A EXPERIÊNCIA DO GOVERNO MIRIM NA ESCOLA PLURICULTURAL ODÉ KAYODÊ 16/10 · 19h30 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (B) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h30
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ADRIANA FERREIRA REBOUCAS CAMPELO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
Este relato de experiência analisa o Governo Mirim da Escola Pluricultural Odé Kayodê (Cidade de Goiás–GO) como expressão de uma didática da participação e do protagonismo infantil. A investigação justifica-se pela necessidade de consolidação de práticas pedagógicas e de gestão democrática que reconheçam as crianças como sujeitos de direitos e agentes ativos da vida comunitária. O estudo teve como objetivo compreender de que maneira a experiência do Governo Mirim contribui para o desenvolvimento da autonomia, da corresponsabilidade e da cidadania desde a infância. A metodologia pautou-se na análise documental do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da referida instituição, que atende à Educação Infantil e aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Os resultados indicam que o Governo Mirim ultrapassa a mera representação estudantil formal, configurando-se como uma instância permanente e articulada às instâncias pedagógicas e administrativas. Sua estrutura interna compreende deputados eleitos por turma, presidência com paridade de gênero e ministérios temáticos (Educação, Ecologia, Arte e Ludicidade, e Cultura). O organograma institucional organiza-se em formato circular (em roda), fundamentado em pedagogias de matriz africana e na perspectiva cosmológica de Antônio Bispo dos Santos, o que favorece relações horizontais, de reciprocidade e de diálogo intergeracional. Conclui-se que o Governo Mirim constitui uma prática concreta de formação ética e política, evidenciando que a gestão democrática, vivenciada no cotidiano escolar, é um vetor indispensável para a formação humana integral e para o campo da Didática.
- Palavras-chave
- Gestão Democrática, Protagonismo infantil, Escola Pluricultural Odé Kayodê, Governo Mirim
ST06-18Grupo B Capacitismo algorítmico presente na inteligência artificial: entrave para a inclusão socioeducacional de pessoas com deficiência. 16/10 · 19h40 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (B) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h40
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ENRIQUE DUTRA SARMENTO MOTA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
O tema abordado nessa pesquisa é o capacitismo algorítmico presente na inteligência artificial e a maneira que ele configura-se como uma barreira para a inclusão socioeducacional de pessoas com deficiência. Tem o objetivo de discutir o impacto do preconceito algorítmico para a inserção de PCDs no meio educacional e social, com a perspectiva da inteligência artificial. A pesquisa adota o método dedutivo, também foram utilizadas as técnicas de pesquisa bibliográfica histórica e dialética, bem como a abordagem exploratória. A obra analisa como os vieses automatizados das inteligências artificiais invisibilizam identidades ou reproduzem estereótipos que inferiorizam pessoas com deficiência, constituindo assim um obstáculo à efetivação plena da cidadania e dos direitos humanos. No decorrer da pesquisa, nota-se que embora as IAs produzam conteúdos tecnicamente coerentes, há uma falha sistemática em reconhecer a deficiência como parte da diversidade humana, frequentemente omitindo elementos essenciais de acessibilidade. Constatou-se a ocorrência de microagressões digitais que "normalizam" as imagens para o padrão hegemônico, resultando em descrições imprecisas ou desumanizantes. Tais limitações impactam negativamente as práticas pedagógicas inclusivas e a eficácia de tecnologias assistivas, como a audiodescrição automatizada. Ao final, ressalta-se que o enfrentamento do capacitismo algorítmico exige a adoção de diretrizes éticas, o treinamento de modelos com dados que reflitam a diversidade real e a participação ativa de PcD no desenvolvimento das tecnologias. A relevância deste estudo reside em fomentar reflexões sobre o papel da ciência e das políticas públicas na garantia da dignidade humana frente aos desafios da era digital.
- Palavras-chave
- direitos humanos, inclusão socioeducacional, inteligência artificial, acessibilidade digital, capacitismo algorítmico
ST06-19Grupo B DO ACESSO À PERMANÊNCIA: ACESSIBILIDADE, AUTONOMIA E INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR 16/10 · 19h50 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (B) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h50
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- JORDHANA SOUSA COSTA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo analisar as experiências de estudantes com deficiência, ativos e egressos da Universidade Federal de Goiás (UFG) campus cidade de Goiás, a partir de entrevistas realizadas no âmbito de um projeto desenvolvido pelo Núcleo de Acessibilidade. A pesquisa parte da compreensão de que a inclusão no ensino superior não se limita à garantia do acesso à universidade, abrangendo também as condições necessárias para a permanência, participação e desenvolvimento acadêmico dos estudantes. Nesse sentido, busca-se compreender, por meio das narrativas dos participantes, as barreiras encontradas ao longo de suas trajetórias educacionais e acadêmicas, as estratégias utilizadas para enfrentá-las e as contribuições do Núcleo de Acessibilidade nesse percurso. As entrevistas constituem importante instrumento para dar visibilidade às experiências e perspectivas das próprias pessoas com deficiência, permitindo identificar diferentes formas de vivenciar a universidade e de construir trajetórias acadêmicas diante das barreiras existentes. A partir dos relatos, pretende-se discutir a acessibilidade como dimensão dos direitos humanos e do direito à educação, destacando a importância de políticas e práticas institucionais voltadas à inclusão e à permanência. O trabalho adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, tendo como fonte principal as entrevistas realizadas com estudantes e egressos atendidos pelo Núcleo de Acessibilidade. A análise das narrativas permitirá refletir sobre os desafios ainda presentes no ensino superior e sobre o papel das redes de apoio institucionais na construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e comprometida com a cidadania das pessoas com deficiência. Assim, o estudo busca contribuir para o debate acerca da inclusão no ensino superior, deslocando o olhar da deficiência como limitação individual para a identificação das barreiras sociais, institucionais e educacionais que interferem na experiência coletiva universitária.
- Palavras-chave
- Pessoas com deficiência, Acessibilidade;, Ensino superior;, Permanência acadêmica;, Ações institucionais.
ST06-20Grupo B A ontologia da diferença em Deleuze e suas contribuições para a educação inclusiva. 16/10 · 20h00 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (B) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 20h00
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LEVI ROBERTO ALVES VIEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
A educação inclusiva constitui um campo de disputas teóricas e epistemológicas acerca dos modos de compreender a diferença, os sujeitos e os processos educativos. Embora a perspectiva inclusiva tenha ampliado o reconhecimento da diversidade no espaço educacional, determinadas práticas ainda podem permanecer vinculadas a concepções de sujeito baseadas na identidade, na classificação, na representação e na normalização. Nesse contexto, o pensamento de Gilles Deleuze oferece elementos para deslocar essas formas de compreensão, sobretudo a partir de sua ontologia da diferença, na qual a diferença não é concebida como desvio em relação a uma identidade ou a um modelo previamente estabelecido, mas como dimensão constitutiva da existência, da multiplicidade e dos processos de produção da realidade. O presente trabalho tem como objetivo analisar as contribuições da ontologia da diferença deleuziana para a educação inclusiva, buscando compreender em que medida seus pressupostos possibilitam uma ruptura epistemológica nas formas tradicionais de conceber a diferença e a inclusão. Para tanto, desenvolve-se uma análise bibliográfica e comparativa, articulando obras de Gilles Deleuze, especialmente aquelas relacionadas à diferença, à repetição, à multiplicidade e à produção da subjetividade, com produções teóricas do campo da educação inclusiva e da filosofia da diferença. A análise comparativa busca evidenciar aproximações, tensões e deslocamentos entre concepções que compreendem a diferença a partir da identidade e da norma e perspectivas que a reconhecem como elemento constitutivo dos processos educativos. Parte-se da hipótese de que a ontologia deleuziana permite tensionar uma lógica inclusiva centrada exclusivamente na adaptação dos sujeitos às estruturas educacionais existentes, deslocando a problemática para a própria constituição dessas estruturas e dos regimes de normalidade que as sustentam. Nessa perspectiva, incluir não significa apenas garantir acesso, permanência e participação, mas também problematizar os critérios pelos quais determinados modos de aprender, existir e participar são reconhecidos como legítimos. Considera-se, portanto, que a filosofia da diferença pode contribuir para uma compreensão da educação inclusiva fundada na singularidade e na multiplicidade, possibilitando pensar a diferença não como obstáculo à experiência educativa, mas como potência de criação e transformação dos próprios modos de educar.
- Palavras-chave
- Educação Inclusiva, Gilles Deleuze, Ontologia da Diferença, Ruptura Epistemológica
ST06-21Grupo B Vinte anos do Suas: disputas, contradições e transformações da proteção social brasileira 16/10 · 20h10 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (B) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 20h10
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- RENATO FRANCISCO DOS SANTOS PAULA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
O artigo analisa os vinte anos de trajetória do Sistema Único de Assistência Social (Suas), compreendendo sua evolução como expressão das disputas em torno do Estado, da proteção social e dos projetos societários em conflito no Brasil contemporâneo. Fundamentado no materialismo histórico, desenvolve um ensaio teórico sustentado por revisão bibliográfica, análise documental e exame crítico das principais transformações institucionais ocorridas entre 2004 e 2025. Argumenta que a trajetória do Suas pode ser interpretada a partir de quatro fases históricas — institucionalização, consolidação, desmonte e reconstrução —, correspondentes às mudanças nas formas de organização do Estado e às diferentes orientações da política econômica e social. Demonstra que a expansão inicial do sistema esteve associada ao fortalecimento da proteção social, à ampliação da capacidade estatal e à institucionalização de mecanismos democráticos de gestão e participação. Em contrapartida, evidencia que a adoção de políticas de austeridade, a reconfiguração neoliberal do Estado e o avanço de perspectivas neoconservadoras produziram restrições ao financiamento, precarização do trabalho socioassistencial, enfraquecimento das instâncias de participação e redução da capacidade protetiva do sistema. Analisa, ainda, o ciclo recente de reconstrução institucional iniciado em 2023, destacando tanto os esforços de recomposição do Suas quanto os limites impostos pela permanência de restrições fiscais e pela continuidade das disputas em torno da proteção social. Conclui que os vinte anos do Suas revelam uma política pública marcada por avanços institucionais significativos, mas permanentemente tensionada pelas contradições do Estado brasileiro, reafirmando a necessidade de fortalecimento do financiamento público, da gestão federativa e da participação democrática como condições para a consolidação da assistência social como direito de cidadania.
- Palavras-chave
- SUAS, Estado, Proteção, Neoliberalismo
ST06-22Grupo B ASSESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA E SINALIZAÇÃO DA PORTA PARA FORA NA UFG – CAMPUS CIDADE DE GOIÁS 16/10 · 20h20 · Sala 99Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 6 (B) · Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 20h20
- Local
- Sala 99 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- RODRIGO DOS SANTOS E SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Denise de Oliveira Alves; Juliete Prado de Faria; Janaina Tude Seva; Joana Dark Leite; Danielle Maria de Oliveira
Resumo
A acessibilidade arquitetônica e informacional constitui dimensão indispensável do direito à educação superior, à participação cidadã e à permanência com autonomia nos espaços universitários. No Câmpus Cidade de Goiás, da Universidade Federal de Goiás (UFG), a ausência ou insuficiência de recursos de orientação espacial e de sinalização acessível produz barreiras à circulação independente de estudantes, servidores, visitantes e demais usuários com deficiência visual. O problema investigado consiste em compreender em que medida as condições de acessibilidade arquitetônica e a sinalização existente favorecem ou dificultam a localização, o deslocamento seguro e a autonomia de pessoas com deficiência visual, considerando a experiência do usuário desde a entrada na instituição e durante sua circulação pelos diferentes espaços. O objetivo analisa criticamente essas barreiras e sistematizam evidências capazes de subsidiar medidas de qualificação da acessibilidade, da sinalização e da orientação espacial no Câmpus Cidade de Goiás. Propõe-se uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, ao articular observação sistemática dos percursos e ambientes, registro das condições de circulação e sinalização, identificação de barreiras arquitetônicas e informacionais e análise da experiência do aluno e usuário com deficiência visual. Considera-se, entre outros aspectos, rotas de acesso, entradas, circulação interna, identificação de ambientes, obstáculos, continuidade dos percursos, legibilidade e disponibilidade de elementos de orientação acessível. Identifica-se pontos críticos e recorrências que evidenciem como a configuração física e comunicacional do campus pode restringir a autonomia e a participação plena de usuários com deficiência visual, produzindo subsídios para recomendações de intervenção e planejamento institucional. A contribuição social do estudo reside em deslocar a acessibilidade de uma perspectiva exclusivamente normativa para uma abordagem centrada nos direitos humanos, na experiência do usuário e na eliminação de barreiras, fortalecendo a inclusão, a equidade e a cidadania no espaço universitário. Em diálogo com o tema “Novas perspectivas para mudar o mundo” e com a Sessão Temática Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania, o trabalho pretende contribuir para uma universidade mais democrática, plural, acessível e socialmente justa, na qual o direito de ir, vir, localizar-se e participar sejam assegurados com autonomia e dignidade.
- Palavras-chave
- Acessibilidade, Deficiência visual, Direitos humanos, Inclusão, Universidade
Riscos, Desastres e a Seletividade na Proteção de Direitos. Quem Paga a Conta dos Riscos no Brasil?
16/10 · Sala 101
ST07-01ST 7 QUANDO A CIDADE MATA QUEM CUIDA DELA: REFLEXÕES SOBRE URBANISMO, SEGURANÇA VIÁRIA E A VULNERABILIDADE DOS TRABALHADORES DA LIMPEZA URBANA EM GOIÂNIA-G 16/10 · 18h50 · Sala 101Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 7 · Riscos, Desastres e a Seletividade na Proteção de Direitos. Quem Paga a Conta dos Riscos no Brasil?
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 18h50
- Local
- Sala 101 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- HAROLDO DIAS FLAUZINO NETO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Selma Aparecida Leite de Andrade; Iram Leandro da Silva
Resumo
Os recentes atropelamentos fatais de trabalhadoras da limpeza urbana em Goiânia-GO trouxeram à tona uma discussão ainda pouco explorada no campo do Urbanismo e da Arquitetura: a vulnerabilidade dos profissionais responsáveis pela manutenção da paisagem e dos espaços públicos. Embora a segurança viária seja frequentemente debatida sob a ótica dos condutores, pedestres e ciclistas, raramente os trabalhadores que atuam em canteiros centrais, margens de rodovias urbanas e áreas verdes são considerados usuários permanentes do sistema viário. Nesse contexto, este trabalho propõe uma reflexão sobre a relação entre urbanismo, segurança viária e proteção dos trabalhadores da limpeza urbana, tomando como ponto de partida os casos recentes registrados em Goiânia. Metodologicamente, a pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica sobre urbanismo seguro, infraestrutura viária e Sistema Seguro (Safe System Approach), associada à análise crítica das condições urbanísticas observadas em corredores viários da capital goiana. Os resultados apontam que a ausência de dispositivos físicos de proteção, áreas de refúgio, faixas de segurança operacional e estratégias paisagísticas de baixa manutenção contribui para ampliar a exposição desses profissionais aos riscos de atropelamento. Além disso, observa-se que os projetos urbanos e paisagísticos costumam priorizar aspectos estéticos e funcionais, negligenciando as demandas relacionadas à manutenção futura e à segurança dos trabalhadores. Conclui-se que as mortes ocorridas em Goiânia não devem ser compreendidas como eventos isolados, mas como evidências de fragilidades estruturais do planejamento urbano. Dessa forma, defende-se a incorporação de critérios de segurança ocupacional no desenho urbano, por meio da implantação de barreiras de proteção, adequação de canteiros centrais, redução de velocidades em áreas críticas, adoção de infraestrutura verde de baixa manutenção e criação de protocolos projetuais que considerem a presença dos trabalhadores como parte integrante da dinâmica urbana. Tais medidas podem contribuir para a construção de cidades mais seguras, humanas e comprometidas com a preservação da vida daqueles que diariamente garantem a qualidade dos espaços públicos.
- Palavras-chave
- Urbanismo, Segurança Viária, Limpeza Urbana, Espaço Público, Goiânia.
ST07-02ST 7 Plano de Contingência da Unidade Acadêmica Especial de Ciências Sociais Aplicadas UAECSA UFG- Campus Cidade de Goias/GO 16/10 · 19h00 · Sala 101Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 7 · Riscos, Desastres e a Seletividade na Proteção de Direitos. Quem Paga a Conta dos Riscos no Brasil?
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h00
- Local
- Sala 101 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- BRUNA DE JESUS SANTOS
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Selma Aparecida Leite de Andrade; Iram Leandro da Silva
Resumo
Esta pesquisa visa implementar a prevenção de riscos e desastres na Unidade Acadêmica Especial De Ciências Sociais Aplicadas-Universidade Federal de Goiás- Campus Goiás-UAECSA/UFG/CG. Na cidade de Goiás, no Estado de Goiás, região centro-oeste, nas ações preventivas de monitoramento e coordenação de planos de contingência cabe a Regional de Proteção e Defesa Civil (REDEC 12), do Estado de Goiás. O estudo bibliográfico e documental resultou na ausência de um órgão efetivo para compartilhar com o Corpo de Bombeiros a responsabilidade das ações de prevenção, mitigação, resposta e recuperação frente a: enchentes, queimadas; saúde. Na UAECSA/UFG/CG, o Comitê de Planejamento viabilizou propor o Plano de Contingências com simulações inéditas no Campus. Como resultados, uma minuta do Plano de Contingência foi submetida e aguarda a avaliação do comitê. Se aprovada haverá a efetivação de simulações preventivas previstas no Plano de Contingência. Assim, seus resultados poderão ser multiplicados pelos demais Câmpus da UFG, disseminando a cultura de prevenção frente riscos e desastres nas universidades. Como resultados obtidos, foi feito o levantamento bibliográfico da ação da defesa civil nos municípios e a extensão dessas informações. Como essas informações chegam até a população, quais as medidas de prevenção cabíveis devem ser realizadas. O que evidenciou, situações de baixas demandas informacionais. Isto, se compararmos o suporte que é oferecido por outros municípios, como por exemplo, Blumenau-SC
- Palavras-chave
- Riscos e Desastres, Plano de Contingência, Prevenção, Mitigação, Universidader
ST07-03ST 7 TURBIDEZ COMO INDICADOR DE ALERTA DE RISCO SANITÁRIO SAZONAL EM MANANCIAIS DO CERRADO: SUBSÍDIO À PROTEÇÃO DO DIREITO À ÁGUA SEGURA 16/10 · 19h10 · Sala 101Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 7 · Riscos, Desastres e a Seletividade na Proteção de Direitos. Quem Paga a Conta dos Riscos no Brasil?
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h10
- Local
- Sala 101 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ARACELLE MONTALVÃO DE QUEROZ
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Selma Aparecida Leite de Andrade; Iram Leandro da Silva
Resumo
Eventos hidrometeorológicos extremos, cada vez mais frequentes no Cerrado goiano, não se traduzem apenas em enchentes e deslizamentos: também se manifestam como risco sanitário silencioso, quando chuvas intensas carreiam simultaneamente sedimentos e material fecal para mananciais de abastecimento público, ameaçando o direito humano à água segura de populações que dependem do sistema público de saneamento. Este estudo investigou se a turbidez, parâmetro físico de medição rápida e barata, pode funcionar como indicador indireto (proxy) desse risco, antecipando a contaminação fecal por Escherichia coli, cuja confirmação laboratorial leva de 18 a 24 horas. Foram analisados dados de monitoramento da SANEAGO em três pontos de captação da Cidade de Goiás-GO, Córrego Bacalhau, Pedro Ludovico e Rio Vermelho, com 115 a 116 resultados por ponto (jan/2021 a jun/2026), por meio de correlação de Pearson, Spearman e Pearson log-transformado. Os três mananciais apresentaram associação positiva e forte entre turbidez e E. coli (r entre 0,64 e 0,79) quando avaliada por métodos robustos a outliers, ainda que o Pearson bruto tenha subestimado essa força no Rio Vermelho (r=0,41). Esse ponto concentrou os piores indicadores: maior turbidez e E. coli médios, maior percentual de não conformidade com a Resolução CONAMA nº 357/2005 (35,6% para E. coli) e turbidez/E. coli até 4,1 vezes maiores no período chuvoso, evidenciando que o risco sanitário se intensifica justamente nas janelas de maior vulnerabilidade climática. Conclui-se que a turbidez pode subsidiar sistemas de alerta operacional de baixo custo, capazes de antecipar decisões de tratamento antes da confirmação laboratorial, contribuindo para a redução da seletividade na exposição a riscos sanitários entre mananciais e, por extensão, entre as populações por eles abastecidas.
- Palavras-chave
- TURBIDEZ, Escherichia coli, risco sanitário, sazonalidade pluviométrica, direito à água
Patrimônios Culturais e Perspectivas para o Futuro
15/10 · Sala 101
ST08-01ST 8 Integração e Preservação: Projeto de Ponto de Ônibus para a cidade de Goiás GO 15/10 · 19h50 · Sala 101Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 8 · Patrimônios Culturais e Perspectivas para o Futuro
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h50
- Local
- Sala 101 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MAYCOM DOUGLAS NOGUEIRA GOMES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Karine Camila Oliveira; Izabela Maria Tamaso; Emilliano Alves de Freitas Nogueira
Resumo
O projeto de extensão Ybipitanga, da Universidade Federal de Goiás (Campus Cidade de Goiás), desenvolveu uma proposta arquitetônica de pontos de ônibus que contempla as particularidades históricas, urbanas e patrimoniais do município. A proposta procurou estabelecer uma relação equilibrada entre a inserção de um novo elemento na paisagem e a preservação da identidade do conjunto histórico, considerando aspectos como implantação, materialidade, relação com o entorno e flexibilidade de instalação. Uma série de estudos subsidiou o projeto, visando oferecer um local de espera com qualidade espacial. Foram considerados parâmetros de conforto térmico (garantindo o máximo de sombreamento), segurança, iluminação, acessibilidade e permeabilidade visual. A materialidade buscou referências nas técnicas construtivas tradicionais para transformar a espera em uma experiência confortável, compreendendo o ponto de ônibus como um espaço vivo e não apenas como um equipamento utilitário. Apesar da elaboração dessa proposta específica pelo Ybipitanga, a Prefeitura implantou posteriormente um modelo genérico, com pouca adaptação local. A solução executada apresenta graves limitações de conforto térmico, segurança, manutenção e durabilidade. A estrutura metálica preta, associada ao fechamento em acrílico em três laterais, acumula calor e reduz o conforto nos períodos de maior incidência solar. Além disso, em pouco tempo de uso, identificaram-se problemas de execução e manutenção, como falhas nas junções dos bancos, desprendimento de painéis e peças quebradas com quinas que oferecem riscos aos usuários. Esses problemas passaram a ser relatados pelos próprios transeuntes, gerando manifestações e debates nas redes sociais. A repercussão evidencia a insatisfação popular com a solução implantada e reforça que decisões de projeto possuem impacto direto no cotidiano de quem utiliza o espaço. Nesse sentido, o presente estudo de caso demonstra a importância de que equipamentos públicos sejam concebidos a partir de análises críticas amplas. É fundamental considerar não apenas a função imediata do equipamento, mas também o conforto, a segurança, a durabilidade e sua adequada integração ao contexto histórico e urbano em que serão inseridos.
- Palavras-chave
- Patrimônio, Mobilidade urbana, Pontos de ônibus
ST08-02ST 8 O Mercado da Cidade: memória e patrimônio na ilustração de um livro infantil 15/10 · 19h00 · Sala 101Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 8 · Patrimônios Culturais e Perspectivas para o Futuro
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h00
- Local
- Sala 101 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- EMILLIANO ALVES DE FREITAS NOGUEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Karine Camila Oliveira; Izabela Maria Tamaso; Emilliano Alves de Freitas Nogueira
Resumo
Este trabalho apresenta a produção de O Mercado da Cidade, ação de extensão e cultura que aborda o Mercado Municipal de Goiás a partir das relações entre memória, história e patrimônio cultural. A iniciativa consiste na realização de um livro informativo infantil que articula texto e imagem como instrumentos de educação patrimonial, aproximando as crianças da história e das práticas culturais relacionadas ao mercado. O objetivo é desenvolver as ilustrações a partir da contextualização da cidade de Goiás e da trajetória do Mercado Municipal, considerando sua fundação, as características do edifício, seus usos, acontecimentos históricos, processos de restauração e formas de apropriação pela população. A metodologia compreende pesquisa em acervos fotográficos, com levantamento de registros do mercado desde sua fundação até o período atual, pesquisa de campo para observação do edifício, de seus espaços e das práticas realizadas no local, e o desenvolvimento das ilustrações como parte do processo de investigação e elaboração do livro. Essa etapa envolve estudos de desenho, composição, paleta cromática e organização das imagens em relação ao texto de Karine Camila Oliveira, seguida da produção manual das ilustrações em guache. Como resultado, as imagens apresentam espaços, objetos e experiências relacionadas ao Mercado Municipal, contemplando sua dimensão material e as práticas culturais associadas ao lugar, como festas, interação entre as pessoas e produção e consumo de alimentos. A ação resultou na confecção de 250 exemplares, distribuídos gratuitamente, contribuindo para a circulação de conhecimentos sobre o patrimônio cultural da cidade de Goiás por meio da extensão universitária e da cultura.
- Palavras-chave
- livro infantil, patrimônio cultural, memória, educação patrimonial, ilustração
ST08-03ST 8 Mobiliários urbanos no centro histórico da Cidade de Goiás com emprego de técnicas construtivas vernaculares 15/10 · 19h10 · Sala 101Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 8 · Patrimônios Culturais e Perspectivas para o Futuro
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h10
- Local
- Sala 101 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- JORGE MACHADO DOS SANTOS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Karine Camila Oliveira; Izabela Maria Tamaso; Emilliano Alves de Freitas Nogueira
Resumo
Segundo Silvia Segarra Lagunes (2012), o termo mobiliário urbano é recente e foi fixado por volta dos anos sessenta em publicações relacionadas aos novos conceitos de tratamento dos espaços públicos e principalmente como um elemento fundamental para estabelecer conexão entre as pessoas e o espaço público. Claudia Rocha Mourthé (1998) afirma que os mobiliários urbanos exercem papel importante na qualidade de vida das cidades e reforça o papel interativo entre os espaços públicos e usuários, e que tais trocas são permeadas pelas expressões locais. O presente trabalho é um estudo sobre os mobiliários urbanos inseridos na área de tombamento da Cidade de Goiás. O objetivo é analisar os elementos já produzidos e fazer a formulação de diretrizes e modelos projetuais, uma vez que a portaria do IPHAN que norteia as intervenções não contempla os mobiliários urbanos. O método utilizado consiste na realização de revisão bibliográfica sobre o tema e sobre técnicas construtivas vernaculares. Compõem também o método a investigação de diretrizes aplicadas em outros centros históricos tombados e, para subsidiar as análises que contemplem as pré-existências, foi realizado um levantamento de campo com a produção de um caderno de observação ativa e análise de dados sobre quais mobiliários estão inseridos na área de tombamento da Cidade de Goiás e suas relações com os bens tombados, paisagem e as relações com materiais construtivos e técnicas vernaculares. Estas etapas elencadas são fundamentais para a produção de fichas de caracterização desses mobiliários, considerando o estado de conservação e a materialidade. Os objetivos desta pesquisa são investigar a inserção de mobiliários urbanos em sítios urbanos tombados respeitando as pré-existências na Cidade de Goiás e quais relações possuem com as técnicas construtivas vernaculares. Propõe-se avaliar a aplicação de tais técnicas em novos mobiliários urbanos e propor novas possibilidades de mobiliários urbanos para a Cidade de Goiás.
- Palavras-chave
- Mobiliário urbano, Patrimônio cultural, Técnicas construtivas vernaculares
ST08-04ST 8 A CONGADA COMO TERRITÓRIO DE SABERES: EDUCAÇÃO PATRIMONIAL E CULTURA AFRO-BRASILEIRA EM ITAUÇU/GO 15/10 · 19h20 · Sala 101Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 8 · Patrimônios Culturais e Perspectivas para o Futuro
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h20
- Local
- Sala 101 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- RAÍSSA SANTOS JOSÉ
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Karine Camila Oliveira; Izabela Maria Tamaso; Emilliano Alves de Freitas Nogueira
Resumo
A pesquisa possui como objeto de estudo a Congada de Itauçu,compreendida como manifestação cultural afro-brasileira, patrimônio culturalimaterial e espaço de produção e construção de saberes. Parte-se dacompreensão de que a educação não somente limitante ao espaço da salade aula, uma vez que práticas culturais e comunitárias também se constituemcomo territórios educativos, no quais memórias, identidades, valores econhecimentos são construídos e compartilhados coletivamente. Neste cenário,memória e ancestralidades presente na Congada colaboram para aconstrução e a transmissão de saberes intergeracionais, considerando suasdimensões culturais, histórias e educativas. Assim, a pesquisa estabelece umdiálogo com os princípios da pedagogia freiriana, especialmente no que serefere à valorização dos saberes construídos nas vivências entre os sujeitos,do diálogo, da participação e da construção coletiva do conhecimento emdiálogo com os fundamentos da Educação Patrimonial. Nesta pesquisa, éconsiderado também a importância da cultura afro-brasileira e dasmanifestações populares, valorizando identidades historicamente silenciadas,em consonância com a Lei nº 10.639/2003 e as discussões em torno daEducação Patrimonial. A fundamentação teórica dialoga com Freire (1996),cuja perspectiva valoriza o diálogo, a participação e a construção coletiva doconhecimento; com Florêncio et al. (2014), que compreendem a EducaçãoPatrimonial como prática de reconhecimento e valorização dos bens culturaisem relação com os sujeitos e seus contextos; e com Gomes (2017), queevidencia o papel da educação e dos movimentos sociais na valorização dasexperiências e conhecimentos produzidos pela população negra. Quando àmetodologia, a pesquisa é de cunho qualitativo, de caráter exploratório edescritivo, sendo desenvolvida por meio da pesquisa bibliográfica edocumental. Serão analisados livros, artigos científicos, legislações, registrospatrimoniais, documentos públicos e materiais de divulgação culturalrelacionados à Congada de Itauçu/GO. A partir desse percurso, pretende-seanalisar a Congada não apenas como manifestação cultural, mas tambémcomo espaço em que memória, ancestralidade e aprendizagem se encontraminterligadas e de que modo os saberes comunitários são valorizados,reelaborados e transmitidos. Espera-se que a pesquisa contribua para ofortalecimento das práticas de Educação Patrimonial e a valorização daCongada como uma referência cultural afro-brasileira.
- Palavras-chave
- Congada, Educação Patriominal, Pedagogia, Território Educativo, Cultura Afro-brasileira
ST08-05ST 8 Arraial da Barra é Patrimônio: inventário cultural e educação patrimonial da casa sertaneja goiana 15/10 · 19h30 · Sala 101Ler resumo
Este trabalho possui dois cadastros com informações de autoria diferentes. Os dados estão apresentados separadamente, conforme a fonte.
Cadastro 1
Cadastro 2
Apresentação
- Sessão temática
- ST 8 · Patrimônios Culturais e Perspectivas para o Futuro
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h30
- Local
- Sala 101 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MANUELA BRAVO
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Karine Camila Oliveira; Izabela Maria Tamaso; Emilliano Alves de Freitas Nogueira
Resumo
Este estudo apresenta a proposta de publicação do livro "Arraial da Barra é Patrimônio: inventário cultural da casa sertaneja goiana", segundo volume de uma tríade iniciada em 2024, fruto de parceria entre o curso de Arquitetura e Urbanismo da UFG Câmpus Goiás, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás e a EFAGO. A obra tem a finalidade de iniciar as reflexões acerca dos conceitos e temas relacionados à Educação Patrimonial do Polígono Histórico do Distrito de Buenolândia, pertencente à cidade de Goiás, destacando, sobretudo, os processos de patrimonialização com base nos conteúdos normativos, levando em conta o contexto sociocultural de sua comunidade. O nexo do projeto reside na urgência de integrar a atuação da arquitetura à valorização da ruralidade e à preservação da identidade rural do referido polígono, cujas casas de taipa e adobe expressam influências bandeiristas, indígenas, negras e o protagonismo das mulheres sertanejas. A iniciativa visa reconhecer e proteger essas edificações e ruínas como patrimônio histórico e urbanístico. O objetivo geral é debater o patrimônio rural material e imaterial no Museu da Ruralidade, conectando profissionais, estudantes e a comunidade na preservação museológica. Especificamente, busca-se documentar a história do distrito e do Complexo dos Arraiais (Santana, Ouro Fino, Barra e Ferreiro) ao longo do Rio Vermelho; fornecer material educativo; promover residências imersivas e formar guardiões locais. As ações visam o engajamento e a sustentabilidade ao facilitar diálogos sobre patrimônio, incentivar práticas agroecológicas locais e ampliar o impacto da identidade rural via visitação à exposição Terras da Santa. Metodologicamente, a proposta abrange eixos-motores como Turismo Cultural e Inventários Participativos e estrutura-se na execução da pesquisa, redação, design gráfico, revisão e impressão de 30 exemplares em capa dura para distribuição gratuita. As metas preveem concluir a edição até agosto de 2026 e realizar a distribuição até janeiro de 2027. O cumprimento será aferido por indicadores cronológicos de processos editoriais, logísticos e de controle de qualidade, culminando no lançamento oficial no FICA 2027.
- Palavras-chave
- Educação Patrimonial, Casa Sertaneja, Inventário Cultural, Ruralidade / Educação Patrimonial, Casa Sertaneja, Buenolândia, Inventário Cultural, Ruralidade
ST08-06ST 8 Moradia, proteção social e patrimônio cultural: assessoria técnica do Ybipitanga/UFG para conservação de moradias de famílias em situação de desproteç 15/10 · 18h50 · Sala 101Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 8 · Patrimônios Culturais e Perspectivas para o Futuro
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 18h50
- Local
- Sala 101 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- FÂMALA RODRIGUES DE MORAES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Karine Camila Oliveira; Izabela Maria Tamaso; Emilliano Alves de Freitas Nogueira
Resumo
A Cidade de Goiás (GO), reconhecida como patrimônio cultural mundial, possui um expressivo conjunto de imóveis tombados ocupados por famílias em situação de desproteção social e econômica. Esses moradores vivenciam na atualidade uma relação complexa e, por vezes, contraditória: ao mesmo tempo que participam da salvaguarda de um patrimônio de valor cultural coletivo e universal, enfrentam dificuldades concretas para assegurar a manutenção de suas moradias e as condições necessárias à sua própria reprodução social. Entre os principais problemas identificados nos bens edificados, destacam-se a degradação das coberturas, infiltrações, goteiras e comprometimentos estruturais, que afetam simultaneamente as condições de habitabilidade e a preservação do patrimônio edificado. Diante dessa realidade, o Projeto Ybipitanga, vinculado ao Campus da Cidade de Goiás da Universidade Federal de Goiás (UFG), foi criado em 2023 no âmbito de uma articulação institucional voltada à construção de novos fazeres na preservação do patrimônio cultural, através do Programa Conviver do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O projeto desenvolve ações de assessoria técnica junto a famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica, buscando contribuir para a melhoria das condições habitacionais e para a efetivação do direito à moradia, articulando-o à preservação do patrimônio cultural. Nesse sentido, uma das frentes de atuação do Ybipitanga voltou-se à recuperação de coberturas degradadas de imóveis pertencentes a duas famílias em situação de desproteção social. A intervenção foi desenvolvida de forma interdisciplinar e compreendeu a análise socioeconômica das famílias, realizada pela equipe de Serviço Social, seguida de visitas e levantamentos técnicos, elaboração das propostas de intervenção arquitetônica e execução das reformas dos telhados e dos elementos construtivos necessários. A experiência busca, assim, articular proteção social e conservação patrimonial, tomando as condições concretas de vida e de permanência das famílias no território como elementos constitutivos da própria preservação da Cidade de Goiás.
- Palavras-chave
- vulnerabilidade habitacional, Serviço Social, Arquitetura e Urbanismo, Projeto de extensão, Patrimônio Histórico
ST08-07ST 8 Assessoria técnica em preservação do patrimônio cultural na cidade de Goiás - GO: uma ação interdisciplinar. 15/10 · 20h00 · Sala 101Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 8 · Patrimônios Culturais e Perspectivas para o Futuro
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h00
- Local
- Sala 101 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- WIZA ARAÚJO ROSA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Karine Camila Oliveira; Izabela Maria Tamaso; Emilliano Alves de Freitas Nogueira
Resumo
Este trabalho analisa a importância da interdisciplinaridade no Projeto de Extensão Ybipitanga - Canteiro Modelo Vila Boa, da Universidade Federal de Goiás - Campus Cidade de Goiás, desenvolvido conjuntamente pelos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Serviço Social. Vinculado ao Programa Conviver, o projeto integra a parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), prefeitura e UFG para a promoção da preservação do patrimônio cultural na cidade de Goiás. O enfoque de atuação do Ybipitanga - GO é destinada às famílias em situação de vulnerabilidade social, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), residentes da área tombada e do entorno da cidade de Goiás (GO), para prestação de Assessoria Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS) e defesa do direito cultural. A experiência extensionista parte da compreensão de que o direito à moradia digna e a preservação e valorização do patrimônio cultural edificado devem constituir processos indissociáveis nas políticas públicas de preservação do patrimônio cultural no Brasil. Nesse sentido, os diálogos entre Arquitetura e Urbanismo e Serviço Social possibilitam superar visões fragmentadas sobre a preservação e impulsionam uma constante troca de conhecimentos e práticas sociais que permitem conjugar necessidades sociais dos moradores de sítios tombados e a dimensão institucionalizada da preservação. Por fim, ressalta-se que a sensibilização obtida no projeto de extensão fortalece os vínculos entre universidade e comunidade, consolidando uma formação acadêmica de caráter crítico, alinhada às realidades sociais e estimulando novas formas de atuação profissional desvinculadas da lógica de mercado.
- Palavras-chave
- Preservação do Patrimônio Cultural, Assessoria Técnica, Extensão Universitária, Arquitetura e Urbanismo, Serviço Social
ST08-08ST 8 As propostas de revitalização do Centro de Goiânia entre 1998 e 2026: Objetivos, Estratégias e Resultados 15/10 · 20h10 · Sala 101Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 8 · Patrimônios Culturais e Perspectivas para o Futuro
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h10
- Local
- Sala 101 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LUCA DE FREITAS BORGES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Karine Camila Oliveira; Izabela Maria Tamaso; Emilliano Alves de Freitas Nogueira
Resumo
O Centro de Goiânia atravessa um processo de desvitalização, sobretudo a porção do seu núcleo pioneiro, seguindo o fenômeno de outras capitais brasileiras, a partir do desenvolvimento de novas centralidades. A partir da década de 1990, o bairro passou por sucessivas propostas e ações de revitalização, como o Plano Goiânia 21 (1998), o Projeto Cara Limpa (2008), o Centraliza (2023), a reforma de espaços públicos e outras, elaboradas sob a justificativa da sua condição de esvaziamento e degradação, mas que não conseguiram reverter esses processos. A importância de ativar o centro se justifica por sua importância histórica, memorial, arquitetônica e cultural, da paisagem que compõe a temporalidade original da cidade, e a importância de manter o centro ativo diz respeito ao direito de habitá-lo e integrá-lo às dinâmicas da cidade contemporânea, ressignificando-o. Desse modo, este artigo tem como objetivo reunir, em ordem cronológica, essas iniciativas desenvolvidas entre 1998 e 2026, identificar seus objetivos, estratégias e resultados e analisar pontos em comum e distanciamentos entre elas. A pesquisa adota abordagem historiográfica e documental, baseada em revisões de literatura, documentos, legislações, trabalhos acadêmicos para permitir a construção do diagnóstico e das análises decorrentes. Essa reunião de propostas de revitalização se faz importante no contexto atual, pois as discussões a respeito do estado do Centro de Goiânia e de alternativas para seu futuro são cada vez mais frequentes, visto que nenhum dos planos anteriores atingiu plenamente seus objetivos. Assim, reunir e analisar essas propostas oferece um panorama das tentativas de revitalização do Centro de Goiânia e constitui uma base para pesquisas futuras, não só relacionadas à capital goiana, mas também relacionadas aos centros urbanos, as dinâmicas da cidade contemporânea e as políticas de planejamento urbano no Brasil.
- Palavras-chave
- Goiânia, Centro, Revitalização, Produção do Espaço Urbano
ST08-09ST 8 Entre casas e memórias: as casas e o novo habitar do Setor Central de Goiânia 15/10 · 20h20 · Sala 101Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 8 · Patrimônios Culturais e Perspectivas para o Futuro
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h20
- Local
- Sala 101 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- FERNANDA SAGAN LOPES TOMAZ
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Karine Camila Oliveira; Izabela Maria Tamaso; Emilliano Alves de Freitas Nogueira
Resumo
A permanência das casas no Setor Central de Goiânia se tornou um desafio frente às novas dinâmicas políticas e econômicas vigentes, que promovem a descaracterização do projeto urbano, ambiência e diretrizes arquitetônicas do projeto original, visto que não há instrumentos ou incentivos à sua permanência e que as políticas públicas não contemplam o patrimônio, para além do tombamento já consumado, que abrangeu predominantemente a arquitetura institucional. A arquitetura residencial representa grande parte do tecido original que, ao ser demolido, tem como consequência a perda de sua paisagem edificada e sua invisibilização. Essas tipologias são peças frágeis enquanto bens privados e padecem com grandes impactos. Isso coopera para que as demolições de construções pioneiras de Goiânia sejam realizadas com mais facilidade e que a memória desapareça ao compasso da velocidade das mudanças. Por meio da arquitetura residencial, que constitui a porção predominante do tecido urbano e que caracteriza sua paisagem, observa-se, além dos seus valores arquitetônicos, os modos de vida, as ambiências e o imaginário dos moradores pioneiros, pois trata-se da célula fundamental para a memória e história da cidade. No caso em questão, as casas do tecido histórico possuem linguagens arquitetônicas diversificadas, refletindo o ideário de modernidades que representam seus moradores pioneiros, os modos de vida das primeiras famílias e memórias do início da cidade, de uma história e de uma cultura. Nesse contexto, patrimônio, identidade e memória estão interligados e dependem da perpetuação da história, seja por relatos ou pela preservação da materialização da mesma. Por meio de uma análise do percurso histórico da fundação de Goiânia, o objetivo deste trabalho é mapear algumas casas remanescentes do período referente à primeira fase de construção da cidade que passaram por mudança de uso, identificar seus usos atuais, linguagens e impacto que a permanência dessas casas causam em uma paisagem e ambiências modificadas. Essa pesquisa será feita por meio de um estudo histórico, documental e mapeamento em campo para demonstrar como esses exemplares ainda contribuem para a preservação da memória e história da cidade. Outra contribuição é observar como o fenômeno da preservação espontânea, por meio de mudança de usos, contribui para a sua permanência do tecido histórico, estimula a vitalidade no centro, agrega vivências e significados, que alimentam as referências da então jovem capital.
- Palavras-chave
- Goiânia, Setor Central, história, memória, casas
ST08-10ST 8 QUILOMBO ALTO SANTANA, PATRIMÔNIO INTANGÍVEL DE GOIÁS/GO 15/10 · 20h30 · Sala 101Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 8 · Patrimônios Culturais e Perspectivas para o Futuro
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h30
- Local
- Sala 101 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- RODRIGO DOS SANTOS E SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Karine Camila Oliveira; Izabela Maria Tamaso; Emilliano Alves de Freitas Nogueira
Resumo
O patrimônio cultural quilombola constitui campo fundamental para a compreensão das relações entre memória, identidade, território e modos de vida, especialmente diante das transformações sociais, ambientais, tecnológicas e políticas contemporâneas. O Quilombo Alto Santana, em Goiás/GO, apresenta um conjunto de referências culturais que expressam formas coletivas de produção, transmissão e ressignificação de conhecimentos, práticas, memórias e vínculos territoriais. O problema que orienta esta reflexão consiste em compreender como esses patrimônios podem ser reconhecidos e valorizados como elementos vivos da identidade comunitária e, simultaneamente, protegidos diante dos processos contemporâneos que ameaçam a continuidade dos saberes, das práticas culturais e das relações tradicionais com o território. Analisa a importância do patrimônio cultural do Quilombo Alto Santana, ao considerar a articulação entre dimensões imateriais, materiais e naturais, com ênfase na memória social, nos saberes tradicionais, nas práticas culturais, no território e nos processos comunitários de transmissão e salvaguarda. Busca-se, ainda, discutir perspectivas de preservação que ultrapassem uma concepção exclusivamente monumental do patrimônio, reconhecendo a comunidade como sujeito ativo na produção, interpretação e continuidade de suas referências culturais. A metodologia valoriza a participação social e os conhecimentos produzidos pela comunidade, em consonância com abordagens contemporâneas de educação patrimonial, sustentabilidade e valorização dos diferentes modos de relação com os patrimônios culturais. Pretende-se contribuir para a identificação e valorização das referências culturais do Quilombo Alto Santana, fortalecer sua visibilidade, sua memória coletiva e os processos de transmissão intergeracional. Produz subsídios para futuras ações de educação patrimonial, documentação, pesquisa, salvaguarda e formulação de políticas públicas culturalmente contextualizadas. A contribuição social da pesquisa reside no reconhecimento do patrimônio quilombola como patrimônio vivo, cuja preservação está diretamente relacionada à valorização dos sujeitos, dos saberes, do território e das experiências cotidianas da comunidade. Ao colocar o Quilombo Alto Santana no centro do debate sobre futuros possíveis, a proposta contribui para perspectivas de preservação mais democráticas, inclusivas, socialmente comprometidas e sensíveis às dimensões decoloniais do patrimônio.
- Palavras-chave
- Patrimônio cultural, Quilombo Alto Santana, Patrimônio imaterial, Memória social, Educação patrimonial
Gênero, Interseccionalidade, Direitos Humanos e Sexualidade
15/10 · Sala 102
ST09-01ST 9 CORPOS OCULTOS NO HORIZONTE: VIOLÊNCIA DE GÊNERO NO CAMPO 15/10 · 18h50 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 9 · Gênero, Interseccionalidade, Direitos Humanos e Sexualidade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 18h50
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- KANANDA APARECIDA SOARES SANTANA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Maria Meire de Carvalho Ferreira; Munyque Lorany Ribeiro dos Santos; Aia Hipácia
Resumo
A presente pesquisa é resultado de Iniciação Científica (IC ) , desenvolvida em 2025/26 ( UAECSA /UFG) , buscou analisar a invisibilidade da violência de gênero das mulheres no meio campesino brasileiro, demonstrando como se articulam as estruturas do patriarcado, do latifúndio e do sistema capitalista agrário. O estudo fundamentou-se , teoricamente ,nas categorias de gênero e exploração de Scott (1989), Lerner (2019) e Saffioti (1976), mapeando criticamente a formação agrária nacional sob a herança patrimonialista. Metodologicamente, utilizou-se de um estudo descritivo e analítico, de natureza quali-quantitativa, fundamentado em revisão bibliográfica, análise documental e tratamento de dados secundários oriundos de fontes oficiais e relatórios de movimentos sociais tais como o Ligue 180, os anuários do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) , os dados do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino da Comissão Pastoral da Terra (CEDOC/CPT), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (CONAFER).Os resultados demonstraram que, apesar dos avanços normativos como a Constituição de 1988 e a Lei Maria da Penha (2006), a violência em suas múltiplas formas contra as mulheres do campo, florestas, das águas é uma realidade presente, corroborando para a manutenção dessa violência temos escassez de dados estatísticos oficiais , desagregados territorialmente e , pela negligência geográfica da rede de proteção estatal, revelando que a violência no campo é sustentada por estruturas complexas de poder.
- Palavras-chave
- Patriarcado, Violência de gênero, Vulnerabilidade Social, Mulheres Camponesas, Silenciamento
ST09-02ST 9 Comentários sobre as notas públicas postadas nos instagrams de Anielle Franco e de Sílvio Almeida relativas ao caso de denúncia de assédio 15/10 · 19h00 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 9 · Gênero, Interseccionalidade, Direitos Humanos e Sexualidade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h00
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- HELVIO FRANK DE OLIVEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Maria Meire de Carvalho Ferreira; Munyque Lorany Ribeiro dos Santos; Aia Hipácia
Resumo
O objetivo principal deste estudo é realizar uma análise comparativa de alguns comentários no Instagram referentes às notas públicas postadas por Anielle Franco e Sílvio Almeida referentes ao caso de denúncia de assédio ocorrido em setembro de 2024. A pesquisa buscou examinar, sob perspectiva crítica discursiva e de análise de turnos da conversa, as relações de poder e a hegemonia produzidas por gênero e raça sobre as materialidades dos comentários dirigidos aos até então ocupantes de cargos ministeriais da Presidência da República. Metodologicamente, uma pesquisa qualiquantitativa foi conduzida para analisar o corpus, utilizando-se métodos de análise crítica de discurso. Esse tipo de pesquisa permite explorar os discursos que emergem em relação a figuras públicas, especialmente em um contexto em que questões de raça, gênero e poder estão se entrelaçam. Após a análise dos comentários, constatou-se que, embora ambos os ministros recebam comentários positivos e também negativos, os discursos desses comentários apontam para efeitos de sentidos diferentes, algumas vezes localizados em questões de gênero e interseccionalidades existentes dentro da órbita estrutural machista brasileira. O objetivo principal deste estudo é realizar uma análise comparativa de alguns comentários no Instagram referentes às notas públicas postadas por Anielle Franco e Sílvio Almeida referentes ao caso de denúncia de assédio ocorrido em setembro de 2024. A pesquisa buscou examinar, sob perspectiva crítica discursiva e de análise de turnos da conversa, as relações de poder e a hegemonia produzidas por gênero e raça sobre as materialidades dos comentários dirigidos aos até então ocupantes de cargos ministeriais da Presidência da República. Metodologicamente, uma pesquisa qualiquantitativa foi conduzida para analisar o corpus, utilizando-se métodos de análise crítica de discurso. Esse tipo de pesquisa permite explorar os discursos que emergem em relação a figuras públicas, especialmente em um contexto em que questões de raça, gênero e poder estão se entrelaçam. Após a análise dos comentários, constatou-se que, embora ambos os ministros recebam comentários positivos e também negativos, os discursos desses comentários apontam para efeitos de sentidos diferentes, algumas vezes localizados em questões de gênero e interseccionalidades existentes dentro da órbita estrutural machista brasileira.
- Palavras-chave
- Interseccionalidade, Raça, Gênero
ST09-03ST 9 TRAJETÓRIA DE VOZES E CORPOS DISCENTES NA CIDADE DE GOIÁS 15/10 · 19h10 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 9 · Gênero, Interseccionalidade, Direitos Humanos e Sexualidade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h10
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LUIZ HENRIQUE CASSIANO ARGOLO
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Maria Meire de Carvalho Ferreira; Munyque Lorany Ribeiro dos Santos; Aia Hipácia
Resumo
O projeto “Corpos dissidentes e (re)existentes: acolhimento, escuta e empoderamento LGBTQIAPN+ no cerrado acadêmico” parte da compreensão da universidade como espaço de produção de conhecimento, formação cidadã, promoção dos direitos humanos e transformação social, mas que também pode reproduzir situações de preconceito, discriminação, exclusão e sofrimento relacionadas às dissidências sexuais e de gênero. Nesse contexto, torna-se necessário fortalecer espaços de acolhimento, escuta qualificada, diálogo e construção coletiva, capazes de contribuir para o bem-viver e para a permanência de estudantes LGBTQIAPN+ no ensino superior. A proposta fundamenta-se na perspectiva da extensão universitária como instrumento de aproximação entre universidade e sociedade, articulando formação acadêmica, compromisso social e valorização da diversidade. Tem como objetivo geral promover a saúde mental e o bem-viver de estudantes LGBTQIAPN+ da Universidade Federal de Goiás, Câmpus Goiás, e de outras Instituições de Ensino Superior do município de Goiás, como também da Educação de Jovens e Adultos, por meio da criação de um espaço extensionista de acolhimento, escuta qualificada e empoderamento, articulado a um campo de estágio em Psicologia, visando fortalecer os vínculos comunitários e as estratégias de permanência na universidade. A iniciativa busca possibilitar o compartilhamento de experiências e vivências, o reconhecimento das diferentes identidades, o fortalecimento da autoestima e a construção de redes de apoio, compreendendo a escuta e a empatia como elementos fundamentais para o enfrentamento das violências e desigualdades. Espera-se contribuir para a constituição de um ambiente acadêmico mais seguro, democrático, inclusivo e comprometido com os direitos humanos, ampliando o diálogo sobre diversidade sexual e de gênero e fortalecendo estratégias coletivas de enfrentamento ao preconceito. Espera-se, ainda, favorecer a formação acadêmica, cidadã e humana dos participantes, estimulando o desenvolvimento de práticas de acolhimento e respeito à diversidade e contribuindo para a construção de uma universidade socialmente referenciada e comprometida com a equidade e a justiça social.
- Palavras-chave
- LGBTQIAPN+, acolhimento, saúde mental, extensão universitária, permanência estudantil
ST09-04ST 9 Violência política de gênero e participação feminina: experiências de candidatas nas eleições brasileiras 15/10 · 19h20 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 9 · Gênero, Interseccionalidade, Direitos Humanos e Sexualidade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h20
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LUCIANA RODRIGUES DE OLIVEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Maria Meire de Carvalho Ferreira; Munyque Lorany Ribeiro dos Santos; Aia Hipácia
Resumo
A violência política de gênero constitui um dos obstáculos à efetivação da igualdade política e à democratização dos espaços de poder no Brasil. Embora a Lei nº 14.192/2021 tenha representado importante avanço normativo ao estabelecer mecanismos de prevenção, repressão e combate à violência política contra a mulher, sua compreensão exige considerar também as práticas institucionais, culturais e sociais que produzem e naturalizam a exclusão feminina da política. Este trabalho apresenta resultados da pesquisa “De Olho nas Urnas – Candidaturas de Mulheres e Monitoramento da Igualdade de Gênero nas Eleições de 2024”, tendo como foco as experiências de mulheres candidatas nas eleições municipais. A pesquisa combinou diferentes estratégias metodológicas, incluindo entrevistas, análise de dados eleitorais, processos e jurisprudência, propaganda eleitoral e estudos de caso. Neste recorte, são analisadas 80 entrevistas realizadas com candidatas de diferentes regiões, partidos e trajetórias políticas. O objetivo é identificar as principais formas de violência política de gênero vivenciadas durante o processo eleitoral e compreender como elas se relacionam com estruturas mais amplas de desigualdade. Os resultados evidenciam padrões recorrentes de deslegitimação das candidaturas femininas, exclusão de espaços de decisão partidária, distribuição desigual de recursos financeiros e estruturas de campanha, desqualificação intelectual, violência simbólica, sexualização, violência psicológica, sobrecarga decorrente da divisão sexual do trabalho e ataques nas redes sociais. As experiências também revelam que gênero se articula a outros marcadores sociais, como raça, classe e idade, produzindo formas diferenciadas de violência e exclusão. O referencial teórico parte das teorias feministas e das teorias da democracia permitindo compreender a violência política não apenas como agressão individual, mas como mecanismo de reprodução das desigualdades que estruturam a participação política. A partir de Hannah Arendt, compreende-se ainda que práticas de exclusão e silenciamento comprometem a capacidade de ação coletiva que constitui o próprio poder político. Conclui-se que a violência política de gênero atravessa diferentes etapas da participação feminina e não pode ser enfrentada exclusivamente por instrumentos jurídicos, demandando transformações nas estruturas partidárias, na cultura política e nos mecanismos de participação democrática.
- Palavras-chave
- Violência política de gênero, De olho nas urnas, democracia, Mulheres na política, Eleições municipais
ST09-05ST 9 ENTRE GILEAD E A REALIDADE BRASILEIRA: O CONTROLE DOS CORPOS FEMININOS NO DEBATE SOBRE O PDL 3/2025 15/10 · 19h30 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 9 · Gênero, Interseccionalidade, Direitos Humanos e Sexualidade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h30
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- VITORIA ALCANTARA CANDIDO
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Maria Meire de Carvalho Ferreira; Munyque Lorany Ribeiro dos Santos; Aia Hipácia
Resumo
A série The Handmaid’s Tale apresenta uma sociedade distópica formada após a queda do governo dos Estados Unidos e a ascensão da República de Gilead, regime autoritário no qual a reprodução feminina é submetida ao controle estatal e religioso, transformando a capacidade de gestar em função social imposta. A partir dessa representação, o presente trabalho analisa os discursos que sustentaram a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo n° 3/2025, que sustou integralmente os efeitos da Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, norma voltada ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Parte-se do seguinte problema: em que medida a série The Handmaid’s Tale pode contribuir para a compreensão crítica dos discursos presentes no debate sobre o PDL n° 3/2025, especialmente aqueles relacionados ao controle dos corpos femininos? O objetivo consiste em investigar possíveis aproximações entre a representação do controle reprodutivo feminino na narrativa distópica e os argumentos mobilizados no contexto legislativo brasileiro. Para o desenvolvimento do trabalho, serão analisados episódios selecionados da obra audiovisual e a justificativa do PDL nº 3/2025, tendo como principal referencial teórico a noção de biopoder desenvolvida por Michel Foucault. Em análise inicial, identificam-se como eixos centrais a alegação de extrapolação do poder regulamentar do Conanda, a proteção da vida desde a concepção, a defesa da autoridade familiar e a recusa do reconhecimento do aborto previsto em lei como direito a ser garantido pelo Estado. Ao final, busca-se compreender de que forma a série pode contribuir para a reflexão crítica sobre os limites da intervenção estatal na autonomia reprodutiva feminina e sobre os desafios à efetivação dos direitos fundamentais em um Estado Democrático de Direito.
- Palavras-chave
- The Handmaid's Tale, PDL n° 3/2025, autonomia reprodutiva, direitos reprodutivos, biopoder
ST09-06ST 9 O PROCESSO COMO TECNOLOGIA DE COERÇÃO: VIOLÊNCIA PROCESSUAL DE GÊNERO, FALSA PARIDADE DE ARMAS E DANO AO PROJETO DE VIDA 15/10 · 19h50 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 9 · Gênero, Interseccionalidade, Direitos Humanos e Sexualidade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h50
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- IZABELA LOPES JAMAR
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Maria Meire de Carvalho Ferreira; Munyque Lorany Ribeiro dos Santos; Aia Hipácia
Resumo
O estudo investiga de que forma o processo judicial, concebido como instrumento de tutela de direitos e limitação do poder, pode ser apropriado como tecnologia de coerção contra mulheres em conflitos familiares e criminais posteriores à ruptura. Parte-se da premissa de que o processo não é espaço neutro: ao organizar narrativas, ele pode reproduzir desigualdades. O objetivo é construir uma definição juridicamente controlável de violência processual de gênero e sua relação com a falsa paridade de armas e o dano ao projeto de vida. Adota-se pesquisa qualitativa, bibliográfico-documental, jurídico-dogmático, historiográfico- crítico e comparado. A análise articula a formação histórica da família, da propriedade e do Estado, a produção da mulher como alteridade, a dominação simbólica, a abstração do sujeito jurídico e o abuso processual. Essas categorias são confrontadas com a Constituição Federal de 1988, a Lei Maria da Penha, o Código de Processo Civil, a Resolução CNJ nº 492/2023, a Recomendação Geral nº 33 do Comitê CEDAW e a Sentença T-735/2017 da Corte Constitucional colombiana. Como resultado teórico, propõe-se compreender a violência processual de gênero como padrão de uso, indução ou tolerância de atos processuais e institucionais que, em contexto de desigualdade ou violência baseada em gênero, desvia as faculdades de tutela, defesa ou participação de sua finalidade legítima para produzir controle, intimidação, empobrecimento, exposição, deslegitimação ou punição, restringindo o acesso material à justiça e as possibilidades de vida da pessoa atingida. Sustenta-se que a legalidade isolada de cada ato não elimina a violência decorrente de sua repetição, coordenação e efeito cumulativo. A unidade de análise não é o processo isolado, mas a trajetória litigiosa. A igualdade formal pode ocultar assimetrias de renda, cuidado, tempo, acesso à prova e credibilidade, convertendo a paridade de armas em ficção. A perspectiva de gênero não autoriza presunção de veracidade ou criminalização da defesa legítima, exigindo critérios verificáveis. Conclui-se que o enfrentamento do fenômeno demanda reconstrução integrada da trajetória litigiosa, gestão coordenada, controle da prova, respostas graduais e reparação. A violência processual pode atingir o projeto de vida, destruindo oportunidades concretas de estudo, trabalho, autonomia, maternidade e reconstrução de vínculos, preservando o contraditório, a ampla defesa, a presunção de inocência e o acesso legítimo à justiça
- Palavras-chave
- 1 violência processual de gênero, controle coercitivo, paridade de armas, projeto de vida, acesso à justiça.
ST09-07ST 9 OS DESAFIOS DA REPRESENTATIVIDADE FEMININA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: UMA ANÁLISE INTERSECCIONAL 15/10 · 20h00 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 9 · Gênero, Interseccionalidade, Direitos Humanos e Sexualidade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h00
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- JULIA GONCALVES DE MELO
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Maria Meire de Carvalho Ferreira; Munyque Lorany Ribeiro dos Santos; Aia Hipácia
Resumo
A presente pesquisa é resultado de um projeto de Iniciação Científica (IC) desenvolvida em 2025/2026 ( UAECSA /UFG) , buscou discutir os limites da representatividade feminina na administração pública brasileira, analisando suas bases históricas e estruturais a partir das relações entre patriarcado, racismo estrutural e capitalismo. Partiu-se da compreensão de que a inserção das mulheres nas esferas institucionais do Estado não significa, necessariamente, participação equitativa nos espaços de poder e decisão, sobretudo diante das desigualdades raciais presentes na estrutura administrativa pública. Com a divisão sexual do trabalho, foram atribuídos socialmente papéis e funções às mulheres, em especial às mulheres negras, vinculando-as a atividades domésticas, de cuidados e serviços, historicamente desvalorizados. Nesse contexto, o estudo objetiva compreender como gênero, raça e classe influenciam o acesso, a permanência e a ascensão profissional de mulheres na burocracia estatal, com enfoque na sub-representação de mulheres negras em cargos de liderança. A metodologia adotada foi analise qualitativa, fundamentada em revisão sistemática de literatura , bibliográfias e documentos normativos , bem como o levantamento de dados institucionais sobre a composição da administração pública brasileira. A pesquisa utiliza uma perspectiva interseccional para compreender como diferentes sistemas de opressão atuam conjuntamente na manutenção das desigualdades estruturais dentro das instituições públicas. Os resultados demonstraram que, embora as mulheres componham uma parcela da base funcional da administração pública, sua participação diminui progressivamente nos espaços de liderança e tomada de decisão. Concluiu- se que mulheres negras enfrentam obstáculos ainda maiores à ascensão institucional, evidenciando a permanência de um “teto de vidro” que limita sua representatividade nos altos escalões do Estado brasileiro.
- Palavras-chave
- sub-representatividade feminina, desigualdade de gênero, administração pública, interseccionalidade, racismo estrutural
ST09-08ST 9 Uma cartografia do corpo feminino em sala de aula: o que significa ser professora no campo de disputa docente? 15/10 · 20h10 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 9 · Gênero, Interseccionalidade, Direitos Humanos e Sexualidade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h10
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ELISAMA VASCONCELOS DA SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Maria Meire de Carvalho Ferreira; Munyque Lorany Ribeiro dos Santos; Aia Hipácia
Resumo
Esta pesquisa objetiva cartografar, por meio da autoetnografia, as experiências vividas por uma professora em uma instituição privada de ensino da cidade de Goiânia-GO, analisando como seu corpo-mulher foi significado e colocado em disputa no exercício da docência. Partindo da compreensão de que a escola constitui um espaço político atravessado por relações de poder, a pesquisa visa refletir sobre os modos pelos quais questões de gênero influenciam a construção da autoridade docente e as vivências de mulheres no contexto escolar. O estudo estrutura-se na abordagem metodológica autoetnográfica, articulando memórias e experiências pessoais à análise teórica. Para tanto, dialoga com as contribuições de Michel Foucault (1971;1988) acerca das relações de poder e dos processos de subjetivação; Valeska Zanello (2020) acerca de dispositivos de gênero; de Jean-Jacques Courtine (2013) sobre o corpo como superfície de inscrição histórica; de Silvia Federici (2017) acerca do controle e da caça aos corpos femininos; de Judith Butler (2003) em relação à performatividade de gênero e de Kenneth Zeichner (2014) quanto à justiça social na formação docente. A narrativa evidencia práticas institucionais marcadas por desigualdades de gênero, deslegitimação da autoridade feminina e ausência de suporte pedagógico diante de situações envolvendo inclusão escolar. Entre os episódios analisados, destaca-se um conflito com um aluno que expôs tanto a vulnerabilidade da professora quanto a negligência institucional frente a manifestações de misoginia e às demandas da educação inclusiva. As reflexões produzidas demonstram que a docência feminina permanece atravessada por mecanismos de controle, vigilância e questionamento, exigindo constantes estratégias de resistência e reinvenção profissional. Em suma, observa-se que a escola, embora se apresente como espaço de formação e transformação social, pode também reproduzir relações patriarcais e violências simbólicas, tornando urgente a construção de práticas pedagógicas comprometidas com a justiça social e com o corpo feminino docente.
- Palavras-chave
- Autoetnografia;, Docência;, Corpo-mulher;, Relações de Poder;
Economia e Finanças: Fundamentos, Políticas Públicas e Desenvolvimento
15/10 · Sala 103
ST10-01ST 10 COOPERAÇÃO ENTRE BANCOS CENTRAIS FRENTE AOS PARAÍSOS FISCAIS E JURISDIÇÕES DE SIGILO: O CASO DO BANCO CENTRAL DO BRASIL 15/10 · 18h50 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 10 · Economia e Finanças: Fundamentos, Políticas Públicas e Desenvolvimento
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 18h50
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ARIELLY CAROLINE DIAS BARROS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Luan Vinicius Bernardelli; Marcos Ferreira de Magalhães; Camila Pereira
Resumo
O presente trabalho analisa os desafios enfrentados pelas autoridades monetárias no contexto da crescente integração financeira internacional, com ênfase nos paraísos fiscais e jurisdições de sigilo bancário, explorados por empresas, instituições financeiras e indivíduos de alto patrimônio. Essas jurisdições, ao oferecerem baixa tributação e opacidade, dificultam a rastreabilidade dos fluxos financeiros globais, podendo gerar volatilidade e comprometer a atuação das autoridades monetárias no controle cambial e na gestão da política monetária, especialmente dos países periféricos. O objetivo é investigar a atuação do Banco Central do Brasil (BCB) no âmbito da cooperação internacional para o combate aos fluxos financeiros ilícitos associados aos paraísos fiscais, avaliando a implementação das recomendações do GAFI por meio dos mecanismos institucionais e normativos que o BCB utiliza para mitigar esses riscos. A pesquisa foi conduzida por abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica de autores como Carvalho, Prates, Shaxson e Zucman, análise documental de relatórios do GAFI, OCDE e do BCB, e exame da legislação brasileira e resoluções da CVM. Os resultados parciais indicam que a ausência de um órgão supranacional que regule as políticas econômicas internacionais favorece a arbitragem fiscal e a fuga de capitais. Embora existam mecanismos de cooperação, como o Common Reporting Standard (OCDE) e as recomendações do GAFI, sua eficácia é limitada pela falta de transparência na troca de informações entre os países. A análise revela que essa estrutura assimétrica beneficia países centrais e grandes corporações em detrimento dos periféricos, que são os mais afetados em razão de sua fragilidade estrutural e dependência de capitais. O BCB tem incorporado as recomendações em sua regulamentação, atuando em conjunto com o COAF e a CVM para prevenir a lavagem de dinheiro, conforme observado em estudos de caso e relatórios. Conclui-se que a volatilidade e a assimetria do sistema monetário internacional contribuem diretamente para a manutenção dos paraísos fiscais, sendo os países em desenvolvimento os mais afetados. Contudo, as medidas existentes contra os paraísos fiscais e jurisdições de sigilo, quando adotadas de forma coordenada em âmbito global, mostram-se eficazes para promover uma cooperação mais equitativa entre os países.
- Palavras-chave
- Cooperação entre Bancos Centrais, Paraísos Fiscais, Banco Central do Brasil, Lavagem de Dinheiro
ST10-02ST 10 A relação entre o fundo de participação municipal e a sustentabilidade financeira 15/10 · 19h00 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 10 · Economia e Finanças: Fundamentos, Políticas Públicas e Desenvolvimento
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h00
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- KATRINY CONCEICAO CUNHA ROCHA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Luan Vinicius Bernardelli; Marcos Ferreira de Magalhães; Camila Pereira
Resumo
O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) constitui um dos principais mecanismos de transferência intergovernamental de recursos no Brasil, exercendo papel relevante no financiamento das administrações municipais, especialmente em localidades de menor porte e com reduzida capacidade de arrecadação própria. Este estudo analisa a relação entre o grau de dependência do FPM e a sustentabilidade financeira municipal, tomando como unidade de análise os municípios do estado de Goiás em 2023. A pesquisa é quantitativa, documental e descritiva e aplica, para Goiás, procedimento metodológico já empregado por Nascimento e Bernardelli (2026). A dependência do FPM foi calculada pela razão entre as receitas do FPM e a receita corrente municipal, multiplicada por 100, e os municípios foram agrupados em três níveis segundo a média e o desvio-padrão da medida. Dos 246 municípios goianos, foi possível calcular a dependência para 227, para os quais havia informações de FPM em 2023. Os resultados indicam que, à medida que aumenta o grau de dependência, os municípios apresentam menor participação da arrecadação própria analisada na receita corrente e menor desempenho no IFGF Autonomia. Os municípios de baixa dependência apresentaram, em média, 13% de receita própria, enquanto os de dependência média e alta apresentaram 7% e 3%, respectivamente; o IFGF Autonomia passou de 0,92 no grupo de baixa dependência para 0,54 no grupo médio e 0,12 no grupo de alta dependência. O IFGF geral também diminuiu entre os grupos, enquanto Gastos com Pessoal, Liquidez e Investimentos apresentaram comportamentos menos lineares. Os resultados apontam associação entre maior dependência do FPM e menor autonomia fiscal, sem permitir, contudo, estabelecer relação de causalidade.
- Palavras-chave
- Fundo de participação dos municipíos, sustentabilidade financeira., Dependência fiscal, Autonomia fiscal
ST10-03ST 10 Gestão Integrada de Bolsas de Monitoria como Instrumento de Inclusão e Permanência Estudantil: Um Estudo de Caso na Universidade Federal de Uberlândia 15/10 · 20h50 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 10 · Economia e Finanças: Fundamentos, Políticas Públicas e Desenvolvimento
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h50
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- FABIANO SILVERIO RIBEIRO ALVES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Luan Vinicius Bernardelli; Marcos Ferreira de Magalhães; Camila Pereira
Resumo
A gestão de bolsas de monitoria acadêmica constitui uma política pública de assistência estudantil com impacto direto sobre a permanência e a equidade no ensino superior. Na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), esse processo era conduzido de forma manual, com planilhas descentralizadas, sem integração entre sistemas acadêmicos, financeiros e documentais e sem rastreabilidade fiscal, o que comprometia a transparência e a avaliação da política. Este trabalho apresenta um estudo de caso sobre a implementação de um sistema integrado de gestão financeira de monitorias, desenvolvido pelo Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC) em parceria com a Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), com foco na dimensão econômico-financeira da política institucional. A solução integra o sistema acadêmico, o módulo de pagamento de bolsas, o módulo documental, o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e o Valida UFU, permitindo acompanhar a execução financeira desde a geração da competência até a liquidação de cada parcela, além de validar automaticamente critérios de elegibilidade normativa, vínculos acadêmicos e acúmulo de benefícios, reduzindo falhas operacionais e pagamentos indevidos. Um módulo de destaque é o Cadastro de Monitoria DACIN, vinculado à Divisão de Acessibilidade e Inclusão, responsável por formalizar e financiar o apoio a estudantes público-alvo da educação especial, entre eles pessoas com deficiência e com altas habilidades ou superdotação. Essa monitoria, executada por bolsistas que auxiliam na adaptação de materiais, na mobilidade e na transcrição de conteúdos, é sustentada pelo mesmo módulo financeiro, o que permite quantificar o investimento público em inclusão e subsidiar decisões de planejamento orçamentário. Em março de 2026, o sistema registrava 6.991 monitorias cadastradas, sendo 352 de apoio e inclusão, além de 3.432 pagamentos processados, totalizando R$ 1.397.410,00 em bolsas. Os resultados evidenciam que a digitalização e a integração de fluxos financeiros ampliam a transparência, a auditabilidade e a governança dos recursos públicos alocados à assistência estudantil, oferecendo subsídios à avaliação de políticas de financiamento educacional e à redução de desigualdades socioeconômicas no acesso e na permanência universitária. O modelo demonstra potencial de replicação em outras Instituições Federais de Ensino Superior, contribuindo para o debate sobre eficiência do gasto público e desenvolvimento institucional na educação.
- Palavras-chave
- Gestão financeira pública, Política de assistência estudantil, Transformação digital, Inclusão e acessibilidade, Governança universitária
ST10-04ST 10 Estratégia de Produção para Pecuária de Corte no interior goiano. 15/10 · 19h20 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 10 · Economia e Finanças: Fundamentos, Políticas Públicas e Desenvolvimento
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h20
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- SARA FONSECA LUCIO SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Luan Vinicius Bernardelli; Marcos Ferreira de Magalhães; Camila Pereira
Resumo
A pecuária de corte ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro, sendo uma das atividades mais relevantes tanto do ponto de vista econômico quanto social. No Centro-Oeste, especialmente no estado de Goiás, essa atividade se destaca pela forte presença em municípios do interior, onde representa uma das principais fontes de renda e dinamização econômica local. De acordo com dados do IBGE, o Brasil mantém um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, consolidando-se também como um dos principais exportadores de carne bovina. Esse cenário, no entanto, não se sustenta apenas pela escala produtiva, mas sobretudo por um processo contínuo de transformação técnica e econômica. Estudos do CEPEA indicam que a pecuária brasileira vem apresentando ganhos expressivos de produtividade ao longo das últimas décadas, com melhor aproveitamento das áreas e maior eficiência no uso dos recursos produtivos. Esse avanço está diretamente associado à incorporação de tecnologias, ao melhoramento genético e à intensificação dos sistemas de produção. Apesar desses avanços estruturais, a atividade ainda enfrenta desafios significativos, principalmente no que diz respeito à gestão de custos e à formação de preços. Diferentemente de outros setores, o produtor pecuário opera em um ambiente de elevada incerteza, no qual grande parte dos custos é influenciada por fatores externos, como o comportamento do mercado de grãos e as condições climáticas. Nesse sentido, compreender a lógica econômica que estrutura os custos de produção e a dinâmica de formação dos preços torna-se fundamental para a sustentabilidade da atividade no longo prazo. Diante desse contexto, o presente trabalho tem como objetivo geral avaliar os métodos de apuração de custos de produção e a estratégia de formação de preços na pecuária de corte em municípios do interior goiano. A proposta é compreender, de forma integrada, como os custos são estruturados e de que maneira influenciam, direta ou indiretamente, o preço da arroba do boi gordo. Além do mais, foi feita uma abordagem metodológica qualitativa, exploratória com pesquisa bibliográfica e análise documental para alcançar a proposta da pesquisa. Nesse ínterim, conclui-se que a gestão de custos é um elemento central para a sustentabilidade da pecuária de corte nos municípios do interior goiano. A correta identificação e controle dos custos permitem ao produtor tomar decisões mais assertivas e reduzir os impactos da volatilidade do mercado.
- Palavras-chave
- Tecnologia, Pecuária, Custos, Preço
ST10-05ST 10 O esgotamento histórico do modelo de controle social e a necessidade de sua refundação no Brasil 15/10 · 19h30 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 10 · Economia e Finanças: Fundamentos, Políticas Públicas e Desenvolvimento
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h30
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- RENATO FRANCISCO DOS SANTOS PAULA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Luan Vinicius Bernardelli; Marcos Ferreira de Magalhães; Camila Pereira
Resumo
O artigo analisa os limites históricos do modelo de controle social instituído pela Constituição Federal de 1988 e propõe a noção de refundação do controle social como resposta às transformações contemporâneas do Estado e da democracia no Brasil. Fundamentado no materialismo histórico, desenvolve um ensaio teórico apoiado em revisão bibliográfica e na análise crítica da relação entre neoliberalismo, financeirização, austeridade fiscal e reorganização das formas de dominação política. Argumenta-se que o controle social institucionalizado desempenhou papel decisivo na democratização das políticas públicas e na ampliação da participação popular durante um determinado ciclo histórico, mas que as condições materiais e políticas que sustentaram esse modelo foram profundamente alteradas. A reorganização neoliberal do Estado, a crescente centralidade da disciplina fiscal, a captura de decisões estratégicas por instâncias pouco permeáveis à deliberação pública e a fragmentação das bases sociais da ação coletiva produziram um processo de esvaziamento da capacidade decisória dos mecanismos participativos, sem que suas estruturas formais fossem necessariamente desconstituídas. Sustenta-se que esse processo não representa uma crise conjuntural ou administrativa, mas expressa a incompatibilidade entre instrumentos participativos concebidos para um ciclo de expansão democrática e um contexto marcado pela financeirização do capitalismo, pela racionalidade neoliberal e pelo fortalecimento de formas contemporâneas de autoritarismo. Em lugar de uma defesa acrítica das instituições existentes ou de sua substituição por soluções tecnocráticas, o artigo propõe a refundação do controle social como horizonte político e analítico voltado à reconstrução da participação democrática em bases territorializadas, populares, conflitivas e articuladas às novas formas de organização da classe trabalhadora. Conclui que a refundação do controle social constitui uma necessidade histórica para restabelecer a capacidade de incidência da sociedade sobre o Estado e fortalecer a democracia substantiva diante das novas configurações da dominação contemporânea.
- Palavras-chave
- Democracia, Controle Social, Participação Social, Estado
ST10-06ST 10 PERFIL SOCIOFINANCEIRO E NÍVEL DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA DOS ESTUDANTES INGRESSANTES DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA UFG – CAMPUS CIDADE DE GOIÁS 15/10 · 20h40 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 10 · Economia e Finanças: Fundamentos, Políticas Públicas e Desenvolvimento
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h40
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MATHEUS VICTTOR DE SOUZA FERNANDES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Luan Vinicius Bernardelli; Marcos Ferreira de Magalhães; Camila Pereira
Resumo
A educação financeira tem se tornado um tema essencial na formação dos indivíduos, especialmente em um contexto de crescente complexidade econômica e facilidade de acesso ao crédito. No ambiente acadêmico, entender como os estudantes organizam suas finanças é um passo fundamental para avaliar se estão preparados para tomar boas decisões e planejar o futuro com segurança. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar o perfil socioeconômico e o nível de educação financeira de 20 calouros do curso de Administração da Universidade Federal de Goiás (UFG) – Campus Cidade de Goiás, durante o primeiro semestre de 2026. A pesquisa justifica-se pela necessidade de entender como os novos estudantes de Administração lidam com o dinheiro, uma vez que o equilíbrio financeiro impacta diretamente no desempenho acadêmico e na permanência do aluno na universidade. O referencial teórico foi estruturado a partir de três eixos: educação financeira, gestão financeira pessoal e comportamento econômico. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa descritiva e exploratória, de abordagem qualiquantitativa, mediante a aplicação de um questionário estruturado on-line com os calouros do curso de Administração. Os resultados indicaram que 70% dos respondentes são jovens de 18 a 21 anos, com renda individual de até um salário mínimo. Além disso, 55% desses estudantes possuem vínculo empregatício formal (CLT). O nível de educação financeira do grupo mostrou se predominantemente iniciante ou nulo, evidenciado pela incompreensão de juros compostos e de investimentos básicos. Os achados indicaram uma forte dependência de métodos informais de controle e um comportamento imediatista, visto que muitos dos estudantes carecem de reservas de emergência por não realizarem planejamentos de longo prazo, como para a aposentadoria. Conclui-se que as hipóteses iniciais de conhecimento financeiro limitado, falta de ferramentas de controle e ausência de planejamento futuro foram confirmadas, sinalizando a necessidade de implementar projetos de extensão na universidade voltados à gestão financeira, para assegurar a permanência destes alunos. Como limitação da pesquisa, aponta-se uma amostra restrita a um grupo de 20 alunos de uma única turma, o que impede a generalização dos resultados para a universidade. Para pesquisas futuras, sugere-se acompanhar esses estudantes ao longo da graduação para analisar se a progressão no curso de Administração promoverá mudanças em suas decisões financeiras.
- Palavras-chave
- Educação financeira, Gestão financeira pessoal, Comportamento econômico, Planejamento financeiro, Fluxo financeiro
ST10-07ST 10 Determinantes da Evasão Universitária na EAD da UFG: uma Análise Preliminar 15/10 · 20h00 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 10 · Economia e Finanças: Fundamentos, Políticas Públicas e Desenvolvimento
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h00
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- IZADORA DIAS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Luan Vinicius Bernardelli; Marcos Ferreira de Magalhães; Camila Pereira
Resumo
A educação a distância (EAD) tem ampliado as possibilidades de acesso ao ensino superior, mas também apresenta desafios relacionados à permanência e à conclusão dos cursos. Nesse contexto, a evasão universitária constitui um fenômeno complexo e multifatorial, resultante da interação de fatores socioeconômicos, pedagógicos, institucionais e contextuais. Este trabalho tem como objetivo analisar os determinantes da evasão universitária na EAD da Universidade Federal de Goiás (UFG), buscando compreender os fatores associados à permanência ou ao abandono dos estudantes. No período inicial da pesquisa, foi realizado levantamento bibliográfico sistemático sobre a evasão na EAD, contemplando diferentes perspectivas teóricas e empíricas. Paralelamente, foram levantados dados secundários provenientes de registros acadêmicos institucionais da UFG, do Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e de documentos institucionais, incluindo relatórios e o Projeto Pedagógico Institucional da EAD. Os dados foram organizados e submetidos à tabulação preliminar, considerando variáveis relacionadas ao perfil socioeconômico dos estudantes, desempenho acadêmico e registros de evasão. Os resultados preliminares indicam que estudantes em condições socioeconômicas mais vulneráveis apresentam maior propensão à evasão, associada a dificuldades financeiras, necessidade de conciliar trabalho e estudo e limitações de acesso a recursos tecnológicos. Também se destacam fatores pedagógicos, como metodologia de ensino, interação com professores, estrutura dos cursos, engajamento e acompanhamento acadêmico. No âmbito institucional, a qualidade do suporte acadêmico, tecnológico e psicopedagógico mostra-se relevante para a permanência estudantil. Somam-se a esses aspectos fatores contextuais, especialmente as condições regionais, o acesso à internet e a infraestrutura disponível para os estudos. As evidências preliminares estão alinhadas à literatura da área e reforçam a compreensão da evasão como fenômeno multidimensional. Assim, o aprofundamento das análises poderá contribuir para identificar fatores de risco e proteção e subsidiar políticas institucionais integradas voltadas à permanência dos estudantes e à redução da evasão na EAD da UFG.
- Palavras-chave
- Evasão Universitária, Educação a distância, Gestão universitária, Permanência estudantil, Políticas educacionais
ST10-08ST 10 Substituição do emprego e a permanência do estudante no curso de Administração 15/10 · 20h10 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 10 · Economia e Finanças: Fundamentos, Políticas Públicas e Desenvolvimento
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h10
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- AMANDA DE OLIVEIRA MOTA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Luan Vinicius Bernardelli; Marcos Ferreira de Magalhães; Camila Pereira
Resumo
As transformações ocorridas no mundo do trabalho impulsionadas pelo avanço das tecnologias digitais, pela automação, pela Inteligência Artificial (IA), pela flexibilização das relações laborais e pelo surgimento de novas formas de organização do trabalho, têm redefinido as exigências do mercado e as perspectivas profissionais de diferentes áreas. Nesse cenário, o curso de Administração ocupa posição estratégica, uma vez que forma profissionais responsáveis pela gestão de organizações que também enfrentam essas mudanças. Entretanto, a substituição de determinadas atividades por sistemas automatizados e a constante reconfiguração das competências exigidas pelo mercado podem influenciar as expectativas dos estudantes em relação à profissão, repercutindo em sua decisão de permanecer ou não no curso. Diante desse contexto, o presente trabalho tem por objetivo realizar um levantamento bibliográfico acerca da permanência e da escolha do curso de Administração à luz das novas dinâmicas do mundo do trabalho. Especificamente, conceituar o mundo do trabalho e suas transformações, compreendendo fenômenos como a digitalização, a flexibilização das relações de trabalho, o teletrabalho e a Inteligência Artificial, e analisar seus impactos sobre a formação e as perspectivas profissionais dos futuros administradores. A relevância da pesquisa está na necessidade de compreender como essas transformações influenciam a percepção dos estudantes acerca de sua formação acadêmica e de suas oportunidades de inserção profissional. Nesse sentido, compreender como tais mudanças repercutem na permanência dos estudantes no curso de Administração pode contribuir para reflexões sobre a atualização curricular, o fortalecimento das políticas de permanência universitária e a formação de profissionais mais preparados para um mercado em transformação. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como uma revisão bibliográfica de natureza exploratória, utilizando procedimentos de revisão bibliométrica para identificação, seleção e análise da produção científica sobre o tema. Busca sistematizar o conhecimento produzido acerca das transformações do mundo do trabalho e suas implicações para a formação em Administração, identificando os principais fatores que influenciam a permanência dos estudantes no curso. Espera-se fornecer subsídios para discussões acadêmicas e institucionais voltadas à atualização dos currículos e à elaboração de estratégias que contribuam para a redução da evasão.
- Palavras-chave
- Emprego, Permanência, Política Pública
ST10-09ST 10 O Preço da Cesta Básica no Município de Goiás 15/10 · 20h20 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 10 · Economia e Finanças: Fundamentos, Políticas Públicas e Desenvolvimento
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h20
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- DEBORAH ALVES RODRIGUES DOS SANTOS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Luan Vinicius Bernardelli; Marcos Ferreira de Magalhães; Camila Pereira
Resumo
Este relatório apresenta os resultados do projeto de pesquisa sobre o preço da cesta básica no município de Goiás, conduzido com a finalidade de acompanhar, examinar e divulgar a evolução dos preços dos alimentos essenciais, oferecendo dados confiáveis à população. O estudo se justifica pelo peso da alimentação nas despesas familiares, principalmente entre as famílias de menor renda, e pela necessidade de entender como os preços se comportam no contexto local. Em 2024, o salário mínimo correspondia a R$ 1.412, enquanto o valor calculado pelo DIEESE como necessário para cobrir as despesas essenciais de uma família de quatro pessoas superava R$ 6.000, reforçando a importância de pesquisas voltadas à realidade econômica do município. O levantamento foi conduzido entre novembro de 2024 e junho de 2026, abrangendo os quatro principais supermercados da cidade (Tende Tudo, Master, Mega e Souza). A cada mês, registrava-se o preço dos itens que integram a cesta básica conforme os critérios do DIEESE, respeitando as quantidades indicadas para uma família de quatro integrantes. As informações foram reunidas em planilhas eletrônicas, possibilitando o cálculo do custo total da cesta, a comparação entre os mercados pesquisados e o acompanhamento da variação dos preços ao longo do tempo. Para reforçar a precisão dos dados, a pesquisa contou ainda com a leitura de cupons fiscais por QR Code. As informações coletadas também serviram de base para a criação de um aplicativo voltado à divulgação dos resultados, tornando o acesso da população mais fácil. Os resultados mostraram diferenças relevantes nos preços tanto entre os supermercados quanto ao longo do período estudado. Entre fevereiro e março de 2025, verificaram-se altas consideráveis, com destaque para o tomate e o café, que sofreram forte instabilidade conforme as condições do mercado. Entre setembro de 2025 e junho de 2026, novas oscilações significativas também foram identificadas. Em alguns estabelecimentos, notou-se queda nos preços entre janeiro e fevereiro de 2026, seguida de aumentos sucessivos entre março e maio, período com os valores mais altos da série. Essas variações decorrem de fatores como sazonalidade, oferta e demanda, custos de produção e logística, reforçando a relevância de um acompanhamento contínuo dos preços para apoiar o planejamento financeiro das famílias e ampliar a compreensão sobre a economia local.
- Palavras-chave
- Cesta Báasica, Preços, Economia Local
ST10-10ST 10 GESTÃO PÚBLICA E O PROGRAMA VALE-FEIRA: ANÁLISE DOCUMENTAL DA ESTRUTURA NORMATIVA E INSTITUCIONAL NO MUNICÍPIO DE GOIÁS 15/10 · 20h30 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 10 · Economia e Finanças: Fundamentos, Políticas Públicas e Desenvolvimento
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h30
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- WESLANY ROSE ASSIS PEREIRA DA SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Luan Vinicius Bernardelli; Marcos Ferreira de Magalhães; Camila Pereira
Resumo
O presente estudo analisa a estrutura normativa e institucional do Programa Vale-Feira no município de Goiás (GO), compreendendo-o como um instrumento estratégico de gestão pública voltado à promoção da segurança alimentar e nutricional e ao fortalecimento da agricultura familiar. A pesquisa justifica-se pela relevante realidade fundiária local, que concentra o maior número de assentamentos rurais do estado, totalizando 24 projetos, o que cria um cenário propício para a operacionalização de Circuitos Curtos de Comercialização. O problema central investiga como o desenho legal da política pública contribui para mitigar a insegurança alimentar severa, desafio agravado no cenário brasileiro pós 2020. O objetivo geral consiste em analisar a estrutura normativa e institucional do programa, utilizando como procedimento a Análise Documental para sistematizar as diretrizes previstas no marco legal municipal, especificamente nas Leis nº 280/2021 e nº 331/2022. Metodologicamente, a investigação assume uma abordagem qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, estruturada sob o procedimento de Pesquisa Documental. O rigor científico foi assegurado pela triangulação de fontes normativas, institucionais e bibliográficas, além da aplicação da técnica de Análise Documental fundamentada em Cellard (2012), permitindo o exame técnico do corpus legal perante a ótica da gestão pública. Os resultados indicam que o programa conecta a produção dos assentamentos ao atendimento de até 250 famílias em situação de vulnerabilidade. A estrutura institucional utiliza o Cadastro Único para focalização e promove a equidade social ao priorizar famílias monoparentais chefiadas por mulheres. O diferencial estratégico reside na obrigatoriedade da aquisição de alimentos frescos diretamente em feiras locais, garantindo qualidade nutricional e assegurando que a riqueza gerada permaneça circulando no próprio território. Conclui-se que o Vale-Feira possui elevado potencial para promover o desenvolvimento territorial sustentável de acordo com o Modelo Societal de administração, embora sua efetividade plena dependa da implementação de mecanismos formais de monitoramento e avaliação para superar as lacunas de indicadores identificadas no desenho normativo atual.
- Palavras-chave
- Gestão pública, Segurança alimentar, Agricultura familiar, Circuitos curtos de comercialização, Políticas públicas
ST10-11ST 10 A RELAÇÃO ENTRE A INSTABILIDADE ECONÔMICA E A DEPRESSÃO: EVIDÊNCIAS DAS PESQUISAS NACIONAIS DE SAÚDE (PNS) DE 2013 E 2019 15/10 · 19h50 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 10 · Economia e Finanças: Fundamentos, Políticas Públicas e Desenvolvimento
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h50
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MATHEUS FELIPE
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Luan Vinicius Bernardelli; Marcos Ferreira de Magalhães; Camila Pereira
Resumo
A economia e a saúde mental apresentam uma constante relação, situações de incertezas econômicas ocasionadas muitas vezes por insegurança, seja no trabalho ou por questão financeira afetam o bem-estar psicológico do indivíduo. Este estudo tem por objetivo investigar a associação entre instabilidade econômica e depressão na população adulta brasileira, com base nas Pesquisas Nacionais de Saúde (PNS) de 2013 e 2019, realizadas pelo IBGE. Foram analisados adultos de 18 anos ou mais que completaram as entrevistas domiciliar e individual, totalizando 60.202 indivíduos em 2013 e 88.531 em 2019, com aplicação do peso do morador selecionado com calibração. A instabilidade econômica foi medida por um escore que varia de 0 a 3 e soma um ponto para cada critério presente entre renda domiciliar per capita inferior a um salário mínimo, ausência de trabalho remunerado na semana de referência e escolaridade inferior ao ensino fundamental completo. Foram considerados economicamente instáveis os indivíduos com escore igual ou superior a 2. A depressão foi avaliada em três indicadores, sendo eles o diagnóstico clínico autorrelatado, a triagem positiva pelo Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9 com 10 pontos ou mais) e uma proxy que combina as duas medidas. Os três indicadores cresceram entre 2013 e 2019. O diagnóstico clínico passou de 7,6% para 10,2%, a triagem pelo PHQ-9 de 7,9% para 10,8% e a proxy combinada de 13,0% para 17,1%. Observou-se gradiente consistente segundo o escore de instabilidade. Pela proxy combinada, a prevalência subiu de 10,1% entre os indivíduos com escore 0 para 17,7% entre os com escore 3 em 2013, e de 14,4% para 21,6% em 2019. Esse gradiente é mais acentuado na triagem pelo PHQ-9, que variou de 5,1% a 13,1% em 2013, do que no diagnóstico clínico, que foi de 6,5% a 8,6% no mesmo ano. Somando os níveis moderado, moderadamente grave e grave do PHQ-9, a prevalência foi de 10,5% entre os economicamente instáveis e de 5,9% entre os estáveis em 2013, passando a 13,9% e 8,6% em 2019. A sobreposição entre os indicadores foi baixa, já que apenas 31,9% dos indivíduos com triagem positiva em 2013 e 36,8% em 2019 relataram diagnóstico clínico prévio, o que sugere subdiagnóstico expressivo e mais frequente entre os mais vulneráveis. Por se tratar de estudo transversal e descritivo, os achados indicam associação e não relação causal. Essses resultados favorece o debate acerca do tratamento de vulnerabilidade socias e psicologicas causadas por pautas economicas.
- Palavras-chave
- Instabilidade Econômica, Depressão, PHQ-9, Pesquisa Nacional da Saúde
ST10-12ST 10 VARIAÇÃO DOS PREÇOS DA CESTA BÁSICA NA CIDADE DE GOIÁS 15/10 · 19h10 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 10 · Economia e Finanças: Fundamentos, Políticas Públicas e Desenvolvimento
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h10
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- FERNANDA ALVES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Luan Vinicius Bernardelli; Marcos Ferreira de Magalhães; Camila Pereira
Resumo
O presente trabalho integra uma proposta que já estava em desenvolvimento, e que tinha como objetivo contribuir para o aprimoramento do software APP Compara Preços, um aplicativo voltado à comparação de preços, que visava oferecer aos consumidores uma ferramenta prática para a identificação de preços de itens de consumo cotidiano que compõem a cesta básica. Foi elaborada uma página de acesso específica para o monitoramento dos preços da cesta básica, preservando o objetivo da sistematização, tratamento e divulgação de informações, vinculada ao Laboratório de Procedimentos Metodológicos e Análise de Microdados (LAPAM) https://lapam.goias.ufg.br/p/63170-cesta-basica-goias, onde se encontram os dados que são coletados e atualizados periodicamente. Ao registrar essas variações das informações coletadas, a pesquisa contribui para ampliar o debate sobre inflação, poder de compra e qualidade de vida dos consumidores, fortalecendo o papel da universidade na produção e disseminação do conhecimento para a sociedade. A pesquisa busca compreender a dinâmica dos preços dos alimentos essenciais e seus reflexos sobre o custo de vida da população local, especialmente das famílias que destinam uma parcela significativa de sua renda à aquisição de bens de consumo básico. Os resultados obtidos podem servir como instrumento de apoio para pesquisas acadêmicas, ações de extensão universitária e formulação de políticas públicas voltadas à segurança alimentar e ao desenvolvimento socioeconômico local. Dessa forma o projeto se configura como uma importante ferramenta de monitoramento econômico, permitindo a produção de informações confiáveis e acessíveis sobre o comportamento dos preços da cesta básica para os consumidores.
- Palavras-chave
- DIEESE, cesta básica, LAPAM, preços, consumidores
Estágio Supervisionado em Serviço Social e Formação Crítica: Desafios em Tempos de Precarização do Trabalho e das Políticas Sociais
15/10 · Sala 104
ST11-01ST 11 “AUTOCUIDAR: É SER LIVRE PARA VOAR": a experiência de um projeto de intervenção no Estágio Supervisionado em Serviço Social 15/10 · 18h50 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 11 · Estágio Supervisionado em Serviço Social e Formação Crítica: Desafios em Tempos de Precarização do Trabalho e das Políticas Sociais
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 18h50
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- SARA RIBEIRO SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Tereza Cristina Pires Favaro; Fernanda Felisberto Bueno; Edgar Antonio Nery Alves Camelo
Resumo
O projeto de intervenção “Autocuidar: é ser Livre para Voar" foi realizado durante o Estágio Supervisionado em Serviço Social no Centro Especializado de Atendimento à Mulher Brasilete Ramos Caiado (CEAM), no município de Goiás-GO. O projeto teve como objetivo dialogar sobre autocuidado com mulheres em situação de violência de gênero atendidas pelo serviço e também com mulheres trabalhadoras da rede de proteção, em consonância com os princípios e as diretrizes da Política Nacional de Cuidados, da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres, das normativas do curso e do projeto ético-político do Serviço Social brasileiro. O projeto de intervenção foi efetivado de três maneiras. Na primeira, foi realizada a elaboração de um card sobre o tema do projeto para o “Projeto Vozes-Mulheres”, em conjunto com o Programa Municipal de Promoção da Dignidade Menstrual. O material foi entregue, durante o mês de junho de 2025, juntamente com os kits de absorventes, a 25 mulheres atendidas pelo programa e acompanhadas pelo CEAM. A segunda atividade foi realizada com 33 pessoas de diversas instituições governamentais e não governamentais, especialmente mulheres. Nesse momento, houve socialização e partilha sobre autocuidado, o direito ao cuidado, o direito à saúde, além de apresentações culturais e de uma atividade de mulheragem. A terceira atividade aconteceu no CEAM, por meio de uma roda de conversa com sete mulheres acompanhadas pelo serviço, constituindo também um momento de partilha e socialização sobre o direito ao cuidado e sobre os serviços efetivados no município. Destarte, apreende-se que o projeto contribuiu para a reflexão das mulheres acompanhadas e das profissionais da rede de proteção sobre os direitos sociais, em especial o direito ao cuidado e à saúde. Ademais, foi relevante para o campo de estágio, pois propôs pensar o atendimento, o acolhimento e o acompanhamento para além da situação de violência, dialogando com diversas mulheres sobre direitos sociais e proteção social ampliada e reafirmando o compromisso do Serviço Social com a defesa intransigente dos direitos humanos e com a efetivação de um trabalho alicerçado na liberdade, na emancipação e na prevenção e no enfrentamento a todas as maneiras de violências e explorações.
- Palavras-chave
- Estágio, Serviço Social, Mulheres, Violência de Gênero, Autocuidado
ST11-02ST 11 As expressões da questão social na atenção à saúde da mulher: Uma reflexão a partir da experiência de estágio na alta complexidade do SUS 15/10 · 19h00 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 11 · Estágio Supervisionado em Serviço Social e Formação Crítica: Desafios em Tempos de Precarização do Trabalho e das Políticas Sociais
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h00
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- GIOVANA CRISTINA BOAVENTURA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Tereza Cristina Pires Favaro; Fernanda Felisberto Bueno; Edgar Antonio Nery Alves Camelo
Resumo
O presente trabalho apresenta um relato de experiência a partir das atividades desenvolvidas no estágio supervisionado obrigatório I em Serviço Social, realizado em um hospital público de referência no atendimento à mulher, em Goiânia. Com o propósito de conhecer a realidade social, técnica e histórica do campo, bem como apreender as expressões da questão social que atravessam o cotidiano das mulheres atendidas, compreendendo esse espaço de estágio como mediação entre teoria e prática, no qual se expressa a articulação indissociável das três dimensões constitutivas do serviço social: teórico-metodológica, ético-política e técnico- operativa, no âmbito da política de saúde. Objetivos: Analisar a congruência entre o trabalho profissional e a formação teórico-prática, evidenciando como a vivência institucional viabiliza a apreensão crítica das expressões da questão social no cotidiano. Metodologia: Pesquisa qualitativa associada a experiência de estágio supervisionado obrigatório desenvolvida a partir da articulação entre a supervisão acadêmica e a supervisão de campo, compreendidas como dimensões intrínsecas no estágio supervisionado, favorecendo a problematização das situações vivenciadas e a construção de uma leitura crítica da realidade social e institucional. Resultados: a experiência de estágio possibilitou compreender que as demandas apresentadas ao serviço social extrapolam a dimensão clínica da hospitalização, sendo possível apreender como as contradições que atravessam a política de saúde se materializam nas condições concretas de vida das usuárias. Assim como, foi possível identificar situações em que as limitações estruturais e institucionais produzem formas de violência que ultrapassam a dimensão material, incidindo sobre a culpabilização das mães. Daí, a intervenção do assistente social torna-se fundamental na identificação das expressões da questão social na articulação com a rede de proteção na mediação do acesso aos direitos, acionando, quando necessário, a rede socioassistencial, como CRAS e CREAS, estendendo ao conselho tutelar em situações que são identificadas violações aos direitos da criança e do adolescente. Conclusão: O estágio não se limita a descrição das atividades desenvolvidas, mas constitui um recurso analítico para apreender o trabalho do/a assistente social diante das expressões da questão social presentes no processo de hospitalização neonatal, à luz dos fundamentos ético- políticos e teórico-metodológicos da profissão.
- Palavras-chave
- Serviço Social, Sistema Único de Saúde, Estágio Supervisionado
ST11-03ST 11 ESTAGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL NA POLITICA DE EDUCAÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA 15/10 · 19h10 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 11 · Estágio Supervisionado em Serviço Social e Formação Crítica: Desafios em Tempos de Precarização do Trabalho e das Políticas Sociais
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h10
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- AMANDA DUTRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Tereza Cristina Pires Favaro; Fernanda Felisberto Bueno; Edgar Antonio Nery Alves Camelo
Resumo
ESTAGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL NA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Amanda Maciel de Moura Dutra Janice Gusmão Ferreira de Andrade Este resumo relata uma experiência vivida no Estágio Supervisionado em Serviço Social I, cuja disciplina permitiu a nossa aproximação com a realidade do exercício profissional na Política de Educação. A Educação é um direito social garantido pela Constituição Federal de 1988, conforme descrito no artigo 6º e artigo 205, e um importante instrumento de inclusão social. Nesse contexto, pudemos observar que as instituições de ensino passaram a lidar com o aumento das demandas sociais, exigindo maior articulação entre escola, família e rede de proteção social. Questões como evasão escolar, insegurança alimentar, fragilidade dos vínculos familiares, dificuldades de aprendizagem e a necessidade de acompanhamento de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) são demandas que chegam para o Assistente Social da educação. São demandas complexas que requerem um conhecimento da realidade, compromisso ético-político e articulação da dimensão técnico-oporativa para identificar, sistematizar e planejar estratégias de intervenção no enfrentamento a estas expressões. Dentre os principais instrumentos utilizados constam entrevistas sociais, visitas domiciliares, elaboração de relatórios técnicos, pareceres sociais, orientação às famílias, participações em reuniões intersetoriais e encaminhamentos à rede de proteção social. As ações ocorreram em articulação com a equipe multiprofissional da educação, composta por assistentes sociais, psicólogos, coordenação pedagógica e orientação educacional, de forma a fortalecer o trabalho interdisciplinar na garantia do direito a educação. Pudemos observar que o Serviço Social na educação assume papel fundamental na identificação das demandas sociais, na mediação entre os diferentes atores envolvidos e na construção de estratégias que contribuam para a inclusão e a permanência dos estudantes no ambiente escolar. Evidenciamos ainda a importância da intervenção no Estado na promoção de ações preventivas, da busca ativa, da orientação social e da promoção de políticas públicas de inclusão e permanência das crianças e adolescentes na escola de forma a garantir o direito constitucional.
- Palavras-chave
- Estágio Supervisionado em Serviço Social, Direito a Educação, Questão Social
ST11-04ST 11 ESTÁGIO SUPERVISIONADO SEM SERVIÇO SOCIAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NUM HOSPITAL PEDIÁDRIGO 15/10 · 19h20 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 11 · Estágio Supervisionado em Serviço Social e Formação Crítica: Desafios em Tempos de Precarização do Trabalho e das Políticas Sociais
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h20
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- EMILLY DE BRITO SOUSA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Tereza Cristina Pires Favaro; Fernanda Felisberto Bueno; Edgar Antonio Nery Alves Camelo
Resumo
O Estágio Supervisionado I em Serviço Social representa um momento deaproximação do discente com a realidade institucional e com as expressões daquestão social que se manifestam no cotidiano profissional. Nosso estágio foidesenvolvido na Unidade Pediátrica do Hospital das Clínicas da UniversidadeFederal de Goiás que caracteriza-se como um hospital-escola. O setor atendecrianças e adolescentes de 0 a 17 anos. Na observação diária, constatamosque o maior fluxo de internações concentra-se na primeira infância (0 a 10anos). As principais patologias que motivam a internação e o tratamento naunidade perpassam por doenças infecciosas, demandas psicopatológicas eanomalias congênitas. O processo de trabalho dos Assistentes Sociais dorespectivo setor se materializa a partir das demandas que se originam por meiode encaminhamentos da equipe médica e multiprofissional, demandasespontâneas trazidas pelos familiares e por meio da busca ativa. Observamosum forte marcador de gênero na centralidade do cuidado quando identificamosque os pacientes são, quase em sua totalidade, acompanhados por mulheres,predominantemente, as mães ou avós. A configuração familiar dessascuidadoras revelam dinâmicas sociais e econômicas específicas e onde serevelam desigualdades: algumas são mães solos que sobrevivem de formas detrabalho precário, atuando na informalidade ou no trabalho autônomo,necessitando de benefícios assistenciais. Embora alguns pais colaboremfinanceiramente com as pensões alimentícias das crianças, constatou-se queesta talvez seja a maior participação dos pais no trato com os filhos, pois ospais raramente dividem a responsabilidade do cuidado durante o período deinternação hospitalar dos filhos. Logo, estas mães, frente às necessidades docuidado e frente aos ricos de perda do trabalho necessitam contar com umarede de apoio familiar, onde muitas vezes acaba sendo compartilhada com asavós. Já as mães casadas, em sua maioria, dedicam-se exclusivamente aotrabalho doméstico e ao cuidado dos filhos, dependendo financeiramente docônjuge. Observamos ainda que o acesso à saúde e o direito ao cuidadotambém se expressa quando pensamos em mobilidade urbana. A maioria dasfamílias que acompanhamos não possuíam veículo próprio e o deslocamentoaté o HC era por meio de transporte coletivo, caminhadas longas, carros deaplicativo que oneram a renda familiar ou, no caso de pacientes de outrosmunicípios, por meio das ambulâncias das secretarias de saúde locais.
- Palavras-chave
- Estágio Supervisionado em Serviço Social;, Gênero;, Saúde.
ST11-05ST 11 ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL NA SAÚDE: APROXIMAÇÕES ENTRE FORMAÇÃO, TRABALHO PROFISSIONAL E PESQUISA 15/10 · 19h30 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 11 · Estágio Supervisionado em Serviço Social e Formação Crítica: Desafios em Tempos de Precarização do Trabalho e das Políticas Sociais
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h30
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- JOICI APARECIDA DE MORAIS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Tereza Cristina Pires Favaro; Fernanda Felisberto Bueno; Edgar Antonio Nery Alves Camelo
Resumo
O estágio supervisionado obrigatório II e III em Serviço Social, realizado na Maternidade de um hospital universitário de Goiás, propiciou a aproximação com a realidade do trabalho profissional da assistente social na área da saúde, orientado pelo projeto ético-político do Serviço Social e pelo compromisso com a universalidade do acesso. A articulação entre os conhecimentos teóricos e a experiência vivenciada no campo de estágio possibilitou compreender as diferentes dimensões que atravessam o trabalho profissional da assistente social. Nesse processo foram realizadas entrevistas sociais, orientações, encaminhamentos para a rede socioassistencial, participação em reuniões multiprofissionais e elaboração e execução de projeto de intervenção. Entre as demandas acompanhadas sobressaíram a fragilidade socioeconômica, ausência de rede de apoio, gestação de alto risco e gravidez na adolescência. O acompanhamento de situações de gravidez na adolescência atendidas na Maternidade suscitou reflexões acerca das condições de vida das adolescentes e dos desafios relacionados à continuidade de suas trajetórias escolares. A partir dessa experiência, delimitou-se o tema da pesquisa que integra o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), intitulada Gravidez na adolescência: desafios à permanência escolar e à garantia do direito à educação entre adolescentes atendidas em um hospital universitário em Goiás. A investigação parte da compreensão de que a gravidez na adolescência não pode ser analisada a partir de aspectos individuais, mas em sua relação com as condições concretas de vida, as desigualdades sociais e os desafios enfrentados pelas adolescentes para permanecerem na escola e terem seu direito a educação garantido. Esse movimento contribuiu para problematizar a maternidade para além de perspectivas individualizantes e romantizadas, considerando as desigualdades de classe, genero e raça, a presença ou ausência de redes de apoio e as condições de acesso as políticas públicas. A experiência de estágio contribuiu para a construção da identidade profissional e para o desenvolvimento de uma perspectiva crítica sobre o trabalho da assistente social na saúde, possibilitando compreender as demandas para além de suas manifestações imediatas e a importância da articulação intersetorial entre saúde, educação e assistência social na garantia dos direitos sociais das adolescentes.
- Palavras-chave
- Gravidez na Adolescência, Serviço Social, Questão Social
ST11-06ST 11 Uma amostra da vivência do estágio supervisionado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás: um olhar para a atividade profissional 15/10 · 19h50 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 11 · Estágio Supervisionado em Serviço Social e Formação Crítica: Desafios em Tempos de Precarização do Trabalho e das Políticas Sociais
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h50
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- GEOVANIA OHARA RODRIGUES OLIVEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Tereza Cristina Pires Favaro; Fernanda Felisberto Bueno; Edgar Antonio Nery Alves Camelo
Resumo
Proponho discutir a atuação do assistente social na Unidade de Internação Cirúrgica II, particularmente no atendimento às demandas sociais e na articulação para acesso a direitos a partir da minha experiência de Estágio Supervisionado em Serviço Social, no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, na Unidade de Internação Cirúrgica II. O percurso metodológico utilizou dados sintetizados da experiência de estágio, utilizando o diário de campo, registros, documentos institucionais e referências bibliográficas. A instituição ao qual vou falar faz parte do Sistema Único de Saúde, com acesso universal da população, sendo uma instituição pública de referência que presta atendimento de média e alta complexidade. Além de sua relevância na assistência à saúde, o HC-UFG é referência na formação profissional de saúde, acolhendo estagiárias(os), residentes e profissionais de diferentes áreas da saúde e da assistência, e articulando as dimensões do ensino, da pesquisa e da extensão e ensino, pois desde de sua inauguração está filiado a UFG, no desenvolvimento e formação profissional. O ponto principal desta apresentação se trata em retratar um pouco do trabalho desenvolvido pela assistente social na instituição, residente e estagiária na Unidade de Internação Cirúrgica II. Será apresentado situações de atendimento social vivenciadas durante o estágio, conservando a garantia do sigilo e da preservação da identidade, em conformidade com os princípios éticos profissionais, destacando as atividades realizadas para ocorrer a articulação dos direitos da pessoa citada, demonstrando as demandas como socioeconômicas, vínculos fragilizados, transporte, acesso a medicamentos e insumos, etc, em que as respostas se davam pela articulação de direitos como o Estatuto da Pessoa Idosa, Estatuto da Pessoa com Deficiência e direitos garantidos na Legislação Federal, em que destacou o olhar crítico para a realidade da população, articulações de direitos, orientações sociais, entre outros. Nesse período de tempo como estagiária, me possibilitou identificar a presença de múltiplas demandas resultante das expressões da questão social relacionadas ao processo de adoecimento e hospitalização, evidenciando a importância da orientação social, da articulação com a rede de serviços e da mediação do acesso a direitos no trabalho do Serviço Social em ambiente hospitalar.
- Palavras-chave
- experiência de estágio supervisionado, atividade profissional, orientações sociais
ST11-07ST 11 Serviço Social e formação profissional: reflexão a partir da experiência de estágio em um hospital universitário 15/10 · 20h00 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 11 · Estágio Supervisionado em Serviço Social e Formação Crítica: Desafios em Tempos de Precarização do Trabalho e das Políticas Sociais
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h00
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- FÂMALA RODRIGUES DE MORAES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Tereza Cristina Pires Favaro; Fernanda Felisberto Bueno; Edgar Antonio Nery Alves Camelo
Resumo
Esta comunicação resulta de reflexões construídas a partir da experiência de estágio supervisionado em Serviço Social, realizada em um hospital universitário do Centro-Oeste brasileiro inserido na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, o Estágio Supervisionado I ocorreu na Unidade Cirúrgica do 8º andar do HC-UFG, representando meu primeiro contato com a prática profissional em ambiente hospitalar. Essa vivência possibilita uma apreensão da realidade em sua totalidade. Contudo, tem muitos desafios que emergem no dia a dia da unidade, como o déficit de profissionais, as fragilidades na comunicação interprofissional e a precarização dos serviços públicos e das condições de trabalho expressões que não podem ser dissociadas da política de ajuste fiscal de feição neoliberal, a qual provoca o subfinanciamento da saúde e impõe limites à efetivação do direito à saúde. A experiência permite apreender, portanto, que o processo saúde-doença ultrapassa a dimensão biológica, sendo atravessado por determinantes sociais expressos nas condições de trabalho, renda, infraestrutura, saneamento básico e redes de apoio. Desse modo, o estágio evidenciou que o trabalho do Serviço Social na saúde não se restringe às demandas diretamente relacionadas ao adoecimento, mas requer apreender a pessoa hospitalizada em sua totalidade, considerando seu território e suas condições de vida. Para tanto, o domínio das dimensões teórico-metodológica, ético-política e técnico-operativa por parte da(o) assistente social é fundamental na construção de respostas críticas e criativas às demandas do cotidiano profissional, reforçando também a importância do trabalho em equipe, do compromisso ético e da defesa dos direitos sociais das(os) usuárias(os). Por fim, a trajetória no estágio contribuiu de forma decisiva para meu amadurecimento profissional e para uma formação de qualidade pautada na análise crítica da realidade. Tal postura é necessária para a elaboração de respostas profissionais às expressões da questão social que emergem nos espaços socioinstitucionais, articulando as dimensões do fazer profissional e reafirmando a direção social do projeto ético-político do Serviço Social. Reitera-se, assim, a relevância da(o) assistente social na defesa de direitos, na articulação das redes de proteção e na construção de um olhar centrado no sujeito em seu contexto social, e não apenas em seu prontuário médico.
- Palavras-chave
- Estágio Supervisionado, vulnerabilidade Social, Serviço Social
ST11-08ST 11 A Dimensão Socioeducativa do Serviço Social como Caminho para a Democratização do Acesso aos Direitos Sociais: uma experiência no âmbito da saúde 15/10 · 20h10 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 11 · Estágio Supervisionado em Serviço Social e Formação Crítica: Desafios em Tempos de Precarização do Trabalho e das Políticas Sociais
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h10
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ANA CLARA CORREA DUARTE
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Tereza Cristina Pires Favaro; Fernanda Felisberto Bueno; Edgar Antonio Nery Alves Camelo
Resumo
Este trabalho apresentará as experiências obtidas durante o estágio supervisionado III em Serviço social num Hospital Universitário de Goiás, onde acompanhei o trabalho dos(as) Assistentes Sociais na Unidade de Internação Clínica, observando a importância de um fazer profissional comprometido não só com a socialização de informações, mas também com a democratização do acesso dos usuários aos seus direitos sociais. Objetivos: Analisar como a dimensão socioeducativa do trabalho do(a) Assistente Social pode contribuir na construção da imagem da profissão na saúde, bem como na compreensão dos usuários sobre seus direitos, desburocratizando o acesso à informação. Busca-se por meio da dimensão socioeducativa, possibilitar a compreensão crítica da realidade concreta, fortalecendo os usuários na luta por seus direitos. Métodos: Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa, que lançou mão do instrumental do diário de campo e das reflexões propostas durante o planejamento e execução do projeto de intervenção, dialogados com a supervisão acadêmica e supervisão de campo. Resultados: Durante a experiência de estágio em Serviço Social no hospital das Clínicas da UFG, em uma unidade de internação clínica, foi possível observar como o trabalho do(a) Assistente Social pode contribuir no fortalecimento da Política de Saúde enquanto direito universal, integral e equitativo. Pois ao se deparar com a realidade posta no cotidiano profissional, consegue analisar que o processo de emancipação e transformação da sociedade pode começar alí no espaço sócio-ocupacional, a partir do diálogo com os usuários sobre seus direitos e também compartilhando de maneira didática e crítica a realidade concreta, no qual a informação não seja apenas socializada mas se torne um caminho para desburocratizar e democratizar o acesso dos usuários aos seus direitos sociais. Conclusão: A experiência permitiu compreender a dimensão socioeducativa como uma importante mediação do trabalho do(a) Assistente Social na saúde, especialmente no que se refere à democratização de informações sobre seus direitos e sobre como o Serviço Social pode apoiar a comunidade nesse processo. Conclui-se que a socialização de informações por si só estabelece limitações para os usuários se potencializarem como sujeitos de direitos. Ao passo que a democratização possui um caráter dialógico e crítico, tendo como horizonte não apenas o acesso aos direitos, mas também a construção de uma sociedade emancipada.
- Palavras-chave
- Serviço Social, Dimensão socioeducativa, Democratização, Formação profissional, Saúde
ST11-09ST 11 A ORGANIZAÇÃO DE FÓRUNS DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL: RELATO DE ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS 15/10 · 20h20 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 11 · Estágio Supervisionado em Serviço Social e Formação Crítica: Desafios em Tempos de Precarização do Trabalho e das Políticas Sociais
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h20
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- GUILHERME ALVES DOS SANTOS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Tereza Cristina Pires Favaro; Fernanda Felisberto Bueno; Edgar Antonio Nery Alves Camelo
Resumo
Este resumo relata a experiência de estágio supervisionado em Serviço Social na Coordenação de Assuntos Estudantis (CAE) da Universidade Federal de Goiás, no primeiro semestre de 2026, com carga horária de 150 horas. O estágio objetivou a inserção crítica do discente na dinâmica sócio-ocupacional da CAE, articulando a fundamentação teórica com as atribuições profissionais na política de educação. O público majoritário foi composto por estudantes em vulnerabilidade socioeconômica, beneficiários de programas de auxílio e permanência. As atividades iniciais incluíram análise de normativas (Lei nº 14.914/2024 - PNAES, Resolução CONSUNI nº 44/2017 - PASE/UFG), observação de atendimentos socioeconômicos, reuniões de equipe e estudos de caso. Este relato concentra-se na participação na Comissão Organizadora de dois fóruns propostos pela CAE em parceria com movimentos estudantis e outras IES da região: o "I Fórum Regional de Assuntos Estudantis" e o "I Fórum Intercultural de Assistência Estudantil". O planejamento envolveu reuniões semanais para definição de objetivos, eixos temáticos, metodologias e estratégias de divulgação, com o objetivo de debater a democratização do acesso e a permanência na universidade. A experiência evidenciou na prática a complexidade da atuação do assistente social para além do atendimento individual, abrangendo a dimensão coletiva e propositiva. Aprendizados cruciais incluíram a necessidade de conciliar tempos institucionais e comunitários e a importância da mediação cultural para garantir acessibilidade a estudantes indígenas, quilombolas e do campo. A construção de uma carta de intenções ao final de cada fórum, com propostas concretas para a política de permanência, reforçou o papel do Serviço Social na formulação de estratégias institucionais. Conclui-se que o estágio foi fundamental para a formação profissional, consolidando a percepção sobre a importância do trabalho interdisciplinar, da escuta qualificada e do compromisso ético-político com a construção de uma universidade democrática. A participação nos fóruns reafirmou a assistência estudantil como direito social e a ação profissional como enfrentamento às desigualdades estruturais, em consonância com os princípios do Código de Ética do Serviço Social.
- Palavras-chave
- Estágio Supervisionado, Assistência Estudantil, Serviço Social, Políticas de Permanência
Narrativas Interculturais e Decoloniais na Formação Universitária
16/10 · Sala 102
ST12-01ST 12 Corpo território e memória biocultural na encruzilhada formativa: narrativas quilombolas e indígenas em duas Licenciaturas em Educação do Campo 16/10 · 18h50 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 12 · Narrativas Interculturais e Decoloniais na Formação Universitária
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 18h50
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- JÁDER DE CASTRO ANDRADE RODRIGUES
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Jáder de Castro Andrade Rodrigues; Joana Dark Leite; Rafael Alves Oliveira
Resumo
Neste trabalho, coloco em diálogo, em chave comparativa e autoetnográfica, duas experiências que se encontram na encruzilhada da minha trajetória como professore-pesquisadore de Ciências da Natureza. A primeira é a pesquisa de doutorado realizada na Licenciatura em Educação do Campo da Faculdade UnB de Planaltina (LEdoC/FUP), junto a cinco licenciandas quilombolas do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga: sob os princípios da pesquisa participante, do método biográfico e da escuta sensível, uma oficina no Tempo Universidade e entrevistas no território, durante o Tempo Comunidade, geraram narrativas orais, escritas e visuais sobre a memória biocultural feminina Kalunga. A segunda é a docência posterior na LEdoC da Universidade Federal de Goiás (LEdoC/UFG), na disciplina “Saberes e fazeres de povos do Cerrado”, ofertada a uma turma ingressante majoritariamente indígena, com estudantes Xerente, Xavante, Karajá e Javaé, cujas rodas de conversa, ilustrações etnocientíficas, mapas falantes e narrativas autobiográficas constituíram um acervo biocultural de autoria estudantil. Lidas uma à luz da outra, as experiências mostram o corpo como território epistemológico e arquivo vivo: nas narrativas Kalunga, infâncias tramadas ao Cerrado, saberes de parteiras, plantas medicinais, festejos e casas de palha configuram um corpo território; nas produções indígenas, grafismos, vestimentas e o pátio do ritual Aruanã das Crianças tornam-se escrita territorial do sagrado. Oralidades, desenhos e mapas excedem o registro escrito e verbal e operam como práticas de presença, autoria e (re)existência, deslocando estudantes da condição de objetos para a de produtores de conhecimento. O diálogo revela, ainda, a universidade como espaço ambivalente: de apagamento e racismo, mas também de autoidentificação e (re)existência; tensões entre saberes acadêmicos e tradicionais, entre a intercientificidade e a exigência contracolonial de interromper capturas extrativistas. Argumento que a memória biocultural (Toledo; Barrera-Bassols) articula, sem homogeneizar, os contextos quilombola e indígena, e que quilombolizar e indigenizar a universidade (Correa Xakriabá) são traduções de um mesmo programa formativo. Na perspectiva da ecologia de saberes e da interculturalidade crítica (Walsh), concluo que as Licenciaturas em Educação do Campo constituem espaços de reinvenção epistemológica em que defender a formação docente é defender territórios, rumo à justiça cognitiva, social e histórica.
- Palavras-chave
- Educação do Campo, Ensino de Ciências, Memória Biocultural, Narrativas Interculturais
ST12-02ST 12 PET OFICINAS: A Pesquisa Qualitativa nas Ciências Sociais 16/10 · 19h00 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 12 · Narrativas Interculturais e Decoloniais na Formação Universitária
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h00
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- GUILHERME DE MORAES BORGES
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Jáder de Castro Andrade Rodrigues; Joana Dark Leite; Rafael Alves Oliveira
Resumo
O PET Oficinas integra o eixo Teoria e Práticas do Programa PET Vila Boa e tem como objetivo promover a formação dos integrantes do PET, trabalhando as diferentes metodologias de pesquisas que podem ser aplicadas nas Ciências Sociais. Em 2026, o projeto abordou o tema “A Pesquisa Qualitativa nas Ciências Sociais”, buscando proporcionar aos participantes uma compreensão teórica e prática acerca dos fundamentos, métodos e possibilidades de aplicação da pesquisa qualitativa. As atividades foram desenvolvidas a partir da leitura e discussão de referenciais bibliográficos, sendo eles “Pesquisa Qualitativa do Início ao Fim” (2016) de Robert K. Yin e “Revisão Sistemática de Literatura” (2024) de Hugo Sarmento, Nestor Ordonez e Antonio Rosa, seguidos de debates coletivos destinados à reflexão crítica sobre o tema do debate que é definido pela obra estudada em cada encontro. A partir dessas discussões, os participantes foram organizados em grupos responsáveis pela elaboração de sínteses dos textos e pela produção de materiais. A partir das discussões, foram elaborados resumos analíticos e roteiros destinados à produção de conteúdos audiovisuais em formato de reels. Ao todo foram quatro vídeos publicados, sendo um destinado à análise do que é revisão sistemática, e três deles voltados para a obra de Robert K. Yin, todos publicados no Instagram do PET Vila Boa, buscando resumir os conceitos estudados nos livro, durante a preparação do grupo, para uma linguagem acessível e ampliar a circulação do conhecimento produzido pelo grupo, tendo em vista que o objetivo do projeto é a formação do grupo e, a partir dessa formação, a produção de materiais que serão disponibilizados a comunidade. A metodologia adotada possibilitou articular a formação teórica à experimentação prática, estimulando a participação ativa dos integrantes, o trabalho coletivo e o desenvolvimento de habilidades relacionadas à leitura, análise, síntese e comunicação científica. Os produtos elaborados ao longo da atividade contribuíram para sistematizar os conhecimentos discutidos e, simultaneamente, aproximá-los de diferentes públicos por meio das plataformas digitais. Conclui-se que a proposta do PET Oficinas teve o objetivo de favorecer a integração entre teoria e prática na formação dos participantes, demonstrando o potencial da produção coletiva e da divulgação audiovisual como estratégias para a construção e socialização do conhecimento no âmbito universitário.
- Palavras-chave
- Extensão universitária, Formação acadêmica, Divulgação do conhecimento, Produção audiovisual.
ST12-03ST 12 Lambe-lambe como práxis decolonial: arte de rua e resistência epistêmica na formação do PET Vila Boa 16/10 · 19h10 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 12 · Narrativas Interculturais e Decoloniais na Formação Universitária
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h10
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- VICTOR CÉSAR ANANIAS
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Jáder de Castro Andrade Rodrigues; Joana Dark Leite; Rafael Alves Oliveira
Resumo
A colonialidade do poder, do ser e do saber estrutura ainda hoje as relações sociais, acadêmicas e territoriais, mantendo hierarquias raciais, de gênero e de classe herdadas do processo colonial. O PET Vila Boa, cuja organização atua a partir da matriz teórica decolonial como eixo estruturante de suas ações formativas, dedicou o presente ano à discussão da colonialidade e de suas diferentes dimensões: do poder, do ser e do saber, tendo como referenciais teóricos autores como Aníbal Quijano (2000), María Lugones (2014) e Joaze Bernardino-Costa (2018). A partir dessa base teórica, o grupo optou por articular a formação a uma intervenção artística por meio do lambe-lambe, compreendido como instrumento de denúncia, ativismo e resistência acessível às diferentes camadas da comunidade acadêmica. A trajetória formativa partiu de três encontros teóricos: o primeiro voltado à introdução da matriz colonial do poder, do ser e do saber; o segundo à discussão sobre gênero e racialização como feridas coloniais inscritas no corpo, em diálogo com o feminismo decolonial; e o terceiro dedicado à ferida existencial e à condição do não-ser, discutindo os processos de desumanização impostos pela colonialidade. Em seguida, realizou-se um encontro sobre a história, as técnicas e os modos de produção do lambe-lambe, reconhecendo-o como linguagem popular e historicamente vinculada a movimentos de denúncia e resistência urbana. A partir desse percurso, os(as) petianos(as) produziram lambes autorais para colagem em espaços internos da universidade, entendendo a instituição como território ainda marcado por barreiras coloniais a serem tensionadas. Observou-se que a articulação entre teoria e prática artística possibilitou aos(às) estudantes ressignificar os conceitos discutidos ao longo do ano, transformando a reflexão acadêmica em intervenção estética e política concreta. Conclui-se que o lambe-lambe se afirma como instrumento pedagógico e político de resistência, capaz de tornar visível, dentro do espaço universitário, as críticas à colonialidade do poder, do ser e do saber, reafirmando o compromisso do PET Vila Boa com uma educação crítica, plural e comprometida com a transformação social.
- Palavras-chave
- Decolonialidade, Colonialidade, Lambe-lambe, Racialização, Educação Tutorial
ST12-04ST 12 EPISTEMICÍDIO E INTELECTUALIDADE NEGRA: representações da produção do conhecimento em Querido Estudante Negro 16/10 · 19h20 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 12 · Narrativas Interculturais e Decoloniais na Formação Universitária
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h20
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- NORBERTO FERREIRA PINTO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Jáder de Castro Andrade Rodrigues; Joana Dark Leite; Rafael Alves Oliveira
Resumo
O presente resumo apresenta resultados parciais de uma pesquisa que busca analisar as representações do epistemicídio e da intelectualidade negra na obra Querido Estudante Negro, de Bárbara Carine (2023). Construído por meio de cartas que narram a trajetória de uma intelectual negra da graduação ao pós-doutorado, o livro evidencia experiências relacionadas ao acesso, à permanência e ao reconhecimento de pessoas negras nos espaços educacionais, revelando como o racismo atravessa também a produção e a legitimação dos saberes. O objetivo da pesquisa é investigar de que maneira o epistemicídio se manifesta no ambiente institucional acadêmico representado na obra, considerando a exclusão e o silenciamento de intelectuais negros, a ausência de referências negras e a valorização de perspectivas eurocentradas na produção do conhecimento. A metodologia caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, bibliográfica e analítica, desenvolvida a partir da leitura crítica da obra em diálogo com referenciais dos estudos das relações étnico-raciais e decoloniais, especialmente o conceito de epistemicídio discutido por Sueli Carneiro (2005). Os resultados parciais indicam que a obra representa a universidade como um espaço marcado por desigualdades no acesso e no reconhecimento da produção intelectual negra. Observa-se a permanência de currículos eurocentrados e a invisibilização de outras formas de conhecimento, contribuindo para a deslegitimação de saberes e sujeitos negros enquanto produtores de ciência. A obra também evidencia que a ausência de representatividade produz impactos subjetivos, uma vez que estudantes negros encontram dificuldades para reconhecer seus corpos, histórias e referências como pertencentes ao espaço acadêmico. Nesse sentido, a escrita de Bárbara Carine constitui-se também como uma forma de enfrentamento ao epistemicídio, ao transformar experiências vivenciadas no percurso universitário em produção de conhecimento e afirmação da autoria intelectual negra. Conclui-se, parcialmente, que Querido Estudante Negro denuncia os mecanismos que historicamente restringem a presença e a legitimidade da intelectualidade negra na academia, ao mesmo tempo em que afirma a necessidade de democratização do conhecimento e de construção de práticas educacionais que reconheçam a pluralidade epistemológica e a autoria negra na produção científica.
- Palavras-chave
- Epistemicídio, Intelectualidade Negra, Produção de Conhecimento, Relações Étnico-Raciais, Educação Antirracista
ST12-05ST 12 SANGUE LATINO: CULTURA E DIVERSIDADE NO PET SARAU 16/10 · 19h30 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 12 · Narrativas Interculturais e Decoloniais na Formação Universitária
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h30
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- JULIA GONCALVES DE MELO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Jáder de Castro Andrade Rodrigues; Joana Dark Leite; Rafael Alves Oliveira
Resumo
O projeto PET Sarau integra as atividades do Programa de Educação Tutorial – Ciências Sociais, mais conhecido como PET Vila Boa, e constitui uma ação de extensão voltada à aproximação entre a universidade e a comunidade por meio da cultura. Em 2026, a atividade terá como tema “Sangue Latino”, evento previsto para ocorrer em 18 de setembro, com a proposta de promover um espaço de convivência, integração e valorização da diversidade cultural latino-americana. O objetivo da ação é proporcionar um momento de interação entre a comunidade acadêmica e externa, valorizando manifestações culturais latino-americanas e estimulando a troca de experiências, conhecimentos e vivências entre os participantes. A escolha da temática busca destacar a diversidade cultural presente na América Latina e possibilitar a construção de um espaço coletivo de celebração e interação. A metodologia adotada para a elaboração da ação baseou-se na participação coletiva dos integrantes do PET Vila Boa, envolvendo a definição conjunta da temática, a realização de reuniões de planejamento, a divisão de tarefas e a discussão e aprimoramento das atividades propostas para o evento. Como resultados esperados, busca-se fortalecer o trabalho em equipe entre os integrantes do PET, estimular a participação e a integração entre a comunidade acadêmica e externa e proporcionar um espaço de convivência, troca de conhecimentos, experiências e amizades. Espera-se, ainda, que a atividade contribua para a valorização da diversidade cultural. Conclui-se que a realização do “Sangue Latino” poderá contribuir para a aproximação entre universidade e sociedade, utilizando a cultura como meio de interação e construção coletiva. Nesse sentido, a ação reafirma o PET como espaço de formação integral, crítica e participativa, capaz de articular saberes e práticas em benefício tanto da comunidade acadêmica quanto da sociedade.
- Palavras-chave
- Cultura, América Latina, Diversidade
ST12-06ST 12 Experiências e percursos investigativos junto ao Povo Iny: território, memória e cultura 16/10 · 19h40 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 12 · Narrativas Interculturais e Decoloniais na Formação Universitária
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h40
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LUAN GOMES DOS SANTOS
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Jáder de Castro Andrade Rodrigues; Joana Dark Leite; Rafael Alves Oliveira
Resumo
A Etnomatemática possibilita compreender saberes e fazeres a partir dos contextos culturais em que são produzidos, reconhecendo diferentes modos de compreensão, organização, sobrevivência e transcendência. Este trabalho apresenta uma pesquisa em fase de construção, originada a partir de uma aproximação acadêmica com o povo Iny (Karajá), na Aldeia Buridina, em Aruanã, Goiás. A experiência provocou inquietações acerca das relações entre conhecimentos matemáticos, território e práticas culturais Iny, conduzindo à proposição de uma investigação que pretende aproximar Etnomatemática e cartografia social. O objetivo é compreender como conhecimentos e práticas matemáticas do povo Iny podem emergir em processos de representação do território, considerando formas de localização, orientação, medição, contagem e organização espacial significativas para a comunidade. A proposta compreende a cartografia para além da representação técnica do espaço, considerando-a como possibilidade de expressar lugares, trajetórias, memórias e conhecimentos produzidos nas relações com o território. Teoricamente, a investigação aproxima-se da Etnomatemática de Ubiratan D’Ambrosio e da interculturalidade crítica discutida por Catherine Walsh, buscando evitar relações hierarquizadas entre conhecimentos indígenas e conhecimentos acadêmicos. Metodologicamente, projeta-se uma investigação qualitativa e colaborativa, pautada no diálogo e na escuta junto à comunidade, com rodas de conversa, registros de campo e possibilidades de construção participativa de representações cartográficas. Por se tratar de uma pesquisa em elaboração, não são apresentados resultados, mas caminhos e questões que orientarão seu desenvolvimento. Espera-se que o estudo contribua para compreender a cartografia como possibilidade de encontro entre território, cultura, memória e conhecimentos matemáticos Iny, valorizando epistemologias produzidas e mobilizadas no próprio território.
- Palavras-chave
- Etnomatemática, Povo Iny, Cartografia social, Território, Interculturalidade
ST12-07ST 12 Imigração no Brasil: Expressões culturais e as relações entre arte, resistência, identidade e poder 16/10 · 19h50 · Sala 102Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 12 · Narrativas Interculturais e Decoloniais na Formação Universitária
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h50
- Local
- Sala 102 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- WANDERLY NETO FAVORITO CARVALHO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Jáder de Castro Andrade Rodrigues; Joana Dark Leite; Rafael Alves Oliveira
Resumo
O projeto Criticando com o PET integra o eixo Artes do Programa PET Vila Boa e tem como objetivo promover a formação crítica dos integrantes do PET por meio da análise de diferentes expressões artísticas e culturais, compreendendo a arte como instrumento de construção de identidades, reflexão social e resistência. Em 2026, o projeto trouxe como temática “Arte, Cultura e Resistência”, com enfoque nas expressões culturais de povos imigrantes no Brasil e nas relações entre arte, política e identidade. As atividades foram desenvolvidas a partir da análise de obras visuais, produções cinematográficas, músicas e obras literárias, selecionadas pela coordenação, buscando estimular a reflexão sobre os contextos históricos, políticos e sociais relacionados às manifestações artísticas estudadas. Inicialmente, foi realizada a análise de pinturas de diferentes artistas latinos organizadas em uma exposição conhecida como “Camina Conmigo”, possibilitando discutir processos migratórios, representações culturais, estereótipos, racismo e xenofobia. Em seguida, foi analisado o trailer do filme “O Triunfo da Vontade” lançado em 1935, no que acrescentou para à discussão sobre o conceito de soft power, visando compreender as relações entre produção cultural, poder político e influência social. Posteriormente, a análise de músicas de grupos como Secos e Molhados permitiu refletir sobre o papel da arte na formação cultural e nos processos de resistência. Como atividade prática, os participantes foram organizados em grupos para pesquisar diferentes países e produzir conteúdos audiovisuais sobre suas expressões artísticas e culturais, considerando aspectos relacionados à identidade e resistência. As produções resultaram na série “Arte em Migração: Cultura, Identidade e Resistência no Brasil”, destinada à socialização do conhecimento por meio do YouTube. A metodologia adotada possibilitou articular análise artística, discussão coletiva, pesquisa e produção audiovisual e textual, estimulando o pensamento crítico, a participação dos integrantes e a valorização da diversidade cultural. Conclui-se que o projeto teve por objetivo ampliar a compreensão dos participantes acerca do papel social e político da arte, além de fortalecer práticas de formação coletiva e de socialização do conhecimento no âmbito universitário.
- Palavras-chave
- Arte, Cultura, Migração, Resistência, Pensamento crítico
Tecnologias Digitais, Inteligência Artificial e Sociedade
16/10 · Sala 105
ST13-01ST 13 ENTRE A LEI E A TELA: os descompassos da saúde digital no Sus 16/10 · 19h30 · Sala 105Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 13 · Tecnologias Digitais, Inteligência Artificial e Sociedade
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h30
- Local
- Sala 105 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- TEREZA CRISTINA PIRES FAVARO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Paulo Henrique Santana de Oliveira; Guilherme Augusto Gomes De Villa; Gustavo Siqueira Vinhal
Resumo
A expansão das tecnologias digitais na saúde tem sido apresentada como estratégia de ampliação e qualificação do acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, em uma conjuntura marcada pela austeridade neoliberal, pela disputa do fundo público, pela precarização das políticas sociais e pela crescente mercadorização da saúde, a digitalização dos serviços vem produzindo novas formas de desigualdade no acesso ao direito. Este estudo, fundamentado no materialismo histórico-dialético, analisa como usuárias e usuários das unidades públicas de saúde do município de Goiás acessam serviços e informações em formato digital, buscando apreender os descompassos entre o direito formalmente assegurado e sua concretização. Trata-se de pesquisa de abordagem quanti-qualitativa, articulando pesquisa bibliográfica, documental e de campo, por meio de entrevistas com 30 usuárias e usuários das unidades públicas de saúde, considerando experiências, possibilidades, dificuldades e estratégias de acesso às tecnologias digitais. Os resultados evidenciam limites à efetivação da saúde digital. Entre as(os) participantes, predominou o sexo feminino (80,0%), pessoas autodeclaradas pardas e pretas (83,4%) e aquelas(es) com renda entre 0,5 e 1 salário mínimo (43,3%). Embora todas(os) possuíssem aparelho celular, 76,7% nunca haviam tentado instalar aplicativos do SUS. O acesso às informações e aos serviços de saúde ocorreu de forma presencial nas unidades (23 participantes), seguido pelo WhatsApp (7), revelando uso restrito das ferramentas digitais institucionais. A maioria desconhecia os aplicativos e plataformas digitais do SUS ou nunca havia tentado utilizá-los, e apenas uma participante relatou ter recebido orientação sobre essas ferramentas. As entrevistas evidenciaram barreiras relacionadas à idade, à situação de rua, à moradia rural, à conectividade e ao letramento digital. Os achados demonstram que a posse de dispositivos não assegura inclusão digital ou acesso aos serviços de saúde, evidenciando que a digitalização se insere em relações sociais atravessadas pelas desigualdades de classe e pelas condições concretas de vida da população, bem como pela mercadorização da saúde. Conclui-se que a expansão da saúde digital, sem políticas de inclusão, orientação, conectividade e garantia de formas presenciais de acesso, pode aprofundar desigualdades historicamente produzidas e comprometer os princípios da universalidade e da equidade do SUS.
- Palavras-chave
- Saúde digital, SUS, Mercadorização da saúde
ST13-02ST 13 A reestruturação produtiva e trabalho Docente na Indústria 4.0: 16/10 · 19h00 · Sala 105Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 13 · Tecnologias Digitais, Inteligência Artificial e Sociedade
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h00
- Local
- Sala 105 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ANDRESSA GARCIA CASTILHO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Paulo Henrique Santana de Oliveira; Guilherme Augusto Gomes De Villa; Gustavo Siqueira Vinhal
Resumo
As profundas transformações sociotécnicas e econômicas impulsionadas pela reestruturação produtiva contemporânea e pela emergência da Indústria 4.0, caracterizadas pela digitalização, automação, plataformização e intensificação tecnológica extrapolam o campo industrial e incidem diretamente sobre a organização escolar e as políticas educacionais. Sob o discurso da inovação e da modernização, esse cenário impõe novas demandas ao trabalho docente, exigindo competências digitais, flexibilidade e metodologias ativas que reconfiguram seus tempos, espaços e condições de atuação. Nesse contexto, o estudo investiga as implicações dessas transformações estruturais sobre o trabalho docente, analisando o modo como a racionalização dos processos e a padronização curricular tencionam a autonomia do professor, provocando a sobrecarga de funções e a intensificação do trabalho. A análise volta-se de forma privilegiada para os desdobramentos dessa dinâmica na formação inicial de professores em Pedagogia e no desenvolvimento do estágio supervisionado, compreendido como espaço fundamental de articulação entre teoria e prática pedagógica. Fundamentada no enfoque histórico-estrutural e no método dialético, a investigação desenvolve-se por meio de pesquisa bibliográfica e documental, examinando diretrizes formativas e normativas educacionais para apreender as contradições entre as exigências tecnicistas e as reais condições do fazer docente. Ao problematizar esses impactos, o trabalho busca oferecer subsídios teóricos para superação de leituras meramente adaptativas, contribuindo para a produção de conhecimento crítico e para a defesa de condições dignas na formação e no exercício da docência frente aos imperativos da Indústria 4.0
- Palavras-chave
- INDUSTRIA 4.0, TRABALHO DOCENTE, REDE PUBLICA
ST13-03ST 13 O Evangelho da Automação: O advento das IA sob a ótica do mito de Prometeu 16/10 · 19h10 · Sala 105Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 13 · Tecnologias Digitais, Inteligência Artificial e Sociedade
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h10
- Local
- Sala 105 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- PAULO FERNANDO RIBEIRO DE SOUZA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Paulo Henrique Santana de Oliveira; Guilherme Augusto Gomes De Villa; Gustavo Siqueira Vinhal
Resumo
Este resumo propõe uma reflexão filosófica acerca do advento das IA e de sua possível correspondência figurativa com o mito de Prometeu. É de amplo conhecimento a associação do mito de Prometeu às interpretações dadas pela Psicanálise. É também tido em comum acordo o fato de que os deuses sustentam um certo humor sádico pela frágil condição humana. Todavia, sempre existem personagens que desafiam a potestade divina em benefício da humanidade. Prometeu engana Zeus duas vezes. Como punição à primeira traição, em que Prometeu buscou beneficiar os mortais, Zeus pune a humanidade privando-a do Fogo, do Nûs, da Inteligência, tornando-a Anóetos, isto é, imbecilizando-a. Assim, Prometeu age uma segunda vez, rouba a centelha de fogo celeste, privilégio de Zeus, “reanimando” a humanidade, restituindo-lhe a Inteligência perdida. Desta vez, Prometeu é acorrentado e é dada, à humanidade, a jarra de calamidades de Pandora. Não só entre os gregos, mas também na narrativa judaico-cristã, o Trabalho é um preceito imposto pela vingança de um deus. Expulsos do jardim ou condenados aos infortúnios da mortalidade, a humanidade sempre pagou por querer conhecer demais. Ora, se o Trabalho é um castigo, a completa automação do esforço humano, físico e intelectual, seria um grito de alforria frente às portas de um deus enciumado? Ou, ironicamente, ao nos desvencilharmos de todo e qualquer esforço, não cairíamos na condição de Anóetos? Frágil é a taça de cristal. Robusta, a barra de metal. Mesmo com dano de choque mecânico ou queda, se conserva, porém, não se otimiza. Já a Hidra, aquela mesma do segundo trabalho de Héracles, gera duas cabeças a cada cabeça arrancada. Para submetê-la, o filho de Zeus corta e cauteriza cada uma delas. Entretanto, a última cabeça ele a prende sob uma grande pedra. Um exemplo claro de resiliência, uma espécie de anti-fragilidade. Nas tragédias gregas, quanto mais o herói tenta fugir de seu destino mais ele caminha em direção ao fim inevitável. Seria nossa sina vivermos repetidamente a condição de Anóetos, a princípio pela falta de otimização do Trabalho, em seguida, pela completa automação do mesmo? Ou talvez, na condição de hidras, seres pensantes anti-frágeis, não nos libertaríamos do jugo dos deuses - do sedutor Evangelho Generativo das IA - mediante o esforço comedido de nossas faculdades? Com urgência, sapere aude! Tomaremos como referência as obras Mitologia Grega, de Brandão J.S., O Anti-frágil, de Taleb e Meditações, de Descartes.
- Palavras-chave
- Inteligência, Automação, Fragilidade
ST13-04ST 13 Inteligência Artificial, Inclusão Digital e Cidadania na Educação Brasileira: Análise Histórico-Cultural e Proposição de um Letramento Digital Crítico 16/10 · 19h20 · Sala 105Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 13 · Tecnologias Digitais, Inteligência Artificial e Sociedade
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h20
- Local
- Sala 105 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- KELVIS RODRIGUES RIBEIRO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Paulo Henrique Santana de Oliveira; Guilherme Augusto Gomes De Villa; Gustavo Siqueira Vinhal
Resumo
Esta pesquisa investiga, com base no materialismo histórico-dialético, na psicologia histórico-cultural e na pedagogia crítica, as contradições que a expansão da Inteligência Artificial (IA) introduz ao desenvolvimento e à atividade humana, bem como a demanda crescente por inclusão digital. De natureza teórico-bibliográfica, a pesquisa aplica a teoria da atividade para interpretar o desenvolvimento da IA como força produtiva no sistema capitalista, problematizando os modos como sistemas algorítmicos organizam a hierarquia de motivos da atividade e tendem a substituir o motivo formador de sentido por motivos-estímulo. Discute-se como o letramento em IA e as políticas de inclusão digital têm sido concebidos, argumentando que, quando reduzidos ao acesso instrumental, esses processos não rompem com a lógica que mantém os sujeitos como usuários passivos diante de plataformas cujo funcionamento desconhecem. Em contraposição, sustenta-se que a inclusão digital emancipatória exige um letramento crítico que possibilite aos sujeitos compreender os fundamentos técnicos e políticos da IA e atuar sobre ela. Como produto educacional, propõe-se o desenvolvimento de um jogo em roteiro lúdico para formação crítica em IA ao discutir conceitos técnicos, riscos, questões éticas e de cidadania decorrentes da ampliação no uso da IA. Como recurso didático, o jogo convidará os participantes a posicionar-se criticamente diante dos dilemas que a IA impõe à vida social e ao trabalho, atribuindo sentido pessoal ao conhecimento tecnológico. Ao articular reflexão crítica e ludicidade, propõe-se que o jogo contribua para a reorganização dos motivos da atividade de aprender, deslocando-os da adesão passiva às plataformas para a apropriação consciente dos fundamentos da tecnologia, promovendo um letramento crítico em IA orientado à participação democrática e à cidadania. A pesquisa oferece, assim, subsídio teórico e um instrumento pedagógico que contribua com o desafio da educação brasileira em formar sujeitos capazes de disputar os rumos do desenvolvimento tecnológico nacional. A pesquisa está sendo desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Ensino na Educação Básica, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (CEPAE), da Universidade Federal de Goiás (UFG).
- Palavras-chave
- Inteligência Artificial;, Letramento Digital Crítico, Inclusão Digital;, Psicologia Histórico-Cultural;, Educação Básica
ST13-05ST 13 CRIAÇÃO DE UM JOGO PEDAGÓGICO-DIGITAL PARA A PRÁTICA MATEMÁTICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA 16/10 · 18h50 · Sala 105Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 13 · Tecnologias Digitais, Inteligência Artificial e Sociedade
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 18h50
- Local
- Sala 105 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LUAN GOMES DOS SANTOS
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Paulo Henrique Santana de Oliveira; Guilherme Augusto Gomes De Villa; Gustavo Siqueira Vinhal
Resumo
O presente trabalho relata uma experiência pedagógica vivenciada na disciplina Tecnologias e Mídias na Educação Matemática, do curso de licenciatura em Matemática da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Com intuito de explorar recursos tecnológico-digitais de computação, o docente responsável pela disciplina propôs a criação de um jogo computacional destinado ao público infanto-juvenil. As premissas iniciais para as propostas foram: a) ser acessível por computador e smartphone, por meio de navegador de internet; b) abordar operações matemáticas básicas; c) possibilitar ao professor o gerenciamento das partidas e acompanhamento dos resultados das interações dos alunos. Para o desenvolvimento do jogo, foram utilizadas as tecnologias digitais HTML, CSS, JavaScript e o framework visual Bootstrap. Utilizou-se a tecnologia JavaScript Object Notation (JSON) para estruturar e guardar as informações em arquivos simples. A primeira versão desenvolvida, mediante autenticação, permite que o professor crie salas virtuais acessíveis aos alunos, cujo único requisito para ingresso é informar um nome. O jogo promove interação entre dois estudantes e permite a presença de espectadores nas salas. O objetivo principal é a resolução de operações matemáticas básicas com precisão de duas casas decimais, o que direciona os participantes à conquista de territórios, ao clicar sobre o tabuleiro virtual projetado na tela. Ao iniciar a partida, janelas popups informam a vez de cada jogador e indicam acertos e erros, enquanto os territórios conquistados são identificados pelas cores azul e vermelho. No momento da criação da sala, o professor define o tempo limite, em segundos, para que os alunos resolvam as operações ao selecionarem um território. A proposta busca promover a prática das operações matemáticas em um ambiente digital interativo e controlado, favorecendo a competição saudável como estratégia de estímulo à aprendizagem, à participação e ao engajamento dos estudantes. Pretende-se realizar uma aplicação experimental do jogo na rede pública de ensino do estado de Goiás e, posteriormente, disponibilizá-lo gratuitamente para utilização por professores e estudantes. A integração da tecnologia à prática pedagógica gerou resultados significativos, pois o jogo em funcionamento motivou os futuros professores de matemática a explorar, com mais entusiasmo, as possibilidades pedagógicas das tecnologias digitais no ensino.
- Palavras-chave
- jogo digital, ensino de matemática, tecnologia digital, jogo educacional, educação matemática
Arquitetura, Cidade e Sociedade: Leituras Críticas da Produção Arquitetônica Contemporânea
16/10 · Sala 103
ST14-01ST 14 Uma compreensão subjetiva das relações de trabalho no projeto Casa Palicourea: um redesenho do conceito de arquitetura popular 16/10 · 18h50 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 14 · Arquitetura, Cidade e Sociedade: Leituras Críticas da Produção Arquitetônica Contemporânea
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 18h50
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- VITOR DE ALMEIDA SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- João Paulo Oliveira Huguenin; José Rodolfo Pacheco Thiesen
Resumo
A Casa Palicourea, localizada no Vilarejo de São Jorge, em Alto Paraíso de Goiás, foi premiada com o segundo lugar, no concurso Obra do Ano de 2022, conforme destacado pela Equipe Archdaily Brasil (2022). O escritório Blocos Arquitetos, responsável pelo projeto, ensaiou um diálogo entre a sofisticação e a arquitetura popular, reconfigurando materiais populares, fragmentação do trabalho e integração dos espaços ao contexto cerratense. Nesse processo, a configuração da obra, com contornos de uma arquitetura popular, reascendeu o status quo da construção civil, dividindo o canteiro de obra em duas frentes de trabalho. A primeira equipe ficou concentrada na fundação e parte estrutural casa, construída em concreto e tijolos aparentes e a outra trabalhando na montagem do telhado em madeira laminada colada. Para se ajustar as boas práticas da construção, prezando pela rapidez e qualidade, as frentes de trabalho executaram suas demandas concomitantemente, mas em lugares distintos. A utilização de materiais tidos como populares, tais como concreto, tijolo aparente e madeira, evocavam a simplicidade, característica da região. O objetivo dessa proposta consistia em qualificar a mão de obra local. No entanto, privar os trabalhadores do intercâmbio entre as equipes (Ferro 2006) provoca uma incompreensão do todo, o que significa qualificar parcialmente o trabalhador, habilitando-o para um tipo de construção especializada. A replicação da técnica em construções com graus de sofisticação inferiores ao da Casa Palicourea, se configurará como um desafio para esses trabalhadores, mesmo que a técnica seja empregada a partir do uso de materiais populares. Nesse sentido fazemos um questionamento, a arquitetura popular se materializa apenas no uso de materiais simples e acessíveis? Essa resposta se encontra na análise de outro projeto. A reforma da Casa de Mainha do arquiteto Zé Wagner, premiada Obra do Ano de 2026, pelo Archdaily Brasil, alçou ao status de sofisticação materiais simples, como peças cerâmicas artesanais, e trouxe à tona figura do trabalhador como elemento identitário do projeto arquitetônico. A experiência dos trabalhadores manuais – pedreiro, pintor, ceramista – deixou de ser coadjuvante agregando valor sociocultural à obra. Assim, Casa de Mainha, ao contrário da Casa Palicourea, redefiniu o conceito de arquitetura popular considerando-o como uma relação equânime entre trabalhadores para o emprego de materiais simples e culturalmente estabelecidos.
- Palavras-chave
- Análise de Projeto, Relações de Trabalho, Arquitetura Popular
ST14-02ST 14 Espelhos ou distorções: A importância da análise crítica em imagens comerciais de edifícios em altura construídos em Goiânia entre 2007 e 2026 16/10 · 19h00 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 14 · Arquitetura, Cidade e Sociedade: Leituras Críticas da Produção Arquitetônica Contemporânea
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h00
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LUCA DE FREITAS BORGES
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- João Paulo Oliveira Huguenin; José Rodolfo Pacheco Thiesen
Resumo
O avanço das tecnologias de representação arquitetônica, especialmente das renderizações digitais, possibilitou a produção de imagens cada vez mais realistas, aumentando sua importância na comercialização de empreendimentos imobiliários. Inseridas na lógica da acumulação flexível do capitalismo, percebe-se que essas imagens ultrapassam a função de informar sobre o projeto e passam a atuar na construção de desejos e expectativas acerca de espaços ainda inexistentes - que não necessariamente serão concretizados. Dessa forma, a análise crítica das imagens comerciais de edifícios se mostra fundamental para questionar as expectativas produzidas pelos agentes imobiliários acerca do espaço urbano futuro e para reivindicar a efetivação desse espaço prometido em um espaço real, de forma que a cidade vivida pelas pessoas se aproxime da cidade presente nos materiais de venda e no imaginário da população. O artigo buscou analisar criticamente um conjunto de imagens de venda dos edifícios em altura construídos em Goiânia entre 2007 e 2026, selecionadas considerando sua disponibilidade em meio eletrônico e a relevância do edifício em meio à produção imobiliária deste recorte temporal, para compreender em que medida a cidade representada nessas imagens foi efetivamente construída e vivenciada pela população. Para isso, além da revisão bibliográfica sobre representação arquitetônica, cultura visual e produção capitalista do espaço, foram realizados esses estudos de casos dentro do recorte escolhido e visitas de campo para constatação do estado real dos espaços construídos e comparação com as imagens. Os resultados encontrados confirmaram a tese de que os espaços comercializados nas imagens não correspondem à realidade construída de diversas formas, assim conclui-se que essas representações devem ser compreendidas pela população não como espelhos objetivos de uma realidade futura, mas como formas simbólicas e instrumentos de comercialização inseridos na produção capitalista do espaço.
- Palavras-chave
- Representações, Edifícios em altura, Goiânia
ST14-03ST 14 A ‘Casa Torreão’ e os processos de transformação socioespacial urbano 16/10 · 19h10 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 14 · Arquitetura, Cidade e Sociedade: Leituras Críticas da Produção Arquitetônica Contemporânea
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h10
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MEIRE LISBOA SANTOS GONCALVES
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- João Paulo Oliveira Huguenin; José Rodolfo Pacheco Thiesen
Resumo
Ao considerarmos a arquitetura e o urbanismo como processos de produção e transformação espacial, percebe-se que as dimensões sociais, culturais, econômicas e territoriais aparecem em diferentes contextos e análises. Nesse sentido, este trabalho pretende analisar a “Casa Torreão”, uma residência projetada pelo escritório Bloco Arquitetos e localizada em área periférica de Brasília. Objetiva-se, inicialmente, compreender como sua implantação impacta os processos de transformação socioespacial e de valorização do lugar. Metodologicamente, pretende-se pontuar como foi realizada a inserção da habitação em uma área caracterizada pela presença de pequenas propriedades e vegetação nativa. Além disso, observar se a transformação da paisagem constitui-se em um fator importante para o processo de transição entre o rural e o urbano, bem como os impactos gerados nesse espaço. Para tanto, observar-se-á como a construção da residência, que é marcada por arquitetura contemporânea e inserida em uma paisagem do Cerrado, extrapola sua função habitacional e participa da atribuição de um novo valor simbólico e econômico ao território. A análise fundamentar-se-á nas contribuições teóricas de Henri Lefebvre (2001), no tocante à compreensão da cidade como obra coletiva e espaço produzido pelas relações sociais, e de Roberto Lobato Corrêa (1989), especialmente, por sua abordagem dos agentes produtores do espaço urbano, da valorização da terra e da segregação residencial. Por fim, propõe-se refletir sobre como a “Casa Torreão”, como uma intervenção pontual, atua como agente de um processo mais amplo de transformação do espaço, evidenciando a relação dialética entre forma espacial, práticas sociais, interesses econômicos e produção do território.
- Palavras-chave
- Arquitetura, “Casa Torreão”, Transformação socioespacial, Produção do espaço
ST14-04ST 14 Do silenciamento à encruzilhada: proposta para um concurso de habitação de interesse social 16/10 · 19h20 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 14 · Arquitetura, Cidade e Sociedade: Leituras Críticas da Produção Arquitetônica Contemporânea
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h20
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ANA FLAVIA MAXIMIANO MARU
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- João Paulo Oliveira Huguenin; José Rodolfo Pacheco Thiesen
Resumo
Dia 19 de fevereiro de 2020 era o prazo final para a entrega das propostas do Concurso de Habitação de Interesse Social promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás. Fomos até o Edifício Concept Office para entregar as pranchas impressas que compunham nossa proposta. Ao chegarmos, fomos informados de que o conselho funcionava provisoriamente no mezanino devido a um problema de ordem estrutural. Escutamos de relance a conversa dos funcionários: “inundou, nessa madrugada o andar todo do conselho foi inundado.” A inundação da sede do CAU-GO estabelecia uma inesperada correspondência com o projeto que havíamos desenvolvido para o concurso, no qual a água era o próprio sítio de implantação do longo edifício que construía a narrativa. A partir desse acontecimento, este resumo revisita a proposta "Do silenciamento à encruzilhada", para discutir maneiras de responder a demandas de projeto, tomando o concurso de arquitetura como dispositivo crítico. O trabalho organizava as pranchas por meio de uma montagem em grid que intercalava imagens e textos em uma sequência que acompanhava as perspectivas do projeto arquitetônico. A primeira prancha estabelecia o contexto político e disciplinar, reunindo referências sobre a produção da cidade brasileira, a política habitacional, os concursos públicos e as desigualdades estruturais que atravessam o campo. A segunda deslocava o debate das questões urbanas para a questão da edificação arquitetônica, articulando fotografias de obras, perspectivas do projeto, desenhos técnicos e citações. A terceira apresentava a encruzilhada como imagem síntese da proposta. Esta comunicação busca discutir os limites e as possibilidades dessa estratégia projetual diante das expectativas que recaem sobre os concursos de arquitetura, com intuito de refletir sobre o papel do arquiteto urbanista e do projeto como forma de investigação disciplinar em um contexto de aprofundamento das desigualdades urbanas e de fragilização das políticas públicas. Após seis anos da inundação do CAU-GO, seguimos com algumas perguntas: o que pode um projeto de arquitetura produzir para além de edifícios? Quando este produz edifícios, que arquitetura é essa? Em que medida concursos públicos de projeto podem constituir espaços de experimentação crítica? E como pensar a habitação de interesse social sem reduzi-la à sua dimensão técnica?
- Palavras-chave
- Habitação de interesse social, Concursos de arquitetura, Crítica do projeto, Função social do arquiteto
ST14-05ST 14 NOKRON - REPRESENTAÇÃO, MONTAGEM E VESTÍGIOS DE UMA CIDADE FICTÍCIA 16/10 · 19h30 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 14 · Arquitetura, Cidade e Sociedade: Leituras Críticas da Produção Arquitetônica Contemporânea
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h30
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- FELIPE BISINOTTO DE ALENCAR
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- João Paulo Oliveira Huguenin; José Rodolfo Pacheco Thiesen
Resumo
A chegada a Nokron, no videogame Elden Ring (FromSoftware, 2022), impõe um paradoxo urbano: a inscrição "Cidade Eterna" nomeia um espaço desprovido de convívio, moradia ou circulação, reduzido a ruínas suspensas e vestígios de civilizações extintas. Este artigo investiga os mecanismos de reconhecimento desse ambiente como cidade, articulando os conceitos de representação (Hall), imagem e imaginário (Ferrara) e montagem (Trevisan; Jacques). Defende-se que Nokron é uma cidade através de um texto arquitetônico construído por signos visuais que evocam o conceito cultural de "urbano", exigindo do jogador uma montagem ativa de fragmentos para produzir sentido. A análise do percurso do jogador revela uma sobreposição palimpséstica de quatro camadas de ocupação — uma base neoclássica, a edificação renascentista de Nokron, incursões exploratórias recentes e rituais fúnebres superpostos — todas narradas exclusivamente por vestígios materiais, sem mediação verbal direta. Argumenta-se que a "eternidade" atribuída à cidade não reside em sua perenidade física, mas na persistência de seu imaginário, ativado pela justaposição de arquiteturas e objetos em ruína. Ao exigir que o observador organize temporalidades díspares em uma narrativa coerente, Nokron opera como um dispositivo de montagem que reconfigura as relações entre ruína, memória e imaginário urbano. Conclui-se que espaços virtuais como este oferecem à arquitetura e aos estudos urbanos um laboratório crítico para compreender como o sentido da cidade é produzido, preservado e reinventado, mesmo quando sua materialidade se "reduz" a vestígios.
- Palavras-chave
- representação, montagem, imagem, vestígio
ST14-06ST 14 CIDADES SIMULADAS: UMA CRÍTICA AOS ESPAÇOS PÚBLICOS DE PROPRIEDADE PRIVADA 16/10 · 19h40 · Sala 103Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 14 · Arquitetura, Cidade e Sociedade: Leituras Críticas da Produção Arquitetônica Contemporânea
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h40
- Local
- Sala 103 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- DANTE RIODI ITO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- João Paulo Oliveira Huguenin; José Rodolfo Pacheco Thiesen
Resumo
No contexto do capitalismo neoliberal, tem se tornado recorrente a criação de praças, parques e áreas de lazer por incorporadoras e imobiliárias em terrenos privados, abertos ao uso público antes da implantação de grandes empreendimentos. Esse processo evidencia novas formas de produção do espaço urbano, nas quais os limites entre o público e o privado se tornam cada vez mais difíceis de distinguir. Dessa forma, este trabalho busca propor um olhar crítico sobre essas práticas que, embora aparentem beneficiar a vizinhança, funcionam como estratégias de marketing ao criar uma simulação temporária do espaço público e transformá-lo em produto. Ao abrir um terreno à comunidade por período determinado, essas “gentilezas” produzem um valor de uso associado ao lazer, à convivência e à apropriação do espaço. Porém, o valor de uso passa a operar como instrumento para potencializar seu valor de troca, criando vínculos afetivos com a região, atraindo potenciais compradores e contribuindo para sua valorização imobiliária, se afastando do direito à cidade e atuando como catalisador de processos de gentrificação. Cumprida essa função, o uso é interrompido para dar lugar ao empreendimento, evidenciando seu caráter instrumental e provisório. A análise busca identificar estratégias espaciais e mercadológicas empregadas na abertura temporária desses espaços, considerando mecanismos de controle e vigilância, usos oferecidos, público-alvo e sua relação com os empreendimentos vinculados. A metodologia se baseia em revisão bibliográfica sobre o urbanismo neoliberal e no estudo de três casos em Goiânia: o Stand de Vendas da UP Incorporadora, o Stand Showroom Vaca Brava da Serca Construtora e o Espaço Gentileza Flamboyant da Flamboyant Urbanismo. A pesquisa questiona o caráter supostamente inocente dessas práticas e os seus impactos sobre as formas de pensar, planejar e apropriar dos espaços públicos urbanos. Nesse sentido, tais espaços são convertidos em capital simbólico antes mesmo da implantação do empreendimento, com o terreno funcionando como instrumento de valorização e especulação, apropriado pelo marketing imobiliário para produzir valor, criar vínculos afetivos e potencializar o valor de troca do empreendimento, havendo a necessidade de estudos mais aprofundados acerca dos riscos que tais práticas podem gerar à efetivação do verdadeiro direito à cidade.
- Palavras-chave
- Urbanismo contemporâneo, Neoliberalismo, Espaço público, Produção do espaço
Direitos Sociais do Campo
16/10 · LAB PROJ
ST15-01ST 15 Reforma Agrária, lutas e permanências no campo: uma análise dos pré-assentamentos São Domingos Gusmão e Paulo Gomes 16/10 · 18h50 · LAB PROJLer resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 15 · Direitos Sociais do Campo
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 18h50
- Local
- LAB PROJ · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LUIZ FERNANDO FELISBERTO BUENO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Cleuton César Ripol de Freitas; George Francisco Ceolin; Claudio Agatao Porto
Resumo
Este estudo fundamenta-se no materialismo histórico-dialético, que compreende a realidade social como resultado de processos históricos e de lutas de classes. Tem como objetivo analisar as estratégias de resistência e permanência dos trabalhadores e trabalhadoras nos pré-assentamentos São Domingos Gusmão e Paulo Gomes, diante dos desafios relacionados à política pública de Reforma Agrária. Para tanto, articula revisão bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo, a partir do projeto de pesquisa em construção, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO). A discussão dialoga com uma tradição teórica que compreende o campo como espaço de resistência e de produção de novos modos de vida, relacionando a luta pela terra à luta por direitos, reconhecimento e cidadania. A proposta mostra-se relevante para compreender a dinâmica socioterritorial da Reforma Agrária, destacando as relações entre Estado e sociedade e as diferentes formas de resistência dos sujeitos do campo. Contribui, ainda, para o debate sobre políticas públicas de desenvolvimento rural e efetivação dos direitos sociais, valorizando as experiências das populações camponesas. Entende-se que no Brasil, a Reforma Agrária constitui um tema amplamente debatido desde o século XX, inserido no contexto das lutas pela democratização do acesso à terra. A questão agrária permanece marcada pela concentração fundiária e pela exclusão social de camponeses e camponesas, resultado de um processo histórico de apropriação desigual do território. Nesse cenário, a Reforma Agrária configura-se como política pública fundamental para democratizar o acesso à terra, enfrentar desigualdades históricas e promover justiça social e desenvolvimento sustentável no campo. Para além da distribuição de terras, envolve ações complementares, como acesso ao crédito rural, assistência técnica, infraestrutura básica, educação, saúde e apoio à comercialização da produção. Essas medidas são essenciais para garantir a permanência das famílias no campo e fortalecer a agricultura familiar, contribuindo para a soberania alimentar e o desenvolvimento sustentável. Essa discussão torna-se particularmente relevante nos dois pré-assentamentos estudados e analisados. As famílias que vivem nessas áreas ocupam os territórios há vários anos e desenvolvem atividades produtivas destinadas tanto ao autoconsumo quanto à geração de renda, construindo estratégias de resistência e permanência no campo.
- Palavras-chave
- Reforma Agrária, Política Pública, São Domingos Gusmão, Paulo Gomes
ST15-02ST 15 Territórios em disputa: a expansão do crime organizado dentro das terras indígenas. 16/10 · 19h00 · LAB PROJLer resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 15 · Direitos Sociais do Campo
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h00
- Local
- LAB PROJ · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ARTHUR TOLÊDO SILVA ROSA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Cleuton César Ripol de Freitas; George Francisco Ceolin; Claudio Agatao Porto
Resumo
O presente artigo tem por finalidade designar uma análise crítica acerca da instalação do crime organizado dentro dos territórios das comunidades indígenas brasileiras, tendo em vista a reconfiguração do modo como se pratica as atividades ilícitas, buscando compreender as novas relações que se sustentam entre o penalismo, a colonialidade e o Estado. Com esse fito, utilizar-se-á das contribuições audiovisuais perpetradas na série "Territórios - sob o domínio do crime", construindo imagética e intelectivamente um esboço teórico-metodológico que permite esmiuçar o paradigma criminológico atual no Brasil, suas reverberações ancoradas ao fluxo urbano-rural, as heranças coloniais percebidas no contato entre criminosos e povos originários e também a correlação jurídica direta e indireta emanada das conflituosidades insurgidas dentro dos territórios. Entende-se, nesse sentido, por uma abordagem interdisciplinar, que há um hiato, da ordem das alteridades, existente entre a forma como o Estado brasileiro instaura uma persecução penal a depender do alvo que se intenta criminalizar, isto é, há um tratamento diferenciado para cada modalidade de autor que comete um delito. As interpretações aludidas nesse artigo perpassam as bases epistemológicas da Criminologia Crítica, como dorsal teórica na compreensão do crime e do criminoso e, de modo complementar, do materialismo histórico-dialético, que pretende elucidar o contingente populacional que, ao não se dedicar à expansão do capital na forma de lucro, direciona-se às práticas consideradas delitivas. Por fim, denota-se a necessidade de o Estado reaver a incidência das políticas de segurança pública em face da dilatação geográfica das organizações criminosas.
- Palavras-chave
- Crime organizado, Colonialidade, Comunidades Indígenas
ST15-03ST 15 O PROCESSO CIVIL COMO INSTRUMENTO DE EFETIVAÇÃO DO DIREITO À TERRA: UMA ANÁLISE DA PERSPECTIVA DE GÊNERO NOS CONFLITOS FUNDIÁRIOS 16/10 · 19h10 · LAB PROJLer resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 15 · Direitos Sociais do Campo
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h10
- Local
- LAB PROJ · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- JULIANA GONCALVES MORENO BARBOSA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Cleuton César Ripol de Freitas; George Francisco Ceolin; Claudio Agatao Porto
Resumo
O presente trabalho analisa o processo civil como instrumento de efetivação do direito à terra, com foco central no exame do trabalho oculto e na caracterização jurídica da posse exercida pelas mulheres no meio rural. A partir de uma abordagem crítica, investiga-se como a aplicação do conceito civilista de posse mascara um viés androcêntrico que privilegia atos ostensivos de exploração econômica e demarcação territorial, desqualificando o labor cotidiano de reprodução social e cuidado como mera ajuda doméstica ou ato de tolerância. Fundamentando-se nas formulações de Danièle Kergoat acerca da divisão sexual do trabalho, nas reflexões de Pierre Bourdieu sobre a dominação masculina e nas pesquisas de Emma Siliprandi, demonstra-se que a atuação feminina no quintal produtivo, na subsistência familiar e na agroecologia consolida a dimensão existencial do ius possessionis, manifestando-se por meio da posse-trabalho e da posse-moradia, que conferem concretude à função social da terra (artigo 5º, inciso XXIII, da Constituição Federal). Examina-se o trabalho de cuidado (care) desenvolvido por posseiras camponesas como elemento estruturante que humaniza o espaço geográfico e viabiliza a subsistência do grupo. No âmbito processual, demonstra-se que a invisibilidade dessa realidade fática gera reflexos severos nas ações possessórias coletivas, uma vez que a qualificação processual restrita a lideranças masculinas ignora a composse exercida pelas mulheres. Essa omissão viola frontalmente o artigo 73, § 2º, do Código de Processo Civil, resultando em nulidade absoluta e vício transrescisório pela inobservância do litisconsórcio passivo necessário (artigos 114 e 115 do CPC), além de afrontar o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal substancial (artigo 5º, incisos LIV e LV, da Constituição). A expropriação processual impede a postulação autônoma de retenção e indenização por benfeitorias, além de silenciar a defesa do núcleo familiar. Metodologicamente ancorada em pesquisa qualitativa e documental do caso da Comarca de Bom Jesus – GO (Processo nº 0481799-08), a pesquisa expõe a contradição de um sistema que silenciou as mulheres durante anos de litígio, mas as identificou como beneficiárias centrais no momento indenizatório. Conclui-se pela imprescindibilidade da Resolução CNJ nº 492/2023 (Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero), exigindo a identificação da composse de fato para romper com a violência processual patrimonialista.
- Palavras-chave
- MULHERES CAMPONESAS, CONFLITOS FUNDIÁRIOS, COMPOSSE, GÊNERO
ST15-04ST 15 TERRITÓRIO, VALORIZAÇÃO DA TERRA E ENDIVIDAMENTO RURAL: UMA ANÁLISE JURÍDICO-GEOGRÁFICA DAS POLÍTICAS AGRÁRIAS NO BRASIL. 16/10 · 19h20 · LAB PROJLer resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 15 · Direitos Sociais do Campo
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h20
- Local
- LAB PROJ · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- OLINDA DA SILVA GUIMARAES
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Cleuton César Ripol de Freitas; George Francisco Ceolin; Claudio Agatao Porto
Resumo
O presente artigo analisa a relação entre território, valorização da terra e endividamento rural no Brasil, a partir de uma abordagem interdisciplinar entre o Direito Agrário e a Geografia. A pesquisa parte da compreensão de que a dinâmica agrária brasileira é historicamente marcada pela concentração fundiária, pelas desigualdades socioespaciais e pela dependência dos produtores rurais em relação às políticas de crédito e financiamento. Nesse contexto, o estudo examina as políticas de renegociação e transferência de dívidas rurais implementadas, especialmente, a partir da década de 1990, considerando sua relação com o processo de valorização das terras e a expansão do agronegócio. A análise utiliza o conceito de território, especialmente a perspectiva de território usado desenvolvida por Milton Santos, compreendendo-o como espaço constituído por relações sociais, econômicas, políticas e relações de poder. Busca-se demonstrar que a valorização patrimonial da terra não necessariamente representa melhoria das condições econômicas dos produtores rurais, podendo coexistir com situações de endividamento, dependência financeira e vulnerabilidade. O estudo também problematiza os efeitos da socialização das dívidas rurais e da concentração dos ganhos decorrentes da valorização fundiária, relacionando-os ao princípio da função social da propriedade previsto na Constituição Federal de 1988 e no Estatuto da Terra. Conclui-se que o endividamento rural deve ser compreendido para além de uma questão individual ou meramente financeira, constituindo fenômeno relacionado à estrutura fundiária, às políticas públicas, à dinâmica do mercado e às disputas pelo território. Dessa forma, uma análise jurídico-geográfica contribui para compreender as contradições das políticas agrárias brasileiras e a necessidade de políticas públicas que promovam maior justiça social e equilíbrio territorial.
- Palavras-chave
- Território, Direito Agrário, Valorização da Terra, Endividamento Rural, Função Social da Propriedade
ST15-05ST 15 ASSESSORIA JURÍDICA UNIVERSITÁRIA POPULAR E DIREITOS SOCIAIS DO CAMPO: POSSIBILIDADES DE ATUAÇÃO NA CIDADE DE GOIÁS 16/10 · 19h30 · LAB PROJLer resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 15 · Direitos Sociais do Campo
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h30
- Local
- LAB PROJ · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- YUDI MOMONUKI
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Cleuton César Ripol de Freitas; George Francisco Ceolin; Claudio Agatao Porto
Resumo
A Assessoria Jurídica Universitária Popular (AJUP) constitui uma forma de atuação acadêmica que busca aproximar a universidade das demandas sociais, unindo ensino, pesquisa e extensão. Mais do que oferecer orientação jurídica, a AJUP propõe a construção coletiva do conhecimento, a educação em direitos e o diálogo com comunidades, movimentos sociais e instituições públicas. Nesse contexto, o presente trabalho parte da seguinte questão: de que forma é possível estabelecer uma Assessoria Jurídica Universitária Popular no Campus Cidade de Goiás capaz de dialogar com a realidade social e institucional do Estado de Goiás? O objetivo é compreender como uma AJUP pode ser estruturada no ambiente universitário, quais princípios devem orientar sua organização e de que maneira essa iniciativa pode contribuir para a formação dos estudantes e para a aproximação entre a Universidade e a sociedade. A pesquisa adota abordagem qualitativa e caráter exploratório, com base em pesquisa bibliográfica e documental. Serão analisados livros, artigos científicos, dissertações, teses e outros trabalhos relacionados à Assessoria Jurídica Popular, à extensão universitária, à educação jurídica e aos direitos sociais do campo, além de documentos que permitam compreender a realidade local e as possibilidades de atuação do projeto. A partir dessa análise, busca-se identificar formas de organização compatíveis com o Campus Cidade de Goiás e caminhos para o desenvolvimento de atividades voltadas às demandas sociais do território. Entre essas possibilidades, destacam-se questões relacionadas ao acesso à justiça, aos conflitos fundiários, à reforma agrária e aos direitos das comunidades do campo. Espera-se, assim, contribuir para a construção de uma AJUP vinculada à realidade universitária e, ao mesmo tempo, aberta ao diálogo com as necessidades sociais e institucionais do Estado de Goiás.
- Palavras-chave
- Assessoria Jurídica Universitária Popular, Extensão Universitária, Cidade de Goiás, Direitos Sociais do Campo, Estado
Cultura, Educação e Infâncias - Perspectivas Históricas e Processos de Mudança
16/10 · Sala 104
ST16-01ST 16 Arte e Infâncias: instalações artísticas com crianças 16/10 · 18h50 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 16 · Cultura, Educação e Infâncias - Perspectivas Históricas e Processos de Mudança
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 18h50
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MILNA MARTINS ARANTES
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Adriane Guimarães de Siqueira Lemos; Andressa Caroline Francisco Leme
Resumo
Este estudo aborda o papel da arte no desenvolvimento e na formação humana durante a infância. Compreendendo-a como uma área de conhecimento indispensável para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores. O objetivo do estudo é repensar e inovar as experiências estéticas das crianças de 5 a 6 anos, por meio de Instalações de Artes Visuais interativas, articulando os conceitos de imaginação e criatividade no cotidiano da Educação Infantil. O estudo e as vivências artísticas foram desenvolvidas no Centro Ensino e Pesquisa Aplicadas a Educação Cepae/UFG, no Departamento de Educação Infantil, no segundo semestre de 2025, no grupo Dinossauro. A fundamentação teórica ancora-se na Teoria Histórico-Cultural, compreendendo a imaginação como uma função psicológica complexa desenvolvida culturalmente pela mediação pedagógica. A metodologia consistiu na organização e vivência de ambientes contemporâneos interativos (instalações bi e tridimensionais), integrando poéticas visuais, encontros literários, vivências com as famílias, sons, sabores e cores. A rede temática que subsidiou nossas instalações foi o diálogo com a Cultura Indígena e o Cerrado Goiano. Como resultados, observou-se que tais vivências artísticas enriqueceram o pensamento criativo das crianças, o protagonismo infantil e a participação das famílias. Conclui-se que as instalações permitiram às crianças traduzir o mundo, elaborar sentimentos e construir sua identidade cultural, consolidando a arte como um direito fundamental na infância.
- Palavras-chave
- Arte, Infâncias, Educação Infantil
ST16-02ST 16 Vocês não são mais crianças”: o lugar do brincar nos anos iniciais do Ensino Fundamental 16/10 · 19h00 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 16 · Cultura, Educação e Infâncias - Perspectivas Históricas e Processos de Mudança
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h00
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MARIA RITA DA SILVA FRAGA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Adriane Guimarães de Siqueira Lemos; Andressa Caroline Francisco Leme
Resumo
Esta comunicação tem como objetivo relatar o espaço atribuído ao brincar nas práticas pedagógicas de uma escola pública da cidade de Goiás, observadas durante a realização do estágio obrigatório nos anos iniciais do Ensino Fundamental I. Ao longo dessa experiência, foi possível notar uma ruptura expressiva na rotina das crianças, sobretudo em relação ao brincar. Na escola observada, o ingresso no Ensino Fundamental parece implicar formas de organização e regulação dos corpos infantis, expressas na realização prioritária de tarefas do livro didático, na formação de filas, na orientação para falar baixo ou permanecer em silêncio e no cumprimento de regras mais rígidas de comportamento. Tais práticas são frequentemente reforçadas pela afirmação docente “vocês não são mais crianças”, como se, ao deixarem a Educação Infantil, tivessem também deixado para trás a própria infância. Em interface com os estudos desenvolvidos na licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de Goiás (campus Goiás), as experiências descritas permitem problematizar determinadas concepções pedagógicas que norteiam as práticas observadas. Os documentos oficiais pressupõem uma transição que considere continuidades entre a Educação Infantil e o Ensino Fundamental e, além disso, é razoável afirmar que uma criança de seis anos não deixa de ser criança apenas por ingressar em uma etapa subsequente de ensino (Leme, Lima, 2021). Nesse sentido, conclui-se que as experiências formativas proporcionadas pelo estágio possibilitam não apenas a aproximação dos futuros professores com a rotina escolar, mas também a identificação e a problematização das concepções de infância e dos processos de ensino e aprendizagem que atravessam as práticas pedagógicas. Essas experiências permitem refletir sobre como determinadas formas de organização do cotidiano escolar podem assegurar, limitar ou redimensionar o brincar, a expressão e a participação das crianças, reafirmando a necessidade de discutir o lugar do brincar não apenas na Educação Infantil, mas também nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
- Palavras-chave
- Brincar, Infância, Ensino Fundamental, Práticas pedagógicas
ST16-03ST 16 Higiene bucal na Educação Infantil 16/10 · 19h10 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 16 · Cultura, Educação e Infâncias - Perspectivas Históricas e Processos de Mudança
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h10
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MARIA EDUARDA COSTA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Adriane Guimarães de Siqueira Lemos; Andressa Caroline Francisco Leme
Resumo
O projeto “Higiene Bucal na Educação Infantil” será desenvolvido no Centro Municipal de Educação Infantil Tia Anita, com crianças do Agrupamento IV, de aproximadamente 4 a 5 anos, a partir das observações realizadas durante o estágio supervisionado. A proposta surgiu diante da necessidade de fortalecer os conhecimentos e as práticas relacionadas à higiene bucal, considerando que algumas crianças apresentavam dificuldades na realização correta da escovação. Nesse sentido, a Educação Infantil constitui um espaço importante para a construção de hábitos de autocuidado e promoção da saúde por meio de experiências significativas e lúdicas.O projeto tem como objetivo geral promover a conscientização sobre a importância da higiene bucal e contribuir para o desenvolvimento de hábitos adequados de escovação. Especificamente, busca-se possibilitar que as crianças reconheçam a importância dos cuidados com os dentes, identifiquem os materiais utilizados, compreendam os movimentos necessários para uma limpeza adequada e desenvolvam maior autonomia nos cuidados com a higiene.A metodologia será desenvolvida de forma lúdica, envolvendo roda de conversa, contação de história, demonstrações, atividades práticas e escovação. Será utilizada uma maquete de boca confeccionada com garrafa PET e uma escova de dentes gigante para demonstrar os movimentos corretos. Também serão realizadas atividades com materiais manipuláveis, permitindo que as crianças vivenciem, de maneira simbólica e divertida, o processo de limpeza dos dentes. Posteriormente, será realizada a escovação prática em pequenos grupos, possibilitando acompanhamento e orientação individualizada.A participação da criança com TEA será garantida por meio de recursos visuais, instruções objetivas, mediação e apoio quando necessário, respeitando seu ritmo, suas formas de comunicação e suas particularidades.Como resultados esperados, pretende-se que as crianças ampliem seus conhecimentos sobre saúde bucal, compreendam a importância da escovação diária e desenvolvam maior segurança e autonomia nesse cuidado. Espera-se, ainda, estimular atitudes de autocuidado que possam ser incorporadas às rotinas escolar e familiar. Dessa forma, a intervenção busca contribuir para a formação de hábitos saudáveis desde a infância, tornando a aprendizagem sobre higiene bucal mais significativa, participativa e adequada às necessidades das crianças.
- Palavras-chave
- higiene bucal, autonomia, educação infantil
ST16-04ST 16 A DESUMANIZAÇÃO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DIANTE CASOS DE VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR: a tensão entre a negligência jurídica e a soberania do lar 16/10 · 19h20 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 16 · Cultura, Educação e Infâncias - Perspectivas Históricas e Processos de Mudança
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h20
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MARIA LUIZA FERREIRA DA SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Adriane Guimarães de Siqueira Lemos; Andressa Caroline Francisco Leme
Resumo
O presente trabalho tem como objeto o fenômeno a desumanização da criança e do adolescente, ensejada no ambiente intrafamiliar, com casos de violências, analisados sob a perspectiva da atuação (ou omissão) do Estado, diante do conflito entre a proteção estatal e a autonomia do ambiente familiar. A pesquisa busca analisar casos concretos, e como a esfera familiar se converte em um palco de violências físicas, psicológicas, e de ausência de responsabilidade estatal. Tais violências são entrepostas na vida desses indivíduos ocorridas dia a dia, e cometidas por aqueles que detêm o dever legal e moral de cuidado: os pais ou responsáveis. Ao analisar casos emblemáticos ocorridos no Brasil entre 2019 e 2025, o projeto busca investigar a tensão entre o imposto termo jurídico constitucional, que possui como dever garantir a proteção à criança e ao adolescente, e a falência operacional do Estado, em não intervir de forma eficaz antes que o dano irreversível se consuma. Utilizando uma abordagem de pesquisa qualitativa e uma parcela de abordagem quantitativa, com índices, revisões de bibliografia, análise de legislações, e casos nacionais. Busca compreender e apresentar a tensão entre a norma jurídica e a realidade fática perpetrada na vida dos menores.Espera-se que os resultados contribuam para a relevância social, ao apresentar que as violências intrafamiliares contra menores são “acobertadas” tanto pela sociedade,quanto pelos representantes legais. Sob a égide da visão jurídica presente nos artigos 2º e 3º do ECA, define-se infância até os doze anos de idade incompletos e adolescência entre doze e dezoito anos de idade. Tais pessoas são asseguradas pela lei, e gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo garantido a eles todas as oportunidades e facilidades, a fim de facilitar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. Complementarmente é dever dos pais, dirigir-lhes aos seus filhos a criação e a educação, e também exercer o pleno exercício do poder familiar. Tal obrigação está atribuída na lei do CC no art 1634.A problemática central deste trabalho ancora-se no conceito de desumanização desses menores, apesar de legislações assegurar e impor que é dever de todos velar pela dignidade desses indivíduos, colocando-os a salvo de qualquer tratamento desumano e/ou violento, ocorre justamente o contrário disso nas relações intrafamiliares, quando os responsáveis os objetificam.
- Palavras-chave
- Criança e Adolescente, Desumanização, Violência Intrafamiliar, Direitos Fundamentais
ST16-05ST 16 INFÂNCIA CAMPONESA E BRINCAR: PRÁTICAS CULTURAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DO CAMPO 16/10 · 19h30 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 16 · Cultura, Educação e Infâncias - Perspectivas Históricas e Processos de Mudança
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h30
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- VITORIA CAVALCANTE BUENO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Adriane Guimarães de Siqueira Lemos; Andressa Caroline Francisco Leme
Resumo
INFÂNCIA CAMPONESA E BRINCAR: PRÁTICAS CULTURAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DO CAMPO A Educação Infantil do Campo exige práticas pedagógicas que reconheçam as especificidades culturais, territoriais e sociais das crianças que vivem em comunidades camponesas. Nesse contexto, o brincar pode ser compreendido não apenas como atividade recreativa, mas como prática cultural da infância, atravessada pelos modos de vida, pelos saberes locais e pelas relações comunitárias. Esta pesquisa, ainda em andamento, tem como objetivo compreender o brincar como prática constitutiva da cultura camponesa e analisar a importância de práticas lúdicas contextualizadas na Educação Infantil do Campo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza básica, com objetivos exploratórios e descritivos, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica. O levantamento contempla produções acadêmicas sobre Educação do Campo, infância, cultura e ludicidade, com prioridade para estudos brasileiros publicados entre 2021 e 2025, sem desconsiderar autores clássicos e referências fundamentais. A fundamentação teórica articula as contribuições de Caldart sobre Educação do Campo e território aos estudos de Silva e Santos, Wollz e Ferreira, Gonçalves de Freitas, Pinho e Braga, Pereira, Brougère e Ariès acerca da infância, da cultura e do brincar. Os materiais selecionados serão organizados em três eixos analíticos: Educação do Campo, território e sujeitos camponeses; infância, cultura e produção de sentidos; e cultura lúdica e brincar na Educação Infantil do Campo. A análise das informações será realizada com base na Análise de Conteúdo de Bardin. Como resultados esperados, pretende-se compreender de que modo o brincar expressa elementos da cultura camponesa e contribui para a valorização dos saberes, das identidades e dos modos de vida das crianças do campo, oferecendo subsídios teóricos para práticas pedagógicas mais contextualizadas e culturalmente sensíveis. Palavras-chave: Educação Infantil do Campo; infância camponesa; brincar; cultura; Educação do Campo.
- Palavras-chave
- Educação Infantil do Campo, infância camponesa, brincar, cultura, Educação do Campo
ST16-06ST 16 PROPOSTAS-POLÍTICO-PEDAGÓGICAS DA CIDADE DE GOIÁS E A RELAÇÃO PSICOLOGIA-EDUCAÇÃO INFANTIL 16/10 · 19h40 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 16 · Cultura, Educação e Infâncias - Perspectivas Históricas e Processos de Mudança
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h40
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ADRIANE GUIMARAES DE SIQUEIRA LEMOS
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Adriane Guimarães de Siqueira Lemos; Andressa Caroline Francisco Leme
Resumo
A psicologia é ciência basilar no campo educativo, contribuindo para o entendimento do nexo objetividade-subjetividade humana. Trata-se de vínculo fundamental para o campo de estudos da psicologia, para a educação de forma geral e para a proposição e materialização da educação infantil. É nesse contexto de intensa fertilidade da relação psicologia-educação que emergem também as várias contradições desse vínculo (Miranda; Rezende, 2008; Duarte, 2006). A educação infantil também se desenvolveu em profundo diálogo com a psicologia, constituindo relação produtiva e também com significativos impasses, com mudanças significativas na forma-conteúdo na relação da/com a criança nos variados contextos sociais (Arce, 2010). A Cidade de Goiás emerge, participa e constitui parte importante em todo esse processo. O objetivo, então, é entender as ideias, as teorias, as tendências na organização da educação infantil na Cidade de Goiás tendo por recorte o conhecimento psicológico mediante as políticas e documentação voltadas para a infância. O trabalho consiste no levantamento das políticas educacionais da Cidade de Goiás para o público-alvo da educação infantil mapeando os documentos, PPPs, relatórios, livros e outros registros que possam compor as fontes de pesquisa. Também consiste na organização, sistematização e análise desses dados. Espera-se que a pesquisa amplie significativamente a compreensão acerca da formação humana em uma perspectiva crítica da relação indivíduo-sociedade e da constituição da criança e da infância. Visa também mapear, organizar, sistematizar e analisar a política educacional e os Projetos-Político-Pedagógicos da Cidade de Goiás, contribuindo para a apreensão da relação psicologia-educação infantil nesse contexto. Por fim, e principalmente, pretende-se propiciar reflexão sobre a relação psicologia-educação infantil de forma crítica, eticamente qualificada e comprometida socialmente visando o fortalecimento da práxis emancipadora. Referências ARCE, A. A Infância brasileira e a história das ideias pedagógicas: rastros e traços de uma construção social do ser criança. São Carlos: EdUFSCar, 2010. MIRANDA, Marília Gouvea De; RESENDE, Anita Cristina Azevedo (org.). Escritos de psicologia, educação e cultura. Goiânia: Editora da UCG, 2008. p. 91106. DUARTE, Newton. Vigotski e o aprender a aprender: crítica às apropriações neoliberais e pós-modernas da teoria vigotskiana. 4. ed. Campinas: Autores Associados, 2006.
- Palavras-chave
- Educação infantil, Psicologia, Cidade de Goiás
ST16-07ST 16 Conexões do Patrimônio 16/10 · 19h50 · Sala 104Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 16 · Cultura, Educação e Infâncias - Perspectivas Históricas e Processos de Mudança
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h50
- Local
- Sala 104 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- TARSILA MENDES CHIOVETTI PADOVAN
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Adriane Guimarães de Siqueira Lemos; Andressa Caroline Francisco Leme
Resumo
Este trabalho apresenta a experiência “Conexões do Patrimônio”, atividade realizada em celebração do Dia do Patrimônio pelo Projeto de Extensão Ybipitanga: Escritório de Arquitetura Vernacular - Canteiro Modelo Vila Boa, vinculado à Universidade Federal de Goiás (UFG), Campus Cidade de Goiás. O projeto, de caráter comunitário, participativo e cultural, tem o objetivo de promover a valorização e preservação do Patrimônio Cultural da Cidade de Goiás, que é reconhecido pela Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A proposta do evento consistiu em enfatizar a importância da preservação do patrimônio cultural com as infâncias, através de oficinas e atividades que buscam promover o contato do público com os saberes e técnicas construtivas tradicionais, sendo elas a produção de adobe, a experimentação da pintura com tintas de terra e a realização de brincadeiras, possibilitando que crianças convivam e desenvolvam técnicas e saberes relacionadas às formas tradicionais de construir, habitar, conviver e relacionar com patrimônio cultural, bem como, permite uma formação de nova geração consciente dos desafios que interpelam a defesa de preservar e cuidar de um direito cultural universal. Na primeira edição do evento, ocorrida no ano de 2025, foram realizadas oficinas de confecção de adobe, uso de tintas de terra e modelagem de argila, cuja materialidade apresenta relação direta com à arquitetura vernacular da cidade, reforçando seus valores e sua história. No ano de 2026 aconteceu a segunda edição do evento, no qual as atividades promoveram brincadeiras e gincanas focadas para o público infantil, foram feitas parcerias com as escolas e ensino fundamental obtendo a presença de 210 crianças para atividades mais lúdicas de aproximação com o patrimônio. No segundo momento, ocorreu a realização de uma prática construtiva tradicional com a artífice, onde foi realizada uma pequena alvenaria de taipa de pilão. No último dia de programação aconteceu a capacitação e o treinamento dos trabalhadores da cidade e alunos da universidade, em que foi realizada uma oficina de reboco à base de cal e terra em uma parede de adobe.
- Palavras-chave
- Saberes Construtivos tradicionais, Patrimônio Cultural, Ybipitanga, Extensão Universitária, Infância
Trabalho, Questão Social, Movimentos Sociais e Direitos Humanos na Periferia do Capitalismo
16/10 · Sala 106
ST17-01ST 17 Entidades sindicais em Goiás: uma aproximação a partir de dados contemporâneos 16/10 · 18h50 · Sala 106Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 17 · Trabalho, Questão Social, Movimentos Sociais e Direitos Humanos na Periferia do Capitalismo
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 18h50
- Local
- Sala 106 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LUIS AUGUSTO VIEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Luís Augusto Vieira; George Francisco Ceolin
Resumo
A pesquisa sobre sindicalismo em Goiás tem exigido a combinação entre reconstrução histórica e exame de dados administrativos contemporâneos. Este trabalho apresenta uma aproximação exploratória à configuração formal das entidades sindicais no estado, a partir dos registros do Ministério do Trabalho e Emprego/Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (MTE/CNES), com recorte em 2022. Pergunta-se: o que esses registros permitem identificar, em uma primeira aproximação, sobre as entidades sindicais com sede em Goiás? O objetivo é caracterizar quantitativamente esse conjunto, considerando dimensões selecionadas da base, sem pretender aferir representatividade efetiva, capacidade de mobilização ou número de sindicalizados/as. Metodologicamente, trata-se de estudo exploratório-descritivo, de natureza quantitativa, baseado em registros administrativos. A unidade de análise corresponde ao sindicato registrado na base MTE/CNES, com sede em Goiás e situação cadastral identificável. Foram consideradas as variáveis UF da sede, grupo, área geoeconômica e município-sede. A tabulação identificou 606 sindicatos com sede em Goiás, diante de 17.630 registros no Brasil, o que corresponde a aproximadamente 3,4% do total nacional. No estado, 378 entidades pertencem ao grupo Trabalhador (62,4%) e 228 ao grupo Empregador (37,6%). Quanto à área geoeconômica, há 393 sindicatos urbanos (64,9%) e 213 rurais (35,1%). O cruzamento entre área e grupo indica que, entre os urbanos, predominam sindicatos de trabalhadores/as (273), enquanto, entre os rurais, há distribuição praticamente equilibrada entre trabalhadores/as (105) e empregadores (108). A distribuição territorial revela concentração em Goiânia, com 205 registros (33,8%), seguida por Anápolis e Rio Verde. A Cidade de Goiás, município de realização desse evento, aparece com três sindicatos: um rural patronal, um de trabalhadores rurais e um de servidores públicos municipais. Conclui-se que a base revela uma configuração formal majoritariamente urbana e laboral, mas com presença rural expressiva e territorialmente concentrada. Tais resultados são preliminares e indicam questões para aprofundamento posterior da pesquisa.
- Palavras-chave
- Sindicalismo, Entidades sindicais, Goiás, Trabalho, Questão social
ST17-02ST 17 Mercadorização dos Serviços Sociais Públicos: uma análise crítica sobre o conceito 16/10 · 19h00 · Sala 106Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 17 · Trabalho, Questão Social, Movimentos Sociais e Direitos Humanos na Periferia do Capitalismo
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h00
- Local
- Sala 106 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- WARIANE DE FARIA MACHADO
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Luís Augusto Vieira; George Francisco Ceolin
Resumo
O presente trabalho tem por objetivo realizar a análise da categoria “Mercadorização dos Serviços Sociais” a partir de Araujo (2022), visando identificar os elementos teóricos utilizados em sua definição e compreender os impactos desse processo para as/os usuárias/os que fazem uso dos serviços sociais, bem como para as/os trabalhadoras/es da área. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e analítica, desenvolvida por meio da revisão da literatura que discute a temática. Para compreender o processo que gestou as bases para a mercadorização dos serviços públicos, destaca-se o trabalho de Huws (2017), que demonstra como a crise de 2008 ocasionou uma mudança no capital internacional, criando as bases para o que a autora descreve “acumulação primitiva secundária”. A partir dessa compreensão, foi possível compreender, na obra de Araújo (2022), de que modo o capitalismo contemporâneo utiliza parte dos serviços públicos, por meio da transformação de espaços anteriormente sob gestão estatal, em nichos de lucratividade para a iniciativa privada. Esse processo produz modificações tanto no atendimento à população usuária, uma vez que o lucro passa a constituir a prioridade, quanto nas relações de trabalho. No caso das/os assistentes socais, essa nova lógica do capital impõe rotinas intensificadas e padronizadas, que podem limitar a autonomia relativa da/o profissional e representar riscos ao projeto ético-político defendido pela categoria. Desse modo, observa-se a precarização das relações e das condições de trabalho, decorrente do processo de mercadorização dos serviços públicos, cuja a essência na exploração do trabalho e na geração de lucro para o setor privado.
- Palavras-chave
- Mercadorização dos Serviços Públicos, Políticas Sociais, Serviço Social
ST17-03ST 17 RESISTÊNCIA POPULAR E FORMAÇÃO SOCIAL BRASILEIRA: Balaiada e uma história de amor e fúria. 16/10 · 19h10 · Sala 106Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 17 · Trabalho, Questão Social, Movimentos Sociais e Direitos Humanos na Periferia do Capitalismo
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h10
- Local
- Sala 106 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LUCIMAR OLIVEIRA DA SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Luís Augusto Vieira; George Francisco Ceolin
Resumo
O trabalho resulta de atividade de ensino desenvolvida na disciplina Capitalismo e Questão Social II, do Curso de Serviço Social da UFG – Campus Cidade de Goiás, articulando revisão bibliográfica e análise crítica da animação Uma História de Amor e Fúria. Analisa-se a Balaiada como expressão de resistência popular na formação sócio-histórica brasileira, tomando a obra audiovisual como mediação para discutir memória, território, violência estatal e desigualdade. Busca-se compreender como a representação da Balaiada expressa formas de resistência diante da desigualdade, da dominação e da repressão estatal. A fundamentação teórica apoia-se em Caio Prado Júnior, Florestan Fernandes e Darcy Ribeiro, cujas contribuições permitem interpretar a formação brasileira como processo marcado por exploração, dependência, escravização, desigualdade e lutas sociais. A análise evidencia que a formação nacional não ocorreu de modo pacífico, mas por conflitos, disputas territoriais, violência e resistência. Cultura, memória e território ajudam a compreender mobilizações de povos indígenas, população negra e comunidades empobrecidas em defesa de modos de vida e direitos. Na animação, o sertão maranhense aparece como território atravessado pela pobreza, exclusão social e concentração de poder, revelando relações de trabalho marcadas pela exploração e pela violência. Em diálogo com Caio Prado Júnior, destaca-se a inserção subordinada do Brasil no mercado externo; com Florestan Fernandes, a permanência da dominação em uma sociedade dependente e desigual; e, com Darcy Ribeiro, a constituição do povo brasileiro a partir da invasão de territórios indígenas, da escravização de povos indígenas e africanos e da repressão às resistências. A violência praticada por militares contra a família do personagem Balaio evidencia a atuação estatal na repressão das populações pobres e na manutenção de uma ordem social desigual. A narrativa também remete a formas de resistência popular, como quilombos e cangaço, diante da opressão e da negação de direitos. Conclui-se que a formação sócio-histórica brasileira desenvolveu-se sob a lógica da colonização e da escravização, marcada por valores eurocêntricos que invisibilizaram culturas e identidades indígenas e negras. Assim, a resistência popular constitui dimensão fundamental da formação brasileira, expressando a luta das camadas subalternizadas contra a exploração, a violência e a dominação.
- Palavras-chave
- Balaiada, resistência popular, Memória, território, formação social brasileira
ST17-04ST 17 Radiografia Jurídica do Trabalho Escravo em Goiás - Dimensão Criminal 16/10 · 19h20 · Sala 106Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 17 · Trabalho, Questão Social, Movimentos Sociais e Direitos Humanos na Periferia do Capitalismo
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h20
- Local
- Sala 106 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- GUILHERME WILLIAN BORGES
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Luís Augusto Vieira; George Francisco Ceolin
Resumo
A abolição formal da escravidão em 1888 não superou as estruturas que sustentaram a exploração extrema da força de trabalho no Brasil. O trabalho análogo à escravidão, tipificado no art. 149 do Código Penal, abrange trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes e servidão por dívida — permanece como grave violação de direitos humanos, com milhares de trabalhadores resgatados nas últimas décadas, especialmente no setor agropecuário. Goiás figura entre os principais territórios de incidência dessas práticas no país, com destaque para o setor sucroalcooleiro e a pecuária, o que torna o estado um campo empírico privilegiado para análise das respostas institucionais ao fenômeno. Diante disso, esta pesquisa busca responder: como o Estado brasileiro, especialmente no âmbito penal, tem respondido aos casos de trabalho análogo à escravidão em Goiás entre 2020 e 2025? Busca-se ainda avaliar se a atuação da polícia e do Judiciário tem sido eficaz ou se reproduz limitações estruturais que dificultam a responsabilização dos agentes envolvidos. O objetivo geral é analisar a atuação estatal no combate ao trabalho escravo em Goiás, na dimensão penal, entre 2020 e 2025, por meio de: (i) levantamento de inquéritos e decisões judiciais sobre o art. 149; (ii) exame da atuação institucional; (iii) identificação de padrões decisórios; e (iv) avaliação crítica da efetividade dessas respostas. Metodologicamente, a pesquisa é exploratória e descritiva, combinando dados quantitativos (levantamento de decisões judiciais, dados do Ministério do Trabalho e da Polícia Federal) e qualitativos (Entrevistas com agentes institucionais), fundamentada teoricamente em Bourdieu e Cardoso de Oliveira para discutir seletividade penal e a construção social das decisões judiciais. No TRF1, foram identificadas 111 decisões entre 2020 e 2025, revelando heterogeneidade interpretativa sobre os elementos do art. 149, especialmente quanto à suficiência de provas e à distinção entre irregularidades trabalhistas e escravidão contemporânea, com forte concentração de casos ligados ao agronegócio. A pesquisa também identificou limitações institucionais relevantes, como a ausência de padronização nas bases de dados judiciais e a fragmentação de informações entre os órgãos de fiscalização, investigação e julgamento — fragilidades que, mais do que obstáculos metodológicos, revelam desafios estruturais ainda não superados pelo Estado no enfrentamento do trabalho escravo contemporâneo.
- Palavras-chave
- Trabalho escravo contemporâneo, Artigo 149 do Código Penal, Resposta penal do Estado
ST17-05ST 17 TENDÊNCIAS DA MERCADORIZAÇÃO DOS SERVIÇOS SOCIAIS PÚBLICOS NO BRASIL: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO DE 2023 A 2025 16/10 · 19h30 · Sala 106Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 17 · Trabalho, Questão Social, Movimentos Sociais e Direitos Humanos na Periferia do Capitalismo
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h30
- Local
- Sala 106 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ELLEN DE BRITO SOUSA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- Luís Augusto Vieira; George Francisco Ceolin
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo analisar as tendências damercadorização e privatização dos serviços sociais públicos no Brasil. A pesquisaanalisa as estruturas de contratualização e parcerias com o terceiro setor,demonstrando como os modelos de gestão empresarial — com destaque para aatuação das Organizações Sociais (OSs) — estão ocupando espaço na prestaçãode serviços essenciais que deveriam ser ofertados diretamente pelo governo. Nocampo do direito administrativo e da economia política, essas dinâmicas sãofundamentais para compreender as acomodações do Estado capitalista diante dahegemonia neoliberal e a progressiva transformação de direitos sociais e benscomuns em esferas de acumulação privada. Como método, procedeu-se a umarevisão bibliográfica baseada na análise crítica de produções científicas centraispublicadas no recorte temporal de 2023 a 2025, selecionadas a partir de periódicosde referência na área, como a A&C – Revista de Direito Administrativo & Constitucional, a Revista Digital de Direito Administrativo (RDDA) e a Revista Direito e Práxis. O estudo aborda os impactos dessa privatização velada na estruturapública, bem como os mecanismos de responsabilização do Estado e os custosrepassados ao setor público por esses novos arranjos gerenciais. A pesquisa sejustifica pela necessidade de evidenciar os impactos causados pela transferência deresponsabilidade estatal para o setor privado, possuindo relevância acadêmica esocial ao contribuir para o debate sobre as expressões contemporâneas damercantilização e como as mudanças estruturais afetam o caráter universal e aeficácia das políticas sociais no país.
- Palavras-chave
- Mercadorização, Organizações Sociais, Direito Administrativo, Revisão Bibliográfica, Estado Capitalista
Espaços de Aprendizagem: Educação, Ambiente e Sociedade
15/10 · Sala 107
ST18-01ST 18 Extensão universitária e educação ambiental: a atuação da Liga CORA na conservação e no reúso de água 15/10 · 18h50 · Sala 107Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 18 · Espaços de Aprendizagem: Educação, Ambiente e Sociedade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 18h50
- Local
- Sala 107 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ANA CLARA ALVES COSTA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Thiago Montenegro Góes; Fernanda Moreira
Resumo
A extensão universitária constitui uma via de diálogo entre universidade e sociedade, permitindo que conhecimentos produzidos no ensino e na pesquisa sejam socializados, ressignificados e aplicados diante de demandas concretas. Nessa perspectiva, a Liga Acadêmica de Conservação e Reúso de Água (Liga CORA), vinculada à Escola de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Federal de Goiás, desenvolve ações de educação ambiental e divulgação técnico-científica voltadas ao uso sustentável da água. Este trabalho objetiva sistematizar a atuação extensionista da Liga e discutir sua contribuição para a formação acadêmica e para a aproximação entre universidade, sociedade e setor produtivo. As ações articulam diferentes estratégias de comunicação e formação, incluindo publicações educativas no Instagram e no site institucional, lives com especialistas, capacitações, atividades de conscientização, participação em eventos e visitas técnicas. As temáticas abordadas abrangem reúso de água frente às mudanças climáticas e à escassez, modalidades e experiências internacionais de reúso, gestão hídrica inteligente na indústria de alimentos, micropoluentes e Avaliação de Ciclo de Vida aplicada à mitigação de impactos ambientais. Também foram desenvolvidas capacitações para estudantes da UFG, ações alusivas ao Dia Mundial da Água, atividades com ferramenta de pegada hídrica e iniciativas em eventos de sustentabilidade, além da aproximação com empresas e sistemas de saneamento por meio de visitas técnicas e atividades educativas. Ao combinar comunicação digital, formação e experiências presenciais, a Liga amplia os espaços de aprendizagem para além da sala de aula e favorece a circulação social do conhecimento técnico em linguagem acessível. Essa atuação materializa o princípio extensionista de uma relação de mão dupla: a universidade compartilha conhecimento e, simultaneamente, aproxima estudantes das necessidades, práticas e desafios observados na sociedade. Como contribuição, as ações fortalecem a formação crítica e profissional dos discentes, ampliam a conscientização de diferentes públicos e estimulam a apropriação social de conhecimentos relacionados à conservação e ao reúso de água. Assim, a Liga CORA evidencia o potencial das ligas acadêmicas como espaços de integração entre ensino, pesquisa e extensão e como agentes de transformação socioambiental.
- Palavras-chave
- Educação ambiental, Reúso de água, Extensão universitária, Divulgação científica, Gestão da água
ST18-02ST 18 O Espaço Digital na Aprendizagem de Matemática: Um Estado da Arte sobre Redes 15/10 · 19h00 · Sala 107Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 18 · Espaços de Aprendizagem: Educação, Ambiente e Sociedade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h00
- Local
- Sala 107 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- WILTON PEREIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Thiago Montenegro Góes; Fernanda Moreira
Resumo
As tecnologias digitais têm reconfigurado os processos educativos e ampliado os espaços de aprendizagem para além da sala de aula, possibilitando novas formas de comunicação, produção de materiais e construção de conhecimentos em Educação Matemática. Nesse contexto, as redes sociais e os ambientes virtuais constituem espaços digitais que podem favorecer a interação, a colaboração e a participação dos estudantes na aprendizagem matemática. Diante da crescente presença dessas tecnologias na sociedade e da necessidade de compreender sua inserção no ensino de Matemática, este estudo teve como objetivo mapear e sistematizar a produção científica acerca do espaço digital como ambiente de aprendizagem matemática mediado por redes. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, fundamentada na perspectiva do Estado da Arte. Foram analisadas produções científicas publicadas em português, no período de 2021 a 2026, localizadas no Google Acadêmico e na SciELO, além dos periódicos REMATEC e RENCIMA. A seleção contemplou estudos relacionados às tecnologias digitais, redes sociais, ambientes virtuais e aprendizagem matemática. Os trabalhos analisados evidenciam que os espaços digitais assumem diferentes funções no ensino e na aprendizagem, abrangendo desde ambientes virtuais destinados à resolução colaborativa de tarefas até redes sociais utilizadas para interação, compartilhamento de materiais e desenvolvimento de práticas pedagógicas. Os estudos também apontam potencialidades relacionadas à autonomia dos estudantes, à colaboração e à ampliação das possibilidades de comunicação e participação nos processos educativos. O mapeamento da produção científica indica, contudo, que ainda há quantidade limitada de pesquisas especificamente voltadas ao uso das redes sociais no ensino de Matemática, apesar do potencial pedagógico identificado. Nesse sentido, as tecnologias digitais configuram-se não apenas como ferramentas, mas como espaços de aprendizagem que articulam sujeitos, conhecimentos e práticas sociais. Conclui-se que o espaço digital constitui um ambiente relevante para a Educação Matemática, especialmente quando seu uso é planejado pedagogicamente, favorecendo interação, colaboração, participação e construção do conhecimento. Assim, as redes e os ambientes digitais podem contribuir para aproximar os processos de ensino e aprendizagem matemática das práticas e demandas da sociedade contemporânea.
- Palavras-chave
- Espaços de Aprendizagem, Educação Matemática, Tecnologias Digitais, Redes Sociais, Estado da Arte
ST18-03ST 18 PROJETO DE INTERVENÇÃO “FIOS DE IMAGINAÇÃO E MÃOS DE DESCOBERTAS: NARRATIVAS LÚDICAS E EXPERIÊNCIAS SENSORIAIS” 15/10 · 19h10 · Sala 107Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 18 · Espaços de Aprendizagem: Educação, Ambiente e Sociedade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h10
- Local
- Sala 107 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MARIA RITA DA SILVA FRAGA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Thiago Montenegro Góes; Fernanda Moreira
Resumo
Esse trabalho é um relato de experiência, o objetivo é demonstrar o projeto de intervenção que irei realizar no Centro Municipal de Educação Infantil com o tema: uma forma lúdica de trabalhar histórias e atividades sensoriais. Serão dois dias de intervenção no agrupamento 3. A mediação será feita por meio de contação de histórias com fantoches. No segundo dia, a história será relembrada e as crianças irão representar, por meio de pinturas com tinta de argila, o que mais gostaram da história. Minha proposta nasce da observação de que o interesse genuíno das crianças pela literatura é, por vezes, substituído por momentos passivos de exposição à televisão, o que despertou a motivação para desenvolver um projeto voltado à mediação de leitura, buscando ampliar o contato delas com os livros e com as experiências literárias. O objetivo é despertar o interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outras formas de narrativa, como o teatro de fantoches, utilizar materiais variados (argila) para explorar cores, texturas e formas, exercitando a autoria em produções artísticas. O estágio foi um período de grandes aprendizados, de bastante conhecimento e descobertas, contribuindo muito para a minha formação académica e profissional, mudando a minha perspetiva em relação a educação, com um pensamento crítico ao que está no papel e na realidade, me fez pensar ainda mais na melhoria de uma educação de qualidade e aprimoramento do conhecimento das crianças. Como resultado espera-se que as crianças compartilhem espaços e materiais em situações de produção coletiva, fortalecendo a interação e a cooperação
- Palavras-chave
- Contação, Argila, literatura
ST18-04ST 18 CRIAR PARA CONHECER: A EXTENSÃO COMO MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA NA APRENDIZAGEM EM ARQUITETURA E URBANISMO A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DO URBANIDADES 15/10 · 19h20 · Sala 107Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 18 · Espaços de Aprendizagem: Educação, Ambiente e Sociedade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h20
- Local
- Sala 107 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- NOAM ALVES MARTINS MARSON
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Thiago Montenegro Góes; Fernanda Moreira
Resumo
A incorporação estrutural da Extensão aos processos de aprendizagem é um dos desafios da formação universitária contemporânea. Embora a curricularização amplie a aproximação entre universidade e sociedade, isso não assegura sua participação na produção do conhecimento disciplinar. Nessa perspectiva, a Extensão deixa de ser um momento posterior ao ensino para integrar as condições de produção do conhecimento em Arquitetura e Urbanismo. Este relato toma o Urbanidades, fórum extensionista interdisciplinar do curso de Arquitetura e Urbanismo da UniCerrado (Goiatuba, GO), como campo empírico para investigar em que condições a Extensão pode constituir mediação pedagógica na formação estudantil. O percurso fundamenta-se na experiência como modo de conhecer, no currículo como processo poiético, em que criar constitui também uma forma de conhecer (MARTINS, 1992), na educação do sensível (DUARTE JR., 2001) e na Experiência de Aprendizagem Mediada, compreendida como organização intencional de experiências que atribuem significado às relações entre sujeitos, espaço e mundo (FEUERSTEIN; KLEIN; TANNENBAUM, 1991). Essas referências convergem ao situar a aprendizagem como produção de sentido mediada pela ação, articulando poiésis, sensibilidade e mediação em uma mesma matriz experiencial. O Urbanidades articula estudantes e docentes de Arquitetura e Urbanismo, professores da rede municipal de educação na concepção de oficinas, dispositivos espaciais e materiais de apoio a situações reais de interação escolar. Nesse processo, os estudantes concebem e materializam conceitos, objetos e espaços, integrando intenção projetual, materialidade, uso e presença do outro. Projetar, construir, experimentar, interpretar e reelaborar integram um mesmo movimento formativo, próprio de uma atitude prospectiva — preparação da ação diante de futuros ainda abertos (BERGER, 1958). A investigação adota abordagem qualitativa, analítico-reflexiva, com corpus de textos orientadores, materiais gráficos, dispositivos pedagógicos e registros da concepção, realização e sistematização da experiência, buscando relações entre criação, mediação e aprendizagem. As análises preliminares sugerem que, no Urbanidades, a produção de conceitos, dispositivos, objetos, espaços, situações, relações e interpretações integra o próprio processo de aprendizagem, indicando que a Extensão pode participar estruturalmente dessa produção quando organizada intencionalmente como mediação pedagógica.
- Palavras-chave
- Extensão universitária;, Ensino de Arquitetura e Urbanismo;, Experiência;, Poiésis;, Mediação pedagógica;
ST18-05ST 18 AS INFÂNCIAS TAMBÉM HABITAM A UFG CÂMPUS GOIÁS: PARTICIPAÇÃO E PERMANÊNCIA DAS CRIANÇAS NO ESPAÇO UNIVERSITÁRIO 15/10 · 19h30 · Sala 107Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 18 · Espaços de Aprendizagem: Educação, Ambiente e Sociedade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h30
- Local
- Sala 107 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- DANIELLE MARIA DE OLIVEIRA
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Thiago Montenegro Góes; Fernanda Moreira
Resumo
Há infâncias que atravessam os corredores da universidade pela mão de suasmães e, sem pedir licença, reinventam o espaço. É sobre o direito dessas crianças aparticipar e permanecer na universidade pública, e sobre a criação de espaços deacolhimento infantil, que este ensaio reflete, como resposta a uma dupla urgência: a garantia dos direitos da infância e a viabilização da equidade no ensino superior. Toma-se a universidade não como cenário para a infância, mas como território que a infância também constitui, no qual as filhas e os filhos de estudantes e servidores habitam, brincam e experienciam seus afetos. Do ponto de vista jurídico, a criança é sujeito de direitos assegurados pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, o que impõe ao poder público e à universidade o dever de proteção, participação e provisão. À luz da sociologia da infância de Manuel Jacinto Sarmento, compreende-se a criança como ator social de pleno direito, cuja cidadania se manifesta em habitar, interagir e pertencer aos espaços públicos institucionais; excluí-la da universidade é apagá-la da paisagem da cidade.O objetivo é problematizar como os espaços universitários, projetados sob uma lógica adultocêntrica, empurram a infância para fora, e sustentar os espaços de acolhimento como ambientes de cuidado, experiência e criação, nos quais a criança vive seu direito à fruição, à brincadeira e ao bem-estar. Articula-se, ainda, o Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), que respalda a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade: a ausência de salas de acolhimento opera como vetor de evasão, afetando majoritariamente as mães universitárias. Garantir um espaço seguro às crianças é cumprir as diretrizes de apoio à parentalidade e assegurar que o direito à educação das mães não seja anulado pela falta de suporte ao cuidado. Metodologicamente, trata-se de um ensaio teórico de caráter propositivo, que articula os estudos da infância, o marco legal dos direitos da criança e a política de assistência estudantil para defender o lugar da infância na universidade, no horizonte da criação de um espaço de acolhimento no Câmpus Goiás. Argumenta-se que a permanência da criança sustenta a permanência de suas mães: quando a universidade abre lugar para a infância, abre caminho para que outras vidas também floresçam ali.
- Palavras-chave
- cidadania da infância, participação infantil, parentalidade, permanência estudantil
ST18-06ST 18 ARTE COM ELEMENTOS NATURAIS NO ESTÁGIO SUPERVISONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL 15/10 · 19h50 · Sala 107Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 18 · Espaços de Aprendizagem: Educação, Ambiente e Sociedade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 19h50
- Local
- Sala 107 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- ESTER RODRIGUES DOS SANTOS
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Thiago Montenegro Góes; Fernanda Moreira
Resumo
Esse trabalho tem o objetivo de relatar uma intervenção realizada no estágio supervisionado. O tema é: ARTE COM ELEMENTOS NATURAIS NO ESTÁGIO SUPERVISONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL. O trabalho será desenvolvido no agrupamento dois, uma das salas em que mais estive presente durante meu estágio supervisionado. Esse projeto teve como objetivo estimular a imaginação e criação artística das crianças, por meio de uma descoberta criativa com elementos da natureza (folhas, gravetos, sementes e areia), incentivando a percepção de diferentes texturas e modos de se construir arte dentro e fora da escola. Esse relato de experiência começa na observação dos interesses da turma em atividades ambientes externos. Portanto, decidi desenvolver um projeto de arte com elementos naturais, para isso faremos uma aula passeio coletando os materiais encontrados pelas crianças, onde serão os organizados sobre um papel colado com fita crepe, as crianças poderão criar livremente, podendo manipular os matérias colando os elementos naturais e complementando com o uso opcional de desenhos feitos com giz de cera e lápis de cor. Espera-se estimular a coordenação motora fina por meio do manuseio, da colagem e do posicionamento de pequenos elementos sobre o papel. Proporcionar o contato com diversas texturas e nervuras das plantas, permitindo que a criança sinta a diferença entre o liso, o rugoso, o seco e o úmido. O estágio possibilita a vivência de pensar uma docência transformadora, isso me faz refletir sobre como podemos transformar os conhecimentos da graduação e levar para a escola-campo, tornando o conhecimento que está preso na teoria capaz de conseguir alcançar a práxis.
- Palavras-chave
- Estágio, Crianças, Pedagogia, Natureza
ST18-07ST 18 Empreendedorismo Social e Prática Acadêmica: Inovações na Universidade em Arquitetura e Urbanismo, Direito e Administração 15/10 · 20h00 · Sala 107Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 18 · Espaços de Aprendizagem: Educação, Ambiente e Sociedade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h00
- Local
- Sala 107 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- BEATRIZ BRITO NUNES JAPIASSU
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Thiago Montenegro Góes; Fernanda Moreira
Resumo
O tema do XIV CONEPEC, “Novas perspectivas para mudar o mundo”, convoca a comunidade acadêmica a refletir sobre o papel da universidade na transformação social. Esta proposta busca discutir como a integração entre o conhecimento técnico-acadêmico e o empreendedorismo social pode atuar como um vetor de inovação e engajamento comunitário no campo da Arquitetura e Urbanismo, Direito e Administração. A inovação tecnológica universitária fundamenta-se nos princípios da ética, responsabilidade e cooperação, constituindo-se como um espaço onde o ensino, a pesquisa e a inovação convergem para atender às demandas sociais e de mercado. O objetivo central deste tipo de iniciativa é a capacitação humana e a formação profissional de seus membros, permitindo o contato com problemas reais que exigem soluções criativas e interdisciplinares. A "nova perspectiva" defendida aqui propõe que a iniciação, ao ser materializada em projetos colaborativos, transcende a sala de aula tradicional. Ela transforma o fazer acadêmico em um instrumento de impacto social, valorizando o corpo discente, docente e técnico da UFG e, simultaneamente, oferece soluções que buscam a justiça social e a melhoria da qualidade de vida na comunidade. Ao analisar modelos de gestão que privilegiam a troca de experiências entre academia, instituições e sociedade, este trabalho demonstra como a prática inovadora é potente para promover mudanças significativas na realidade urbana contemporânea. A experiência evidencia que, ao alinhar o eixo pedagógico às necessidades da sociedade, a universidade reafirma seu compromisso com a difusão do conhecimento, ferramentas essenciais para a construção de um mundo mais dinâmico, sustentável e atento às transformações sociais.
- Palavras-chave
- Empreendedorismo Social;, Extensão Universitária, Inovação, Arquitetura e Urbanismo, Formação Profissional.
ST18-08ST 18 APLICAÇÃO DO MÉTODO INI-C PARA DIAGNÓSTICOS E DIRETRIZES DE PROJETO-PADRÃO DE ESCOLA NO CENTRO-OESTE 15/10 · 20h10 · Sala 107Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 18 · Espaços de Aprendizagem: Educação, Ambiente e Sociedade
- Data e início previsto
- 15/10/2026 · Quinta-feira · 20h10
- Local
- Sala 107 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- LARA ESTEFANY CORDEIRO GONCALVES
- Horário da sessão
- 18h30 às 22h
- Coordenação
- Thiago Montenegro Góes; Fernanda Moreira
Resumo
A utilização de projetos-padrão escolares, que frequentemente ignoram as especificidades climáticas locais pode comprometer o conforto térmico dos usuários. Nesse contexto, esta pesquisa investiga o impacto dessa prática no ambiente escolar, tendo como objetivo analisar o desempenho térmico da envoltória do projeto-padrão da Secretaria de Educação de Goiás (SEDUC), aplicado ao contexto climático da Cidade de Goiás e propor diretrizes projetuais para mitigação do calor. O processo foi dividido em duas abordagens: análises prescritiva e simulada da INI-C. Na parte prescritiva foram analisadas as variáveis absortância, ângulos de sombreamento, fator solar, transmitância e capacidade térmica, na ferramenta Natural Comfort. Neste contexto, foram elaborados doze cenários alterando as propriedades da cobertura, vedação opaca e vidros, e posteriormente, utilizou-se o Natural Comfort para calcular o percentual anual de horas em desconforto térmico por calor (EHFhot – Exceedance Hour Fraction: hot). Já na parte simulada foi utilizado o software Ladybug Tools, interface do programa Energyplus, para simular três tipos de cobertura. O resultado do cenário base (C0) apresentou o EHFhot de 85%. A cobertura foi identificada como o elemento de maior impacto direto, com EHFhot de 66% com o emprego da telha sanduíche e pintura branca, absortância de 20%. O uso de materiais com maior capacidade térmica reduziu significativamente as cargas de resfriamento. A substituição das paredes por tijolo cerâmico maciço pintado de branco reduziu o percentual para 75%, enquanto a utilização de vidros com fator solar de 0,20 reduziu as horas de calor para 77%. O cenário otimizado, resultante da combinação das melhores estratégias de envoltória, cobertura e vidro, reduziu o desconforto térmico de 85% para apenas 26%. As simulações no Ladybug Tools reafirmam esses resultados, a substituição de telha fibrocimento por telha sanduíche reduziu as cargas de resfriamento em aproximadamente 11,4%. Conclui-se que a adaptação bioclimática de projetos-padrão é fundamental para melhorar o desempenho térmico e reduzir a necessidade de climatização artificial. Em etapas futuras, pretende-se simular mais cidades, visando avaliar a influência de diferentes contextos climáticos no desempenho térmico do projeto-padrão de escolas brasileiras.
- Palavras-chave
- Eficiência energética, Arquitetura escolar, Desempenho térmico, Método prescritivo
Literatura e Vida Social: Representações, Dissidências e Temas Fraturantes
16/10 · Sala 107
ST19-01ST 19 MULHERES QUE DANÇAM O NIKETCHE: FIGURAÇÃO E RESISTÊNCIA DE PERSONAGENS FEMININAS NEGRAS NA OBRA DE PAULINA CHIZIANE 16/10 · 18h50 · Sala 107Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 19 · Literatura e Vida Social: Representações, Dissidências e Temas Fraturantes
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 18h50
- Local
- Sala 107 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- MARIA CLARA DE PAULA REIS
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- José Humberto Rodrigues dos Anjos; Andresa Cristina Silva Moreno; Maria Clara Reis
Resumo
O presente trabalho tem por principal objetivo realizar uma análise crítica e teórica de como se configuram as personagens femininas negras no romance Niketche: uma história de poligamia (2021), de Paulina Chiziane, levando a importância da autoria feminina negra para representar mais precisamente a situação de mulheres subalternas, colonizadas e marginalizadas. Assim, foi apontado uma visão crítica da sociedade patriarcal, em busca de mostrar que o processo de descolonização é motivado pela literatura a partir do momento em que o sujeito subalternizado feminino passa de objeto do discurso – o qual traz senso de mudez – para sujeito do discurso. Para isso, a pesquisa foi realizada priorizando a metodologia bibliográfica, ancorada no embasamento teórico-crítico fundamentado principalmente na compreensão do percurso histórico da literatura moçambicana (Bucuane, 2023; Fonseca; Moreira, 2007; Leite, 2013; Leite et al., 2022; Macêdo; Maquêa, 2007; Mata, 2013; Salgado, 2004), da construção da personagem de romance (Candido, 2011; Brait, 1985; Dalcastagnè, 2011; Ducrot; Todorov, 1974; Reis, 2018), de informações sobre a autora Paulina Chiziane, incluindo sua biografia, fortuna crítica e suas obras (Chiziane, 2012; Macêdo; Maquêa, 2007; Mendes; Santos 2016; Salgado, 2004), e de mulherismo africana, dororidade, corpos, poligamia e fronteiras (Hudson-Weems, 2020; Lenine, 2023; Oyěwùmí, 2020, 2021; Piedade, 2017). Buscou-se apresentar como esses temas estão internalizados na produção literária de Paulina Chiziane (2021) e ressaltar a importância da autora quando, em sua criação literária, ela faz com que mulheres que são colocadas na periferia nos âmbitos político, ético-moral, sociocultural, ideológico e econômico sejam ouvidas, como uma forma de pôr em xeque o estatuto patriarcal e desafiar a parcialidade e o silenciamento histórico. Assim, esse trabalho é de grande relevância para ter contato com a perspectiva do que foi o colonialismo através da lente do sujeito subalternizado feminino negro, historicamente silenciado e que encontra na literatura um meio para se expressar e para denunciar as mazelas da colonização não só no passado, mas no presente também, com o intuito de transgredir o patriarcalismo e mostrar o valor da mulher no quadro cultural da sociedade.
- Palavras-chave
- Personagens femininas negras, Literatura moçambicana, Mulherismo africano, Paulina Chiziane, Pós-colonial
ST19-02ST 19 A relação mãe-filha no romance Mandíbula, de Mónica Ojeda e no conto Os laços de família, de Clarice Lispector: uma abordagem comparativa 16/10 · 19h00 · Sala 107Ler resumo
Apresentação
- Sessão temática
- ST 19 · Literatura e Vida Social: Representações, Dissidências e Temas Fraturantes
- Data e início previsto
- 16/10/2026 · Sexta-feira · 19h00
- Local
- Sala 107 · UFG, Campus Cidade de Goiás
- Autor(a) no ensalamento
- DÉBORA RIBEIRO SILVA
- Horário da sessão
- 18h30 às 21h
- Coordenação
- José Humberto Rodrigues dos Anjos; Andresa Cristina Silva Moreno; Maria Clara Reis
Resumo
A literatura produzida por mulheres tem se destacado como um campo de resistência contra as expectativas de uma sociedade patriarcal que, ao longo dos séculos, tentou ditar como as relações familiares e as sexualidades deveriam ser vividas. Dentro deste cenário, o presente estudo tem como objetivo realizar uma análise comparativa entre as personagens Miss Clara, da obra Mandíbula (2018) de Mónica Ojeda e Catarina, do conto Os laços de família (1960) de Clarice Lispector, buscando identificar as tensões, conflitos e silêncios que marcam seus vínculos maternos. Para alcançar esse propósito, a metodologia adotada foi o levantamento bibliográfico de textos teóricos da crítica feminista, estudos sobre maternidade e a realização de um exercício comparativo focado nas descrições narrativas e falas dessas protagonistas. O referencial teórico baseia-se nas reflexões de Paula Gruman (2023) sobre a obra de Luce Irigaray, que investiga como a cultura ocidental muitas vezes apaga as mulheres que existem por trás da figura da mãe, reduzindo o corpo materno a um suporte material ou a um "receptáculo" para a criação dos filhos, sem conferir a elas o estatuto de sujeitas com desejos próprios. Os resultados da pesquisa indicam que, em Mandíbula, a relação é apresentada através de uma maternidade monstruosa, onde Miss Clara vive um processo de imitação extrema de sua mãe, Elena, chegando ao ponto de vestir suas roupas velhas e adotar sua postura física, o que cria uma "casa-útero" que a isola do mundo exterior e a transforma em uma cópia sinistra de sua origem. Por outro lado, na obra de Lispector, a análise do encontro entre Catarina e sua mãe, Severina, revela um abismo de incomunicabilidade onde o amor é sentido como uma "prisão" que dói fisicamente, evidenciando que os laços familiares podem funcionar como correntes que impedem a expressão da subjetividade. Enquanto Ojeda utiliza elementos de terror e a ideia de uma "mandíbula" que protege mas também pode triturar para explorar a violência psicológica, Lispector foca na rotina e na introspecção para mostrar como a falta de uma linguagem comum cria "nós" afetivos insolúveis. Conclui-se que ambas as escritoras desconstroem o mito da mãe perfeita, demonstrando que a busca das filhas por autonomia exige um doloroso processo de "desnascer" ou escapar da sombra materna, revelando que a literatura é um espaço poderoso para expor a complexidade e a precariedade das relações humanas que nunca chegam a ser totalmente lidas.
- Palavras-chave
- Laços de Família;, Literatura Comparada;, Mãe-filha;, Mandíbula;, Violência.
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